As Herdeiras Black
2 Capitulo 2
Alguns meses depois
Os meses no isolamento eram frustrantes, Marlene ainda tinha a alegria de ver as filhas crescerem, Electra estava com 10 meses e Adhara próxima a fazer 4 anos, as duas pequeninhas eram extremamente parecidas o que tecnicamente significava serem iguais ao pai. Sirius e os genes Black são marcantes na fisionomia das duas futuras bruxinhas que possuíam os cabelos negros e os intensos olhos azuis acinzentados, sendo os de Electra difícil de confirmar uma vez que os genes de metamorfangus a fazia mudar constantemente o aspecto.
As duas meninas eram extremamente unidas o que alegrava em muito a mãe, uma vez que ter duas filhas pequenas eram um grande trabalho, para Marlene se tornou uma dadiva. Mesmo sem notícias do marido ou qualquer coisa do mundo mágico fora das montanhas de East Hollow, a jovem McKinnon estava mais conformada com sua atual situação.
Naquela noite em especial, Marlene estava imensamente feliz, pois seus pais iriam celebrar sua tão esperada Boda de Pérola[1]. Era estranho celebrar algo em meio a uma guerra mais Dorothy McKinnon achou que era o melhor a se fazer naquele momento, a bruxa que havia perdido o irmão mais velho Charlus Potter no ano anterior acreditava que celebra a felicidade e união dos vivos era o melhor a se fazer.
A festa que seria apenas um jantar para a família, seria composto por Joseph e Dorothy, os patriarcas da família, e seu cinco filhos: Michael o filho mais velho de 25 anos, um ravenclaw de nascimento e um dos melhores Aurores do ministério da magia, sua esposa Faith Ross uma ravina assim como o marido, trabalha na Seção de Mal Uso dos Artefatos Trouxas, juntos são pais da pequena Phoebe McKinnon de seis anos. Matthew de 23 anos, um recém formado obliviador no ministério, e sua noiva Camille Zeller uma hufflepuff, e grande reporte do Daily Prophet. As gêmeas Marlene e Madeleine McKinnon, acompanhadas de Adhara e Electra as filha da gêmea mais velha, e o caçula dos McKinnon, Mark de 17 anos recém-completados e formado em Hogwarts há poucos dias. Era uma família feliz e unida, nada poderia atrapalhar aquele momento mágica.
(...)
Naquela noite ninguém sabe de onde, surge Bellatrix Lestrange em meio ao vale de East Hollow, seguindo ordens de seu senhor de eliminar a todos os McKinnon sem exceção a bruxa, vê então sua oportunidade de vingança para acabar com a jovem Marlene McKinnon, que tira-lhe o que era seu por direito, mesmo Bella não dando a mínima para ele. Sirius era prometido em casamento para a prima desde que nascera, mais assim como o jovem o ódio e repugnância de Bellatrix pelo moreno era reciproco, a bruxa não sabia como alguém de sua família poderia ir contra os ideais de Voldemort que era praticamente um rei em meio aos sangue puros, outro fato que a irritava extremamente era o primo se aliar a mestiços e nascidos trouxas, tornando-se assim um traído de sangue como sua odiosa irmã Andrômeda.
A bruxa liderou um ataque contra a família McKinnon que residia atualmente em sua majestosa casa de campo. Um pequeno exército composto por 17 Death Eaters, dentre eles são débil esposo Rodolphus, o estúpido cunhado Rabastan e o traidor da Order Peter Pettigrew, que fora o fiel informante do Lord das Trevas nos últimos 8 meses sobre o paradeiro de muitos dos membros da organização criada por Dumbledore.
(...)
Madeleine subira as escadas indo em direção ao segundo andar, a bruxa estava atrás da irmã que havia ido dar de mamar para Electra que chorava impaciente, Adhara já dormia em sono solta na cama de Marlene agarrada a sua velha e encardida Fiona a Hipogrifo de pelúcia, dado por Remus à sua querida afilhada. Quando jovem medbruxa alcança o final da escada em um timing perfeito, um feitiço e lançado contra a velha porta da carvalho da mansão casando um estrondo ouvido por todo os bruxos na parte inferior da casa, em segundos o que um dia fora uma porta de carvalho secular agora era nada mais do que lascas e fumaça.
Ainda assustada a bruxa para no topo da escada tentando saber a origem do barulho, ao olhar para trás Madeleine vê o séquito de vultos negros adentrando a mansão, e uma sequência de flashes de luzes de todas as cores colorindo a sala. A jovem bruxa corre em direção ao quarto da irmã para ajudá-la, e assim proteger as sobrinhas. Sem nenhum pouco de delicadeza a mais nova das gêmeas McKinnon escancara a porta do quarto da Marlene sobressaltando a jovem que punha a filha para arrotar após a mamada.
– Marlene, rápido estamos sendo atacado. – anuncia Madeleine esbaforida por ter corrido em disparada em auxilio da irmã.
– Do que você está falando Mellie, que loucura e essa? – questiona Marlene descreditando nas palavras ditas pela irmã.
– Os Death Eaters nos encontraram. E agora estão lá em baixo lutando contra os nossos pais, e os nossos irmãos. Precisamos fugir agora. – anuncia Madeleine rapidamente pegando Adhara da cama ainda sonolenta.
– E para onde iremos, se os Death Eaters estão aqui não temos para onde ir. – inquere Marlene nervosa, com Electra no colo e temendo sair do quarto.
– Presas aqui não iremos ter chance, precisamos tentar escapar. – explica Madeleine rapidamente ajeitando Adhara no colo enquanto empunha a varinha.
– Você está certa ficando aqui, nós não temos a menor chance, e melhor tentarmos fugir. – anuncia Marlene seguindo a ideia da irmã e abrindo apenas uma brecha da porta, para ver a situação.
As duas bruxas percebem que a luta ainda se concentra no primeiro andar e correm em direção à outra extremidade do corredor, tendo que passar pelo hall de entrada da casa, fora naquele exato momento que as gêmeas viram o irmão mais novo Mark sendo atingido no peito por um feitiço que o fez cair duro no chão, e sem se controlar Marlene grita de dor.
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– NÃO!! – exclama a bruxa em desespero ao ver o corpo do irmão caçula caído no chão sem vida, não muito longe se encontrava os corpos de suas cunhadas Faith e Camille não mais longe uma da outra.
– MCKINNON. – sibila Bellatrix Lestrange maravilhada ao ver Marlene prostrada no topo da escada. A bruxa estava em êxtase ao ver que sua rival parecia estar fora de si com a perde do irmão e encontrara a chance perfeita de matá-la.
– Tem outros lá em cima. – anuncia um dos Death Eaters que rebatia o feitiço lançado pelo velho Joseph McKinnon.
– Ela e minha, e nenhum de vocês se atreva a atrapalhar minha vingança. – anuncia Bellatrix encarando Marlene fixamente no topo da escada, mais a deixa escapar por ser surpreendida por um feitiço lançado por Dorothy McKinnon para proteger as filhas.
Madeleine ao ver o ocorrido tenta agir mais rápido e arrasta a irmã até o quarto dos pais aonde a bruxa, tranca a porta com colocando uma pesada cômoda de mogno contra a velha porta de carvalho. Com Marlene e as sobrinha presas no quarto a jovem bruxa não sabe mais o que fazer, pois sua família estava sendo dizimada no andar inferior enquanto a morte vinha em seu encalça sendo representada pela figura da louca e psicótica, Bellatrix Lestrange.
– E agora o que vamos fazer!? Porque você foi gritar daquele jeito Marley? – questiona Madeleine andando de um lado para o outro no quarto.
– Era o nosso irmão sendo morto, Madeleine. O nosso irmão, o que você queria que eu fizesse ao ver aquela cena? – inquere Marlene encarando a gêmea com os olhos transbordando de lagrimas.
– Eu sei droga eu sei. Mark está morto agora. Assim como Faith e Camille, e não sei quem mais, céus nossos irmãos podem estar mortos também. – questionava-se Madeleine deixando cair grossas lágrimas que tantos membros de sua família estavam sendo atacados.
– As nós seremos as próximas. – anuncia a bruxa convicta que não sairia dali com vida.
– Não diga besteira Marley, nós vamos sair daqui juntas como sempre. Unidas até o último segundo. – informa Madeleine rapidamente encarando a irmã com seus olhos brilhando de forma mais intensa.
– Dessa vez não Mellie, dessa vez você terá que seguir sem mim. – explica Marlene decidida a dar a vida pela irmã e as filhas.
– Que estupidez você está falando agora Marlene, e claro que iremos sair dessa juntas, você não pode querer morrer logo agora que é mãe de duas meninas lindas. – questiona Madeleine em um tom mais brando querendo fazer a irmã sorrir em meio a todo o alvoroço.
– Sirius sempre me dizia: “Escute o que diz seu coração”, e nesse momento meu coração está me dizendo que eu devo deixar você partir. – anuncia a bruxa com os olhos vermelhos pelo choro e com as lagrimas grossas e intensas manchando sua face pálida. — Mais antes eu preciso que você me prometa, que irá cuidar delas para mim, prometa Madeleine que será a mãe que as minhas filhas precisam?
– Não, elas têm você, para que precisariam de mim. Não prometo nada. – resmunga a bruxa rapidamente contrariando a irmã.
– Prometa Madeleine!! Prometa que irá cuidar das minhas filhas por mim, que irá ama-las e educa-las da melhor forma possível, e quando ver que estão seguras as entregue para Sirius. – suplica a bruxa mais velha encarando a irmã com dor ao ter que pedir isso.
– Eu... – reluta Madeleine mais ao ver os olhos olivinas da irmã lhe suplicando acaba por se render. — Eu prometo. – anuncia a jovem sem força em continuar com aquela briga.
– Perfeito, agora eu quero que você entre naquele baú, e não sai de lá por nada nesse mundo. — pede Marlene apontando para o velho baú, depositado abaixo da janela do quarto de seus pais.
– O baú extensor da vovó Violeta, porque não pensamos nisso antes. – questiona-se Madeleine dando uma tapinha na sua própria testa.
– Eu pensei por isso a trouxe para esse quarto. – anuncia Marlene sorrindo pela primeira vez aquela noite.
– Precisamos ser rápidas. – comenta Madeleine descendo a escada que existe dentro do baú extensor.
– Sim, seja rápida. Tome aqui Adhara. – anuncia Marlene entregando a filha mais velha para os braços da irmã. – Saiba que aonde quer que eu esteja eu amo você minha querida, seja uma boa menina para sua tia Madeleine e tome conta de sua irmã por mim está ouvindo. Te amo minha filha.
Rapidamente Madeleine desce os degraus da escada do baú extensor e como esperado vê um salão gigantesco dentro do artefato magico, o interior do velho malão bruxo era quase do tamanho da sala principal da mansão McKinnon. Depositando Adhara sobre um amontoado de almofadas de linho pertence-te ao algum membro antigo da família uma vez que os arabescos eram muito antigos, a jovem volta para a escada indo busca a outra sobrinha que já estava no colo da mãe.
– Pronto, Marlene, Adhara já está em segurança agora me dê Electra, e me siga. – pede Madeleine segurando a sobrinha e se equilibrando para descer com ela a escada.
– Eu não vou. – anuncia Marlene rapidamente, olhando de forma fixa para a irmã gêmea. A bruxa olha para filha e rapidamente a toma nos braços sabendo que aquela seria a última vez. – Saiba que a mamãe te ama muito, te amo mais do que a mim mesma. – sussurra Marlene antes de beija a filha adormecida.
– Você ficou louca, sabe que irão matá-la se permanecer aqui? – questiona Madeleine sem entender a atitude confusa da irmã.
– Claro que sei, mais e não me importo. Mais dia menos dia eles iriam me achar e vir atrás de mim, para acabar com a minha vida. – explica Marlene resignada por já supor qual seria seu fim. – E você Electra seja uma boa menina ouviu, obedeça a sua tia como se fosse a mim mesma estamos intendidas, e não deixa de obedecer a sua irmã, afinal Adhara e mais velha.
– Tem certeza que quer isso, você não precisa se sacrificar por mim. – informa Madeleine em desespero ao ver que essa e última vez que veria a irmã com vida.
– Tenho, e o melhor para todos. Bellatrix quer a mim e apenas a mim. Nossa família toda já foi dizimada há essa hora, eu não iria suportar perder você também. – explica Marlene de forma sofrido ao ter que se despedir da irmã.
– Isso e mesmo um adeus? – questiona Madeleine descrente que aquilo estava acontecendo.
– Creio que sim. Adeus minha irmã e não se esqueça do que eu lhe pedi – responde Marlene batendo a tampa do baú extensor.
– Tantum temporis[2]. — brada a bruxa lançando o feitiço contra o baú protegendo assim suas filhas e a irmã gêmea que naquele instante estavam sem ter como fugir.
Vendo-se sozinha naquele quarto enorme Marlene toma a decisão que mudaria muitas vidas, tirando tudo o que a irmã colocara para prender a porta Marley a destranca e escancara a mesma dando assim livre acesso para quem quisesse vir ao seu encalço. Com passos apressados a bruxa caminha em direção a lareira do quarto e joga sobre ela sua varinha, para muitos aquilo significaria um sinal de insanidade uma vez que sua casa estava sendo atacada, mas para Marlene aquele gesto em questão era algo único a qual pouco bruxos entenderia. E movida por esse novo sentimento a jovem bruxa desce em direção ao grande salão da casa aonde um luta era entravada pelos Death Eaters e os membros restantes de sua família, tomada de toda sua coragem Marlene estava resignada a receber a morte que a espera paciente naquela noite.
[1] Bodas de Pérola: Quando se completa 30 anos de casamento.
[2]Tantum temporis: Apenas o tempo
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