Sob a chuva, que caia rudemente contra o solo encharcado e o vento que murmurava presságios obscuros, ele corria inebriado pelo cheiro de ferro, em direção a sinuosa construção dourada.

Com os cabelos emaranhados pela água e o vento, ele se apressava na direção da construção gótica, as árvores douradas construídas em formato de arabescos enfeitavam as portas grossas de madeira. A preocupação e tristeza que estavam escancarados naquele rosto pareciam se juntar ao coração acelerado que incessantemente batia em um peito quente, jogando o alto som para os céus que lhe devolvia chuva fria e até para o vento que uivava, tornando o som das dúvidas que o envolviam menos nítidos.

Ao passar pela segunda porta, feita de vidro poucos passos depois da entrada, uma voz conhecida lhe chamou o nome:

-Eirian? – O tenor rouco e alto de Dillan lhe saltou aos ouvidos, puxando-o de volta à realidade. – Por que não esperou a chuva passar? Vai se resfriar.

Ele finalmente virou a cabeça para olhar o segurança da biblioteca, Dillan tinha uma aparência que assustaria qualquer pessoa, embora fosse sempre educado com os visitantes, num terno preto, seus quase 2 metros de altura se sobressaiam, ainda mais quando comparados ao rapaz esguio.

-Me desculpe pela bagunça Sr. Dillan, eu vou ficar na sala antiga, não vou molhar nada. Mas precisava vir rápido, preciso terminar o quadro e tenho poucos dias. – Eirian respondeu jogando os cabelos molhados para trás.

-Então, finalmente decidiu fazer a exposição? Isso é ótimo! – Uma expressão de fascínio tomou o rosto do segurança, acenando com um sorriso para o rapaz.

-Ah! Sobre isso... Ainda não decidi, mas é melhor que os quadros estejam prontos, assim se decidir a favor da exposição terei tudo finalizado antes do prazo. – Ele deu de ombros e saiu apressado, fazendo Dillan sacudir a cabeça e suspirar.

No fundo da biblioteca, depois das diversas escadas em caracol e as mais belas estantes, preenchidas com as obras dos grandes mestres, estavam salas abandonadas, que um dia foram usadas como salas de estudo e hoje não passavam de armazéns. Dentro deles uma série de artefatos antigos que seriam expostos em uma nova ala se amontoavam cobertos de plástico bolha e outras proteções. Uma das salas, no entanto, destacava-se no corredor iluminado, dentro residiam cavaletes, telas, tintas e uma quantidade grande de pincéis, no armário no fundo da sala um conjunto de moletom que um dia fora branco aguardava ser vestido para que logo residissem novas cores sobre o algodão. Eirian usava a sala há anos, como um pequeno estúdio de pintura, quando estava ainda no ensino médio suas tardes acobreadas já corriam naquele pequeno lugar, quadros com pinturas que tiravam seus sonhos da mente longínqua se acumulavam no espaço pequeno e a escolha que lhe trazia chuva ressoava como um mantra ecoando pelas paredes. Em frente ao quadro que caminhava para um final, Eirian repetia em murmúrios a pergunta que lhe tirava o sono, enquanto o pincel dançava sobre a tela.

Cerca de um mês antes, ele recebeu uma ligação que até então era apenas um devaneio, um dos curadores do museu de arte que o visitou muito tempo atrás perguntava se o promissor pintor gostaria de participar de uma exibição. A resposta que gostaria de ter dado era um irreverente “Sim” com sua alma ressoando na sílaba, ele até chegou a sussurrar a resposta com olhos brilhantes, mas a realidade às vezes é um tanto cruel, para realizar a exposição, uma viagem de 15 dias seria necessária e então veio à tona, a verdade: O jovem que já havia sido considerado um excelente artista, cursou uma faculdade que pouco lhe agradava e agora estagiava em uma grande empresa que sequer lhe dava um cintilar a tez. Devido a doença que caiu sobre seu pai, o rapaz que segurava firme e habilmente o pincel entre os dedos, tornou-se junto a sua mãe o provedor para família, os irmãos caçulas e seu próprio pai relutante, precisavam daquele rapaz. Com a gerência do trabalho a resposta foi clara: “Estagiários não podem se ausentar.” E agora uma escolha dolorosa o assombrava: Seguir com a exposição tornaria seus sonhos realidade, mas caso os quadros não vendessem sua família seria levada à ruína. Caso optasse por não fazer a exposição, estaria fadado ao destino que acreditava ter sido imposto a ele e poderia, sozinho, ir à própria ruína. Todo o pensamento se repetia em ciclos murmurados pelo pintor, contudo os olhos negros adquiriam um brilho âmbar inigualável enquanto acompanhava o pincel macio, depositando cores no algodão poroso, passos interromperam seus devaneios em palavras.

-Eirian! Dillan disse que chegou todo molhado, tome uma caneca de chocolate para se aquecer. – Irina, a bibliotecária que gerenciava o local, trazia numa pequena bandeja prateada, uma caneca azul com desenhos dourados de baleias e um pratinho cheio de biscoitos amanteigados.

-Obrigado, Irina. – Eirian sorriu pela primeira vez sentindo que os músculos estavam rígidos de frio.

-Você parece bem concentrado. O que está pintando? – Irina sabia que Eirian era adepto ao surrealismo, na adolescência do rapaz ouviu inúmeros estudos sobre as obras de Max Ernst, Frida Kahlo e Vladimir Kush, ela sabia também que o jovem de cabelos castanhos ondulados era um grande fã das pinturas de Hokusai e Miho Hirano, ele podia jurar que as obras poderiam ter baleias que voam e fadas boas e ruins ele citava o expressionismo e o barroco naturalmente, como se tivesse vivido para criá-los. Mas na tela do pintor havia ilhas que flutuavam sobre o deserto, com picos e planícies sobre a superfície e quedas de água que escondiam pássaros azuis e peixes dourados. Irina deixou que um suspiro lhe tomasse o ar enquanto vislumbrava a tela. — Está lindo Eirian, realmente magnífico. – Ela murmurou ainda fitando a pintura, logo Irina se foi e a noite caiu serena, ainda com a garoa da tarde, ao redor de Eirian que com mãos ágeis continuava a pintura.

Já passava das 22 horas quando recebeu a ligação da mãe, ele suavemente respondeu que talvez não retornasse aquela noite e com um suspiro pesado do outro lado do telefone ouviu um terno boa noite. Não era a primeira vez que Eirian preferia passar a noite no estúdio ao invés de em casa, a companhia da casa lhe agradava, mas com tantas dúvidas e quase sempre desatento ao seu redor, ele preferia permanecer na antiga biblioteca.

-Eirian quando sair, se sair, na verdade, não esqueça as luzes. – Dillan proferiu calmamente a porta.

-Pode deixar, mas hoje, ficarei por aqui. – Ele sorriu para o segurança.

-Quando eu acho que você precisa de um pedaço de romã para não virar uma sombra, você surpreendentemente mostra um pouco de brilho. – Dillan deu de ombros – Sobre a exposição, eu não quis te deixar desconfortável. Mas os quadros que vejo nessa sala merecem ser vistos, eu entendo seus motivos, só que você não pode viver por outra pessoa, Eirian.

-Eu entendo. Não o interpretei mal... De forma nenhuma. – Eirian voltou o olhar para pintura. – Só é assustador pensar que pode tudo dar errado, eu não sei o que fazer se isso acontecer.

-Humanos tendem a ser pessimistas, tente ponderar: Além do que pode dar errado, o que pode dar certo? – Dillan retirou o blazer do terno preto e deu um breve adeus a Eirian.

-Hm... Se der certo, né? – Os olhos escuros sussurraram para o cavalete.

Eirian não murmurou mais, ele comeu um sanduíche que estava na mochila e usou a copa dos funcionários para preparar um chá, logo antes de cair no sono na mesa no canto da sala. Ele acordou com o som de risadas no corredor, ele franziu o cenho, provavelmente porque pensava que estava ficando louco. Ele levantou a cabeça e virou para o corredor, as luzes estavam apagadas e logo ele viu o gato, preto como a noite, os olhos amarelos se destacavam, atrás dele a sombra de uma pessoa. Alguém invadiu a biblioteca com um gato.

-Ei, parado! – Ele correu até a porta – Como entrou aqui? – Eirian fitou o chão a sua frente, patinhas douradas marcavam o piso de madeira escura. – Ahh! Se pular em algum item vai manchar tudo! – Ele correu desajeitado deixando a porta do ateliê aberta, seguindo as patinhas douradas no chão, vendo a sombra da pessoa pelas luzes fracas e altas no corredor. – Não pode entrar aqui nesse horário! – A voz em tom barítono de Eirian ecoava pelos corredores, enquanto ele olhava para o chão correndo com os tênis brancos, na virada do corredor o pintor tropeçou numa dobra de tapete, caindo no chão e ralando o joelho sobre o moletom, quando levantou a cabeça o gato estava na porta que levava ao porão, Eirian nunca tinha visto a porta aberta, embora naquele momento, houvesse uma fresta provando que a pessoa desceu as escadas, seguida pelo gato que ainda miava suavemente. Vendo que as patinhas continuavam a marcar o chão com o pó brilhante e dourado e olhando o corredor vazio atrás de si, Eirian procurou no corredor algo para se defender pensando que foi um ladrão quem invadiu a antiga biblioteca, a única coisa que avistou foi a lança de uma armadura antiga a qual não teve coragem de pegar. O pintor se preparou para lutar se necessário, afinal, devia haver livros e antiguidades raras no porão, ele engoliu em seco imaginando o pior. Abriu a porta, deparando -se com uma escada iluminada num corredor pintado de vermelho com luzes estridentes, desceu as escadas rapidamente, chegando ofegante ao seu final. “Miau” ... o som que atraia Eirian passava por uma sala repleta de livros e quadros em estado de restauração e alguns em vidros, manuscritos antigos pelo que ele viu de vislumbre em outras peças brilhantes de vários lugares do mundo, ele entrou num corredor mais escuro correndo atrás das patinhas douradas, mas então, o miado parou.

-Será que entrou em algum lugar? — Ele avançou na escuridão, enxergando um brilho do corredor, olhando em volta e para trás diversas vezes para checar onde estava o ladrão. Outra escada brilhante. Ele desceu as escadas ainda vendo as marcas no chão, no fim da escada havia cortinas azul-marinho, grossas e pesadas. Ele passou e se deparou com o inimaginável. -Um elevador?... dourado? – Ele olhou confuso, beliscando a bochecha com força para se certificar que não era um sonho.

-É bonito, não é? Gostou? Quer entrar?! — Uma voz feminina fez Eirian pular no corredor, até os cabelos do pintor pareciam ter se levantado de susto.

-Como entrou aqui? Eu vou chamar a polícia se tentar roubar alguma coisa! Tem que ir embora!

-Eu estou sempre aqui, mas acho que ela pode ter te enganado. Veja! – O rapaz voltou sua atenção ao elevador e de repente, a gata estava lá dentro e atrás dela uma sombra humana, com as formas que Eirian perseguiu. O rosto do pintor empalideceu enquanto as portas fechavam e se ouvia o som do “pib” da partida do elevador.

-Por que tem isso aqui?

-É para descer, ué! Para que mais serve um elevador se não para isso.

-Descer para onde? Tem quantos pisos abaixo da biblioteca? — Ele perguntou ainda sem ver a quem pertencia a voz.

-Por que nos limitar a biblioteca? Pode descer para outro lugar também, não pode? — A voz sorridente questionou Eirian novamente, enquanto o cheiro de canela forte inebriava o ar, ele tomou ar tentando relaxar os ombros antes de responder.

-Isso seria bem estranho, mas sim, poderia. — Ele se virou forçando os olhos a enxergar a silhueta que atravessava outras cortinas, ele viu a fumaça vermelha do que pareciam ser velas na outra sala.

-Ahh, isso sim é uma boa resposta! Ela achou que você é adequado, pintor. — A voz brincalhona e risonha proferiu, saindo das sombras

A figura na frente de Eirian o fez gelar, ele apertou as mãos enquanto suava frio. Um manto longo cobria uma mulher muito magra, os detalhes floridos do manto não conseguiam remover a atmosfera sombria em torno da mulher. Uma máscara decorada como uma Gnaga Veneziana, com metade do rosto preto e outra metade branca, as orelhas e ao redor, da forma de gesso estavam decorados em tecidos e lantejoulas vermelhos e douradas, a máscara, sem o buraco dos olhos, cobria parte do rosto, deixando visível os lábios pintados de batom. As mãos magras estavam adornadas com joias antigas, os dedos longos e pálidos se destacando entre as gemas.

-Então, Eirian, vai descer? Ou vai subir de volta? — A voz perguntou sem olhar para Eirian, enquanto ele secava as mãos suadas nas calças de moletom. A figura o rodeava, fazendo-o andar para frente, até estar entre espelhos nas paredes chanfradas, a face amedrontada do pintor refletindo uma infinidade de vezes.

-Mas descer para onde? Você ainda não me respondeu… e como sabe meu nome? — Ele pigarreou e respirou fundo, olhando a mulher com o vestido longo e colado.

-Ora, vai para onde estão os outros. Irina e Dillan já foram por hoje. Aquela mulher poderosa também já desceu e se deu o trabalho de te chamar. Estão tendo uma grande reunião! — Ela respondeu ignorando a segunda pergunta de Eirian.

-Interessante, mas o que eu vou fazer numa reunião para qual eu não fui convidado? — Ele fez uma nova pergunta, sentindo o vento frio vir das cortinas, ele estremeceu se encolhendo enquanto juntava os pés. A atmosfera do lugar parecia errada e ele sentia isso.

-Vai ajudar, vai mudar um pouco do seu destino. Você gostaria de mudar algumas coisas, não é? Você pode variar pelo menos, por algumas horas, mesmo se forem dias, estagiários não precisam trabalhar aos sábados e você já fugiu de voltar para casa para pensar demais enquanto está sozinho e não precisar fingir que está tudo bem para crianças. — Eirian fitou estupefato a figura no corredor.

-Como sabe de tudo isso? — Ele perguntou em sussurros, enquanto o clima ficava mais frio, fazendo a respiração de Eirian ser visível com o ar quente e frio se fundindo frente aos lábios finos.

-Os espelhos me contaram, aos sussurros. — A figura sorriu de novo. — Então, vai descer ou vai subir? — A figura apontou o elevador dourado e a cortina azul pela qual veio o rapaz. Ele por sua vez, fitou a cortina e a escada que levavam de volta a pequena sala ateliê e então se virou de novo para o elevador, as portas abertas mostravam as decorações internas. O dourado fosco que cobria a metade do elevador e o brilhante em mosaico de losangos que dominavam a parte superior, ele olhou e notou que não havia nenhum quadro de botões, só um pequeno painel preto que parecia muito antigo para ser touch.

-Como eu volto, tenho que pedir permissão lá embaixo? — Ele perguntando dando passos à frente.

-Sobe a escada, ué.

-Claro, entendi. — Dava para ouvir o bater rápido do coração de Eirian.

-Está curioso, mas tem medo de tomar a escolha errada. Tem talento e preparo, mas tem medo de fazer a escolha errada. Suas escolhas são suas Eirian, não adianta culpar o destino ou qualquer pessoa pelo que você mesmo escolhe para si.

-Eu sei, tenho pensado nisso sempre. O espelho te contou isso também? — Ele sorriu com escárnio.

-Não... foram as batidas do seu coração. — O rosto da figura na porta ficou sério. — Então?

-Vou descer. — Respondeu decidido.

-Oba! Então pode entrar. — A figura entregou a Eirian um cartão, preto de um lado, branco do outro, com o desenho de uma romã talhado em relevo. Ele andou até o elevador e esperou que ela apertasse os botões. Mas ela simplesmente acenou para ele e antes das portas se fecharem falou animada. — Não pode perder o cartão. — Eirian enfiou o cartão no bolso da calça, acenando. — Ahh e não se preocupe com a queda. Tem almofadas lá embaixo!

Os olhos do pintor quase saltaram da face quando o elevador começou a descer, ele olhou em volta com um olhar assustado enquanto a descida acelerava, tanto que seus pés deixaram o chão decorado. Eirian deu um grito carregado de medo, enquanto o elevador acelerava mais e mais e a descida parecia não ter fim, logo ele diminuiu e o pintor caiu de joelhos, esperando a porta abrir, ao invés disso, o chão sobre ele cedeu, os losangos pretos e brancos decorados simplesmente sumiram. E ele caiu, gritando alto e vendo almofadas passarem por ele, bem como vários tecidos finos e travesseiros, luzes brilhantes e coloridas subiam rápido por Eirian, ele ouviu um riso calmo, cobriu o rosto com os antebraços e apertou os lábios travando o maxilar enquanto a queda continuava e o ar mudava ficando mais quente até que, finalmente, ele chegou ao fim. Caindo em uma grande pilha de almofadas e afundando no que parecia um mar de algodão e plumas macias.

Ele tentou ficar de pé passando pelas almofadas coloridas e tateando até encontrar o chão frio. Ele ainda tremia e estava pálido quando emergiu das almofadas, cambaleando sem manter o equilíbrio, ele se deitou no chão enquanto buscava sua respiração.

-Aquela mulher maluca! Se eu tivesse um problema de coração eu estaria mortinho agora! — Ele falou enquanto oscilava entre rir e chorar, como se seu cérebro não conseguisse definir a reação adequada para o que acabou de acontecer.

Depois de se acalmar Eirian ficou de pé, olhando pela primeira vez os azulejos coloridos no chão, formando estrelas de 4 pontas em cada encontro, ele olhou em volta e finalmente reparou nas paredes pintadas. Haviam estampados dragões, marionetes e fadas. Os lustres adornados emanavam luzes amarelas ressaltando as pinturas coloridas, ele diria que algum pintor oriental deveria ter feito os dragões, mas outros detalhes lembravam as pinturas europeias, enquanto a luz criava um efeito claro-escuro natural, para surpresa de Eirian após passar um tempo admirando as pinturas nas paredes os lustres viravam, criando outro efeito e gerando novas sombras.

-É como se as pinturas fizessem um teatro. — Ele observou em volta, mas logo sua mente se limpou, onde está a tal escada para subir? Eirian varreu os corredores procurando a escada, arrastando as portas pintadas para o lado e buscando a saída. — Tem que ser uma escada grande, não sei como, mas eu desci muito abaixo do solo.

Ele sussurrou para as paredes, até escutar um miado familiar. Ele olhou para o outro lado e viu no fim do corredor o gato familiar, lambendo as patinhas que agora pareciam já estar limpas. O gato miou novamente, antes de correr pelos corredores de novo. Eirian deu de ombros.

-Acho que está me chamando de novo. — Ele murmurou coçando a cabeça por puro hábito, antes de voltar a correr atrás do gato.

A atmosfera do local envolveu Eirian, mas antes que pudesse ser embalado, ele murmurou uma frase quase inaudível, praguejando a si mesmo por fazer uma escolha tão egoísta e estúpida, ele olhou envolta sem saber onde estava, muito menos onde estava a escada para voltar novamente ao porão da biblioteca.

Notas finais
_Diário de Bordo 001_ Olá galera! Obrigada por chegar até aqui! Até breve. ?”Fim_diário
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.