As Duas Irmãs
1 Just that.
Notas iniciais
Enfim essa história é beeem pequeninha e é isso. Só fiz pq sim e pq gostei etc.
Tchau.
[...] Silenciosamente o dono da casa mediu-o com os olhos dos pés á cabeça. Avaliou seu rico traje, suas botas de fino couro, suas luvas de camurça, seu chapéu de penacho e sobretudo sua grossa corrente de ouro, da qual pendia um medalhão. Parecia um bom partido, mas bons partidos realmente não faltavam para sua filha Bianca. Se ao menos surgisse algum maluco disposto a cortejar Catarina... Podia ser pobre, feio, torto, qualquer coisa, desde que fosse solteiro e não tivesse medo de casar-se com ela.
- Conheço a boa reputação de seu pai e lhe dou permissão, meu jovem — respondeu ao fim de sua avaliação. — No entanto, devo avisar que Bianca só poderia casar-se depois de Catarina, minha primogênita.
- Para isso estou aqui — Pétruquio exclamou.Batista olhou-o com infinita surpresa. Pensava que o filho de Antônio Pantino estava ali só para fazer-lhe uma visita de cortesia, não para cortejar Catarina.
- A fama de sua primogênita já chegou a minha cidade — prosseguiu o veronês. — Tanto ouvir falar de sua beleza incomparável da extrema douçura, da inteligência fulgurante, da encatadora modéstia de sua Catarina, que me apaixonei por ela, mesmo antes de conhecê-la pessoalmente e decidi vir pedir sua mão em casamento...
O anfitrião coçou a cabeça, atordoado. Não conseguia acreditar no que ouvira e achava-se na obrigação de esclarecer o terrível engano do qual o forasteiro evidentemente fora vítima.
- Meu caro Petrúquio, lamento informar-lhe que minha Catarina não é bem o que lhe disseram... — Falou por fim. — Bonita e inteligente ela é, sem sombra de dúvida, mas de doce e modesta não tem nada... É uma fera, uma megera, um horror...- Talvez ela tenha um gênio difícil, porém sou um homem firme e experiente e saberei fazer com que se adapte a meu modo de ser — Petrúquio respondeu. [...]
Continua...
- Não está pronto para isso. Irá se arrepender... Seu rosto mostrará a pessoa que ela realmente é.
- Traga a moça, quero conhecê-la, quero ver seu belo rosto...
Catarina se encontrava em seu cômodo de refúgio: um quarto pequeno na torre mais alta do castelo; Lá ela estava tricotando em frente ao espelho. O seu pequeno chapeú fazia sombra e ocultava seu rosto. Catarina se exaltou ao ver que alguém batia na porta, recollhendo seus pertences levantou e olhou para o espelho; Uma mulher magra, alta, com uma beleza relevante, e cabelos cacheados. Petrúquio estava na sala um pouco atordoado "Tolice, ela não deve ser assim tão má, é apenas um gênio forte" pensou ele quando de repente Batista entra na sala trazendo Catarina. Petrúquio tomou fôlego se levantou e comprimentou Catarina: "Uma mulher encantadora realmente encantadora, esse seu rosto angelical que esconde uma... Fera? ela é linda, linda, mas seu rosto não deixa transparecer isso", pensou ele não querendo ficar para o jantar.
- Essa é Catarina, Catarina este é Petrúquio...Seu...Seu futuro marido.
- Convite recusado — disse ela de repente.
- O que disse ? — perguntaram em uníssono Batista e Petrúquio.
Dizendo isso ela se retirou da sala.
- Tudo bem, tudo bem. Não vou insistir e é uma pena não é — disse Petrúquio apertando a mão de Batista exageradamente e falando rápido, que Batista não estranhou de ver — Bom, então eu, eu preciso ir, adeus.
- Eu o levo ao portão.
Assim dias e dias se passaram; Quando um criado avisou que tinha um mendigo no portão.
- Vamos chamar os guardas e será resolvido — Disse o criado.
- Não, eu quero falar com esse tal mendigo por favor, deixe-o entrar.- Ele não achava que o mendigo estava ali por acaso.
Mancando um pouco, entrou um homem velho de cabelos ralos, dentes completamente amarelos, roupas sujas e esfarrapadas, e um ar de rabugento, segurando uma garrafa de uísque.
- Mundungo Fletcher — e estendeu a mão.
- Ah... — disse Batista em dúvida, recolhendo a mão rapidamente e sem querer conversar muito, pois Batista não queria que o convidado se sentasse no seu sofá. Certamente tu tens um motivo para vir aqui e ficar nas redondezas de meu palácio.
- Havia boatos sobre sua filha, e sim, tenho conhecimento sobre sua personalidade e estou certo disso, já me casei várias vezes, com mulheres parecidas com a sua filha, e será ótimo casar, veja só com uma... Adorável mulher — repreendeu a vontade de dizer "com uma mulher rica".
- Levarei até onde Catarina se encontra.
- Eu bato — disse Mundungo quando chegaram na porta da torre.
A porta se abriu apareceu uma mulher, alta e com feições severas.
- Catarina, apresento-lhe Mundungo Fletcher, ele gostaria de conhecê-la, se você permitir podemos descer.
"Um zé-ninguém não despertaria suspeita caso sumisse, coisa que não aconteceria a um rapaz de boa fama" pensou Catarina.
Para a surpresa de Batista ela aceita e desce.
A conversa foi passiva, tensa. Catarina não deu uma palavra nem palpite sobre o casamento, na verdade ela não falara nada. Ela estava distraída olhando para as paredes, como se aquilo fosse uma coisa interessante. Ás vezes analizava o anfitrião tão fortemente, que ele chegava a ficar desconfortado. Ela não estava aguentando tudo aquilo por acaso... Ia ter retorno a sim, e como ia.
-
E assim chegara o grande dia. Ou para Catarina um dia qualquer e desnecessário. Ninguém fez muita questão para estar presente. Os dois primeiros bancos da igreja estavam ocupados, o resto estava em total desacordo. A igreja estava arrumada, decoração normal de casamento, não tão normal como não se ter convidados.
Mundungo estava no altar com um olhar despreoocupado, como se ali fosse mais um bar entediante para se estar. O terno não lhe caía muito bem. Os cabelos continuavam despenteados e ralos.
Logo depois entra Catarina. Ela usava uma coloração de preto e roxo no vestido, com um véu pequeno que lhe cobria o rosto. Estava acompanhada do pai.
E assim prosseguia o "casamento", com a fala contínua e irritante do padre, alguns convidados dormiram.
Finalmente a cerimônia acaba.
Alguns dos convidados ficaram para a festa por educação. Outros não tiveram a mesma ação e se retiraram logo depois que acabou.
Catarina chamou Mundungo para um canto mais afastado e com pouca visão.
- Venha. Tome, beba isto — Disse ela lhe entregando um copo com um bebida.
- Obrigado, mas ainda não chegamos na festa... porque estás me dando isto?
- Pra refrescar seus ânimos meu bem, a festa promete lhe dar muita dor de cabeça, vamos beba, beba, sem cerimônia.
- Está...bem.
Sem hesitar ele bebe tudo em um gole.
- Bem, agora vamos! — Diz Mundungo saindo da sala.
Como Catarina prevera a festa estava um fiasco, pior que o clima na igreja.
A musica que tocava era lenta e depressiva. O lugar também não ajudava muito: paredes revestidas com papel de parede marrom e pequenos traços decorativos. As mesas eram de vernil, e as cadeiras eram estofadas.
- Catarina, venha falar com a Baronesa Marie, que veio de tão longe para festejar seu casamento.- Chamou Batista.
- Olá minha querida, fico feliz por você, desejo tudo de bom para você seu marido e além do mais, tu não comparecestes ao...
- Onde está Bianca?- Interrompe Catarina, olhando para os lados.
- Ela não pôde vir, teve um assunto importante para resolver — responde Batista.
- Ah! É claro, veja só Bianca cuidando dos seus negócios por enquanto que o pai está ausente, não me admira muito que mesmo sendo a mais jovem toma conta de tudo. — Diz Marie com um sorriso provocativo para Catarina.
- Cuido do que pertence a mim, não dos outros. Eu vou dar uma volta — retruca Catarina.
- Está se sentido bem? — Ela fala chegando perto de Mundungo e botando a mão em sua testa.
- Estou, com muito sono, quero...acho que... — Não termina de falar essas últimas palavras e cai no chão.
- Oh meu deus! Alguém me ajuda por favor! — Apela Catarina.
Chega um amontoado de pessoas. Batista chega mais perto, toca em sua testa.
- Ele está bem, temos que levá-lo ao castelo... Catarina!
Ele olha ao redor. Chama. Grita.
Ela desapareceu.
- Como esperado, alguém bate na porta. Ela vai abrir. Lá está Batista. Ele entra e fecha a porta atrás dele.
- O que pensa que está fazendo!? Fiquei procurando por você e nem de seu sinal, seu marido desmaiou não sei do que, e você nem está preocupada!
- Achei que você viria me encontrar aqui. — Diz ela com um leve sorriso.
- Não mude de assunto!
- Bem, onde ele está então?
- Na enfermaria. Nem vou falar da má impressão que você deu nos que estavam lá. Vou me retirar.
Ele abre e porta e fecha.
Catarina não perde tempo, veste um capuz preto que esconde seu rosto e desce da escada.
A enfermaria estava vazia.
Ela se aproxima da cama em que está Mundungo.
- Bem como eu previa, quem queria estar aqui ao lado de um bêbado inútil, hum ? — Ela dá uma gargalhada.
- Vamos lá. Acorde — Ela sussurra em seu ouvido. No mesmo instante ele abre os olhos. Pareciam vidrados em alguma coisa. Estavam imóveis.
Ela o envenenara.
- Você vai até a minha torre, ir até a segunda janela e se jogar entre os espinhos, que lá lhe esperam em baixo — Ela teve o prazer de dizer o que lhe aguardava se pulasse, mas como estava sob controle — do veneno — isso não produziu efeito algum.
- Agora!
Ele sai da cama, anda como se alguém o estivesse empurrando. Catarina passa alguma coisa no rosto e se deita na beirada da cama.
Amanhece.
Batista aparece na ala hospitalar.
- Catarina, acorde.
- Que houve... Onde está Mundungo ?
- Eu vim ver ele, mas parece que está recuperado o suficiente — Retruca Batista olhando para a cama.
- Você passou a noite aqui ?
- Claro, meu marido precisava de mim.
Batista começa a suspeitar de algo.
Catarina não queria perder mais tempo.
Sai da ala sem dar mais uma palavra.
Anoitece.
O relógio aponta a meia-noite.
O castelo está vazio. Catarina desce as escadas da torre. Bate a porta.
- Pode entrar — Batista, ordena.
Batista estava sentado em uma cadeira, com vários papéis em cima da mesa e fazendo anotações. Ele levanta a cabeça e tira os óculos.
- Catarina, o que está fazendo aqui minha filha a essa hora da noite?
- Vim tratar de... Negócios.
Ela vai até um console e pega um copo de bebida.
- Específicamente, do que se trata?
- Algo do seu interesse.
Ela sorri e entrega o copo de bebida.
- E então? Fale.
- Papai, eu sei que o senhor guarda seus bens em um lugar em que ninguém tem acesso a não ser você... — Ele bebe outro gole.
- ... Estou falando, de riquezas, e pelo que eu sei não é de se esperar que suas própias filhas não saibam onde fica.
Ele bebe o ultimo gole.
- E?
Ele para. Seu olhar fica vidrado e distante.
- Você terá que me dizer onde fica o seu cofre, como entro lá e a senha do cofre.
- Na biblioteca. A estante frontal. A chave para o cofre está detrás da estante. Para girar é preciso empurrar os únicos livros vermelhos da estante. Depois que a estante girar, aparacerá um circulo com números. A senha é 23342. A senha do cofre é 8 7 5 6 5 6. — Diz Batista sem emoção.
Ela saca uma arma aponta para a cabeça de Batista e atira.
O copo se estilhaça ao cair no chão.
- Muito útil papai, obrigada — Ela sorri.
E se dirige a porta que dá para a biblioteca.
Fez exatamente o que Batista disse.
A parede começa a se dividir ao meio, e em segundos aparace uma sala escura com uma só luz que ilumina o grande cofre.
Gira os números para formar a combinação. O cofre abre.
Ela fica boquiaberta, ao ver: uma montanha de ouro, diamantes, e várias pedras preciosas.
- Tudo meu, meu, meu! — Ela dá gargalhadas. — Está quase completo... Para isso preciso de...
-
- Bianca! Que bom vê-la novamente. — Diz o Prícipe Arthur.
- Que bom que você voltou, estavámos muito mas muito precisos de sua presença há...
Catarina se levanta de repente. Estava em sua torre, ela ouvia essas vozes como se fossem um sussurro. Mas ela, estava lá. Ela. Bianca.
Catarina desce as escadas, e encontra sua irmã no centro do salão.
- ... que normalmente não se vê... — Arthur terminava de falar.
- É bom vê-la Bianca, espero que esteja contente e agradecida pelo que eu fiz. — Diz Catarina
- Peço minhas desculpas por não ter ido. Era importante eu fazer essa viajem. E abraça Catarina.
- Entendo — Catarina se livra dos braços de Bianca.
- Bom preciso ver papai.
- Ah! Você não soube?
- Do quê ?
- Ele não está entre nós, Bianca.
Catarina se vira e vai até a janela.
- O que que dizer... Você não... Ele...
- Ele morreu, sua tola — Diz Catarina com simplicidade.
- Quê ? Como isso aconteceu — Bianca começa a chorar fortemente e se debruça aos braços do Príncipe Arthur.
- Ataque cardíaco.
- Onde está o corpo?
— Está no crematório, é claro! A cêrimonia seria assim que você chegasse, pois bem.
Dizendo isso Catarina se retira, não ia assistir a mais um evento desnecessário.
O dia passa, o pôr-do-sol chega, e, mais tempo demorava para o encarregado de bens chegar.
Três dias se passaram. Catarina que é a mais velha é a responsável de cuidar dos papéis importantes portanto passava o dia no escritório. Mas, não se interessava nem um pouco em cuidar de nada. Mas, para ela, teria uma vantagem e recebia todas as correspondências.
Até que um dia, uma delas avisava o dia que o encarregado dos bens chegaria.
Era hoje.
Minutos depois alguém bate na porta.
- Pode entrar — Fala Catarina.
Entra um homem baixo, gordo, e com bigode.
- Sou Cornélio Fudge, com a sua permissão vou declarar o atestado de seu pai.
- Por favor, sente-se. Quer alguma coisa pra beber ?
- Não, obrigado. Com licença.
Ele se senta.
- Você sabe que seu pai gostava muito de você, e ele era meu amigo mais próximo e mais íntimo, seu pai gostava muito de você mais tinha sua...
- Por favor, diga logo o que ele deixou! — Interrompe Catarina.
- Claro, claro mas... Está bem. Catarina para você ele deixou parte do ouro.
- Sim, continue.
- É...só isso.
Catarina se levanta.
- COMO DEIXOU SÓ ISSO? CADÊ O RESTO, ISSO É UM INSULTO!
— Calma, mas para você só foi isso, para Bianca outra coisa e o resto para seus primos e primas.
- É MUITA COISA PARA EU SÓ FICAR COM...ISSO?!
- Entenda, ele estava começando a entrar em crises gastou milhões e fortunas para poder consertar o estrago.
- NÃO ME INTERESSA! E VOCÊ... — Ela pega uma faca de contas mais próximas e aponta para ele.
- Catarina... Calma, podemos conversar, podemos...
- Não quero conversar, veja se eu acabar logo com isso fico com tudo, então, vamos acabar com isso — Ela sorri.
- Catarina... — Não deu tempo de dizer mais nada ela avança e corta seu pescoço.
- Seria mais fácil, da outra maneira, veja só Cornélio agora vou ter que carregar esse corpo pesadíssimo, mas não sou eu, vou arranjar alguns criados para dar fim nisso — Ela começa a rasgar o testamento onde continha as informações da separação de bens. — E se alguém abrir a boca eu saberei quem foi.
Ela sorri. E joga os restos de papel rasgado no fogo.
-
O clima era tenso, vazio, e calado no castelo. As névoas rondavam as suas paredes e manchando as janelas... As árvores ficavam entrelaçadas e forçavam sua moblilidade nos muros, as vigas se estendiam por entre os muros, paredes, janelas, em cada canto do castelo: como se quisessem entrar.
Algo ruim estava acontecendo.
Catarina estava na soleira da varanda, ia apontar a meia-noite no relógio.
Ela desce mais uma vez a escada.
Tudo está escuro. Ela caminha com facilidade. Finalmente chega na porta desejada. Está a aberta, ela adentra o aposento de sua irmã. Lá está ela.
Catarina vai até sua cama, ela dorme seu sono tranquilo, tão pura e tão meiga.
— Um coração, puro e casto, é só o que eu preciso e estarei completa! — Ela sorri.
- Vamos Bianca acorde, dessa vez não vai ter príncipe encantado para me impedir nem te salvar — Ela dá mais uma risada.
- Os criados já estão sob meu controle, o que quase restou minha vida! Ora você me deve essa não é?
Catarina chama alguns criados para ajudá-la a mover a irmã. Eles a levam para fora do quarto, caminham por mais de minutos, passaram por várias partes do castelo, quando pararam e começaram a descer por uma escada estreita pequena e incorreta, onde tem um portão de ferro, Catarina gira a chave e logo aparece outro portão, este é de ouro. Ela sussurra algumas palavras e a porta se abre.
O que se vê lá dentro é quase uma réplica do castelo, só que um pouco mais obscuro, agourento e místico. Há um grande salão com o piso de alguns cristais que reluzem ao luar, o grande lustre lá pendurado é feito de rubi e pedrinhas verdes, o teto é feito de arcos e abóbadas, e sustentado por pilares de vidros, por todo canto se vê ossos, potes para poções, e morcegos voando por toda parte. No fim no salão tem o trono, feito de ouro e reluzente, atrás do trono há uma mesa de sacrifícios...
- Bem vinda ao meu lar irmã! Vamos, agora acorde! — Catarina segura seu rosto e em segundos Bianca abre os olhos.
- O que? ... O que isso? Que lugar é este? Catarina...
- Levem ela para o centro. Agora!
Imediatamente os criados se movem, carregam-a para detrás do trono. Os gritos de Bianca ecoam pelos vitrais.
- Porque está fazendo isso comigo? PORQUE!? SEMPRE SOUBE QUE VOCÊ ERA DE UM GÊNIO FORTE MAIS NUNCA PENSEI QUE FOSSE ASSIM! POR FAVOR ME SOLTA! PODEMOS CONVERSAR!
- Bom, porque eu estou fazendo isso com você? Eu vi seu coração Bianca, e ele é meu — Catarina se aproxima da mesa, seus olhos brilham.
- Bruxa! Você não tem coração! Sua imunda! — Ela começa a chorar — Por favor, por favor...
Catarina ri.
- Engraçado não? Bem eu tenho coração Bianca, mas para eu me tornar jovem e mais bonita... Imortal eu preciso do seu.
- Não! Por favor! Catarinaaaaaaaaaaaaaaaa! Não!
Catarina pega as ferramentes necessárias. Coloca uma luva. Ela afasta um pouco o decote de Bianca a fim de pode fazer o corte. Ela pega a ferramenta afiada e faz um corte na linha entre os seios. Os gritos de Bianca ficam mais estridentes.
Catarina pega um instrumento de duas pontas e coloca na abertura que ela acaba de fazer. Ela abre mais. Já consegue se consegue ver sua caixa torácica. Ela adentra a mão, chegando perto corta com cuidado alguns pontos que ligam o coração. Depois ela retorna com o coração pulsando na mão.
Ela olha para Bianca. O rosto dela mostra a expressão do ultimo grito deseperado.
Catarina ri.
- Eu estou com seu coração! Ah Bianca, estou grata a você, estou tão grata que vou ser generosa e vou fazer um enterro digno, acho que exagerei... Vocês! — Ela grita para os criados — Levem este corpo e enterrem, do jeito que está, não quero que modifique, enterre nas redondezas do meu castelo.
Ela se digire até a frente do trono.
- Tudo será feito... Minha vontade!
Ela começa a entoa outro cantigo. Segurando o coração em torno de suas mãos. Um círculo roxo e reluzente surge em seu redor. O círculo produz ondas que ilumina todo o castelo.
Catarina abre os olhos. Seus olhos estão vermelhos, e mais frios. Seu rosto exige algumas veias, como se sua pele só tivesse duas camadas. Suas vestes ficam mais pretas.
Ela se olha no espelho, ela toca o rosto as veias desaparecem.
Seus olhos continuam escuros e fortes.O céu escurece. O frio. O caos. A desordem, se preparam para reinar por anos, séculos, décadas.
Algumas décadas depois.
Você ja ouviu falar dela ? — Pergunta a garotinha pela 10° vez.
- De quem ? — Pergunta o irmão.
- A bruxa negra, dizem que ela ainda existe e que comanda as forças desse lugar.
- Lily, é só uma lenda desta cidade. Anda vamos, mamãe vai reclamar se chegarmos tarde em casa.
Notas finais
Isso ta uma merda, mas, eu fiz pq não tinha nada pra fazer. rsrs
Bai.
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