As Estrelas Caem: o rei e o caçador
5 Tártaro 1
“Por que esse é o pior castigo para um rei, não poder ajudar seus ‘súditos’.”
Tártaro, Hades, Submundo, Niflheim. Terra de Anúbis e de outras criaturas que desejam ter o poder das estrelas festejam, acima desse plano está a Terra ou Midgard, lá Davi reina com bondade no coração, mas não se lembra de seu irmão nem do seu sacrifício para livrá-lo da lepra. Percorrido exatamente dois meses, Danael chega em seu local de sofrimento, avista um grande abismo, Ah Puch, utiliza de seus corvos para acarretar Danael até um trono localizado no meio de tal abismo, o trono era de pedra, sustentado por correntes enferrujadas, nos encostos do trono estavam escritos as seguintes sentenças:
“Aqui descansará Danael, Futuro ‘rei’ do abismo eterno”. “Aqui descansará Danael, será tratado como um rei mas não poderá sair do trono ou cairás em eterna queda, verás todo dia seus ‘suditos’ na ponta do abismo a sofrer o seu merecido castigo e então sofrerás ao perceber que não podes fazer nada”. Ao lado de uma jóia em cima do trono ainda estava escrito: “Por que esse é o pior castigo para um rei, não poder ajudar seus ‘súditos’”. O rei caído se senta no trono, ao passar de dias sofria com fome, calor, e com o desagradável cheiro de bebida, sangue, enxofre e mel, para ele não importava qual o nome desse local em qualquer mitologia antiga, mas para ele apenas uma palavra descreveria esse lugar, Inferno. Danael, ainda sofria ao ver todos as pessoas á sua frente sofrerem, ele não compreendia por que de tal compaixão se ele seria o futuro rei das sombras. Danael olha para as correntes que sustentam o trono. Olha depois para cima, vê pessoas caindo do alaranjado céu. Seu desejo de fome poderia ser atendido, pois frutas lindas e bem frescas, seria fácil pega-las, mas uma voz lhe diz. “Ora, ora Danael, vai mesmo querer ficar aqui para sempre? O que são alguns meses sem comida para um príncipe que deu sua vida para eliminar a lepra de seu irmão? Lembre-se, ao comer dessas frutas será como Perséfone”.
Ele entende o recado, mas não pode ficar mais parado, ele sobe nas correntes, a fome e o calor dificultam muito. Ele não fazia idéia de quanto tempo havia se passado desde que abandonou seu trono, Fúrias e Gafanhotos do Apocalipse passam a sua volta, esperando sua queda, mas ele não desiste, suas pernas suportam as quedas que tinha quando suas mãos não suportavam. Vê então finalmente um teto de pedras,o firmamento da terra, se apoiou na borda da entrada para o castelo. Ele entra e então ouve, a conversa entre os senhores da morte, mas não tem tempo para eles. Havia também um outro convidado, não precisa ser nomeados, todos os conhecem, sabem de suas afrontas, mas ele não sabia do erro de Ah Puch.
Danael percebe que só há uma maneira de sair daquele mundo inferior, deparar se com Atlas, sustentador do firmamento.
Davi, vai novamente ao reino do Leproso rei, mas irá ao encontro do “Estella Dominus” do reino, o misterioso Sir P.
Uma pequena vivenda com uma placa escrita “Metalurgia em faíscas” convida o jovem Rei a entrar, dentro da vivenda, um homem com barba mal feita no rosto, ele não deixou Davi falar.
– Sei por que está aqui, você quer respostas, acorda em uma vivenda, sozinho, acha que perdeu algo, mas não sabe o que. Vai a seu reino e a rainha Yllana havia sumido, e desde então se pergunta o que você fez enquanto estava aqui, bom, eu tenho as respostas – Davi pega alguma moedas de ouro — Não quero dinheiro, poucas pessoas me visitam, as estrelas dizem que logo voltará o que lhe foi esquecido, você me lembra meu rei.
– Conhece o leproso? – Ele pergunta.
– O hansênico, embora esse não seja seu nome ele me proibiu de dizer.
Sir P. cai ao chão e diz:
– Seu irmão precisa de você no Tártaro.
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