As Duas Faces Do Amor
6 JAKE
Notas iniciais
Esse é o 07, narrado por Jake.
Annie estava calada e imóvel desde que chegou com Damon, sentou duas cadeiras longe de mim e Mary dando uma olhada rápida para nós se certificando de algo, depois disso não fez mais nada. Talvez ela estivesse pensando em como iria ser ver o pai, ou no nosso plano mal feito, ou até em um modo de que nós pudéssemos sair daqui sem sermos vistos.
— Muito bem. — Damon chamou nossa atenção. — Vocês devem estar com fome. — Ele vez um gesto com a mão direita e empregados colocaram na mesa vários pratos com comidas diferentes, eu e Mary nos entre olhamos e ela revirou os olhos, Annie continuou quieta.
— Você sabe que não vinhemos aqui para jantar. — Mary anunciou séria.
— Não vejo problema algum, vocês podem comer a vontade — Ele olhou para Annie e colocou a mão no queixo o alisando. — Você está muito sem graça hoje, você não era assim... — Disse por fim. Annie fechou as duas mãos com força e respirou fundo, direcionou o seu olhar para Mary e depois para mim, e eu pudi ver, havia dor e raiva em seus olhos e provavelmente um nó em sua garganta. Engoli seco, ela voltou o olhar para o colo e continuou calada.— Faltam 5 minutos para seu aniversário, não me surpreendo por você se sentir assim, a sede de sangue já começou a crescer dentro de você, você mal se reconhece, as memórias de quem você é, ou era. A única coisa que você sabe é que quando a hora chegar, terá que fazer o que você já deveria ter feito há muito tempo. — Ele sentiu prazer em proferir cada palavra. — Você é minha, minha arma. Sempre foi. — Ele sorriu.
— Eu prefiro morrer ao deixar você toma-lá de mim. — Mary levantou, colocou as suas mãos em cima da mesa de madeira e fuzilou Damon sentado à sua frente.
— Existe uma fato que vocês não sabem. O passado é o único modo de nos fazer entender o futuro e o presente. Annie pouco sabe do seu passado, de como as coisas realmente aconteceram. — Nós três direcionamos olhares para ele. — Décadas atrás Carlo trabalhava para meu pai, era um dos mais fiéis bruxos do meu pai, até conhecer uma caçadora que o fez se virar contra nós e nos trair — Sua voz pesava em um tom tão forte de rancor que fez Mary voltar a se sentar — Carlo usou uma das magias proibidas para matar o meu pai e parte do nosso clã que estava dentro do castelo com ele, foi o pior dia da nossa história, quando o seu querido pai Annie, tirou parte do nosso poder e o nosso clã foi praticamente destruído por clãs rivais e rebeldes. Mas para nossa satisfação, os Ventrue castigou Carlo por ter usado uma magia proibida por eles, amaldiçoando sua filha ainda no ventre da mãe, a maldição era destinada a transformar o bebê em um vampiro para o desgosto de uma caçadora e a tristeza do pai, mas quando ela chegasse a idade que se tornaria uma caçadora, o seu lado obscuro iria aparecer, e com isso o seu desejo de pertencer e servir os Mutriks para o resto da sua vida. E como se deve ser, Carlo perdeu parte dos seus poderes, assim como as vitimas do seu ataque. — Olhei para Annie perturbado e vi sua cabeça levantar, seus olhos estavam com uma cor alaranjada e a sua feição era irreconhecível. — Segurem-na! — Dois vampiros correram até a sala e seguraram nos braços de Annie. Olhei no relógio da parede marcando meia-noite.
— O único modo de livra-la, é a deixando morrer. — Mary segurou meu ombro e eu olhei seus olhos transbordarem lágrimas.
— Traga. — Damon ordenou um dos seus servos e ele trouxe uma mulher que aparentava ter 25 anos, desacordada e jogada em seus ombros, segurou-a em pé perto de Annie, deixou a cabeça dela pender para um lado e ofereceu o pescoço para Annie, eu não conseguia me mover, ela se tornou completamente estranha quando cravou os dentes no pescoço daquela mulher e por fim a matou. Tudo havia indo por água a baixo, tudo estava confuso pra mim. Ela deixou o corpo da mulher cair no chão e olhou para mim e para Mary, seus cabelos estavam mais volumosos e brilhosos, sua pele ficou mais clara e seus olhos estavam com um laranja forte, quase vermelho, não era a minha Annie... Ela não podia ser, não deveria.
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