As Herdeiras De Sirius Black 2
3 Capítulo 3
Notas iniciais
POV Nynha
Saí do banheiro do quarto do Fred já vestida com meu pijama, que era um shortinho e uma blusa de mangas compridas, que passavam das minhas mãos e quase fazia o short desaparecer. Fred já estava deitado na cama me esperando. Fui até ele e deitei ao seu lado.
— Pena que as suas férias acabam amanhã. – ele disse.
— É, eu queria passar mais tempo com você. – falei sorrindo tristemente.
— Eu também pequena. – ele disse e me puxou para deitar em seu peito.
— Je t’aime! – eu disse em francês.
— O que você disse? – Fred perguntou confuso, o que me fez dar uma risadinha.
— Eu disse que te amo, em francês. – disse sorrido enquanto ele me olhava.
— Fala de novo? Você fica sexy falando em francês! – ele disse sorrindo e piscando o olho.
— Fico é?! – perguntei provocando.
— Bastante. — ele respondeu e se levantou um pouco na cama, fazendo seu tronco ficar em cima de mim.
— Je t’aime mon amour! (Eu te amo meu amor) – mal acabei de falar e ele me beijou intensamente. Sua mão que estava no meu braço foi subindo, me causando arrepios até chegar a meu pescoço, enquanto minhas mãos foram parar em seus cabelos. A cada segundo o beijo ficava mais e mais intenso. Fred parou o beijo apenas para tirar sua camisa. Se é que é possível, enquanto ele a tirava, fiquei mais ainda sem ar ao ver seu físico. Ele tinha o corpo maravilhosamente bem definido graças aos anos praticando quadribol, assim que se livrou da camisa voltou rapidamente a me beijar.
Suas mãos estavam agora em minha cintura, e ele a apertava gentilmente, o que me fez soltar um leve suspiro. Mordi levemente seu lábio inferior e o puxei sorrindo.
— Esse seu lado eu não conhecia. – Fred disse meio ofegante.
— Que lado? – perguntei na mesma situação que ele.
— Sexy. – ele disse e me deu um selinho demorado.
— Há muita coisa que você não sabe sobre mim, Fred Weasley. – eu sussurrei com uma voz sedutora em seu ouvido.
— Você vai acabar me matando assim, Nynha. – ele disse e me beijou novamente, mas dessa vez, o beijo vinha carregado de desejo. Sua mão que antes estava na minha cintura foi subindo, e com ela, minha blusa do pijama. Paramos mais uma vez o beijo para Fred atirá-la pelo quarto. Fiquei apenas com meu sutiã preto de renda, e senti que Fred estava meio.... er, animado, se é que vocês me entendem. De repente, o rosto de Jesse começou a aparecer, e as imagens daquele dia horrível também. Jesse me levando a força para uma sala vazia e nos trancando lá. Ele segurando meus braços com força e me jogando no chão....
— Fred...- parei o beijo um pouco ofegante e me afastei um pouco.
— O que foi?- ele perguntou meio confuso.
— É que... eu acho melhor a gente...parar. – eu disse meio sem graça. – Eu não... acho que... não estou pronta ainda. – agora eu já devia estar mais vermelha que tomate.
— Ah...sim. Me desculpe Nynha, eu não...não queria te forçar a nada.
— Tá tudo bem Fred. – eu sorri fraco. – Me desculpe por... er... – e apontei para o volume em suas calças, ficando extremamente envergonhada.
— Isso é constrangedor. Mas isso é culpa sua! Você me deixa assim Nynha! – ele disse sorrindo, então se levantou da cama e foi pegar nossas camisas. Quando voltou, rapidamente vesti minha camisa e me cobri com o cobertor e o observei deitar novamente na cama.
— Desculpa. – falei brincando com o cobertor.
— Tá tudo bem Nynha. Não se preocupe. – ele disse pegando meu queixo fazendo com que eu o olhasse. – Eu espero o tempo que você quiser.
— Mas homens têm suas necessidades, Fred. – eu disse fechando os olhos e me virando para o outro lado.
— Nynha, se você ta pensando que eu vou te largar só pra ter uma noite com alguém, você está muito enganada. – ele disse me virando e fazendo olhá-lo nos olhos. – Eu amo você. E não é porque você ainda não se sente segura pra fazer isso que eu vou te largar. Sei o que aconteceu com você no passado, e como deve ser difícil pra você. Então não se preocupe. – e dizendo isso ele me abraçou apertado e beijou minha cabeça. – Você vale mais que uma noite, Nynha. Infinitamente mais.
— Essa foi a coisa mais linda que já ouvi Fred, obrigado. – eu disse e beijei seu pescoço. – Bom, acho melhor a gente ir dormir, temos que acordar cedo amanhã.
— Certo. – ele disse e se ajeitou na cama e me puxou para seu peito. – Boa noite, pequena. – e então beijou minha cabeça.
— Boa noite meu amor. – eu disse, e instantes depois eu dormi sorrindo por estar nos braços do homem mais perfeito do mundo.
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— Pequena, acorda. – Fred disse e beijou minha cabeça.
— Só mais cinco minutinhos, mô. – falei lentamente e virei para o outro lado. – E bom dia pravoxê...
— Vamos Nynha, a gente vai acabar se atrasando. – ele disse rindo e mordendo meu ombro.
— Hmmm
— Nynha.... – ele disse e beijou o lugar onde mordeu.- Minha mãe vai nos matar se chegarmos atrasados. E a Mel já ta acordada e pronta. Só falta você.
Com isso dei um pulo da cama. Nada é mais assustador do que a Sra. Weasley com raiva. Anote minhas palavras. Rapidamente, abri meu malão, peguei uma roupa e corri para o banheiro, enquanto Fred me observava rindo. Fiz minha higiene e vesti minha roupa, que era uma blusa de mangas compridas rosa claro com corações marrons, uma calça preta e aquelas botas fofinhas marrons. Deixei meu cabelo solto, pois estava do jeito que eu gosto, liso com as pontas onduladas. Não passei maquiagem e sai do banheiro.
Assim que saí, Fred me puxou e me beijou.
— Agora sim, um bom dia descente. – eu ria enquanto ele me levava sorrindo para a cozinha, onde Mel e Jorge estavam terminando de colocar as comidas na mesa.
— Booomm diiaa famíliaaa! – eu disse abraçando Mel e depois Jorge.
— Bom dia Nynha. – eles disseram me olhando desconfiados. – Qual o motivo de tanta alegria? – perguntou Jorge me olhando com cara maliciosa.
— Tô feliz! Não posso?! – falei e beijei a bochecha de Fred que sentou ao meu lado na mesa, que me olhou sorrindo.
— Okay, isso ta estranho! – Mel disse levantando os braços. – O quê que tá rolando aqui? – perguntou cruzando os braços.
— Aaahhh danadinhos! – disse Jorge rindo me fazendo corar violentamente. – Fred meu brother, você não brinca em serviço!
— O quê? Brincar? Como assim...? – e então Mel raciocinou. – Enya McKinnon!
— O quê! – falei assustada.
— Não me diga que você e o Fred...?
— Não! – eu falei alto e morta de vergonha. – Claro que não Mel! Meu Merlin! – eu disse com a mão na cabeça. – Só estou feliz! E se você não percebeu estamos indo para Hogwarts hoje!
— Sei... – Mel disse desconfiada. – Depois a gente conversa.
— Podemos apenas comer e deixar o que a Nynha e eu fazemos ou NÃO FAZEMOS para depois? – Fred disse passando a mão na cabeça.
— Okay! – Mel disse ainda desconfiada.
Começamos a comer e o clima ainda estava meio estranho, mas depois de alguns minutos tudo voltou ao normal. Conseguimos arrumar tudo e chegar na estação na hora certa, o que gerou um certo alívio em todos nós.
Assim que atravessamos a parede de tijolos, chegamos à plataforma 9³/4 , dando de cara com a linda e incrível locomotiva vermelha. Ao longe ouvimos alguém gritando por nós. Procurei quem nos chamava na multidão e logo encontrei a Sra. Weasley acenando para nós, então Fred e Jorge que estavam com meu carrinho e o de Mel, começaram a os empurrar na direção dela.
— Olá mamãe! – disseram os gêmeos quando paramos em frente a ela, que estava junto do Sr. Weasley, Gina, Mione, Harry e Rony.
— Vejo que conseguiram chegar no horário! – ela disse sorrindo satisfeita.
— Somos homens responsáveis agora mãe! – Jorge disse estufando o peito, fazendo Mel e eu rirmos, assim como o resto do pessoal.
— Certo, muito bem. – ela disse tentando não rir. – Todos vocês para dentro da locomotiva, já!
Então todos se apressaram em pegar seus pertences e levar para a locomotiva para se instalar numa cabine. Rony e Harry se propuseram a levar nossas coisas para a cabine para que Mel e eu pudéssemos nos despedir de Fred e Jorge.
— Bem, então é isso. – eu disse sorrindo fraco olhando para Fred, enquanto Mel e Jorge se afastavam um pouco de nós para terem um pouco mais de privacidade. – Hora de partir.
— É. – ele disse se aproximando. – Hora de partir.
— Vou sentir sua falta. – disse enquanto ele me abraçava.
— Eu também vou sentir a sua, pequena. – ele disse e me abraçou mais forte. – Me prometa que não vai tentar salvar a vida de alguém em quanto estiver em Hogwarts. Não estarei lá para te salvar dessa vez. – ele disse e eu ri.
— Mas e se alguém se engasgar com uma azeitona ou sei lá?! Vou deixar que morra?! – perguntei para fazer graça.
— Você me entendeu, Nynha! – ele disse sorrindo e balançando a cabeça, me fazendo rir mais ainda. – Promete? – perguntou agora um pouco mais sério.
— Prometo. – e então ele me beijou.
— .... e também me prometa que você vai perturbar o Filch por nós, não é porque Fred e eu saímos que ele terá paz! – ouvi Jorge falando com Mel enquanto eles se aproximavam de nós.
— Ah, pode apostar que sim! – Mel disse sorrindo diabólicamente. – Aquele velho nunca terá paz. Principalmente aquela gata endemoniada dele.
— Já está querendo matar o Filch do coração, gêmea?! – falei rindo da conversa deles.
— Quanto antes melhor maninha! – ela disse e rimos mais ainda.
— Meninas depressa! – disse a Sra. Weasley se aproximando rapidamente. – O trem já vai partir!
— Estamos indo Sra. Weasley! – Mel disse.
— Bem, tchau Jorge! Vou sentir sua falta! – eu disse e o abracei. – E tome conta desse ser laranja aqui por mim okay?!
— Também vou sentir sua falta Nynha, e pode deixar que eu tomo conta dele sim. – Jorge falou rindo.
— Tchau Fred! – Mel disse o abraçando. – Fica de olho nesse mocinho aqui por mim tá!?
— Tchau Mel, e pode deixar. – Fred disse sorrindo. – Tenho permissão para bater?
— Permissão concedida apenas em casos extremos. – Mel disse e começamos a rir. – Temos que ir agora. Tchau Jorge, se cuida amor, eu amo você. – ela disse enquanto Jorge o abraçava.
— Também te amo Mel, e pode deixar, vou ficar bem. – Jorge disse e a beijou.
— Tchau Nynha. – Fred disse me puxando para mais um abraço. – Eu te amo.
— Eu também te amo, amor. – e então nós finamente nos afastamos dos meninos.
— Tchau Sra. Weasley. – Mel e eu dissemos a abraçando. – Obrigado pelas férias maravilhosas. – Mel completou.
— Ah, não foi nada meninas. Fico feliz por terem vindo. – ela disse.
— Vocês são sempre bem vindas. – disse o Sr. Weasley atrás dela. Então a Sra. Weasley nos beijou a cabeça e nós finalmente entramos no trem.
Assim que entramos, as portas se fecharam e a locomotiva começou a andar. Mel e eu ficamos na janela da porta acenando para Fred, Jorge, o Sr. e a Sra. Weasley enquanto o trem se afastava da plataforma. Quando eles finalmente desapareceram de vista, Mel e eu fomos procurar o pessoal pelo trem.
E assim, mais um ano em Hogwarts estava se iniciando.
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