As Estrelas Da Esperança
43 Capitulo 43 – Manhã, Vidas Ceifadas
Salão do Grande Mestre
A décima segunda chama trepidou ao ecoar nefasto da doce melodia que acometeu o Santuário, um grito fora ouvido em meio a música, por um segundo, a entidade que podia ser vista apenas por Carlos tornou-se visível e palpável, o cosmos de Hades penetrou no ser etéreo e o destruiu por completo em uma fração de segundo. Uma lágrima solitária atravessa o rosto do cavaleiro de prata, a dor de sua perda voltara, mais uma vez perdeu aquele que ele amara, foi como se ele tivesse perdido o chão, suas pernas cederam, ele ajoelhou-se ao chão, logo o cavaleiro de Urso, mesmo sem entender o que acontecera, tocou o ombro do companheiro de armas como um método para consolá-lo, embora sem efeito.
– Começou... – O silêncio fora quebrado pelas palavras de Athena. – Ele finalmente deu início ao verdadeiro ataque, mas...
– É bem diferente do que havíamos previsto. – Continuou Wes. – Com as coisas acontecendo diferente da previsão...
– Os acontecimentos que Requim previu, estão sendo alterados por conta da decisão de todos nós. – Elys disse o que os três ali estavam pensando.
– Então até mesmo isso vocês previram?! – Interviu Geovanne, enquanto Carlos se recompunha, eles já estavam de pé e com as feições um pouco mais concentradas na fala de Athena, do Grande Mestre e da amazona de Libra. – Como podemos lidar com isso? Preciso ir ajudar todos!
Athena se aproxima com rapidez em seu vestido branco deixando seu báculo recostado em uma pilastra de sustentação próxima, segura as duas mãos do cavaleiro de Ursa Maior, olha no fundo de seus olhos:
– Sou profundamente grata pelo seu esforço. – Ela olha para Carlos. – Pelo esforço de ambos, conheço bem o sentimento de vocês, melhor do que eu deveria, por isso não lhe impedirei de seguir rumo ao combate ao lado de seus amigos. – Ela se afasta um pouco e recolhe seu báculo. – Mas acredito que mesmo pelo caminho mais rápido, não conseguirá chegar a tempo onde a batalha está acontecendo, mesmo assim sigam-me. – Stephanie saiu do Salão em direção ao local onde a estátua que representa a Deusa da Guerra estratégica, defensora da paz e justiça na Terra se encontrava. Elys caminhou ao lado de sua amiga, e Deusa, a qual servia, Wes se retirou para dentro de uma sala mais ao fundo no Salão do Grande Mestre com os artefatos em mãos.
Ao chegarem de frente à estátua Athena aponta com seu báculo para um local em meio as sombras mais lateralizado e escondido, um pouco ao lado de onde eles vieram anteriormente da passagem entre a casa de aquário e peixes, ao olharem para a amazona dourada, ela apenas balança a cabeça em sinal positivo.
– Diga à todos que os quero no Coliseu em breve – Disse Athena enquanto os dois prosseguiam em direção à passagem. – Terei que fazer um anúncio ao amanhecer de amanhã. – “Por hora, terei que fazer a minha parte, assim que o contrato for desfeito.” – Sussurrou para si mesma, os dois guerreiros sumiram na passagem indicada por sua deusa, então ela se voltou e olhou o horizonte junto a Elys, de costas para sua estátua gigantesca e majestosa que recebia os raios de sol ainda fracos, ao redor, dezenas de corvos se aquietavam junto à guerreira e sua Deusa.
Entrada dos Templos Zodiacais
A amazona sorriu ao ver seu pupilo trajando sua antiga armadura prateada e silenciosamente se aproximava, sendo seguida por um pequeno exército de guerreiros, todos sem suas armaduras e corpos ensanguentados, porém, não só suas feições, mas a imponência que transmitiam os faziam parecer em um estado realmente muito melhor do que aqueles que estavam de fato vivos.
– Nosso contrato com Hades nos torna de certa forma imortais, mas apenas diante de seu cosmos. – Disse a amazona ao se aproximar dos demais cavaleiros, então ela olha para o grande relógio de fogo e rapidamente volta seu rosto aos guerreiros de Hades. – Mas teríamos que cumprir nossa missão antes das doze chamas se apagarem.
– Missão? – O novo cavaleiro de prata de Vela pareceu confuso por um momento.
– Matar Athena. – O cavaleiro de Grou respondeu pela amazona. – Mas que Deus presunçoso este Hades.
– De fato cavaleiro. – Um sorriso surgiu na face de Casty. – Agora deixe que com esta forma que Hades nos deu, acabaremos com o exército dele!
– Mas que presunçosa você amazona. – A frase do cavaleiro de prata de Grou impressionou a amazona, fazendo-a se voltar para o cavaleiro com uma feição de espanto. – Não acredita mesmo que deixaremos vocês lutarem sozinhos, não é?
– Somos irmãos de armas. – Prosseguiu Chaffin. – Jamais deixaríamos que vocês se sacrificassem por nós. – Grou e Vela se posicionavam para começar um ataque, Casty sorriu, e por um momento se viu em meio à felicidade que há muito não sentia, gargalhou levando a mão à boca quando percebeu o que estava fazendo.
– Pois bem cavaleiros. – Respondeu a amazona se posicionando lado a lado de seu pupilo. – “O único que me preocupa é aquele que ainda está vivo.”
Templo de Peixes
Ambos os cavaleiros tinham pequenas escoriações em seus dedos, como pequenos cortes superficiais, e em algumas brechas dos braços e pernas onde a armadura não cobria, os cosmos queimavam intensamente, o ar pesava com a tensão entre os combatentes, as pequenas fontes que adornavam o templo não permitiam que o silêncio se prolongasse, o aroma das rosas diabólicas parecia ser agradável à ambos, nenhum dos dois fraquejavam, o sorriso sarcástico não saía do rosto de Leonardo. O cavaleiro de peixes saca um par de rosas negras, seu adversário o imita perfeitamente, abrindo ainda mais o sorriso, e agora mostrando os dentes e uma face diabólica e ao mesmo tempo com um ar de superioridade.
– Conseguiu imitar minha técnica a observando apenas poucas vezes, impressionante para alguém como você.
– Imitar?! Não. – Leonardo estende e deixa sua coluna ereta, e como um esgrimista empunha as rosas de pétalas negras em suas mãos. – Minha técnica é superior à sua em todos os aspectos, eu sou melhor do que você em todos os aspectos. – O cosmos maligno de Hades se unia e preenchia o antigo cavaleiro, ao som de uma orquestra nefasta ele lança as rosas, assim como o cavaleiro dourado, no choque, apenas algumas pétalas havia sobrado no ar, as rosas negras haviam sido destruídas facilmente pelas flores do cavaleiro de Lagarto, e rapidamente voam em direção ao seu alvo principal.
O cavaleiro de peixes em uma pequena acrobacia se esquiva das duas rosas negras, não antes de uma lhe fazer um corte no rosto. Ao notar a pequena ferida, uma gota de sangue já havia escorrido pelo rosto do cavaleiro, uma gargalhada oriunda do soldado de Hades é ouvida por todo o templo.
– Eu avisei, mas que belo é este poder que me foi concedido, mesmo estando vivo.
– Mas...O que você quer...
– Não seja tolo cavaleiro de Peixes, eu sou o único que retornou vivo ao Santuário, eu não participei daquela incursão estúpida, não morri junto daqueles seres inferiores, fui escolhido por Hades para aumentar seu exército, assim como meu mestre. – O cavaleiro de ouro pareceu surpreso, mas mesmo assim ouvia com repulsa e certa atenção, cada palavra proferida por Leonardo. – Somos os únicos do exército de Hades capazes de criar soldados a partir das vidas que tomamos com nosso poder.
– Então vocês matam apenas para criar mais soldados?
– Claro, somos capazes de curar e matar ao mesmo tempo, e com a morte, grandes poderes surgem, diante desta melodia, os fracos se tornaram apenas corpos vazios, aqueles que prevalecerem terão suas vidas tomadas por mim e pelo mestre Luco!
– Hades está criando esta música para matar todas as pessoas...
– Exato! – Leonardo aponta para seu adversário. – Apenas aqueles com um pouco de cosmos são capazes de resistir, mas são estes mesmos que farão parte do exército de Hades, afinal colherei apenas aqueles que possuem a força para me divertir um pouco, essa é a diversão de ter um poder como o meu!!
Antes que pudesse dizer qualquer coisa, o punho dourado rasgou o ar parando no abdome do cavaleiro de Lagarto, gotas de sangue foram expelidas pelas boca do guerreiro do submundo, mas logo seu sorriso volto ao rosto, ele envolveu o braço do cavaleiro de ouro com as duas mão e girando tombou o corpo com a armadura dourada no chão, destruindo as pedras que compunham o solo do décimo segundo templo, o corpo rejeitado pelo solo pairava por um momento próximo ao chão, tempo suficiente para que um poderoso chute o jogasse contra uma coluna branca do templo, quebrando-a no meio, neste mesmo instante rosas de cor negra envolviam os braços do antigo cavaleiro, destruindo completamente a proteção de seus dois braços e causando alguns cortes com pouca profundidade.
– Afinal se não forem fortes para resistir ao meu poder, qual é a graça?! – Leonardo gritava com seu oponente. – Resista cavaleiro, mas o meu poder...minha beleza...
Outro soco acertara o abdome do cavaleiro de lagarto, destruindo parte do peitoral de sua armadura negra, assim como a ombreira dourada que fora danificada com um soco do submundano, atravessou a ombreira e atingiu seu objetivo, a face de Bruno trincando um de seus dentes. Eles se separam, Bruno coloca dois dedos e puxa o dente ferido arrancando-o do fundo da boca e cuspindo o sangue que acumulou em sua boca, mas logo voltou sua atenção ao antigo cavaleiro que parecia respirar com certa dificuldade, a última chama trepida diminuindo sua intensidade cada vez mais, o cavaleiro dourado se levanta e intensifica seu cosmos igualmente dourado, expandido pelo templo de Peixes.
– Se continuar descuidado, acabará como aqueles que você julga ser fraco.
– Não me compare com aquela escória. – O póstumo cavaleiro se levanta limpando o sangue que começava a escorrer por entre seus lábios, e com uma feição de como se estivesse nauseado prossegue em sua frase. – A feiura deles me enoja, jamais seria como um deles. – E então o sorriso surge novamente, assim como seu cosmos que crescia cada vez mais. – Prepare-se, cavaleiro.
Entrada do Santuário
A tropa em ébano permanecia estática até o silencio ser quebrado aparentemente por um dos oficiais, ordenando o ataque, os punhos dos cavaleiros, dos defensores de Athena, se fechavam com força, seus cosmos se uniam em um só, mesmo enfraquecido a vontade deles se uniam em uma só. O ar, ameno teve sua temperatura elevada de supetão, um raio de fogo cruzou o novo campo de batalha por cima, passando por cima da tropa de cavaleiros, incinerando e destruindo os primeiros soldados que formavam o ataque primário dos guerreiros submundanos, um pequeno tornado de fogo se esvai, e de dentro dele, três guerreiros, um sem armadura, a amazona de armadura de bronze e máscara parcialmente quebrada mostrando seus lábios vermelhos, um cavaleiro vestindo a armadura de prata e carregando duas bolas de ferro conectadas por uma corrente da mesma tonalidade de sua armadura.
– Iam começar a festa sem os mais poderosos entre os cavaleiros?! Que absurdo! Vamos mostrar o que os moradores da casa de Leão podem fazer!!
O estopim da batalha fora as chamas que ainda consumiam os corpos dos soldados em ébano, Casty usava os ventos para cortar os inimigos e se movimentar com velocidade entre eles, Andrey se moveu rapidamente e fez dos corpos carbonizados sua arma, as cinzas se moviam com o cosmos do cavaleiro e faziam um ótimo ataque e servia como defesa para seus companheiros que avançavam, diversos cavaleiros lutavam com as mãos nuas contra a armada do submundo, destruindo-os com seus punhos mesmo sem portar armaduras, o antigo cavaleiro de Lótus se aproximou do centro e colocando-se em posição de meditação assim como Venício, uma grande lótus banhada em cosmos servia como uma defesa absoluta e criavam defesas para seus companheiros, nenhum ataque passava pela defesa dos pupilos de Virgem, Chaffin, Casty, Linyker e Dyanngellys se posicionaram como na construção da antiga constelação do grande Navio Argo, o solo ao redor deles fora destruído jogando os espectros ao ar, que logo entrava em combustão, sendo alimentado por uma ventania cortante, ao mesmo tempo que os quatro cavaleiros atacavam, seus cosmos brilhavam intensamente, como nunca. Aelita e Mary formavam uma dupla de combate formidável, cobrindo uma as costas da outras, Júlio avança junto com a amazona de Taça que invoca grandes estacas de gelo que perfura facilmente os corpos dos espectros, mesmo com as armaduras deles, o cavaleiro de Lobo usa do gelo criado pela companheira de armas de cria um imenso lobo de neve que devasta diversos soldados que ousavam em avançar contra eles e espalhando a neve pelo campo, antes que percebessem um grupo surgira debaixo da neve que acabara de ser criada pelos cosmos gélidos, mas antes que a lâmina pudessem tocar os guerreiros de Athena, o sangue quente dos corpos dos espectros faziam a neve derreter, Sarah se vira, e na altura de seus olhos um cachecol parado no ar formando um círculo, sua forma era a de um tecido comum, mas unido ao cosmos e a télecinese do cavaleiro, ficara mais afiado do que qualquer arma que os espectros possam empunhar, segurando uma das pontas o cavaleiro de Grou que se vira sorri e acena com a cabeça, por debaixo da máscara Sarah corresponde, os dois desaparecem em uma pequena luz, reaparecendo no ar, acima do campo de batalha, dezenas de estacas de gelo ao redor dos dois, Vaskes com um movimento de braços faz com que as estacas fossem posicionadas e lançadas com tremenda velocidade contra os inimigos, destruindo parte do exército que continuava teimando em avançar, quando os dois tocam o solo, grandes serpentes formadas de cosmos surgem e devoram os submundanos ao redor, no centro Alysson e Artur com sua armadura prateada de Perseu, a sua frente alguns soldados petrificados, a última chama do relógio de fogo estava prestes de ser apagada em meio à batalha.
Casa de Peixes
Os cosmos se chocavam violentamente, assim como os velozes golpes dos cavaleiros que guerreavam no ultimo templo zodiacal, dezenas de golpes era desferidos em um único e simples piscar de olhos, os golpes sofridos eram contidos com apenas alguns sons anasalados para ambos os lados, a armadura de ouro começava a ceder para os golpes do cavaleiro renegado, assim como a armadura banhada em preto ia se desfazendo aos golpes mais poderosos do cavaleiro da elite do Santuário. Leonardo acertara em cheio na lateral do dorso de Bruno, que sem pensar duas vezes acertara um poderoso soco no rosto do inimigo, com o impacto dos golpes ambos são lançados em direções opostas, gotas de sangue tocam o chão, Leonardo parecia incrédulo.
– Meu rosto... Meu lindo rosto... Como ousa tocar meu rosto?!?! – A insanidade tomara conta de sua feição, as escoriações na face direita do antigo cavaleiro faziam algumas poucas de sangue escorrerem pela pele até alcançarem o chão. – Sinta meu poder, cavaleiro! Vale dos Lírios!!!!
O que restava do solo intacto fora destruído, do chão uma grande quantidade de videiras crescia em forma circular portanto belos lírios brancos, um imenso cosmos era liberado pelo cavaleiro, e logo o templo via-se tomado pelo golpe de Leonardo.
– Comparado à este, seu veneno não significa absolutamente nada! Torne-se um dos soldados de Hades!!!
As videiras se aproximavam com velocidade em meio ao silencio do templo, quando Bruno desviou seu olhar por um segundo para uma das fontes de seu templo, o som das águas não eram mais ouvidos, a videiras começaram a cair antes de alcançarem seu objetivo, Leonardo se vira e encontra o cavaleiro de cabelos azuis, pele clara e uma armadura prateada diante dele, a água formava círculos que com pressão cortavam as vinhas ainda mais rapidamente do que elas podiam crescer, Yuki tocara com as palmas o peito da armadura do antigo cavaleiro, e como se a armadura fosse purificava, ela ia tomando sua cor original e abandonando o corpo do renegado.
– Como ousa?!! Maldito!
As vinhas mudaram sua direção e envolveram o cavaleiro de Altar num poderoso golpe em forma de um turbilhão belo e mortal, ao sentir o cosmos do cavaleiro de Peixes explodindo, Leonardo tenta se virar, mas já era tarde demais, as pétalas cortantes negras começavam a perfurar suas costas, o soco do cavaleiro de ouro continha grande força, e sem sua proteção o corpo do antigo cavaleiro fora lançado a vários metros escadaria a cima, destruindo algumas rosas e parte das escadas por onde passava, até parar com um forte impacto. Por centímetros, Bruno, havia errado o coração de Leonardo que se levantava com um sangramento intenso.
– Malditos... Meu corpo... Como ousam?
– Você morrerá aqui e agora, Leonardo.
O cosmos do cavaleiro que traíra Athena começava a queimar tão intensamente quanto antes, impressionante o cavaleiro de Peixes que recua um passo.
– Ninguém é capaz de me derrotar!!! – Leonardo leva uma mão ao ferimento que atravessara seu corpo, vendo o sangramento que não parava leva a mão ao rosto, a face monstruosa e insana com o sorriso macabro se formava. – Não cairei diante do poder de ninguém, apenas minha beleza...meu próprio poder me subjugará, mais ninguém... NINGUÉM!!! – O cosmos imenso se acumulava no corpo do cavaleiro traidor em gigantesca velocidade, no chão a forma de uma grande flor-de-lis vermelha aparecera, sendo seu centro, Leonardo, e envolvera até mesmo o cavaleiro de ouro, não havia para onde correr, um cavaleiro de ouro jamais fugiria de uma batalha como esta, o olhar frio de Bruno irrita ainda mais o ensandecido ex-cavaleiro. — Seja envolvido pelo poder da magnifica Flor-de-Lis, e morra cavaleiro de Peixes... Malédiction de Lys!!!
O cosmos acumulado brilha intensamente, Bruno saca uma rosa branca em sua mão queimando o mais intensamente possível seu cosmos, a implosão cosmica era inevitável, um som esganiçado fora ouvido da direção da casa de Peixes, Yuki se aproximava com velocidade.
– Não se aproxi...
Antes mesmo que pudesse continuar sua frase, ele fora empurrado para o lado, uma grande queda em direção à escadaria mais abaixo aguardava o cavaleiro dourado, um sorriso vindo do cavaleiro prateado de cabelos azuis o surpreendera, o cosmos envolvera completamente o local, a implosão destruíra tudo ao redor, o impacto atingiu Bruno o deixando desacordado em pleno ar, lançando seu corpo inconsciente mais rapidamente para baixo, as folhas de Lis emergiram como lâminas e destruíram completamente tudo que estava ao alcance, inclusive os corpos dos dois cavaleiros, restando apenas a armadura prateada de Altar no meio dos escombros e a armadura de Lagarto no Templo que teve sua saída danificada também, a última chama se apagava.
Entrada do Santuário
No pátio destruído, coberto pela terra chamuscada, água e algumas lascas de gelo, os cavaleiros se viam de pé, no meio de centenas de soldados derrotados, eles estavam exaustos, seus cosmos mal se mantinham acesos.
– Não baixem a guarda. – Disse o cavaleiro de Dragão cerrando os punhos. – Este é o exército imortal de Hades, eles demoram cada vez mais para voltar, mas precisamos mantê-los...
Um imenso cosmos o fizera parar, os cavaleiros reconheciam claramente este cosmos, cheio de mansidão e amor, o desejo pela paz, pela vitória de seus companheiros, de seus amigos, Athena se posicionava do alto do Santuário cobrindo tudo com seu cosmos. Espalhados por todo o Santuário e pelo pequeno vilarejo próximo, centenas de selos com o nome “Athena” em grego, marcados com sangue, brilhavam e formavam uma barreira imensa cobrindo tudo e todos que estavam no alcance, as feridas mais superficiais estavam curadas, os cavaleiros sentiam que estavam sendo acariciados pela benção de sua Deusa, Stephanie se esforçava para manter o nível d poder, os selos se conectavam e iam desaparecendo juntos, a barreira de cosmos estava invisível, mas presente, todos que eram capazes de sentir o cosmos podia sentir claramente o que fora feito, os espectros de Hades não tinham poder ali, a ressurreição não seria mais um empecilho, a vitória, apesar das baixas, nesta manhã, era dos cavaleiros de Athena.
– Acho que agora não temos muito tempo. – Disse JB com um sorriso no rosto.
– Foi por pouco tempo, mas lutar ao lado de vocês vale mais do que qualquer palavra que possamos falar. – Prosseguiu Rafael.
Os corpos daqueles que tinham contrato com o Deus do Submundo começavam a se desfazer em seus cosmos brilhantes, a última chama se esvaia como a vida de cada um dos que serviram Athena até após a morte, não haviam arrependimentos, não havia nada do que se lamentar, as lágrimas pairavam nos olhos daqueles que ficavam, os que partiam sorriam diante da morte, sua missão havia sido cumprida, seus desejos herdados, suas vontades passadas aos seus entes queridos, o cavaleiro de Grou estende o braço diante de seus olhos para cobrir os raios de sol, a luz já começava a ficar mais forte, a paisagem ao horizonte brilhava como aqueles que partiam, um sorriso em seu rosto era desenhado com uma gota brilhante ao lado esquerdo de sua face sombreada pelo braço, sua boca se abre:
– Os amigos estão ligados á alma… O que está tingido na alma não poderá mais ser tirado, Nunca!
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