–Coração de Prata? Tem certeza?- Questionava uma elfa, por cima de seu cavalo, enquanto dedilhava seu alaúde.
– Sim, com toda certeza! — afirmava então a questão da elfa um hobbit quase bêbado sentado aos degraus de uma estalagem em Bri. — Olvinorin era seu nome, sim, Olvinorin Coração de Prata. Ele estava montado num grande bode, e carregava grandes sacos de moedas. Até mesmo disse-me o nome do bode, sim, chama-se Senhor de Prata.

– Certo, certo. E sua aparência, como se vestia? Lembra do rosto? — mesmo com tantas perguntas em sua mente, Ninmariel tentava manter a calma, apesar de estar quase fracassando.
– Ah! pois deixe-me lembrar... — o pequeno voltou a tomar um grande gole de sua cerveja, disposta em uma grande caneca ornamentada em sua mão — SIM! Do rosto, nada pude ver por culpa de seu capuz, dourado, por cima da cabeça, nada, além de sua barba ruiva, não muito longa. O capuz vinha de uma capa, também dourada, sim, como suas vestes por baixo de uma bela armadura azul, sim. Algo mais, minha senhora?

– Nada mais, nada menos, meu querido. Tenha um bom dia. — Rapidamente, guardou seu instrumento numa bolsa que o cavalo carregava e então saiu ela cavalgando atrás do até então misterioso dono desta armadura, capuz e bode.

Ninmariel já estava furiosa por dentro a essa altura : não importa o quanto corresse ou cavalgasse, não importa sequer qual atalho pegasse, o anão era inalcançável e não parava nunca, a não ser quando descansava em alguma estalagem, se embebedava enquanto fumava seu cachimbo, tudo isso em poucas horas antes de voltar a montar em seu bode, de acordo com relatos dos estalajadeiros. Até a elfa chegar a ultima estalagem que ele esteve, já passaram-se dois dias, e então a "caçada" continuava.