As Gêmeas Gilbert
18 A Festa part 4
Notas iniciais
POV Katherine
– Minha cabeça vai acabar explodindo! — falei pra mim mesma quando comecei a sentir dores latejantes. Céus, bebi demais... Valeu a pena, mas bebi demais. Decidi ir até Bonnie, ela sempre era a salvação pra tudo. Na verdade essa frase é sem exagero nenhum, toda vez que saíamos com Bonnie, ela levava praticamente a casa toda com ela: Maquiagens, roupas extras, sapatilha pro caso do salto quebrar, comprimidos, se duvidar, até cobertores e travesseiros.
– Você tá ruim mesmo hein Kath! — A morena começou a gargalhar quando me viu, e mesmo quase morta, lhe lancei um olhar de fúria que queria dizer muitas coisas, mas principalmente queria dizer: "Cale a boca ou te arrebento os dentes". — Ok, aqui está um comprimido. — ela me deu um comprimido pequeno e laranja. — Se cuida, e não bebe depois de toma-lo! Ouviu mocinha? — Bonnie colocou as mãos na cintura, exatamente do jeito que minha mãe fazia.
– Ouvi mamãe, agora vai se ferrar! — rimos juntas e ela saiu. Continuei andando pela festa, abrindo várias portas e procurando a cozinha que eu não lembrava onde ficava nem por decreto. Estava distraída olhando a festa quando sinto um muro na minha frente, e nem precisei olhar pra saber quem era...
– Damon... — ergui meus olhos pra me deparar com a perfeita visão do paraíso suicida.
– Katherine... — ele sorriu sínico. — Devido aos meus autos conhecimentos sobre gente bebada posso afirmar que sua aventura com "Chris" — fez aspas com os dedos. — Não foi tão boa assim. — sorriu de novo.
Encarei aqueles olhos azuis e falei com a minha mais poderosa voz de biscate-ordinária:
– Pode ter certeza que minha aventura com o Chris não foi só uma aventura... E foi tão boa que você nem consegue imaginar. — joguei meus cabelos pro lado e sai andando (e rebolando) como uma cobra mal matada.
– Ei, espera... — Damon me acalçou e pegou a minha mão onde estava o comprimido. — Acho que você precisa de ajuda com isso. — apertou minha mão forte e me guiou até uma porta grande de metal polido.
– Quem te disse que eu queria vir até a cozinha?! — disse. VOCÊ LÊ MEUS PENSAMENTOS??????? — era o que eu realmente queria dizer. Ele foi até a geladeira e abaixou pra pegar a jarra, me deixando ver perfeitamente sua bela bundinha e.... CALE-SE PENSAMENTO!
Let me hold you
For the last time
It's the last chance to feel again
(Deixe eu te abraçar
Pela última vez
É a última chance para sentir de novo)
– Algo me diz que você precisa disso. — ele me estendeu um copo d'água que peguei com receio, e ficou me assistindo tomar a água e calmamente engolir o comprimido. Segui seu olhar e vi pra onde ele olhava... Meus seios.
Hora de jogar!
Fui até a pia e coloquei lá o copo vazio. Arrumei meu decote deixando os seios um pouco mais aparentes, e pude ver ele salivar. Aproveitando a situação ergui um pouco mais a saia e passei uma mão pela perna, enquanto mordia o lábio. Ele não tirava os olhos, e como um foguete veio até mim.
Seus beijos me preencheram.
– Porque faz isso? — perguntou sussurrando suplicante em meu ouvido enquanto suas mãos passeavam pelas minhas pernas. — Porque não se entrega, morena? — ele mordeu meu lóbulo e apertou minha cintura enquanto os beijos estavam no meu pescoço, eu suspirava. Não tinha resposta.
Ele me colocou em cima da pia e prensou seu corpo no meu, e pude sentir sua ereção já evidente. Procurei contato, deixando as nossas partes separadas apenas pelas roupas e ele gemeu.
Damon me pegou no colo e me levou pra outra porta da cozinha, que dava area pra um jardim. Seus beijos me arrepiavam, mas eu preferia imaginar que o que estava causando isso era o vento que nos açoitava. Me encostou na parede e desceu devagar uma alça, depois a outra, e beijava meu colo. Eu segurava seu cabelo não querendo que ele parasse nunca. Seus beijos me devoravam, me amavam, me desejavam: Me amaldiçoavam.
Ele beijou o peito direito sugando enquanto segurava minha bunda com as mãos, e eu gemia alto, mas nunca o nome dele. Quando sua boca voltou pra minha a mordi com força até tirar sangue.
– Me ame! — disse ele olhando nos meus olhos. Azul no negro. — Katherine, eu faria tudo por você, mudaria por você. Não vê isso? — Seus olhos vagavam pelo meu rosto em busca de alguma expressão. Mas eu apenas o encarei, e usei o tom mais gelado que eu tinha:
– Não adianta você mudar. Eu não mudaria. Nem por você, nem por ninguém. — levantei uma alça, e em seguida a outra. — Vivo em um mundo de luxúria, cobiça, riqueza. Não vivo em um mundo de amor. — então, sem olha-lo nos olhos, sai.
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Pra ter certeza do caminho que eu estava seguindo sem arrependimento nenhum, virei uma dose de vodca. Foda-se o comprimido! Foda-se o amor! Viva a putaria, ao dinheiro e a bebida!
– Katherine, vamos dançar! Essa é a nossa música! — Elena chegou me tirando de todos desvaneios enquanto Bonnie e Caroline também me encaravam.
E aí ela me puxaram pro meio da pista. Eu e Elena sabiamos direitinho os passos da música e começamos a dançar , e logo depois Bonnie e Car também mostraram saber.
Fui até o chão rebolando enquanto sentia os olhares, sorri. Começaram a abrir a roda enquanto eu e as meninas dançavamos com perfeição. E aí a música parou.
Ouvi uma limpada de garganta no microfone e todo mundo se voltou pro balcão de bebida.
– As vagabundas acham que sabem dançar? — Rebekah falou rindo pra suas amigas. Vadia um e vadias menores.
– Temos dó de vocês! — complementou Hayley dando uma risada sarcástica. Vadia dois.
– Vamos mostrar pra essas vadias o que é dançar de verdade! — Rebequenga estalou os dedos e a música começou...
Rebekah começou a rebolar que nem uma centopeia seguida pelas cachorras sarnentas que faziam idêntico a ela. Mas eu e minha irmã conheciamos bem uma coreografia que se encaixava perfeitamente na dança.
Quando a senhora "Me acho gostosa e descoloro o cabelo em casa" terminou de dançar, olhou pra gente. Eu entendia o que aquilo significava: Guerra.
Fiz uma mimica rápida pra Elena explicando que coreografia deveriamos dançar e ela fez que sim com a cabeça.
Fui em direção ao outro balcão e joguei tudo o que estava lá em cima no chão. Olhei em volta pra multidão, vi Damon, vi Tyler, vi Stefan, vi o colégio todo e percebi que tinha que botar pra quebrar (em todos os sentidos).
Eu e minha gêmea começamos a dançar nossa coreografia em perfeita sintonia, sabiamos os passos como ninguém, sempre que não tinhamos nada o que fazer, dançavamos juntas.
Subi em cima do balcão e ajudei minha cópia estendendo a mão. Enquanto ela dançava em cima eu dançava em baixo e depois revezamos enquanto eu ouvia todo mundo gritar (pela minha bunda aparecendo, talvez). Desci do balcão e continuei o show lá em baixo, eu e Elena fomos destilando até perto de Rebekah Ratazana e ainda dançando, peguei um ponche que estava em cima de uma mesa. Elena afrontava Hayley, e quando ela chegou pra perto de mim no final da dança, peguei meu copo cheio e joguei o que estava lá dentro na cara de Rebekah.
A multidão gritou. Ratazana gritou. As putas dela gritaram. A multidão aplaudiu e as Gilberts sorriram uma pra outra.
A loira aguada saiu dali correndo e batendo o pé. Caroline e Bonnie nos abraçaram e gritaram muito nos meus belo ouvidos.
– Meu Deus, vocês são demais! Arrasaram! Botou ela no lugar que ela tem que ficar! — a nossa amiga loira burra disse.
– O lugar que ela tem que ficar: Lá em baixo. Pisaram nelas! Adorei! — complementou Bon-Bon.
Elena olhou pro relógio e já sabia o que estava por vir...
– Meninas está tardede... de...- deu uma soluçada e riu. — Eu e KaKatherine temos que ir. — revirei os olhos. Irmã chata.
– Eu levo vocês. — Santo Stefan apareceu do nosso lado: lindo, loiro e... Totalmente santo. Broxante. Revirei os olhos de novo, não sabendo bem se era pra Elena, que era minha gêmea mas que não tinha nada a ver comigo, porque eu era mais glamurosa. Não sabendo se era pra Stefan. Não sabendo se era pro casal Elena e Stefan.
Ok, vou ser sincera: Eles super combinam e são fofos juntos.
Ok, vou ser sincera de novo: Não me imagino com alguém que super combine comigo e sendo fofo como eles são.
Não sabia o que pensar enquanto caminhava pra fora da festa, minha cabeça estava um turbilhão, mas ai, ouço aquela voz... Minhas pernas tremeram.
– Katherine! — eu olhei pra trás assim como o casal 10. — Espero que saiba o que está fazendo! E não se arrependa depois. — Eu podia jurar que tava sentindo o cheiro de alcool de onde eu estava.
– Não vou me arrepender. — falei sem certeza.
– Você está travando guerra comigo!
– Ora ora, garoto. Você está travando uma guerra com uma Gilbert, imagine eu que travei com as duas um tempo atrás... — Todos nós viramos pra ver. Eu não podia acreditar naquilo... — Olha só se não é a Gilbert vadia, e a Gilbert santa– seu tom era perverso: Irônico, maldoso, e eu conhecia bem.
E eu já sabia quem era antes mesmo de ele sair das sombras.
– John!
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