As Estrelas Da Esperança
17 Capitulo 17 – O Grande Navio Negro
Arredores do Santuário
Um grupo de soldados e cavaleiros lutam bravamente contra um outro grupo, porem maior, de soldados que trajavam armaduras negras e arroxeadas, e incrivelmente os cavaleiros acabavam com certa facilidade com as tropas do submundo com o número de baixas no mínimo, porém a menos que os corpos estivessem fora de condições para se moverem, os espectros voltavam à vida e continuavam lutando contra os soldados de Athena, eles eram liderados pelo Rei de Blue Graad, o responsável pela mudança do clima, o ar estava gélido, mas pela batalha nenhum dos cavaleiros aparentavam se importar com o clima, eles lutavam bravamente, e conforme os corpos espectrais eram impossibilitados de continuar lutando por meios físicos e por terem sido congelados o grupo prosseguia em direção à entrada principal do Santuário que já estava muito próxima. Ao chegarem à entrada principal um outro pequeno grupo de cavaleiros já haviam acabado definitivamente com os espectros daquela região.
– Vocês estão bem? – Perguntou Artur aos cavaleiros que já estavam no local com uma aparência de exaustão eu seus rostos posturas corporais – O que houve aqui? – Ele questionou ao observar os corpos dos espectros estirados no chão, e aparentemente há um tempo relativamente grande, uma vez em que eles costumam volta à vida rapidamente.
– Alguns cavaleiros de prata passaram por aqui, conseguiram impedir que estes espectros voltassem à vida de alguma forma – Disse o cavaleiro se erguendo – E então eles foram em direção às outras entradas do Santuário.
– A propósito, que é você – Perguntou o outro cavaleiro ainda sentado em uma coluna que estava caída – Você não parece um cavaleiro daqui como eu, Victor e o Rick, de onde eres?
– Sou o Rei de Blue Graad, Artur de Boieiro, sinto pela minha falta de cortesia – O cavaleiro anda um pouco mais para frente – E você é?
– Sou Larisson de Peixe Austral, e estes são meus amigos Victor de Coma Berenice e Rick de Girafa – Os cavaleiros acenaram quando ouviram seus nomes ao serem apresentados por seu companheiro de armas.
– Me parece que ainda teremos problemas por aqui – Disse Artur enquanto caminhava inspecionando o ambiente ao redor – Este lugar é muito aberto e como é a entrada principal do Santuário, é como se estivessem convidando os espectros à entrarem, precisamos pensar em um jeito de obstruirmos a via de entrada deles.
O local possuía uma grande e espessa muralha rochosa com vigas de madeira dando forma á muralha cercando o santuário inteiro, todos ficam ali pensando nas possibilidades, até que entre os guerreiros que o Rei de Blue Graad havia encontrado no caminho caminha em sua direção.
– Creio que basta apenas nós fecharmos os potrões – Disse o homem que já estava próximo ao Boieiro e ao Lobo.
– Quais portões? – Questionou Júlio procurando-os – Não vejo nada.
– É um mecanismo relativamente simples, mas precisamos ativar todos para que funcione corretamente – Disse um outro cavaleiro se aproximando – Assim como Flecha disse, devemos fechar os portões destravando as alavancas de pedra para movermos os portões que agora nada mais são do que parte desta muralha.
– Exatamente, se observarmos atentamente uma porção é bem mais espessa, e parece já ter sido movida antes por causa das marcas nelas e no solo – Complementou o primeiro cavaleiro – Eu Nikson de Flecha, me candidato à seguir para a próxima estrutura e ativar o mecanismo.
– Eu, Allan de Auriga, também irei! – Disse o cavaleiro se colocando à frente dos demais.
– Quem diria que o Santuário possuiria defesas tão sofisticadas assim – Disse Artur após expressar um breve sorriso, ele então se vira para os três cavaleiros que estavam na entrada antes de sua tropa improvisada chegar – Para que lado aqueles com habilidades de impedir que os espectros voltem à vida foram?
– Coincidentemente eles se dirigiram à entrada Oeste do Santuário, onde há um portão e um dispositivo para fechá-los – Respondeu Rick.
– Pois bem Cavaleiros! – Anunciou Boieiro – Nikson virá comigo e com o Lobo para ativarmos o dispositivo Leste, Nikson ficara incumbido de se encontrar com estes cavaleiros de Prata e os demais cavaleiros e soldados deverão ficar aqui para defenderem a entrada principal – Assim que todos ouviram o Rei azul, se colocaram em suas posições, e apenas acenando com a cabeça eles partiram cada um para seu destino, com a promessa de cumprir suas missões e defenderem com suas vidas o Santuário da entrada de mais invasores.
Passagens Subterrâneas do Santuário
Enquanto os antigos e novos soldados de Hades desciam na escuridão mortal, a queda parecia não ter um fim, eles estavam levemente molhados por causa do golpe de Popa que produzira água com seu cosmos, um leve brilho fora refletido em suas armaduras mas como foi muito rápido, os espectros tentavam procurar o foco daquele brilho repentino, então a voz de um dos soldados rasos do exército do Deus do submundo fora ouvida, mas ela estava distorcida como se ele tivesse sido atingido por algo antes que pudesse emitir alguma palavra, e então mais algumas pequenas luzes alaranjadas se acenderam entre eles, e cinco dos soldados ao redor dos antigos cavaleiros entraram em auto combustão em plena queda, foi então que entre um gemido de agonia e outro todos conseguiram perceber que o foco era uma pequena chama que mostrava o fim da queda era a culpada, porém, estranhamente ela começara a se aproximar deles, os antigos cavaleiros da Deusa da Paz e da Justiça sorriam parecendo muito empolgados com o que estava por vir e sem hesitar se inclinaram para frente aumentando a velocidade de queda e juntando-se.
– Parece que nosso encontro será muito mais breve do que imaginávamos – Disse Popa.
– Ainda continua ingênuo de mais! – Explanou Casty com os braço abertos – Kaze no Kekkai!!
Uma enorme barreira de vento protegeu todos da queda, empurrando ferozmente o dono das chamas para longe por um caminho único e reto a partir de onde caíram, e assim que seus pés tocaram o chão os três cavaleiros que tiveram suas existências subjugadas por si mesmo avançaram rapidamente em linha reta e simplesmente somem na escuridão, os demais soldados de Hades e o antigo cavaleiro de Lagarto ali ficaram por alguns segundos, Leonardo olha pra cima sem sucesso de enxergar algo, ele tinha uma feição séria, ele suspira soltando seus ombros que pareciam estar pesados e muda sua feição para uma mais serena e sínica com um sorriso lateralizado.
– Andem! – Disse Lagarto – Não temos tempo a perder com futilidades tão horrendas aqui.
E simplesmente seguiu andando pelo único caminho que ele poderia tomar, sendo seguido pelos fiéis soldados em ébano, enquanto isso os três guerreiros chegam à uma imensa galeria cheia de formações rochosas que conectavam o chão ao alto teto do lugar, algumas gotas eram ouvidas caindo assim que os antigos cavaleiros pararam para observar o local, e por ali ficaram por um tempo, sem que a figura que o atacaram posteriormente se revelasse, Leonardo chega à galeria com sua tropa e passa por eles sem fazer nem se quer um contato visual, e seguiu em direção à saída da galeria, mas quando ele estava quase dentro da passagem inúmeras tochas se incendiaram e iluminaram tudo fazendo o Lagarto parar por um instante.
– Onde pensa de vais fugindo assim da batalha? – Ecoou a voz por entre a galeria
Uma risada fora emitida do cavaleiro de Lagarto Negro – Não desperdiçarei a beleza de minha força com vermes feios e insignificantes, ainda mais em um lugar tão perturbadoramente feio como este – E sem dar mais satisfações ele seguiu em frente por alguns metros até desaparecer nas sombras.
O dono das chamas se revela saindo de trás de uma das formações da galeria andando devagar a frente dos três cavaleiros que renegaram sua Deusa, eles se entreolharam por um instante e antes de qualquer tipo de comunicação vocal, seus cosmos se chocaram na atmosfera.
– Olá pequeno pupilo! – Disse Vela enquanto mostrava seus dentes no seu belo sorriso – Está pronto para cair aqui e agora?
– Ex-pupilo você quis dizer – O cavaleiro disse cerrando os punhos e com uma expressão raivosa no rosto – Não posso perdoá-la por simplesmente ter me deixado assim!
– Você jamais entenderia pequeno tolo – Disse Casty se aproximando um pouco – Apenas pereça diante de nós.
Eles todos esperaram por alguns momentos, no primeiro som emitido por uma pequena gotícula de água tocando a superfície de uma pequena rocha dá o início a uma intensa batalha entre os quatro guerreiros, apesar da diferença numérica evidenciando uma certa desvantagem o cavaleiro leal à Athena persiste fortemente e não perde em aspecto algum diante dos três guerreiros negros, o espaço era muito bem aproveitado por todos, dando espaço para algumas acrobacias entre os poderosos golpes que estremeciam as paredes da gigantesca galeria, até que com um ataque entre chutes e socos poderosos embebidos em cosmos os quatro foram separados pelo impacto fazendo-os aguardar pelo próximo movimento do inimigo.
– Parece que se continuarmos assim, não chegaremos a lugar algum não é mesmo pequeno Chaffin! – Disse Casty elevando seu cosmos enquanto erguia seus braços – Vamos ter que terminar com isso de uma maneira um pouco...diferente!
– Você tem razão Vela – E antes que alguém pudesse realizar qualquer movimento, uma imensa rajada de chamas ardentes foi tomando conta do campo inteiro e consumindo tudo, até mesmo algumas pequenas pedras soltas.
– Great Deep Dive!
– Great Ground Needles!
Seis gigantescas estacas semelhantes a agulhas de bússolas corriam rasgando o solo em direção ao cavaleiro de Athena enquanto uma sequência de ondas davam força e velocidade às agulhas de pedra e iam limpando as chamas de metade da galeria, sem hesitar nem um pouco o cavaleiro se posiciona para atacar novamente, ele parece estar muito decidido a acabar com seus inimigos, e com a visão periférica chamando sua visão mais central para a parte que ainda continham suas chamas e uma pequena lágrima escorrera até metade de seu rosto até que o calor emitido de seu cosmo a fizera simplesmente evaporar em sua face.
– Sinta o poder de Carina...Ultimate Burning Corona!
Chaffin levanta os braços concentra o seu cosmo em seus punhos, criando poderosas chamas em forma de um sol, em seguida ele dispara uma gigantesca nebulosa em chamas parecida com a nebulosa de Carina, enquanto o guerreiro concentra sua energia, é criada uma aura flamejante em forma de barreira para evitar que o inimigo anule o ataque que era disparado com grande potência contra as agulhas, mas era claramente mais direcionada para o ponto em que suas chamas continuavam ativas, numa grande explosão de chamas e vapor entre os estilhaços de pedras o fogo era jogado com uma incrível violência contra a inerte amazona que que abaixa a cabeça e sorri.
– Wind Sword, Agni Rudra!
As chamas simplesmente contornam a amazona que vai abaixando o braço como que corta algo com a mão, uma ventania flamejante é disparada contra o jovem cavaleiro de Carina que aumenta rapidamente sua barreira em forma de aura flamejante para bloquear o golpe mas uma estaca de pedra surge do chão causando um forte impacto na lateral de seu corpo fazendo-o pular para o lado e ele consegue fugir das chamas que o contra-atacavam, mas um corte em seu braço direito foi feito pela lamina de vento assim como o outro corte em seu rosto um pouco abaixo do olho direito, e com um movimento de mão as chamas se comprimem e explodem, com o impacto os cavaleiros negros foram violentamente lançados contra a parede que ia se desfazendo, com o impacto dos corpos, e ele caíra lateralizado, apesar de estar sentindo, não demonstrava faces de dor, as tochas foram completamente consumidas pela explosão e agora apenas pequenos raios de luz lunar iluminavam o ambiente através das grandes rachaduras causadas pelos diversos impactos cósmicos e físicos nas paredes da galera que até então não tinham sido percebidas, então todos se levantam com uma certa dificuldade sentindo os efeitos da batalha e eles se entreolham novamente.
– Acho que não podemos pegar tão leve assim como seu ex-discipulo Casty – Disse o cavaleiro de Bússola – Creio que... – Mas ele fora interrompido por Popa.
– ...Temos que utilizar aquela técnica e acabar com esse pivetinho agora!
Eles estão riem da situação e se posicionam lado a lado – Prepare-se para perecer Chaffinzinho – Disse Casty – Observe com muita atenção!
Os três cavaleiros negros saltam nas posições de suas constelações, com seus cosmos uma imagem do antigo Navio Argo é refeito através das ligações dos corpos celestes Popa concentra seu cosmo refinando-o e uma imensa pressão é colocada sobre essa energia refletindo na pressão do ambiente e com as mão lança em direção ao cavaleiro de Bússola Negro que ao segurar a forma mais física do cosmos de seu companheiro e mistura com o seu, refinando-o cada vez mais e com velocidade lança para Vela Negra que o capta com as duas mãos transformando toda aquela energia em algo um pouco mais físico, a terra treme, o vento sopra fortemente e a amazona dispara a imensa quantidade de cosmos em forma de uma onda de choque fortíssima que se assemelha ao avanço do Antigo Navio Argo no Mar aberto, o cavaleiro de Carina na tentativa de se defender eleva seu cosmo e dispara novamente sua técnica que combina ataque e defesa com uma aura flamejante ao seu redor assim como os três renegados explodem seus cosmos dizendo em uníssono.
– Howling Argo!!!
Bunrning Corona!
Uma imensa explosão destrói completamente a galeria lançando os quatro guerreiros para o lado de fora, eles caem sobre as escadas, suas armaduras encontram-se em um estado deplorável, conforme se moviam os pedaços iam caindo aos poucos, diversas feridas abrasivas eram destacadas por uma grande quantidade de sangue estavam presentes em todos os combatentes, mas isso não os impediram de levantarem e se reposicionarem em formação de ataque, agora a fúria tomava conta das energias do lugar, havia uma boa distância entre os três cavaleiros que vestiam as armaduras negras e o cavaleiro de Bronze, a posição de ataque era idêntica à anterior, Chaffin se preparava para o ataque.
– Agora está tudo acabado Chaffinzinho, é agora que será decidido quem cairá!
Neste momento o cavaleiro de Carina ficou extasiado pelas palavras daquela que antes de partir e deixa-lo para trás fora sua mestra, ele cerra os dentes e os punhos, e com um grito da mescla de fúria e desespero queima seu cosmos intensamente, o campo é coberto pelo cosmo do cavaleiro de bronze que deixava finalmente as lágrimas escorrerem por seu rosto enquanto corria em direção aos seus adversários, os cavaleiros negros repetiram os movimentos do último ataque, porem com uma intensidade ainda maior, conforme a energia era passado de um para o outro a pressão cósmica era tanta que a pele começava a desfazer junto com a armadura de seus corpos, e finalmente Casty lança o último ataque, Chaffin que já estava muito próximo impede o progresso do ataque com as palmas das mãos, ele rotacional o golpe inimigo e elevando ainda mais sua energia crava seus pés no cão que estava se desfazendo também e ao custo do sacrifício das manoplas e ombreiras de sua armadura consegue lançar de voltar o ataque combinado com seu cosmo atingindo os três cavaleiros renegados, Linyker foi lançado para fora da montanha onde se encontravam os templos zodiacais, Dyanngellys teve sua armadura que completamente destruída e o que sobrara de seu corpo ficara cravado nas rochas da montanha e Casty que teve menos impacto sofrido pela técnica caiu em direção à Chaffin, que a segurou por entre seus braços, e reparou q a máscara que cobria seus olhos não existia mais.
– Parece que você conseguiu superar o poder do Grande Navio Negro... Parabéns discípulo... – Dizia Vela enquanto sangue escorria por seus olhos que já não conseguia mais focalizar nada.
– Porque você teve que me deixar? Por que?! – Questionou desesperadamente o cavaleiro de Carina – Eu não entendo...
– Eu sou assim... Não dá pra segurar o vento...ele flui livremente... e... no meu caso... morre no meio de uma pequena fúria... – A amazona encosta sua cabeça no peito da armadura de Carina e fecha seus olhos fadigados, e seus batimentos cessam novamente.
– Então é assim? – Questionou sozinho o cavaleiro – Pela segunda vez você partiu, e pela segunda vez, em meus braços... Eu te odeio! – E uma última lágrima escorre pelo olho direito de Chaffin enquanto ele sentando nas escadas segura o corpo de sua antiga mestra, novamente.
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