As Filhas Da Sabedoria

4 Passado, Surpresa e...Olimcado?


Notas iniciais
Beleza, esse capítulo mostra um pouco do passado da Samantha, até por que ela não nasceu de chocadeira, né? Também tem algumas surpresas que deixam Annabeth chocada e depois de quase 48 horas finalmente eles têm um almoço digno. Boa leitura.

Mesmo cansada graças ao ataque surpresa ao acampamento, preocupada com o futuro direcionamento da missão e magoada pela atitude de Percy, Annabeth se permitiu um longo cochilo enquanto o carro deixava para trás apenas borrões do que uma vez seriam árvores. Queria repor todas as suas energias e ficar nova para poder pensar com clareza no plano que, junto com sua irmã, seria criado quando encontrassem um posto ou qualquer civilização.

Enquanto as pálpebras de Annie iam se fechando lentamente Samantha aproveitou para suspirar. Não completara nem três meses no acampamento que logo não tinha mais um lugar para ficar. Antes de ficar aos cuidados da irmã veterana e de Quíron Sam passara por dificuldades.

Harry, o pai de Samantha, era um homem culto, engraçado e charmoso. Trabalhava como engenheiro civil, sempre criando novos prédios e pontes que te deixavam boquiaberto e foi isso que aconteceu com a Deusa Atenas, encantada com a inteligência e charme de Harry. Eles se casaram rapidamente num cartório e logo Samantha veio ao mundo como uma linda bebê loura. A menina completou quatro meses quando a Deusa foi impedida de continuar no mundo mortal. Devastado pela separação inesperada Harry não conseguiria criar uma garotinha sozinho, por isso se casou novamente com uma estilista famosa. Juntos tiveram uma filha chamada Taylor, que esnobava Sam por ter os pais juntos. A semideusa teve que aprender a se virar sozinha e a combater aqueles pesadelos sem ao menos derramar uma lágrima. Não foi surpresa quando Annabeth apareceu para explicar tudo a ela e levá-la para o Acampamento. Sam não tinha quase nenhuma relação com a família postiça e para criar uma distração e desculpa passou a estudar. História, Matemática, Biologia, Geografia eram matérias que ocupavam o lugar de um pai ou uma mãe.

Felizmente Quíron e Annabeth retribuíram todo o amor de Samantha anteriormente dispensado por Harry. Fizera amigos que a apresentou para Leo Valdez. Sam nunca tinha sentido aquilo em toda a sua vida. Toda vez que o Filho de Hefesto lançava uma cantada ou se aproximava ela corava, seu coração disparava e tinha a impressão que seu estômago estava tremendo. E quando ficara desesperada por pensar na morte de Valdez acabou revelando que o amava. Nem imaginava que Leo também a amava desde que foram apresentados. A única pessoa que percebera os olhares envergonhados e as bochechas coradas foi Percy, que manteve em segredo tudo para não causar problemas.

Samantha relembrava tudo ao dirigir para longe do que restou do Acampamento, entretanto decidiu deixar o passado de lado e tentar pensar em alguma coisa boa quando viu a placa anunciando o começo de uma cidade. O primeiro comércio que havia era um hiper mercado e não demorou para estacionar o carro no grande estacionamento. Estranhou ao ver apenas dois carros. Que dia era...? Segunda? Não, devia ser quarta.

– Annabeth, acorda. — Ela cutucou a bochecha da irmã, que resmungou algo. — Achei um hipermercado. Acorda logo.

A outra se arrumou no banco, abrindo os olhos devagar e depois os esfregou com as duas mãos. Pegou a caixa no banco de trás e a abriu, perguntando para Samantha se ela sabia o que tinha ali.

– Zeus me disse que era toda a informação que ele poderia nos dar. — Sam deu de ombros, sentando em cima das pernas. Annabeth abriu a caixa, retirando vários folhetos e jornais. A menina passou a mão pelo fundo que descobriu ser falso e retirando-o apenas viram escuridão. — O que tem ai? — Samantha perguntou, enfiando a mão na caixa mas não achou um fundo nem algum objeto. — Bem que poderia ter dinheiro mortal ai né? Eu tô morrendo de fome.

Então várias coisas aconteceram ao mesmo tempo. Primeiro ouviram um barulho fora do carro e Sam viu o porta malas se fechar sozinho pelo retrovisor. Depois um bolo de dinheiro saltou da caixa para o colo de Annabeth, que arregalou os olhos, deixando cair a caixa vazia no chão. E terceiro, dois garotos surgiram na frente do carro.

Samantha não sabia se ficava mais pasma com o dinheiro que apareceu ou com Percy e Leo se espreguiçando de um modo engraçado. Por via das dúvidas pegou o bolo de dinheiro do colo da irmã e enfiou no bolso, saindo do carro logo depois. Contornou o veículo indo na direção de Leo, que abriu os braços pensando que sua namorada iria abraçá-lo. A garota fez justamente o contrário.

Bateu com as palmas das mãos no peito de Leo, fazendo-o cambalear para trás.

– Por que diabosvocê está aqui?! — ela estreitou os olhos, dando passos lentos para chegar até ele e bater mais uma vez com suas mãos. Leo não sabia se ria, chorava ou retrucava a grosseria. Enquanto isso as coisas também não ficavam boas para Percy.

Annabeth, recuperada do susto de ver dinheiro saltando da caixa e do namorado surgir na frente do carro, contornou o veículo também e prendeu o cabelo que estava caindo em seus olhos, depois observou bem o namorado. Samantha era mais agressiva e Annie mais comunicativa.

– Por que você tá aqui, Percy? — ela perguntou, massageando as têmporas. — Eu não pedi para você ficar no acampamento? Você está se arriscando a toa! Imagina se alguma coisa acontece com você? Como sua mãe ficaria?!

– Para de falar um pouco, ok? — Percy se aproximou, segurando o rosto da menina com suas mãos. — Eu tive que escutar o Leo ficar sussurrando todas essas horas sem parar e já bastou. Você sabia que eu não ficaria impotente lá, vendo minha namorada sair numa missão desconhecida. Minha mãe não iria saber a dor que eu teria se alguma coisa acontecesse com você. E por isso tudo eu estou aqui para te proteger.

Annabeth sentiu os olhos molharem.

– Você é mesmo uma droga de Cabeça de Alga. — ela resmungou sorrindo e eles se abraçaram. Leo olhou o casal ao seu lado e depois para a namorada raivosa em sua frente. Arght...por que Samantha tinha que ter um gênio tão complexo?

A loura andava até ele lentamente, como quem está encurralando o outro mas isso não aconteceria tão cedo pois o estacionamento era bem grande. Ele revirou os olhos mais uma vez e decidiu que era hora de interromper a boca de Sam que falava descontroladamente. Leo parou, fazendo a distraída garota se chocar contra seu tórax, já que ele era consideravelmente mais alto que ela.

– Você pode falar o que quiser mas eu sei que tá com medo dessa missão — ele disse baixinho, segurando os ombros dela. — E eu estou aqui para te apoiar, te ajudar. Não quero te perder, Samantha. E por isso eu estou aqui.

Droga, ela pensou, Ele realmente sabe como me atingir.

Sam odiava se sentir manipulável, ainda mais se tratando de sentimentos descontrolados. Mas era verdade. Ela estava morta de medo sobre a missão. Deixou seu corpo ser envolvido pelos braços quentes do namorado, escorando sua cabeça no ombro dele. Fechou os olhos por um momento, imaginando-os sentados num parque verde apreciando o céu azul cheio de nuvens brancas e fofinhas. Então seu estômago roncou, ela percebeu que aqueles sanduíches na cesta do parque era apenas imaginação e viu que a verdadeira comida estava dentro do mercado.

Abriu os olhos novamente, separando-os.

– Eu estou com fome — ela resmungou, caminhando até a entrada do estabelecimento.- Vamos logo.

– É melhor irmos logo mesmo, por que eu garanto que vocês não querem ver Samantha brava por estar com fome. — Leo gargalhou.

* * *

O hipermercado se chamava Olimcado, uma tosca combinação da palavra mercado e Olimpo. Annabeth rezou em seus pensamentos para sua mãe dar mais inteligência para a família do dono do lugar e Samantha apenas riu. O lugar tinha portas de vidros automáticas, ar condicionado, quinze caixas e dois caixas rápidos, todos vazios .Leo viu que não tinha mais vegetais e verduras nos caixotes dispostos aos clientes de antigamente, o que não faria a menor diferença por que o corredor de salgadinhos e outros tipos de comidinhas estava intacta.

– Peguem o que quiserem. Nos encontramos na parte de vestuário. — Samantha disse pouco antes de sair correndo até uma geladeira cheia de água, refrigerantes e energéticos.

Trinta minutos depois Percy estava jogando algumas roupas no chão para sentar mais confortável, deixando suas comidas escolhidas de lado esperando os outros. Sam chegou como segunda, seguida por Annabeth e Leo finalmente. Dividiram tudo, aproveitando ao máximo.

Já estavam deitados ou escorados uns nos outros, com a barriga cheia demais para pensarem num plano ou coisa parecida, quando Leo saiu correndo procurando um banheiro para se aliviar depois de tantos energéticos. O banheiro ficava no fim do mercado, ou no que ele pensou ser o fim. Como o garoto estava muito agitado não conseguiu se convencer a voltar para junto de seus amigos, por isso foi explorar o mercado.

Colocou algumas camisetas, bermudas e meias na mochila por que não aguentaria ficar com a mesma roupa por muito tempo. Estava empurrando alguns sabonetes e xampus (Para Cabelos Encaracolados) para dentro da mochila também quando reparou numa pequena estante no fim do corredor. Ao chegar na estante viu que tinha ambrosia, garrafas de néctar, canivetes suíços e outras artimanhas. Os olhos de Leo brilharam.

Ele foi colocando quase tudo na mochila quando percebeu uma portinha atrás das garrafas de néctar. Empurrou-as para o lado, sem se importar com as que caíram no chão, e a abriu.

Pena que Leo não sabia o que o esperava atrás da portinha.

Notas finais
Aeeeeeeeee o/ o que será que o nosso Leozito viu/descobriu quando abriu a portinha? Só digo que o próximo capítulo será uma surpresa para a minha amiga Isabela! Aeeeee mais uma vez.

Eu vi que tenho mais uma leitora que favoritou a história. Então, quer aparecer agora? Eu gosto de reviews!! Espero que você deixe reviews!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.