Notas iniciais
Bom galera , demorei pra caraleo , mas eu n tenho muita desculpa , entao tomem o cap u.u > Bom , eu tenho lido , pqp , eu tenho lido dmmmmmmms , nesse ultimo mes , minha mae deixou o cartao comigo , comprei tipo , uns dez livros , 1 de Eduardo Spohr ( Batalha do Apocalipse ) , 1 de Umberto Eco ( O Cemitério de Praga ) , 2 de George Orwell ( 1984 e Revoluçao dos Bichos ) , a biografia de Charles Bukowski e mais um dele ( Cronicas de um amor Louco ) , e outros que eu nem lembro pq ainda nao li kkkkkkkkkkkkkkkk Boa leitura , quem sabe desta vez eu nao demore!!!!

30 – Reencontros

No fim da viagem Percy e Annabeth desembarcaram do voo cansados. Já eram quase quatro da tarde , um longo percurso de seis horas desde NY.

Os dois andaram pela plataforma até a área de desembarque e Annabeth se maravilhou , o Aeroporto Heathrow fazia o JFK parecer uma caixinha de sapato , filas e filas de passageiros , guichês de informação , incontáveis aeronaves que ela pôde ver pelas janelas amplas durante o caminho até as esteiras de malas.

Percy pegou um carrinho enquanto Annabeth ficou com as malas. Ele retornou e eles carregaram o carrinho , quatro malas. Ele segurou a mão da garota e eles andaram até a porta que levava ao saguão principal. Os terminais todos davam no centro do aeroporto.

Percy estava nervoso , Annabeth sentiu a mão do garoto ficar um pouco trêmula.

Eles passaram pelas portas escurecidas e encontraram a mãe de Percy. Ela estava sorridente com uma plaquinha erguida escrito Percy Jackson e Annabeth Chase. O primeiro pensamento da garota foi , Linda. A mãe de Percy era linda , cabelos castanhos cacheados , caindo até suas costas , olhos azuis escuros que brilhavam em diferentes cores com a luz e feições suaves. Percy disparou à sua frente. Ele empurrou algumas pessoas que também esperavam passageiros e se jogou nos braços da mãe. Annabeth ficou parada próxima à eles assistindo. Pelo que a garota sabia , Percy já não a via à dois anos. Ele parecia uma criança enorme encolhido sobre a mãe.

Sally piscou para Annabeth e revirou os olhos ao fazer carinho no cabelo de Percy.

A garota riu.

Após alguns segundos Percy finalmente desgrudou da mãe.

–Sra. Jackson , prazer – Annabeth estendeu a mão para ela.

–Deixa disso menina – ela brincou e abriu os braços – Venha aqui.

Annabeth a abraçou fortemente , Sally tinha cheiro de biscoitos recém-assados e livros novos. Percy comentou algo sobre ela ser escritora e professora de Filosofia.

–E nada de Sra. Jackson – ela cutucou Annabeth brincalhona – Pra você é Sally.

–Tudo bem – Annabeth voltou para o lado de Percy.

–Vamos? – ela pegou o carrinho da mão de Percy e se ofereceu para guiá-los.

Percy deixou Annabeth de lado , a garota riu disso , ele conversava avidamente com a mãe. Eles tinham muita coisa em comum por sinal. Annabeth apenas opinava algumas poucas vezes , quando sabia sobre os escritores famosos que eles discutiam. Edgar Allan Poe , Robert Frost , TS. Elliot , Bacon , Voltaire e Nietzsche.

Pelo jeito a Filosofia estava no sangue , mesmo Annabeth não sabendo desse lado de Percy até agora.

Eles andaram por muito tempo , Annabeth ficou ouvindo música no celular , ela deixou Percy com a mãe , deveria ter sido horrível ficar dois anos sem vê-la. Annabeth conseguiria se virar quando a mãe viajava , mas iria morrer de saudade.

Demorou quase vinte minutos até eles chegarem ao carro da mãe de Percy. Era uma SUV da Lexus prata.

Annabeth correu e se sentou no banco de trás. O frio Londrino era ainda pior que o de NY. A neve não era tão alta mas os ventos eram congelantes.

De acordo com Percy , que se sentou ao lado de Annabeth , Sally morava no Rotherhithe , bem próximo ao Tâmisa.

No caminho até lá , Percy conversou com a mãe , mas ficou fazendo carinho em Annabeth. A garota dormiu um pouco apoiada nele , tanto que perdeu a viagem quase toda.

Ela havia perdido as vistas verdejantes do Haunslow , as casas organizadas geometricamente do Brentford e as poucas planícies de arado do Heston.

Quando ela acordou , ficou com a cara grudada na janela do carro. A mãe de Percy fez questão de passar pela Tower Bridge. Quando Annabeth solicitou fotos , ela não recusou. Eles pararam o carro próximo à ponte e tiraram várias fotos , ela queria registrar todos os momentos ali. Depois de satisfeita , eles finalmente atravessaram a ponte. Foi a vez da garota tagarelar com a mãe de Percy. Elas sabiam basicamente tudo de arquitetura. O modo como a construção sobreviveu quase intacta desde o século dezenove.

No resto do caminho Annabeth ficou isolada com a cabeça grudada na janela. Quando eles chegaram ao Rotherhithe ela se maravilhou. O bairro era calmo , ruas e calçadas ladeadas por árvores peladas , algumas crianças faziam guerra de neve e outras brincavam de pique.

Era bem agradável , a casa da mãe de Percy ficava de frente para o Tâmisa. Annabeth abriu a boca em O. A casa era em estilo Vitoriano , devia ter uns três andares , as paredes eram feitas de alvenaria , as janelas eram brancas , assim como as escadas e portas. O teto era de uma telha azulada mesclada com o branco da neve. Uma pequena escada levava à porta e à varanda na fachada da casa.

Annabeth se impressionou com a mãe de Percy e deixou escapar um suspiro.

–Gostou? – Sally a olhou pelo retrovisor enquanto parava o carro na garagem ao lado da casa.

–Sim – ela respondeu sonhadora.

–Eu mesma projetei – foi a vez da mãe de Percy sorrir sonhadora.

O garoto rolou os olhos , seria uma semana cheia de conversas sobre casas Vitorianas e arquitetura Londrina.

Percy desceu do carro e foi até o porta malas. Sua mãe o abriu e eles pegaram as malas. Um garoto passou na rua e cumprimentou Percy.

–Ei cara – ele andou na direção de Percy – Quanto tempo.

–É mesmo – Percy trocou um soco com ele – Depois nos vemos na Skatepark , aquele galpão ainda tá funcionando não é?

–Sim , nos vemos lá então – Os dois trocaram mais um soco e o garoto se foi pela rua.

Annabeth olhou curiosa para o garoto.

–Quem era? – eles começaram a arrastar a mala em direção à escada.

–Só o Jake , um amigo – Percy deu de ombros – Cadê minha mãe?

–Ela entrou na casa , disse que ia chamar alguém pra te ver – ela respondeu.

Os dois mal chegaram à varanda quando Percy teve que usar seus reflexos. A cabeleira castanha afundou no peito do garoto. Ele largou sua mala e abraçou o irmão.

–Tyson! – Percy coçou os cabelos dele.

O garotinho não devia ter mais que doze anos , tinha cabelos marrom escuros grandes e encaracolados , olhos castanhos gentis e uma janelinha no sorriso banguela.

–Percy! – o garotinho o abraçou novamente.

Annabeth sorriu , era uma cena legal.

–E aí? Como está o Skate , evoluindo muito , amanhã vamos andar com o tio Jake no galpão...

–Eu deixei? – a mãe de Percy sorriu de lado.

–Ah... por favor! – os dois disseram em uníssono.

Ela assentiu. Percy largou as malas no chão e entrou para dentro da casa com o irmão. Annabeth sorriu para Sally.

–Tem dois anos que eles não se veem , não fique surpresa se Percy nem ligar pra você – Sally brincou – Vamos entrar , está frio.

Sally pegou a mala que Percy jogou no chão e elas passaram pelas portas. Seria uma semana legal , Percy com o irmão e Annabeth com os museus , parques , ruas famosas , monumentos , esculturas , catedrais e quem sabe uma passadinha no velho prédio da Scotland Yard.

Notas finais
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