Notas iniciais
5º cap... obg ao pessoal que comentou... isso me animou a escrever kkkkk :)))))) , obg a recomendaçao da catherine , uma de minhas leitoras favoritas!! , cap dedicado à ela!!!


05 – Ódio mortal?


Nas semanas seguintes Percy e Annabeth desenvolveram certo ódio mortal um pelo outro. Eles não podiam se ver e as discussões começavam.

–Eu não vou sentar na mesa com isso – Percy disse, apontando para Annabeth , a garota fechou a cara.

Era uma quarta-feira. Eles estavam no intervalo. Percy havia pego seu lanche e foi na direção da mesa onde estavam sentados Nico, Luke, Thalia, Reyna e Annabeth.

Percy bufou e jogou o lanche no lixo. O garoto se dirigiu ao armário, cumprimentou algumas pessoas, Drew, a garota que sempre dava em cima dele, Chris e Charlie também estavam no bosque.

Ele entrou no predio e abriu seu armário. Pegou o Skate e algumas maçãs.

Subiu no Skate com destreza. Remou e andou sem se importar de estar no prédio principal. Dioniso havia aceitado que Percy nunca ia ligar para regras ou detenções.

O garoto passou em alta velocidade pelas portas de vidro e se desviou de algumas pessoas que andavam pelas faixas de concreto. O garoto continuou remando pela escola. Ele passou pelas faixas de concreto que cortavam o Campus e viu a escada em que vinha treinando. Ela tinha oito degraus de concreto e um corrimão verde de cada lado.

Percy aumentou a velocidade e mirou o corrimão. Se agachou em cima do Skate e pulou pela escada, o Skate deslizou por todo o corrimão, Percy teve a costumeira sensação de voar nas nuvens. Quando o corrimão estava no fim Percy jogou o corpo e o Skate aterrissou no chão de concreto perfeitamente.

Percy ouviu algumas palmas e gritos de admiração. O garoto se orgulhou, sorriu e parou o Skate. Percy andou até embaixo de uma árvore e se sentou no Skate. Tirou as maçãs da sacola e as comeu velozmente, ele estava faminto.

Ele acabou de comer e se levantou determinado.

Subiu as escadas três degraus por vez e tomou distancia, subiu no Skate. Algumas pessoas pararam para assisti-lo.

Percy remou e ganhou velocidade. O eixo do Skate se prendeu no corrimão e deslizou.

Com destreza Percy jogou o corpo, descendo do corrimão perfeitamente. Desta vez ele ouviu mais palmas que antes.

Ele continuou assim por todo o recreio. Caiu algumas vezes mas não desistiu de mandar as manobras. Dezenas de alunos se agruparam em volta da escada e incentivavam Percy.

Luke o desafiou a tentar uma manobra de olhos fechados, as pessoas murmuraram um “UHH” e Percy sorriu para Luke, como se dissesse “Não duvide de mim”.

Ele tomou distância. Respirou fundo algumas vezes e correu, pulou no Skate. Percy sentiu que o mundo passava em câmera lenta – a adrenalina, ele pensou.

Fechou os olhos quando o eixo encaixou. Ele ouviu os gritos bem ao longe, sua mente se concentrou no Skate deslizando e a sensação de liberdade o tomando. Quando o garoto sentiu o corrimão acabar abriu os olhos, o mundo voltou a correr na velocidade normal, o coração de Percy saltou.

Ele pulou do Skate em movimento com um reflexo sobre humano. O garoto se chocou contra ela. No ato de tentar desviar de Annabeth ele girou o corpo e a agarrou, aterrissando de costas no chão com a juba de cabelos louros por cima dele.

Percy ouviu um gemido de dor.

A garota se encolheu de eles se olharam.

O mundo novamente entrou em câmera lenta. O olhar dela era de ódio e de surpresa.

–Percy? O que significa isto? – ele ouviu uma voz em suas costas e o mundo voltou a correr normalmente.

Ele se afastou de Annabeth. Os dois estavam corados.

Ele se levantou e ajudou Annabeth a se levantar. Percy levantou os olhos para a escada.

Parada no topo estava Reyna, o garoto se xingou mentalmente por ter sido pego por ela no chão com Annabeth deitada em seu colo.

Ele andou até a garota. Ela o olhou com os olhos castanhos intensos. Estava confusa e zangada.

–O que foi isso com Annabeth?Porque ela estava no seu colo e vocês estavam no... – Percy a interrompeu beijando-a.

Ela correspondeu ao beijo. O garoto passou as mãos pela cintura dela a puxando para mais perto. Ela apoiou as mãos no ombro dele.

Eles se separaram. Percy viu um vulto loiro passar voando próximo à ele.

Reyna agora sorria bobamente, mas o garoto não prestou atenção nela. Ele sentia algo por Reyna, eles estavam “juntos” por duas semanas. Ela era uma garota simpática e amável, fácil de lidar, de conversar e não era chata e metida à sabe-tudo como você sabe quem.

Ele pensou no momento em que olhou na imensidão tempestuosa dos olhos de Annabeth.

–Cara, acho que você devia conversar com a Annabeth – Percy sentiu Luke se sentar ao lado dele na escada.

Ele não respondeu e olhou para Luke.

O garoto sorria, ele pôs as mãos no ombro de Percy e o olhou significativamente.

–É, acho que vocês não se odeiam tanto assim – ele disse.

A verdade era que Percy não odiava Annabeth realmente. Só entrou no “joguinho” dela. Desde o dia em que ele ligou o amplificador no último volume e perturbou Annabeth a garota parecia o odiar pra valer.

Após algum tempo Luke se levantou.

–Ah! E, se você for, o que eu acho que você vai fazer, ela não entrou nos prédio… deve estar andando pelo bosque ou pelos Campus – Luke disse e subiu a escada correndo.

Percy se decidiu. Colocou o Skate embaixo do braço e começou a procurá-la. Ele vasculhou todo o perímetro do Campus da escola. Estava quase desistindo.

O garoto foi até o ginásio de basquete. Não viu ninguém nas arquibancadas. Deu a volta por trás e ouviu movimento á frente.

Ele viu duas pessoas se agarrando. Era uma menina loura e um cara moreno pálido.

Nico.

Percy se aproximou e se escondeu atrás de uma lata de lixo. Iria pregar uma peça no pobre coitado. Percy se aproximou com passadas cautelosas. Nico girou a garota e a prensou na parede.

Ele parou bruscamente. Seu coração falhou. Ele reconheceu a garota. Era ela, era Annabeth. Nico a estava beijando fervorosamente.

–Mas o que...? – ele disse um pouco alto e se repreendeu por isto.

Nico e Annabeth se separaram ofegantes. Percy os olhou incrédulo. Parte dele não estava nem aí para o que via, mas outra parte, uma pequena parte odiou aquilo, ele sentiu certo ciúme.

–Desculpe interromper – ele disse e se virou.

Percy subiu no Skate e remou para longe dali, bufando de raiva. Ele se sentiu traído por Nico mas logo após isso praguejou por se sentir assim, afinal os dois eram arqui-inimigos pro resto da galera.

Percy decidiu matar a aula de Matemática. E quem sabe a de Geografia? E também matar o resto das aulas. Precisava pensar.

Se sentou embaixo de uma árvore, próximo aos prédios da escola. Ele viu Nico se aproximar , fez uma carranca.

–Ei cara, o que rolou lá atrás? – ele perguntou.

Percy queria responder “você estava beijando a Annabeth , porque você estava beijando minha inimiga número 1?

–Não sei – Percy respondeu fitando o longe — Acho que fiquei sem jeito de encontrar vocês se pegando.

–Somos amigos cara – Nico tentou colocar a mão no ombro dele, Percy a afastou.

–Eu sei – Percy murmurou – Não é nada — Nico aproximou a mão na direção do ombro dele e Percy se inclinou se repelindo quase magneticamente.

–Então tá – Nico parecia meio receoso.

Percy assentiu e deixou que Nico entrasse no prédio de Biologia. Ele seguiu o garoto com o olhar, o fuzilando mentalmente.

Andou até a área do prédio de Arte e deu a volta, para a parte de trás. Lá havia um pequeno jardim.

Colheu três rosas e cortou os caules com as mãos. Se viu numa mescla de culpa e determinação. Afastou os pensamentos, iria fazer o que tinha em mente.

Ele correu para o ginásio novamente. Havia pego um grampo de cabelo e uma faca no refeitório sorrateiramente e abriu a porta aonde o treinador guardava suas coisas. Ligou as luzes da salinha e achou o megafone.

Fechou a porta e correu para o bosque.

Ficou sentado na escada onde havia se chocado com Annabeth. Era um ótimo lugar para ele fazer o que estava planejando. A escada ficava próxima de todos os prédios, teria muito público. O fluxo de pessoas que iriam sair dos prédios passavam por ali para ir embora.

Ele esperou pelo que pareceram horas. Tamborilou os dedos e ficou mandando manobras no solo de concreto. Até que finalmente ouviu o sinal soar. Seu coração palpitou.

Ele ajeitou a camisa de flanela verde e preta e tentou fazer os jeans pretos rasgados parecerem apresentáveis. Passou a mão pelos cabelos rebeldes.

As centenas de alunos estavam saindo dos prédios, Percy se animou e a viu. Ela estava saindo do prédio de música, conversava animadamente com Thalia. Ele ficou parado no topo da escada e esperou os alunos chegarem próximo à ele.

Percy ligou o megafone e falou:

–Ei, ei galera! – ninguém pareceu notá-lo, ele colocou a função de sirene policial e todos se viraram para ele.

–Obrigado! – ele gritou no megafone – Devem estar se perguntando o que esse maluco está fazendo com um megafone, vou lhes responder neste instante!

“Acho que a maioria aqui sabe de minha relação com ela” , ele apontou para a garota, ela corou um pouco.

“Eu queria dar um passo a mais nisto”, ele andou na direção dela.

Se abaixou e se ajoelhou numa pose de cavalheiro e estendeu as rosas, a garota parecia um pimentão.

Reyna, aceita namorar comigo?” , ele perguntou e todos fizeram um “AWN” sonoro.

A garota pegou o microfone da mão dele e disse sorridente:

“Sim, aceito!”.

Percy se levantou velozmente e a beijou. Todos aplaudiram e gritaram vivas.

Quando eles se separaram e ela pegou as rosas da mão dele.

Percy olhou para Annabeth desafiadoramente e discretamente. Ela, sem dar o braço a torcer, sustentou aquele olhar e participou dos aplausos coletivos.

Notas finais
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