As Executoras

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Oi galera! Gostei muito de todos aqueles elogios! Muito obrigada a todos! E um obrigada especial à Gabriele1D, que me deu força e inspiração pra esse novo capítulo, dedicado inteiramente a ela! Valeu Gabi!
Mais uma coisinha: Lamento dizer, mas não vou poder postar nenhum capítulo amanhã e terça, pois vou estar viajando em família, mas quarta feira, um novíssimo capítulo vai chegar!
Mais uma vez, obrigada pelos comentários e pelos favoritos!
Boa leitura! :D

Peguei o primeiro táxi e fui direto pra delegacia. Durante o caminho, não pude evitar de lembrar momentos nossos e, sem querer, uma lágrima escorreu pelo meu rosto. Sequei-a rapidamente e pude conter o choro, mas não as lembranças.

“Cath chegou em casa, cansada, e me viu rindo incontroladamente.

- O que foi? – Não consegui responder. Eu estava chorando de tanto rir. – Nikki!

Comecei a rolar no chão. Eu não ria tanto assim desde antes do...

- Fala pra mim! – Ela estava sentada do meu lado, rindo de mim. Eu não tenho culpa se a minha risada é tão engraçada.

Quando eu consegui parar um pouco de rir, mostrei o notebook pra ela. Estava aberto na dash do meu tumblr. Eu amo tumblr. Digamos que sou uma viciada. Uma unicórnia.
Aquele gif era realmente engraçado. Duas crianças, um balanço, três acidentes seguidos. Elas haviam escorregado, cada uma foi pra um lado, depois uma delas caiu em cima do escorregador e...Ah! Eu não sei contar coisas engraçadas! Só vendo mesmo.
Eu e Cath começamos a rir incontrolavelmente. Duas malucas rolando pelo carpete da sala.”

- Chegamos moça. – Disse o motorista.

Eu paguei e fui correndo pra dentro. Passei pela secretária que, agora, era outra e fui direto pra sala de Nicholas. Ele não estava lá. Liguei pro celular que ele havia me passado, desesperada. Ouvi um toque vindo do fim do corredor. Segui o barulhinho até a copa, onde Nicholas tomava um café. Ele ia atender, quando me viu. Estava com um sorriso que, ao perceber minha aflição, sumiu.

- O que aconteceu?

- Cath está em perigo.

- Sua amiga de Doncaster?

- É.

- O que houve com ela?

- Mataram Willie, o namorado vampiro, e agora estão atrás dela.

- Sabe o motivo? – Discordei com a cabeça. Ele colocou as mãos no queixo, pensando. – Eu vou ligar pra Anita. Isso parece ser coisa de vampiros mestres.

Como ele sabe? Só haviam matado um vampiro. Isso é meio normal. Não tem como saber apenas com essas pistas!
Ele pegou o telefone e discou um número. Demorou um pouco, mas ela atendeu.

- Anita, é o Nick, preciso de você aqui agora. – Ele enfatizou a palavra “agora” e desligou. É tão fácil assim? – Ela chega amanhã. – Sim. Era fácil. – Enquanto isso, veja se descobre alguma coisa. Vou mandar um colega pra sua casa. Ele pode ajudar. É de confiança, não se preocupe.

Apenas concordei e peguei o táxi de volta pra casa. Eu não era detetive, mas já disseram que eu seria boa nisso.
Por mais aflita e preocupada que estava, eu não podia fazer nada sem antes tomar um bom banho relaxante e colocar uma roupa confortável. Fiz uma boa xícara de café, me sentei no sofá e abri o notebook. 5 e-mails não lidos. Nem me importei com os outros. Fui direto pro da Cath.

“Nikki, anexado a este e-mail, mandei algumas fotos da cena do crime de Willie. Tome muito cuidado e apenas fale sobre isso com pessoas de confiança. Antes de morrer, ele me ligou e disse que Aro, Marcus e Jane estavam vindo pra cá. Alguma coisa muito estranha está acontecendo e você precisa descobrir o que é. Ele também disse algo sobre uma tal de Nikolaus, mas não conseguiu terminar. Não se preocupe comigo, eu vou ficar bem. Espere minha ligação amanhã, caso contrário, eu não existo mais. Não me procure, se eu achar que está tudo bem, eu te acho. Nunca se esqueça que te amo e tome cuidado. Cath”

Eu iria começar a chorar, não fosse alguém batendo na porta. Coloquei o note na mesinha de centro da sala e fui em direção à porta. Era um “homem”. Mais parecido com um garoto travesso. Ele era cheio de tatuagens, tinha o cabelo castanho e liso. Usava uma camiseta do AC/DC, uma jaqueta de couro, uma touca cinza e tinha um piercing na sobrancelha. Olhos verdes. Ele me olhou de cima a baixo e depois ficou encarando minha camiseta de golfinho. Nunca viu, não? Qual é? Anita Blake pode ter uma camiseta de pinguins brincando na praia e eu não podia ter uma de golfinhos vestidos de palhaço? Que injustiça!

- Em que posso ajudar? – Perguntei, com cara de mau-humorada.

- Larry Greene. Nick me mandou pra cá.

Ele era o cara de confiança que iria me ajudar? Ta mais pra um marginalzinho tatuado. Masok.

- Ah! É claro. Entre, por favor.

Ele passou pela porta e olhou envolta. Parecia surpreso. Observou a sala. Cantinho por cantinho. Sem tocar em nada. Estranho.

- E então, o que você tem? – Ele parou e se virou pra mim.

- O que eu tenho?

- É. Pistas, fotos, cartas, corpos... Esse tipo de coisa.

- Ah... – Levei-o até o sofá e lhe ofereci uma xícara de café. Ele aceitou, tirou a jaqueta de couro e colocou-a no sofá, ao seu lado. Deixei-o lendo o e-mail e analisando as fotos e fui fazer mais café. Eu amo café. Quando faço, tomo tudo de uma vez.

Gosto de café coado, não instantâneo, o que me deu tempo de sobra pra ficar sozinha na cozinha, pensando. O que será que aconteceu? Cath estava tão aflita no telefone... Ela realmente amava Willie. Ele era um cara legal. Até onde eu sabia, trabalhava honestamente em um posto de gasolina no centro da cidade. Ele tinhas muitos amigos. Era simpático e extrovertido. Por que será que foi morto? Será que fez algo errado? Provocou alguém com quem não podia lidar? Bom, eu não sei, mas iria até o inferno pra descobrir. Acho que daria a minha vida pra desvendar tudo isso e salvar Cath. Acho não. Eu daria.

- Aqui está o seu café. O que você acha?

- Quando ela mandou esse e-mail?

- Hoje.

- O cara das fotos é namorado dela?

- Era.

- Sua amiga é um vampiro também?

- Não.

- Quando ele morreu?

- Não sei. Provavelmente hoje.

- Sabe se ele estava metido em alguma coisa ilegal? Ele era um simpatizante?

- Não! Ele era um cara legal.

- Certeza?

- Absoluta.

- Sabe pra onde sua amiga foi?

- Acho que pra Irlanda.

- Quando foi a última vez que falou com ela?

- Hoje, um pouco mais cedo.

Ele parou um pouco pra pensar. Ele fechava os olhos pra se concentrar. Sem todas aquelas tatuagens ele parecia ser um cara bonito. Caras com tatuagens e piercings não fazem muito a minha praia. Nada pessoal.

- Você sabe que Aro, Marcus e Jane são vampiros mestres, não sabe?

- Sim. Mas quem é Nikolaus?

- É isso que não entendo. Ela foi morta ano passado. Por Anita Blake.

- Mais alguma coisa? Você acha que Catherine está bem?

- Se eu estiver certo, à essa altura, provavelmente, sua amiga já virou uma vampira ou já está morta.

- Como assim? Não! Não pode ser! – Me levantei. Fico alterada quando o assunto é pessoas que amo. – Ela sabe se virar! Como você pode saber?

- Olha, acalme-se. Posso estar errado, mas agora tenho que ir. – Ele se levantou e vestiu a jaqueta de couro novamente. – Espero que tenha ajudado.

Ele fechou a porta e me deixou lá. Sozinha. Quase chorando.

No dia seguinte, acordei com o meu celular tocando. Eu estava abraçada com Marvin e Katy. Marvin é roxo e Katy é rosa. Eles são casados há cinco anos. Foi o casamento de golfinhos mais lindo da história!
O celular continuou tocando. Poderia ser Cath. Levantei correndo pra procurá-lo. O som vinha da cozinha. Perfeito. Cath diria que está tudo bem e eu faria meu café da manhã.
Não reconheci o número.

- Alô?

- Olá Nichole. Lembra de mim? – Conheço essa voz, mas não ao ponto de saber quem é.

- Desculpe. Quem fala?

- Ah! Estou desapontada! Odeio ser esquecida. – Era uma voz feminina. Delicada. Mas me dava medo. Por quê? – Não acredito Nikki! – Ela fez uma pausa. Acho que foi pra pensar. – Já sei! Qual a cicatriz que você mais odeia?

Não! Não pode ser. Eu a matei! EU A MATEI!

Notas finais
O que estão achando? Comentem! :D