As Estrelas Da Esperança
45 Capitulo 45 - Legados
Santuário – Durante o pronunciamento de Athena
Apesar dos primeiros raios de sol serem suficientemente fortes, a temperatura era mais fria do que a visão sugeria, o vento ocasionalmente aumentava sua intensidade e carregava consigo a poeira e o silêncio permanecia intocável, exceto em uma espécie de cabana, era feita de pedra, as pedras brancas e grandes pilares circundavam toda a área, teto majestoso e grandes janelas abertas, ao longe já era possível ver a grande movimentação dentro daquele lugar, o que se movia com veemência de um lado para o outro quase que initerruptamente, os seres que se moviam tinham vestes brancas, muitos panos longos, envolvendo quase o corpo inteiro, desde o chapéu que vestiam como um véu, até os grandes vestidos, não haviam adornos em absolutamente nenhuma parte do corpo das mulheres, pareciam quase que seres celestes, a face descoberta mostrava muito sobre elas, transmitiam sua pureza no olhar singelo e calmo mesmo dentro de toda aquela movimentação. O lugar era uma espécie de enfermaria, as sacerdotisas da Deusa Grega que protegia o mundo, estavam atarefadas, moviam-se com beleza, sutileza, mas com precisão, muitos feridos precisavam de assistência, uma gama grande de ervas com propriedades especiais era mantida em um dos lados daquela enfermaria, vários balcões de mármore branco espalhados, simetricamente entre a área do grande salão das sacerdotisas, os leitos estavam agrupados e classificados de acordo com a gravidade, gemidos de dor e angustia a todo momento, mas nada parecia abalar a nenhuma delas, palavras de conforto era proferidas por entre seus puros lábios em um tom suave e ameno, o reconforto era garantido em suas palavras. Sem nem ter que falar, as mulheres sabiam seus papeis e os cumpriam perfeitamente, logo os gemidos de dor cessavam, alguns aspirantes a cavaleiros e aspirante a amazonas eram cobertos pelos panos brancos até a cabeça sinalizando seu falecimento, as baixas ainda continuavam mesmo após a batalha, até mesmo aqueles que apenas estavam no caminho entre os submundanos e a defesa de Athena foram levados pela correnteza. Quando tudo parecia se acalmar, adentrando o salão branco, um homem em vestes um pouco mais escuras, cores apagadas faziam parte de suas vestes, e claramente carregava uma urna contendo uma armadura, ela estava completamente enfaixada para que não vissem qual era, mas seu rosto era conhecido por entre as mulheres que ali trabalhavam, passavam por ele e faziam uma breve reverencia e prosseguiam com seu trabalho sem emitir nem um som, o homem se aproxima de uma das mais velhas.
— Como eles estão? – Questionou-a – Preciso saber sobre qualquer possível mudança em seus estados.
— O quadro clinico dos pacientes que trouxestes está instável, Mestre Bruno – Respondeu a mulher que era visivelmente décadas mais velha que o homem — Não consigo entender o que os mantêm vivos, seus corpos não respondem à absolutamente nenhum dos métodos de tratamento que tentamos, tudo parece ser em vão, mas...
— Mas o que? – Perguntara enquanto se aproximava de alguns dos leitos que estavam separados dos demais.
— Mas ainda assim o estado de piora está quase controlado sozinho, estão morrendo bem lentamente, conseguimos ver isso claramente, mas ainda assim nada parece funcionar... Agora só podemos... Reconfortar seus corpos...
— Os mantenham vivos, cuide de seus corpos, vocês não podem fazer nada mais do que isso, mas eu posso! – Respondeu com uma voz firme e decidida. – Faça o que fazem melhor que eu providenciarei que voltem ao normal.
— E... Como isso, Senhor?
— Preciso fazer algo antes, que acredito ser a resposta para o estado deles, suas armaduras deverão ficar onde estão, ao lado de seus mestres, entendeu?
— Sim, senhor.
Então o homem se afasta com passos largos até a saída da enfermaria, a mulher o observava ainda ao longe, o olhar do cavaleiro era de pesar e sofrimento misturado com raiva.
— Fiquem bem, Altar, Cobra... – Os dois cavaleiros de prata estavam em um estado de coma, seus rostos transmitiam a imensa dor que sentiam, cavaleiro de peixes se vira e sai da enfermaria.
Arenas – Após o pronunciamento
Próximo ao coliseu uma série de arenas de batalha menores estavam espalhadas, nelas dezenas de pares de pessoas treinavam combate incansavelmente, dentre eles, aspirantes a amazona e cavaleiro, assim como alguns pouquíssimos cavaleiros de patentes mais baixas e guardas do Santuário eram treinados, dentre eles um cavaleiro jovem e aparentemente irritado, Matheus os corrigia a todo momento, ao centro uma luta parecia ser um pouco mais intensa entre o cavaleiro de Pegasus e o de Águia, Matheus se aproximava deles enquanto socos e chutes eram trocados como se tivessem a mesma força, quatro pares de feixes de luz vermelha atravessam os braços e pernas dos cavaleiros, uma dor intensa é sentida, a luta para por um momento mas continuam.
— Hades não pegará leve com vocês, lutem a sério, atinjam seus limites, ultrapassem seus limites! – Gritava o cavaleiro de escorpião para seus pupilos. – A dor não é nada comparada com o sofrimento que ele pode causar a vocês, não parem ao sentir dor, prossigam, sempre continuem seguindo em frente independente do que tenham que sofrer para alcançar seus objetivos, não só as vidas de vocês estão em jogo, a vida daqueles ao seu lado, ao seu redor, daqueles que amam... As vidas de todos estão em jogo aqui, e só vocês podem fazer a diferença, mas para isso precisam ser fortes!
Uma explosão do choque entre os cosmos levanta a poeira das arenas, todos se viram, Águia e Pegasus lutavam seriamente, todos se inspiram e voltam imediatamente à seus respectivos treinamentos, um sorriso meio lateralizado e sem mostrar os dentes surge no rosto de Matheus sem que ninguém percebesse, ele cruza os braços e continua andando entre as pequenas arenas.
— Vocês chamam isso de luta?! – Gritava – Façam melhor!
Templo de Áries
Os passos se aproximavam, as rochas espalhadas para todos os lados, a água da fonte que ali existia saía sem destino e preenchia os vãos, as rachaduras e cobria parte da cratera formada das últimas batalhas ali perto. Os cavaleiros já não mais trajando suas amaduras se aproximavam do primeiro templo zodiacal.
— Você sabe o que a Mestre Elys foi fazer? – Questionava o cavaleiro de bronze de Ursa Maior.
— Tenho algo em mente, mas não sei se dará certo. – Respondeu Grou apreensivo.
— O que é?
— Lembra de quando nos encontramos aqui no Santuário, entre as doze casas? – Geovanne apenas acenou com a cabeça. – Então, eu trazia comigo artefatos muito poderosos e importantes na história do Santuário, alguns são bem recentes, e utilizados apenas para uma coisa, acredito que você verá pessoalmente muito em breve.
— Você também com isso? Fala muito, mas não me diz nada!
— Não se preocupe, as ordens iniciais eram agrupar as armaduras e esperar Elys voltar para partirmos.
— Sim, mas onde vamos exatamente?
— Em uma parte próxima à China, uma região montanhosa e muito perigosa, é longe de tudo, de todos, de difícil acesso à pessoas normais, o povo de minha mãe colocaram armadilhas para confundir inimigos e curiosos, lá é onde ficam aqueles que carregam o legado de uma raça que é a única com as habilidades, conhecimentos e habilidades de manipularem as armaduras.
— Entendo. – Ao chegar no templo ambos começam a organizar as caixas das armaduras. – Você agora é o único capaz de fazer os reparos das armaduras, não é?
— Atualmente sim, existem alguns que estão sendo treinados para isso também, lá no Tibete e aqui no Santuário, mas ninguém ainda é capaz de fazer alguma coisa sobre isso. – Grou movia algumas caixas com as mãos e outras com sua télecinese ao mesmo tempo, organizando-as rapidamente. – Não são muitas, mas elas não poderão ser todas restauradas.
— Como assim? – Urso já se encostava em um dos pilares após terminar de arrumar as armaduras de forma ordenada. – Não é pra isso que vamos à oficina que vocês tem nesse lugar aí?
— A ideia é essa, mas materiais são necessários para a restauração das armaduras, elas não são só metais, não são armaduras comuns, há vida nelas, memórias, consciência, poder! – Há uma breve pausa, Geovanne nota como Vaskes aprecia a arte das armaduras. – Além de ser necessária a habilidade de um Lemuriano, as ferramentas certas. – Ele mostra então os instrumentos dourados que carregava. – Pó estelar com a energia pura do cosmos, é necessário um pagamento, um pagamento em sangue, literalmente. – Ele olha para baixo. – Algumas dessas armaduras perderam sua vida, então uma nova deve ser dada à elas, mas uma grande quantidade de sangue de cavaleiro é necessária para isso, e com o esforço que teremos para chegar lá, restaurarmos e voltar, não sei o quanto dá para aguentar. – Geovanne sorri, então Elys chega pela entrada com uma sacola de couro em mãos.
— Muito bem cavaleiros, eis aqui o material que será usado para aprimorar o poder de algumas das armaduras, eles são poucos e devem ser usados corretamente, sei que és tão hábil quanto Messura era na questão de reparo de armaduras, no passado manejavas até mesmo as armaduras dos guerreiros do povo nórdico, não é?! – Vaskes acena com a cabeça. – Pois bem, ainda não foi definido em quais armaduras exatamente serão usadas, por isso elas ficarão aqui por enquanto, Wes está vindo para analisar cada uma delas, e ainda hoje deverão ser levadas à torre no Tibete, lá você irá fazer os reparos e seguir com seu treinamento usual, Geovanne o acompanhará até lá e treinarão juntos, nós somos uma força juntos, jamais trabalhe sozinho. – A amazona então entrega a bolsa com alguns frascos de vidro envoltos em selos sangue. – Ah! A barreira que Athena criou se expandiu e se intensificou, terá que sair das proximidades do Santuário para conseguir se teleportar, os gêmeos nos auxiliarão e vão eventualmente levar novas instruções para vocês. – Ela passa pelo templo e começa a subir por eles, até lá se preparem. – E desaparece pelas escadas.
— Então vamos. – Grou coloca sua caixa nas costas e segue para fora do Santuário. – Temos trabalho a fazer.
— Você não se incomoda mesmo? – Questionou Geovanne com sua armadura nas costas e seguindo o cavaleiro de prata. – Eles nem falaram direito o que querem de nós e você ainda assim vai fazer exatamente o que pediram, não acha isso estranho?
— Não! – Respondeu. – Esse é meu trabalho, é só o que posso fazer, não sou um guerreiro nato como o resto de vocês, não consigo contribuir para o campo de batalha, então tenho que me esforçar da maneira que posso. – Seu olhar fica profundo e vazio. – Não importa que não sei da história toda, você claramente tem algo a oferecer nisso tudo, aqui comigo e no campo de batalha, foi escolhido por algum dom que vai me ajudar com o meu trabalho, e você também percebeu isso.
— É...
Santuário – Passagens Secretas
A amazona de prata andava cambaleando sem forças, seus olhos estavam fundos, ela não dormira, seu rosto estava coberto, exceto os olhos, pela máscara que amazonas costumam usar, seu andar era pesado e desconfiado, os olhos fixos no vazio, andava involuntariamente, a luz, mesmo durante o dia, era escassa, mas a saída estava próxima. Os primeiros passos na luz não mudaram em nada a forma com que andava, apenas continuava em frente, ignorando qualquer coisa que estivesse em seu caminho, pétalas de rosas no chão voavam com o vento que batia naquela altitude, em minutos ela se depara com uma pequena entrada subterrânea entre escombros, bem escondida entre as rochas e a vegetação.
— Eu... Estou... a caminho...
Sua voz era vaga, completamente vazia, sem emoções, e rouca.
Casa de Câncer
Seus passos descalços deveriam fazer o mínimo de som mas a acústica sombria do templo denunciava sua posição a cada movimento, o cavaleiro vindo das terras longínquas conhecida ainda por quase nenhum habitante do oriente ouvia sussurros macabros que se repetiam, as vozes esganiçadas não podiam ser distinguidas por mais atento que fosse, por mais afiada que a audição fosse, os sussurros acumulados atropelavam-se de forma desordenada, o cavaleiro em vestes simples e opacas adentrava cada vez mais o templo que por sua vez parecia mais escuro e sombrio, o chão gélido, os pilares da típica arquitetura grega e as grandes paredes mais afastadas pareciam ter vida, os sussurros, certamente eram oriundos de cada pequeno pedaço daquele templo, um calafrio subiu pela espinha do cavaleiro, logo ele não estava mais no templo, a arquitetura permanecia a mesma, mas o chão era de terra, uma terra firme, seca e rachada e a saída não podia mais ser vista.
— Quem está ai?! – Questionou sentindo a presença de mais alguém ali, alguém que não parecia estar anteriormente e as vozes agonizantes pareciam ter se afastado por um momento.
— Como conseguiu chegar até aqui vivo? – A resposta veio em forma de pergunta, Carlos não esperava por isso e também pareceu não entender o que estava havendo, sua feição de dúvida era muito óbvia o que desencadeou uma breve risada. – Você é um cavaleiro, ainda assim não é comum que consiga chegar ao plano de transferência do templo de meu mestre e o monte Yomotsu Hirasaka sem ter seu corpo separado de sua alma. – De trás de uma das pilastras que não mais sustentava nada uma sombra se esgueirava, cinco pequenas chamas azuis flutuavam silenciosamente em uma formação que ao se conectarem formavam a constelação do Caranguejo, logo se incendiaram intensamente com o cavaleiro de prata em seu centro. Mais do que rapidamente seu cosmos se expandiu fervorosamente e explodiu, Carlos bateu as palmas no solo infértil com o impacto as chamas se afastaram, logo ao seu redor as rochas se moldavam fechando todo o ambiente em uma estrutura rochosa cheia de estalactites e estalagmites negras destruindo tudo ao redor, as antigas construções gregas desmoronavam rapidamente revelando aquele que se escondia nas sombras, vestia uma armadura prateada assim como a que Carlos possuía, seus traços se assemelhavam a alguém que ele conhecera uma vez há muito tempo em vida e pós vida. – O que você fez?!
— Essa é chamada de Caverna do Diabo, de onde venho é um local com fortes energias e você não poderá sair daqui facilmente.
— Espere, não quero lutar! – O cavaleiro levantava suas mãos indicando que não desejava conflito algum, enquanto se aproximava e olhava ao redor. – É realmente impressionante que tenha conseguido exercer tal influencia aqui no mundo dos mortos.
— Mundo dos mortos?
— Elys estava certa mesmo me mandando aqui, me chamo Schramm, sou cavaleiro de prata da constelação de Centauro, meu Mestre, o cavaleiro de Câncer teve uma luta intensa aqui, Elys me mandou esperar por alguém que pudesse me ajudar, não acreditava que alguém poderia ter um poder semelhante ao nosso, mas acho que será perfeito para o trabalho que temos que fazer aqui.
Coliseu
Por toda a extensão do coliseu um tornado de chamas impedia a entrada e saída de qualquer um dali. Chamas reluzentes vermelhas e dourado se misturavam em tamanha velocidade e ferocidade em um redemoinho de poder e beleza, ao canto de braços cruzados um observador poderoso queimava seu cosmos, ele certamente era o causador daquele distúrbio, vestia a armadura dourada e estava estático apenas observando os corpos que se moviam com tamanha força no epicentro daquele desastre de chamas, em um impacto as chamas ficaram tremulas por um pequeno instante, logo em seguida um corpo cai no chão com velocidade e logo tenta se levantar, um jovem com vestes de cavaleiro, sem sua armadura tentava manter seu cosmos queimando e mantinha as chamas longe de sua pele, por entre todo aquele fogo uma máscara branca que cobria apenas os olhos e parte da testa de uma jovem mulher de cabelos que desciam em diversos cachos finos, um sorriso por entre os lábios vermelhos como uma cereja madura, vestida de preto e vermelho em perfeita sintonia e contraste, uma hábil amazona.
— Vamos lá irmãozinho! – Gritou o cavaleiro dourado. – Assim ela te derrotará e você nem sequer conseguirá tocá-la!
O cavaleiro grunhiu, a amazona entrava em posição de combate à espera da investida de seu adversário.
— Prometi à mim mesma que seria muito mais forte. – Sua voz era confiante, o sorriso ia desaparecendo, lembranças vinham a sua mente, mas a concentração no campo permanecia, as chamas dançavam pelo seu corpo, mas nada acontecia nem a primeira camada de pele da garota. – Vamos, preciso cumprir uma promessa o mais rápido possível.
O cavaleiro de Cérbero corria em direção à amazona o fogo se intensificava por onde passava, em um dos passos seu pé afunda com força na terra, seu corpo para a corrida e rapidamente ele arranca com as mãos uma grande rocha do chão e a lança com fúria.
Saída Norte do Santuário
E uma das muralhas um jovem meditava intensamente na parte mais alta, em posição de lótus e postura perfeita o tornava imponente sem a comum arrogância, muito pelo contrário, emanava tamanha humildade, sua pele clara era acariciada pelo sol, suas roupas dançavam com o vento, ele parecia estar em total sintonia com o ambiente.
— Desejam algo? – Perguntou com uma voz rouca, um pouco mais grave do que de costume, mas em um tom baixo.
— Antes da saída de Aquário, o mestre nos deixou uma missão, precisamos nos reunir e coletar informações bem especificas. – Disse o rapaz em vestes de inverno em um tom aparentemente um pouco arrogante e uma feição séria.
— Artur, não precisa falar assim também. – Outro cavaleiro que chegava junto comentou.
— Artur e Júlio certo? – A pergunta era retórica, logo o cavaleiro se levantou e abriu os olhos, mais adiante já saindo dos arredores do santuário, para fora da barreira criada por Athena, ao longe podiam ver duas pessoas caminhando e carregando caixas das armaduras.
— Eles vão... Desertar... – Artur se aproxima da beirada com raiva. – Estamos em tempos de crise e eles vão saindo... – O cavaleiro de Pavão passa o braço na frente do novo cavaleiro de Perseu inibindo suas palavras e ações. – Mas... – Ele tentava retrucar a ação pacifista do rapaz ao seu lado.
— Todos temos papéis a cumprir, o deles não é aqui, não agora. – Ao longe em um feixe de luz verde-água ambos desaparecem sem deixar rastros, o cosmos dos dois que era sentido de longe desaparecera. – E não há nada que possas fazer. – Uma breve pausa e Venício se aproximava do Lobo que permanecia mais distante. – Não temos nossos papeis para cumprirmos também? Guie-nos Artur. – E os três seguem para uma parte do santuário próxima daquela região mas mais isolada.
Polônia – 16 dias depois
Era tarde e já começava a anoitecer, grilos tocavam ao fundo e as estrelas já começavam a aparecer, dois homens com vestes completamente diferentes um do outro, sendo um deles com os cabelos próximos ao dourado e vestes negras com detalhes vermelhos e bordados nos panos desgastados denunciava que ele tinha um alto cargo na sociedade, o outro tinha roupas simples, as cores eram amarelas e vermelhas, os panos que compunham suas vestimentas estavam sujos e bem desgastados, o que os tornavam parecidos era a urna que carregavam em suas costas, cobertas com panos beges igualmente desgastados, eles param diante de um lago.
— Então... É aqui que nos separamos?
— Sim – respondeu o homem das vestes coloridas. – Seu caminho continua ao leste, o meu ao oeste e tens que fazer algo que eu não posso fazer por você, és o líder deles, és quem deve trazê-los, a única coisa que fui capaz, é trazer-lhe até este ponto o mais rápido possível de forma mais oculta possível, agora daqui há algum tempo, espero que nos reencontremos.
— Quando voltar, eu voltarei por outra pessoa.
— Então decidiu mesmo, não é? Boa Sorte, Kazys
— Sim, decidi. Nos veremos quando eu conseguir o que estou buscando, Sascha.
Então ambos se separaram tomando rumos divergentes sem olhar para trás.
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