As Gêmeas Gilbert
11 O Início de Uma Vingança
Notas iniciais
POV Katherine
Bonnie e Caroline eram duas meninas maravilhosas! Elas não se desgrudavam, assim como eu e minha irmã. E agora seriamos quatro, as poderosas.
Eu e as meninas tinhamos ido até a cantina na hora do intervalo, eu podia sentir os olhos de Damon queimarem sobre mim assim que Tyler me abraçou pela cintura. Bom, eu e ele não haviamos ficado nem nada. Até agora.
– Katherine... — começou Tyler. — Hmm, que tal você almoçar comigo depois da aula? — perguntou o moreno, de cabelos negros e arrepiados. Tyler era tão forte que eu podia ver os músculos de seu peitoral e de seus braços marcarem sobre a blusa azul marinho que vestia. A calça preta agarrada em suas pernas fortes como as de um cavalo. Sinceramente, esse homem tinha um corpo que deixava qualquer mulher louca. Louca de desejo, não de paixão.
– Ótimo! — sorri pra ele e ele sorriu de volta. — Eu iria adorar. — dei um leve tapinha em sua nádega direita.
Tyler beijou meu rosto. Um beijinho molhado e fofo, e depois sorriu branco.
– Nos vemos depois, princesa. — disse ele e me deu um abraço apertado, fazendo meus peitos roçarem no seu peitoral forte. E eu estava sem sutiã.
Eu não podia negar, aquilo tinha me deixado animada.
Caroline me puxou pra um canto. E eu a olhei assustada.
– Katherine, sei que nos conhecemos hoje. — disse ela sorrindo docemente. — E eu não sei se temos intimidade suficiente pra falar sobre isso mas... — ela respirou fundo
– Pode falar o que quiser, Carol. — incentivei-a.
– Você é ex do Damon, certo? — assenti. — Então, você deve saber que ele e Tyler tem um rixa. Mas não é qualquer rixa.
– Eu já sabia mais ou menos do assunto. — falei pra ela.
– Eles brigaram porque Tyler engravidou a ex do Damon. Bom, eles eram melhores amigos, e Tyler transava com a namorada do Damon sem ele saber. E ai... A garota engravidou. Eles brigaram feio, os dois sairam bem machucados — ela riu, provavelmente se lembrando da cena. — E agora eles são assim, os dois "reis" do colégio, divididos.
Tentei assimilar tudo, mas estava muito curiosa pra saber quem era a vadia que tinha feito os dois brigarem.
– E quem é a menina que engravidou? — perguntei curiosa.
– Rebekah. — disse ela simplesmente. — Poucas pessoas sabem da história. — olhei pra ela com cara de sapeca.
– Então se eu quiser derrubar a loira oxigenada com cara de traveco é só... Eu espalhar isso?
– Exatamente! — sorriu ela, vitoriosa. Como se também quisesse se vingar da vadia platinada por algo que ela tenha feito.
– Então Rebekah é mamãe? — perguntei rindo em deboche. Caroline me acompanhou.
– Seria engraçado se fosse, mas ela abortou o bebê antes dele ter 4 meses.
– Sorte do bebê. — sorri. — Imagina ter uma mãe que nem a Recalcada Rebekah? — Caroline gargalhou.
– Vamos, já devem estar sentido nossa falta. — disse convencida. É, eu e ela seriamos ótimas amigas.
Assim que nos sentamos na mesa, Elena me entregou meu prato. Continha wafers com mel, suco de laranja, uma tigelinha com morangos e chantilly por cima. Pensei que nesse fim de mundo as pessoas nem soubessem o que era chantilly... É, até que essa cidadezinha é bem evoluída.
Quando terminamos, conversamos por uns cinco minutos. E então o sinal bateu.
– Ora ora, garotas. — disse o professor de química. Bom, eu não tinha certeza se ele era o professor de química, mas pela cara de mal humorado, só podia ser. — Estão cinco minutos atrasadas. Desculpe mas não vão poder entrar. — revirei os olhos. Elena me olhou, como num olhar de súplica.
– Não posso fazer nada. — sussurrei pra ela. — Só se você quiser que eu mate-o. — minha cópia sorriu.
– Por favor, esperem a próxima aula. — disse ele apontando o dedo pro corredor.
– Professor, você não deve ter transado ontem, né? Por que, por favor! Que mal humor é esse? — falei em tom normal. O velho era meio surdo.
– O que você disse, senhorita Gilbert? — perguntou ele enquanto algumas pessoas da sala davam risada baixo.
– Se você fosse mais jovem e bonito... — comecei. — Eu até poderia satisfazer suas necessidades. — Elena me puxou dali e o professor ficou me encarando enquanto eu era arrastada. — Mas só se você me der nota! — gritei pra ele, que abriu a porta em que segundos antes estava fechando, e somente sorriu.
– Você é louca? — perguntou Bonnie rindo. — Eu sempre quis fazer a primeira pergunta pra ele, mas nunca tive coragem.
– Somos duas! — disse Caroline se acabando em risos.
– Você é maluca, né Katherine? Queria saber pra quem puxei! — disse Elena.
– Nem vem, Lena. Eu sei que lá no fundo, você tem uma parte Katherine. Tanto é que já aprontamos tantas juntas, e agora olha pra você, não curte mais a vida. — cruzei os braços e me apoiei em uma só perna com o salto. — Qual é, poderiamos fazer dessa escola o nosso reinado, meninas! — fiz um circulo andando entre elas. — Poderiamos derrubar Rebekah e a trupe de vagabundas dela... — Bon-Bon e a Camarada Caroline sorriram com a ideia. Elena esbanjou um olhar de cobiça, que eu só via quando ainda estavamos em NY.
– Derrubar Rebekah... — repetiu Carol. — Isso me soa tão bem.
– E como soa, meninas. — tentei convence-las.
– Mas que não sejamos expulsas! Tudo bem? — disse minha gêmea.
– Tudo bem! — revirei os olhos ao pensar que ela não queria ser expulsa por causa do Sedutor Stefan... Hm, realmente, ele é bem gato.
Andamos até a biblioteca, pois era lá que quem não entrava pra aula ficava. E Bazinga! Lá estava Damon, e um tal de Klaus, que Caroline vivia babando.
Entrei e pude ver os olhos de Damon, sempre tão cheios de malicia e vida se vidrarem em mim. Sorri pra ele, e ele deu um sorriso de canto em resposta. Deus... O que esse garoto tinha?
Peguei meu IPhone 5s dourado e mandei uma mensagem pro Tyler.
To aqui na biblioteca. Porque não dá um jeito de vim me fazer companhia?
Kath
Logo depois meu celular faz barulho de que recebeu mensagem.
Claro. Vou falar pro professor que vou no banheiro, mas não posso demorar muito ai com você.
Tyler
Que comece o jogo!
Tyler entrou na biblioteca momentos depois, e direcionei meu olhar pra ele, que antes estava encarando Damon. Me levantei e andei até o moreno de olhos escuros, e fechamos a porta atrás de nós.
Levei ele até uma sala vazia, e fechei a porta com cuidado.
Tyler me encostou na parede e beijou meu pescoço enquanto eu passava as mãos por dentro de sua camiseta de algodão. Ele beijava meu maxilar ferozmente. Segurei em seus cabelos e puxei pra trás, logo depois direcionando sua boca até a minha.
– Eu quero tanto isso! — exclamou ele em êxtase. Dei um sorriso sacana, mordendo o lábio.
– Todos querem. Mas a diferença é que você pode ter. — passei a língua pela minha boca, umidecendo-a. Sentei em uma carteira e ergui um pouco a saia de couro que eu estava usando, deixando as pernas ainda mais á mostra.
O olhar dele tinha cobiça, luxúria. E Céus, eu podia ver o olhar de Damon nos dele.
Ele veio pra mim em um flash, e prensou seu corpo contra o meu, me fazendo gemer baixo.
– A gente deixa isso pra fazer depois. — sussurrei ao pé de seu ouvido. Ele mordeu meu lóbulo e desceu os beijos da minha bochecha pro colo, e depois atacou minha boca. Sua língua pediu passagem, sedenta. E eu cedi, fazendo o mesmo.
– Você precisa voltar. O professor vai sentir sua falta. — falei o olhando.
– Tem razão... — com mãos impiedosas, apertou minha coxa pela parte de dentro. Ergui a cabeça e suspirei. — Depois nós continuamos, certo? — perguntou.
– Claro que sim. — beijei seu pescoço e o empurrei porta a fora depois. Logo que ele saiu, fui pro lado oposto indo em direção ao bebedouro. Se eu achava que tudo isso tinha dado certo...
– Katherine! — ouvi a voz rouca de Damon me chamar assim que ele virou o corredor. O encarei e sorri.
– Oi, Damon! — voltei a beber água. Como se nada tivesse acontecido.
Ele pegou meu braço e me colocou na parede. Segurando minhas mãos pra cima no corredor vazio.
Mordi a boca e ele encarou-a.
– O que você tá fazendo? — perguntou sem desviar o olhar.
– Como assim? — perguntei a ele.
– O que pensa que está fazendo com Tyler? — disse entre dentes. — Você e... Tyler. — repetiu, falando com repulsa os nomes.
Shot to the heart and you're to blame
Darlin' you give love, a bad name
– É bem óbvio... — comecei rindo. — Estou pegando ele. — Damon suspirou e olhou pro chão.
– Porque? — disse me encarando com aqueles olhos oceânicos, e, por um momento pensei que iria desistir de derrubar Damon. Mas eu não podia.
An angel's smile is what you sell
you promise me heaven, then put me through hell
Chains of love, got a hold on me
when passion's a prison, you can't break free
– Porque sou livre. — sorri cínica. — Qual é o problema, King Damon? Está apaixonado por alguém? — aproveitando a situação, passei minhas pernas sedutoramente nas suas. O deus do olho azul gemeu abafado.
– Claro que não! — nesse momento ele me soltou, e respirava pesadamente.
Whoa!
You're a loaded gun
yeah, whoa...
There's nowhere to run
No one can save me
The damage is done
– Que pena... — falei enquanto passava meu indicador por seu peito. — Poderiamos nos divertir muito... Ah não! Esqueci que figurinha repetida...
– Não completa álbum. – dissemos juntos. E foi impossível não rir do quanto éramos parecidos. Duas feras indomáveis, que nunca se apaixonariam.
Shot through the heart
and you're to blame
You give love a bad name
I play my part and you play your game
You give love a bad name
You give love a bad name
– Eu não quero você com ele! — disse ameaçador.
– Eu não ligo pra o que você quer...
Fui por trás dele e lhe dei um beijo na nuca. Damon mesmo de costas, com as habilidosas mãos, grudou meu corpo ao dele. Ele colocou a cabeça pra cima, como se adorasse a sensação a pesar de ser proibida.
– Que droga, Katherine! — ele se virou pra mim, e passou o dedo em torno de um dos meus cachos. Chegou mais perto, e afundou seu rosto no meu pescoço, dando uma longa cheirada ali, depois depositando um beijo molhado que me arrepiou inteira. Beijou minha mandíbula e parou frente a frente com meus lábios. Sua respiração batia em mim, e meu coração era mais rápido que o normal. Seus olhos analisavam meu rosto. Ele o segurou com as duas mãos, e fechou os olhos.
Paint your smile on your lips
blood red nails on your fingertips
A school boy's dream, you act so shy
You very first kiss was your first kiss goodbye
Shot through the heart
and you're to blame
You give love a bad name
I play my part and you play your game
You give love a bad name
You give love a bad name
– Preciso ir. — falei saindo rapidamente de perto dele. Eu não estava mais conseguindo me controlar, e isso era péssimo.
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