As Gêmeas Gilbert
13 Katherine Fazendo Katherinices
Notas iniciais
POV Katherine
Eu estava andando tranquilamente segurando minha bandeja, quando sinto uma trombada forte no ombro proposital. De repente sinto minha roupa molhada, sentada no chão, com as roupas ensopadas estou eu. A rainha do desastre. Droga, Katherine.
– Ora Ora, se não é tão "formosa" gêmea Gilbert. — levanto meus olhos por um momento e encontro os de Rebekah, impiedosos. Ela acha que é quem pra se meter com a diva aqui e sair sem ser punida?
Deixo a bandeja de lado e me levanto em um salto. Ando em volta dela, que ainda ri de mim e quando chego em suas costas, puxo seu cabelo até arcar suas costas.
– Acho bom não rir, Rebekah. Você pode ser a caçadora e eu a caça, mas bem, a caça aqui é uma onça. — empurro ela no chão, que cai com o salto quebrado.
Ela ficou pasma, me olhou com furia e logo se levantou tirando os saltos. Eu não tiraria os meus, sou uma estrela, estrelas nunca perdem a classe.
A loira aguada veio como um jato pra cima de mim, lhe passei uma rasteira e ela caiu como um pedaço de carne no chão sujo do colégio. Ela se recompôs, e quando levantou, senti uma ardência no rosto.
– SUA MALDITA! — coloquei a mão por cima de onde provavelmente estaria vermelho. — AGORA VOCÊ ME PAGA, LOIRA AZEDA!
Peguei seu rosto e esfreguei na mesa de comida, depois a empurrei pro chão de novo. Devo admitir, seu rosto cheio de purê, estava hilário. Eu estava rindo com todo mundo, e nem percebi quando ela se levantou e me deu um soco bem em cima da sobrancelha, me fazendo sangrar.
– Isso é pra aprender a não mexer comigo! Ridícula. — coloquei a mão por cima do machucado, sentindo-o sangrar cada vez mais. Minha visão ficava turva, eu só enxergava o vermelho do sangue. Cambaleando andei até a Rebekenga e lhe dei um chute no estômago, com o salto agulha e tudo, o que a fez arfar alto, com a mão onde eu havia chutado. Todo mundo começou a gritar e a rir enquanto Rebekenga se retorcia no chão, como se estivesse prestes a ganhar um neném (De novo).
Me sentei na cadeira e sorri pra todo mundo, o machucado sangrava cada vez mais.
– Quem você pensa que é pra enfrentar minha irmã, garota? — Disse Elena chegando, furiosa e com seu olhar de "Vou te matar sua puta maldita"
– Sou a mais popular do colégio todo! — disse a vaca entre risos, mesmo quase morrendo.
– Você é o que, Rebekah? — falei rindo. Por favor...
– Tá surdinha, Gilbert? — ainda com a mão no lugar onde provavelmente estava doendo muito, ela disse suspirando, em busca de ar. Morre logo desgraça.
– Ah sua rapariga, vem aqui que é hoje que eu te bato! — minha irmã foi em direção a ela, mas então, o senhor-perfeição (Stefan) a segurou e apertou contra seu peito. Sem querer imaginei Damon me ajudando... Mas depois tive que rir. No lugar do senhor de olhos azuis, o moreno conhecido por Tyer se aproximava de mim, não tão preocupado quanto parecia. Ele examinou o corte da minha testa e fez cara feia.
– Vamos, Katherine. Vamos pra enfermaria. — disse ele me pegando no colo. Fechei os olhos e me debrucei em seu ombro.
– Não tão cedo, coleguinha. — sorri ivoluntáriamente. Eu conhecia aquela voz, era... Damon.– Deixe que eu a levo. — senti suas mãos me pegando de Tyler, e depois, senti seu peito musculoso e acolhedor contra meu corpo.
Olhei pro Tyler com o olho bom que ainda me restava e ele tinha um expressão como se dissesse sem palavras: "Que porra é essa?"
– Eu vou cuidar de você, aquelas tias da enfermaria não sabem de nada. — ele sorriu, pude ver um pouco de seus dentes perfeitamente alinhados.
Ele abriu a porta com uma mão que lhe restava e logo vi que era uma sala abandonada. Me deitou na mesa do professor.
– Fique ai, eu vou buscar as coisas e já volto. — disse ele olhando nos meus olhos (?). Assenti.
Eu podia sentir o gosto férrico de meu próprio sangue. Isso estava escorrendo por meu rosto inteiro.
Depois de alguns minutos Damon voltou. Ele ergueu a caixinha de primeiros socorros e balançou, e com meu olho "bom" (Digamos que eu estava enxergando razoavelmente) consegui ver sua expressão de preocupação no rosto.
Eu olhava cada movimento dele. Desde quando suas ágeis mãos pegavam a gaze, até quando colocavam o produto desinfetante nela. O sol batia em seus cabelos através da janela, e eram tão negros quanto a asa de um corvo. Se prestasse muita atenção, até parecia que tinha alguns raios roxos e azuis, o que eu preferi imaginar que era minha vista turva que estava vendo, porque senão ele parecia um marica.
Ele me olhou de canto de olho, diversas vezes. E depois veio á minha frente, deixando seus olhos fazerem contato com os meus. Eu realmente olhava pra ele sem vergonha nenhuma.
– O que? — perguntou, como se não soubesse...
– Só estou olhando o quando você é... Hm... Bonito. — sorri sem querer o que o fez sorrir também.
– Eu deveria fazer o mesmo? — perguntou ele me encarando com os olhos cor de gelo. — Você está diferente, Katherine. A pancada na sua cabeça deve ser sido forte.
– Você assistiu a briga? — perguntei á ele.
– Não, eu cheguei bem a tempo de ver você só machucada.
– Rebekah também estava, porque não cuidou dela?
– Porque ela não é importante pra mim como você é, Katherine. — ele torceu os lábios, como se tivesse deixado algo escapar e não deveria.
Ele continuou limpando o ferimento em silêncio, e quando acabou, me olhou de novo.
– Pronto. Isso vai resolver, daqui alguns dias você estará do mesmo jeito de sempre. — ele me olhou de ladinho, e soltou um riso médio. — Sabe...
– Perfeita, linda e maravilhosa?
– Sim, igual a Damon Salvatore. — passou a mão pelos cabelos os jogando pra trás, e me deu uma piscadela.
– Damon Salvatore é perfeitA lindA e maravilhosA? — ele riu, e ri junto.
– Claro né miga! — disse fazendo sem sucesso uma voz parecida com a minha. Fechei a cara.
Agora eu estava enxergando bem melhor, e Céus, como ele era um deus grego. A pele corada e branca, os olhos azuis profundos e claros demais, o cabelo negro, a barba por fazer... Aquilo só deixava ele ainda mais sexy... E eu não podia cair em tentação, até porque:
1° Eu queria mostrar pra ele que ele não era o melhor de todos, e que não podia ter todas que quisesse num estalar de dedos.
2° Ele era como eu, e eu odiava competições.
3° Ele iria me pagar por fazer eu me apaixon.... MERDA, mentira. Esqueçam a 3°.
Me levantei e andei até a porta, quando coloquei a mão na maçaneta, pronta pra voltar pra aula e ouvir coisas do tipo "Uau, Kath. Você arrasou! Parabéns gostosa! Posso andar com você no intervalo?" Mas Damon colocou sua mão na minha, o que me causou um choque interno e me impediu de sair da salinha vazia e empoeirada.
Me virei, e meus olhos se encontraram com o dele. Sua expressão era séria, mas seu sorriso, gigante e branco e lindo.
Ele chegou mais perto, fazendo nossos corpos se prensarem e o meu se prensar contra a parede branca e sem vida do colégio de MF. Suas mãos subiam pela lateral do meu corpo, e ele apertou minha cintura forte, suspirei.
– O que você tem... Que me faz pensar em você o tempo todo? — ele disse em êxtase. Seus olhos me queimavam.
– Eu tenho tudo o que você precisa, Damon. — deixei a boca entre-aberta, convidando-o. Eu sabia que aquilo foderia com tudo, mas, o desejo falava mais alto.
– Eu nunca encontrei alguém assim. — ele fechou os olhos e respirou fundo. Nossos quadris se chocando, minhas pernas entrelaçadas na sua, nós nos encaixavámos tão bem que até parecia que fomos feitos um pro outro. Que tolice. — Você me faz querer ter compromissos, isso é normal?
– Não, não mesmo. — sorri. Sua boca estava cada vez mais próxima da minha, eu podia sentir sua respiração batendo em meu rosto, seu hálito cheirando ao de sempre: Cigarro de Menta.
– Katherine, por favor, não fuja. Ok? — pediu com os olhos vidrados em minha boca.
– Tudo bem... — respondi relutante. Fechei os olhos e subi minhas mãos por seu peitoral, fazendo uma leva massagem até chegar na nuca, onde puxei os cabelos pretos pra trás devagar.
Sua mão grande direita passeava pela minha coxa esquerda, dando leves apertões. Me fazendo gemer.
Damon enterrou o rosto em meu pescoço e deu chupões e beijos com direito a lambida ali, virei meu pescoço pra ele ter mais acesso e ele beijava minha mandíbula ferozmente. Me arqueei, fazendo nossas partes genitais cobertas se roçarem, o deus de olhos azuis afagou e gemeu alto, como se quisesse aquilo de novo, quisesse com todas as forças.
– Você é tão linda. — segurou meu rosto e olhou em meus olhos, sem nojo nem repulsa pelo machucado que deveria estar horrível. — Você é perfeita em tudo.
– Mesmo com isso? — perguntei enquanto pegava seu cabelo e entrelaçava, ou tentava, nos meus dedos. — Com essa coisa... — apontei pra pele que estava com a deformação.
– De qualquer jeito. — disse sorrindo.
– E isso que vê em mim? Uma menina bonita... Só isso?
– Não, Katherine. Você me faz sentir coisas estranhas. — ele olhou pra baixo, confuso. — Coisas que eu sempre evitei sentir.
– Que tipos de coisas, Damon? — perguntei.
– Coisas que eu nunca senti antes. — seus olhos analisaram meu rosto, e, mesmo relutante com a insanidade da ideia, puxei sua rosto de encontro ao meu, iniciando um beijo caloroso e calmo no começo... Cheio daquelas coisas que as pessoas chamam de sentimentos, e depois, foi algo quente e devastador. Ele me apertava contra seu corpo, fazendo-os se encaixarem perfeitamente, e aquilo me dava um ódio mortal. Seus beijos me arrepiavam, e ali, naquela sala deserta precisei me perguntar:
Afinal, o que eu sentia? Algo que eu não deveria, óbvio.
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