Notas iniciais
Demorei, não é? Acho que tenho que parar de discutir com os meus pais... Enfim o cap está aqui e eu achei ele pequeno, mas... Bom, ele será narrado de uma forma diferente. vou alterar as narrações a quase todo o instante mostrando os nossos herois...
Boa leitura!

LUKE

Tudo o que Thalia dissera era verdade. Nos túneis Grover me puxava para longe de cavalos enormes que cuspiam fogo; eles atiçaram fogo nas folhas secas no instante em que perceberam que não poderiam passar para os túneis e só então parei de lutar. Também voltei a sonhar com o abismo e a sinistra voz que me puxava para baixo; a voz estava muito mais perversa do que antes e o gelo era quase palpável. A persistência levou com que eu sonhasse acordado e em um desses momentos foi quando Annie quase se afogou... Annabeth iria acabar se magoando por minha causa... E ele. Ele sempre estava no meio do caos da minha vida.

Eles entraram um de cada vez e sempre algo se quebrava, como sinais de uma luta quase silenciosa... Não! Eles estavam bem. Thalia entrou e assim que dei um passo para segui-la na direção da porta meu mundo se fechou em uma escuridão pesada e desabei no chão arfando e desesperado por ar. “Preparado para o que ira acontecer?” novamente a voz do abismo chegava até minha pessoa consciente. “Acho que você não vai gostar do que vai ver!... Perder todos os amigos e a única coisa que te prende... Seria uma pena, não acha?” Eu não sabia do que ele falava, mas a sensação era de perda... Perder Grover, um amigo... Perder Annabeth, uma irmã... E Thalia! A voz debochava de mim por ser fraco, mas meus pulmões não tinham mais tanta força... “Não entre! Deixe-os ai e vá embora... Em breve eu me erguerei deste abismo e você me ajudará!”

Tudo virou um borrão enorme de tinta escura e as palavras ecoaram em minha mente até se tornarem a única coisa em que eu conseguia e queria pensar. “Não vou entrar... Vou deixá-los ai e vou embora... Eu vou aju...”

-LUKE!

Foi o grito que me tirou da escuridão gélida de palavras. Thalia tentava me avisar de algo, mas sua voz sumiu tão rápido quanto surgiram. Antes de sacar a espada, apreensivo, um pensamento me ocorreu direcionado ao abismo... “Não vou ajudá-lo!”

Apressei-me a entrar pela porta; vi vários objetos quebrados e revirados pelo chão. Não me atrevi a dar muitos passos; a “casa” era formada por muitos corredores e não havia o menor sinal de nenhum deles...

-THALIA! Cadê você? – gritei ainda no mesmo corredor perto da porta de saída...

O seu riso foi quase irônico e muito inconveniente.

-Venha, Luke! – outro acesso de risos – Eu estou bem... – assim a sua voz morreu, uma porta se abriu de um jeito medonho que me vez ter um arrepio percorrendo a espinha... Assim que passei pela porta ela se fechou com mais força do que o recomendado... Senti-me estranhamente só, sem nem ao menos a voz do abismo para me aborrecer...

-THALIA. – voltei a gritar e antes que tivesse uma resposta meu corpo foi jogado de forma bruta contra a parede; bati a cabeça com força demais para me manter acordado... Minha única recordação antes de apagar foi uma enorme mão me puxando pelo tornozelo.

ANNABETH

Minha cabeça latejava e meu corpo tremia. Não sabia onde estava, mas de uma coisa tinha certeza: eu estava sozinha em um mar de corredores sombrios e gélidos. Encolhi-me junto á parede agarrada aos joelhos e escondi o rosto; fiquei assim durante bastante tempo até ter certeza de que meu corpo parara de tremer. Por fim me ergui e esfreguei as mãos no rosto, livrando-o das lágrimas traiçoeiras que caíram sem minha permissão.

Senti-me estúpida por chorar assim... Mas ainda com o medo existente chamei a eles tentando manter as esperanças:

-Luke?

Silencio...

-Grover?

Silencio...

-Thalia?

Um silêncio desprovido de calma... Tensão e medo se faziam presentes entre as paredes igualmente frias como o ar... Um vento cortante e gélido cortou meus pensamentos e por instinto pensei em Thalia: aquele vento não podia ter vindo dela; a menina era corajosa, valente, forte... Mas nunca fora gélida com ninguém. Era severa às vezes e sabia ser fria, mas gélida era contra sua natureza; o carinho e a doçura que eram dirigidos a mim diziam isso.

Pensei como uma filha de Atena e com a faca em mãos comecei a andar por corredores... Não me fazia bem ficar parada.

GROVER

Aii... O Senhor D. vai acabar comigo! Como eu fui perder meus sentidos assim?

Assim que entrei na casa abandonado o cheiro me invadiu; tal como o subterrâneo o cheiro era forte e repugnante... Monstros; existia algum ali, só não sabia onde... Até ser jogado bruscamente em direção a uma parede cheia de objetos e senti-los se quebrando as minhas costas com os olhos fechados. Abri os olhos e vendo apenas borrões escuros desmaiei. Quando voltei a abri-los... Bom, eu já não estava no mesmo lugar que antes e, como antes, nenhum sinal da pequena Annabeth.

Ainda estava sentado no chão examinando meu corpo e procurando qualquer sinal de uma possível lesão; graças aos deuses, não tinha nenhuma.

Coloquei-me de pé e passei a andar por corredores... Direita, direita... Um longo corredor e uma porta trancada... Esquerda e objetos quebrados...

-GROVER!

Meu peito subia e descia de forma descompassada.

-THALIA? CADÊ VOCÊ?

O silencio me foi muito incomodo enquanto eu pensava no que fazer...

-ME AJUDA!

A voz carregada de desespero parecia estar embargada pelo choro...

-TO INDO! – gritei de volta e passei a correr por vários corredores; corri mais do que sei me expressar em palavras... Todos eles eram importantes, mas Thalia era a única a quem eu tinha obrigação de levar em segurança até o acampamento... Cheguei a uma espécie de sala escura, mas o cheiro era inconfundivelmente forte e predominava no local. Soltei a frase mais ridícula e verdadeira daquele instante:

-Você não é Thalia. – assim que pronunciei estas palavras um riso cheio de escárnio invadiu o ambiente e novamente senti uma pancada na cabeça...

LUKE

Dizer que meu corpo estava dolorido é tudo a que posso conseguir com palavras; minha cabeça doía com a bancada e meu tornozelo estava roxo. Com grande esforço consegui me manter em pé e olhei em volta; um corredor diferente era onde eu me encontrava; o ar frio e pesado só faziam com que eu desejasse ter saído dali quando pude. Não encontrei minha espada e isso me preocupava muitíssimo.

Ignorando dores e a falta de proteção, voltei a andar. Sentia-me exposto e com os nervos a flor da pele.

-LUKE!

O grito gelou meu sangue ao passo que o calafrio percorreu minha espinha. A última frase dita por Thalia martelava em meus ouvidos, tão clara quanto quando ela as pronunciou: “Seja o Herói dela!”

-Annie? ANNABETH? CADE VOCÊ?

-EU TO SOZINHA! ME SALVA!

Voltei a correr desesperadamente; o ritmo acelerado e frenético do meu coração me assustava e eu senti o ar ficar ainda mais pesado. Direita. Esquerda. Portas trancadas e arrombadas. Objetos quebrados... Não vi metade das coisas pela qual passei; Annie precisava de mim e eu não iria deixá-la!

Seja o herói dela!... Seja o herói dela... Seja o herói dela... Seja o herói dela!

Arrombei uma porta usando a força do meu corpo e cai no chão de uma sala ampla, mas não foi isso que mexeu comigo; algo me chamava à atenção, um alerta no ar. Virei os olhos e me deparei com um Grover inconsciente com os cascos e mãos atados por grossas cordas. Meus olhos se arregalaram e ainda vi minha espada em um canto junto com as latas e a pequena faca de Grover.

... A risada era escrota e maldosa, mas nada que me surpreendesse; eu já estava habituado com a voz do abismo... Virei-me, mas não tive tempo de reagir; levei um golpe na testa e fui parar no chão ainda aturdido enquanto cordas me prendiam.

THALIA

Eu sabia que tinha alguma coisa errada, mas não cheguei, a saber, o que era. Senti um fio de sangue escorrendo da minha boca até o queixo; limpei-o e me coloquei de pé. Sabia que existia um monstro ali, só não sabia que monstro seria. No meio disso tudo eu havia perdido minha lança.

Era tudo um jogo... Um monstro, um labirinto de corredores e todos separados. Não acredito que passamos por tudo o que passamos e íamos acabar perdidos em um labirinto... Estávamos perto demais do acampamento para desistir agora!

Andei sem pressa durante o que me pareceu longos e infinitos minutos; a única coisa que eu via era objetos quebrados, portas trancadas e longas paredes...

-THALIA!

Parei ao som da voz de Luke. Tinha algo errado... Eu só não sabia se era com ele ou com a voz! Ele continuou a me chamar e passei a correr procurando por ele... Tinha esperança de que meus sentidos estivessem errados sobre a voz ou mesmo sobre minha vida... Tudo às vezes não passava de um longo pesadelo!

Sentia o suor escorrendo por minha espinha e o medo crescendo em meu peito quando cheguei a uma ampla sala; o assoalho havia sido todo arrancado e uma sombra no fundo da sala prendeu minha atenção pelo tamanho: era enorme! Ainda mais ao fundo só que para a esquerda se encontravam minha lança, um punhado de latas, um punhal pequeno e a espada de Luke... Olhei para a direita da sombra e os vi: os dois amarrados e de cabeça para baixo pendurados no teto... A sombra voltou a se mexer e não tive tempo de fazer muita coisa...

Notas finais
E...? coments? recomendações????
Até logo!