As Desventuras e Romances de Percabeth
9 09 — Riso constante
Notas iniciais
09 — Riso constante
Annabeth acordou na manha seguinte com o despertador de seu celular, ele tocava a música The Only Exception, do Paramore.
Ela desligou o iPhone. Ela foi até o banheiro que tinha em seu quarto. Se olhou no espelho, seus olhos cinzas estavam mais claros, como uma calmaria antes da tempestade e ela também cultivava um sorriso de canto.
Não parava de pensar em Percy, e no modo como eles ficaram juntos e abraçados assistindo ao filme. Ela tentou afastar tais pensamentos, Percy agora era comprometido.
A garota lavou o rosto e escovou os dentes. Foi até o armário e pegou uma muda de roupa simples. Jeans pretos, uma camisa azul marinho e um tênis Vans azul.
Ela prendeu os cabelos num rabo de cavalo e fez uma espécie de franja que caía em seus olhos.
Ela pegou sua mochila e desceu as escadas saltitando. Foi até a cozinha.
–Bom dia, filha – Atena disse, ela estava sentada na mesa tomando um suco de laranja e lendo o jornal do dia.
–Bom dia Srª Chase! – Annabeth disse sorridente e beijou a bochecha da mãe.
Atena a olhou com a sobrancelha arqueada.
–Que alegria é essa? – ela perguntou.
–Que alegria? – Annabeth indagou comendo uma pera sentada de frente para a mãe.
–Ah, você nunca acorda tão sorridente para a aula assim – ela analisou – Isso só acontece quando são as Olimpíadas de Matemática ou quando é um garoto.
A mãe a olhou e levou o dedo indicador à boca.
–Só pode ser um garoto – ela bateu na mesa em aprovação – Estou vendo nos seus olhos!
–Não é ninguém, Srª Atena – Annabeth disse e se levantou.
–Me conta, sou sua mãe – ela fez beicinho, Annabeth revirou os olhos e lascou um beijo na bochecha da mãe.
–Tchau mãe! – ela respondeu abrindo a porta da garagem.
O tempo ainda estava chuvoso, Annabeth dirigia com a capota fechada.
Ela virou a esquina e rumou para a casa de Thalia.
A garota entrou na rua Olympus e avistou a grande construção de mármore branco, lembrando um templo grego. As pilastras no estilo jônico decoravam a fachada da casa.
Thalia estava parada em frente à casa, com um guarda-chuva em mãos.
Annabeth parou próximo à ela e abriu a porta, Thalia entrou correndo. Ela se sentou no banco do carona.
–Oi Annie – ela disse.
–Oi – ela respondeu sorrindo.
–Que riso frouxo é esse? – Thalia perguntou erguendo a sobrancelha.
“Não posso sorrir mais e todos já vem perguntar o porque!?”, Annabeth pensou.
–Nada em especial – ela disse, mas não soou muito convicta.
–Nem tente mentir para mim – ela cruzou os braços – Nos conhecemos à muito tempo, você não consegue me enganar mais.
Annabeth não respondeu. Não iria aguentar a reação de Thalia quando ela dissesse , “Percy Jackson me ajudou e me protegeu da chuva, foi até minha casa, me fez pipoca e chocolate quente. Depois ficamos abraçados no sofá vendo filmes embaixo de cobertores, sem falar que ele estava praticamente seminu”.
Elas entraram na rua giratória da Thames Valley e pararam o carro numa das primeiras vagas.
Annabeth desceu do New Beetle. Felizmente a chuva havia parado, mas o céu continuava com nuvens negras de tempestade. No percurso até o prédio principal ela cumprimentou todos os alunos que conhecia, e os que não conhecia também.
Ela tinha amizade com todos os alunos da escola, era simpática e bondosa com todos.
Os alunos a respeitavam muito mais do que os jogadores de basquete do time.
Elas chegaram até o prédio principal e foram até seus armários, elas eram vizinhas.
Annabeth e Thalia foram para a aula de História. O Sr. Brunner abriu após uns segundos.
— Olá, garotas – ele sorriu.
– Olá Sr Brunner – elas responderam em uníssono.
Annabeth cultivava seu sorriso de canto. Ela o viu, ele estava lindo. Usava uma camisa de skate vermelha, escrito “FLIP” em preto, uma jaqueta de couro preta por cima e os costumeiros jeans rasgados. O cabelo estava parcialmente escondido por uma touca preta.
Ele a olhou e sorriu. Os olhos verdes estavam mais intensos e cálidos que o normal.
Annabeth sentiu o rosto esquentar e andou até uma cadeira na sala. Quando ela voltou o olhar para Percy seu sorriso vacilou. Reyna havia chegado e beijava Percy calorosamente.
Ela fechou a cara e sentiu uma raiva incontrolável, queria voar no pescoço de Reyna.
Ela desviou o olhar deles, o sorriso não reapareceu em seu rosto durante o resto da aula.
Quando o período acabou, Annabeth saiu antes de todos sem olhar para trás. Era melhor correr que fazer uma cena e sair como a louca ciumenta.
Passou em seu armário e pegou o caderno de Matemática, entrou na sala da Sra. White, felizmente ele não estava na aula.
Ela continuou com a carranca no rosto, falou pouco durante a aula. Nico veio perguntar à ela o que estava acontecendo.
–O que foi? – Nico se afastou confuso.
–Nada, eu não... não posso mais isso… Nico – ela fez um gesto entre os dois e correu da sala quando o sinal tocou.
Annabeth correu sem parar até o campus da Thames Valley, ela passou voando por todos que a cumprimentaram.
Se sentou na sombra de uma macieira. A arvore estava seca, suas folhas amareladas salpicavam o chão.
Annabeth enterrou a cabeça nas mãos e bufou em desaprovação. Ela havia “terminado” com Nico, e Percy era o culpado disto.
Maldito Bad boy — ela pensou.
Ela bufou novamente. Annabeth sentia algo por ele, sentia algo por Percy Jackson.
–Annabeth? Annabeth? – ela sentiu alguém a cutucar.
Ela levantou os olhos. Percy estava olhando para ela, suas sobrancelhas estava juntas e franzidas.
–Ah, acordou foi? – ele zombou.
–O que? Percy? – ela se perdeu olhando o mar de seus olhos.
–Você estava aí sozinha, o que aconteceu? – ele se sentou no Skate e se aproximou de Annabeth.
Ela torceu o nariz pra ele e pensou que se fosse o contrário iria matá-lo caso ela estivesse no lugar de Reyna.
–Não é nada — ela fechou a cara – Você não precisa se preocupar.
Ela se levantou e tentou se distanciar de Percy. A carranca voltou à seu rosto. Ela sentiu ele segurar seu braço.
–Ninguém consegue esconder nada de mim, Annabeth. Sou bom em ler as pessoas – ele a puxou e ela girou o corpo.
Percy passou um braço pela cintura da garota.
–Me solte, Percy. Já disse que não é nada – ela se debateu.
–Não! – ele cantarolou – Tem algo a ver comigo? – ele se aproximou ainda mais de Annabeth.
–Não! – ela gritou e desviou o olhar.
–Ahá! Tem tudo a ver comigo, esses seus lindos olhos tempestuosos estão dizendo isso – ela corou com o comentário.
–Não tem nada em meus olhos! você está – ele se aproximou mais – Você, você tem namorada…
Percy não respondeu. Eles foram se aproximando, ela já sentia seu hálito de menta e sua respiração arrepiava sua pele.
Annabeth parou no último instante e pinçou o beiço de Percy. O garoto deu um muxoxo de reprovação e ela sorriu maliciosa.
— Você é comprometido meu rapaz — ela não soltou a boca dele — E eu sou respeitável demais, e também exijo respeito.
Atrás dos dois ela ouviu um pigarro. Annabeth nem precisou se virar pra saber que era a namorada de Percy vindo o procurar, ela faria o mesmo.
Ela soltou a pinça de Percy mas antes deu uma leve torcida, se ele achava que teria vida fácil, estava enganado.
Ao sair andando pra longe dele ela cumprimentou Reyna no topo da escada cordialmente.
Percy gelou ao ver o olhar da namorada.
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