As Gêmeas Colt

3 A cidade fantasma


.**** Sam **** Algum Lugar de Dakota do Sul ****.

Sam acordou em uma rua mal asfaltada em uma espécie de cidade, e ouviu gritos vindos de longe. Levantou-se e foi nas direções dos gritos, atravessou uma ou duas ruas e logo conseguiu distinguir de onde vinham os gritos, uma casinha minúscula no meio de dois bares abandonados.

– Que merda Lorena, não sabe fazer nada sozinha? – Ele ouviu uma garota gritar de dentro da casa.

– A culpa não é minha, Daphinie – Ele ouviu outra gritar – Você não abre essa porra de porta logo e eu tenho que ficar aqui tentando lutar com um Orchiere idiota.

Assim que as palavras foram ditas pela tal garota, o sangue de Sam congelou, Orchiere... Então as garotas sabiam o que as estavam atacando, e o mais importante, pelo jeito, estavam em perigo.

– Meninas se afastem, eu vou arrombar – Sam gritou e lá dentro as meninas se entreolhavam, pensando se permitiam ou não, mas não tiveram opção, o fantasminha camarada apareceu de novo e jogou Lorena contra a parede.

– ABRE LOGO – Elas gritaram em uníssono, Lory avia acabado de transpassar uma barra de ferro pelo Orchiere quando Sam abrira a porta, vendo a cena.

– Sam? – Daphinie penguntou espantada ao ver o garoto ali, não o via há cinco meses, não falava com ele a três.

– Daffy? – Sam não demorou em reconhecer a garota.

– O que faz a aqui?

– É isso que eu quero saber – Sam disse coçando a nuca e olhando em volta, parando os olhos na morena, que limpava o sangue que escorria de sua testa.

– Oh... Esta é minha irmã Gêmea, Lorena – A loira disse fazendo a morena que acabava de chegar ao seu lado apertar a mão de Sam, em comprimento.

– Ele é o filho do John? – A garota perguntou – Eu jurava que era tudo invenção da cabeça dele...

– Conhecia meu pai? Como? A Daphinie não fazia idéia de quem ele era – Sam disse encarando a morena, que encarou a irmã.

– Nós fomos separadas depois da morte de nossa mãe, eu fui viver com as minhas tias, que não eram caçadoras, e a Lory... Bem...

– Eu fiquei com o papai, cresci no meio disso tudo, fui criada pra seguir com a “tradição da família”, quando ele morreu e eu tinha 10 anos tio John ficou com a minha guarda, ele me deixava no tio Bobby ou me levava para caçar junto com ele, já que Dean não podia ir junto por que cuidava de você, a Daffy só entrou nessa vida mesmo quando fizemos 16 anos.

– Meu pai tinha a sua guarda?

– Por que não vamos atrás de saber onde estamos? – Daffy disse já saindo da casa, com os dois as suas costas.

– Sem sinal – Sam disse vendo o celular.

– O meu também não tem – Lory comentou olhando para seu celular.

– Nem o meu.

Eles caminharam por mais um tempo até ouvirem passos, Sam segurou a barra de ferro usada por Lory para repelir o Orchiere e as garotas pegaram suas adagas, viraram a esquina prontos para atacar quando...

Notas finais
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