As Desventuras Sexuais de Dylan Stark
53 Capítulo 52 – Depois do Fim –Novo Mundo
Notas iniciais
Na manhã seguinte iria com minha turma para uma excursão num museu, mas naquela noite estava no cais da cidade ao lado de Violet Baudelaire.
—Obrigada por me dar a chance de explicar tudo.
—Sempre cumpro minha palavra –Disse enquanto observava o S.S Tipton partir para o alto mar.
—Bem, é tanta coisa que nem sei por onde começar –Violet parecia desesperada para me convencer de sua história, mal sabia ela que eu estava a um fio de acreditar em tudo.
—Comece por depois do final.
—O que?
—Eu li a histórias: As Desventuras Sexuais de Dylan Stark e agora sei que você acredita que tudo nela é real –Ela me encarou chocada e depois olhou pro horizonte pensativa.
—Então nesse mundo sua história é um romance.
—Bem, algo parecido aconteceu quando o protagonista visitou Hogwarts e conheceu Luna Lovegood, a bruxinha loira era uma fã de suas aventuras, tinha lido um livro a respeito. O tal Stark aprendeu que a vida de alguém pode simplesmente ser considerada uma ficção em outro mundo e é assim que os mundos se entrelaçam em fantasia e realidade.
—Sua atitude esta completamente diferente –Disse Violet me encarando com curiosidade –Antes você lutava e me chamava de louca e agora esta até apresentando argumentos que comprovam minha história.
—Não desperdice meu bom humor. Eu li a história e achei interessante, você se diz ser a mesma Violet irmã de...
—Klaus e Sunny! –Ela completou –Nós criamos as duas chaves mestras das dimensões.
—Tudo bem, vamos supor que isso seja verdade –Meu coração estava acelerado desesperado para que ela me convencesse daquilo –Dylan Stark voltou para Terra 69, mas ao invés de salva-la causou sua destruição e fim. Finais assim nos deixam inquietos, insatisfeitos, o que aconteceu depois?
—Eu posso lhe contar se prometer me dar uma coisa.
—O quê?
—Vou te contar e explicar tudo que aconteceu e você dá um beijo triplo comigo e com o Henry.
Há alguns dias atrás aquele pedido me deixaria furioso, mas depois de minha libertação sexual a simples ideia daquele beijo me deixava de pau duro.
—Ok –Ela abriu um enorme sorriso.
—Bem, eu estava morando com meus irmãos na Terra 23, aguardando o dia em que você voltaria para devolver a chave mestra. Meu irmão, o Klaus, é um leitor voraz e em busca de novos conteúdos encontrou um site de fanfics e acabou encontrando uma chamada: As Desventuras Sexuais de Dylan Stark, foi então que descobrimos o que tinha acontecido com você. Peguei minha chave mestra e fui imediatamente a sua procura, mas quando cheguei na Terra 69...
Ela deu uma pausa enorme, fiquei aflito querendo saber o que tinha a deixado sem palavras. Como sua pausa parecia interminável, peguei meu celular e abri o capítulo final da história e li seu desfecho em voz alta:
“Olaf se jogou atrás de uma escrivaninha desviando das chamas, ele pegou o livro dos mortos e enfiou a chave mestra nele, vi o brilho de um portal se abrindo.
—Não! –Saltei atleticamente e o agarrei. Metade do seu corpo já havia atravessado o portal.
—Me largue!
—Não vou te deixar fugir!
—Então atravesse comigo! Esse mundo esta fadado à destruição! –Para ilustrar sua frase as portas foram derrubadas e a sala invadida pelos monstros. Lucy se virou lançando suas chamas, uma faísca voou e atingiu o livro.
O livro dos mortos que podia ser usado para abrir portal tanto para o mundo dos sonhos, quanto para o mundo dos mortos, entrou em chamas e com ele o próprio portal. Olaf gritou derrubando a chave, eu a agarrei e senti um tesão enorme, calma não me juguem.
Eu já tinha segurado aquela chave um milhão de vezes, mas aquela era a primeira com um portal em chamas e eu brilhando com energia sexual. Não havia mais medidor, ele tinha explodido, o mundo não tinha sido salvo, a energia sexual me fazia beirar a divindade e nesse conjunto de fatores algo inesperado aconteceu: A chave explodiu. Da última vez que ela havia sido danificada tinha trazido uma pessoa aleatória de outro mundo, no caso o Wicanno, mas dessa vez ela explodiu em pedacinhos, sendo inutilizada para sempre e a energia que foi desencadeada devastou tudo que eu conhecia. Um clarão destruiu a prefeitura e seguiu desintegrando minha cidade, se expandindo por toda Terra 69 até não restar nada...
Fim das desventuras sexuais de Dylan Stark”.
Olhei para a Violet a procura de respostas, mas ela continuava calada e aquilo me tirou do sério.
—Diga o que viu! –De onde saiu toda aquela fúria? –A chave foi destruída, a Terra 69 foi junto e... Essa referência a aparição de Wicanno? –Ela prosseguia calada e quando percebi meus olhos já estavam lacrimejando –O que aconteceu com todo mundo?! A culpa foi mesmo minha? Eu destruí o meu mundo!? Me responda! –A agarrei pelos ombros e ela me encarou com um sorriso.
—Eu sabia, você acredita em mim, você sabe quem realmente é –A larguei e me virei de costas, me afastei alguns passos –Quando cheguei à Terra 69 me deparei com o nada, com o vazio, como uma tela em branco. Me desesperei achando que minha criação que devia ser usada como um meio de viagem tenha se tornado a arma de obliteração de uma realidade inteira, foi então que o vi –Me virei curioso.
—Quem?
—Lá estava um garoto encolhido e chorando, olhando para um buraco no chão. Me aproximei dele com cuidado, ele deu um sobressalto assustado...
Praticamente fui transportado para seu flashback.
—Vo-você é real? –Perguntou o garoto.
—Eu sou de outro mundo –Respondeu Violet –O que aconteceu aqui?
—Acabou...
—O que?
—O mundo acabou e só restou eu –O garoto se acocorou.
—Como é seu nome?
—Bruno –Como Violet havia lido a história sabia que aquele era o segundo melhor amigo de Dylan na Terra 69 e que ele estava na sala do prefeito quando aconteceu o evento que destruiu tudo.
—O que aconteceu?
—Quando deus tocou na chave a realidade se partiu em fragmentos.
—Deus?
—Não o Deus, mas algo próximo disso. Meu amigo, estava envolvido por uma luz divina, ele é um viajante dos mundos, no momento um portal estava sendo aberto, creio que a soma de todos esses fatores...
—Tenha criado uma anomalia –Violet completou intrigando o garoto –A chave funciona ligando dois pontos de universos ou até mesmo tempos diferente usando um objeto como guia. Um portal já havia sido aberto, e este entrara em chamas, quando Dylan tocou na chave ele próprio era um objeto sagrado devido a sua crescente divindade e o excesso extremo de poder fez com que a chave se desintegrasse. Prever as consequências disso é impossível, pois meche com improbabilidade cósmica, leis de reversão de teorias físicas e modelação universal de poli dimensões.
—Você é muito inteligente –Disse o garoto sem entender o final.
—Mas como você sobreviveu? –Perguntou Violet.
—O que você quer dizer? –Rebateu Bruno.
—Bem, minha pergunta foi bem clara, como você esta vivo se todo mundo morreu na explosão?
—Mas ninguém morreu –A afirmação de Bruno fez o coração de Violet esquentar e sua mente fervilhar. Ela pegou sua fita e prendeu o cabelo, o gesto que sempre a fazia enxergar e processar tudo com mais clareza.
—O que quer dizer com isso?
—A explosão destruiu o mundo como o conhecíamos, mas ninguém morreu, toda a existência foi remodelada.
—Como sabe disso?
—Por que eu vi –Ele apontou para a fenda no chão –Esta ali, o Novo Mundo.
Violet se aproximou e se espantou com o que viu, parecia um rio de estrelas, mas se olhasse mais atentamente pode distinguir formas e quando seus olhos se acostumaram foi como assistir a uma televisão, lá estava a torre do relógio de Storybroke e dois garotos caminhavam conversando animados.
—Dylan! –Violet gritou, em seu desespero sacudiu o corpo caindo de joelhos para ver aquilo mais de perto e sua fita de cabelo se soltou e caiu atravessando a fenda –Dá pra atravessar! –Ela olhou para Bruno –Por que você não atravessou?
—Por que não dá pra saber o que vai acontecer. Posso muito bem atravessar e perder a memória, ou não chegar realmente no Novo Mundo e ficar perdido no meio do caminho.
—E tem mais uma coisa, aquele do lado do Dylan é o Henry, ele não estava na Terra 69 por que ele esta nesse Novo Mundo?
—Eu não sei, pensei que ele era alguma outra pessoa de outro país, afinal não conheço todas as pessoas do planeta.
—Espera –Ela disse matutando seus pensamentos –Esse Novo Mundo foi criado a partir da mente do Dylan então pode ter criado versões alternativas das pessoas que ele já conheceu em outros mundos ou... Ou algo muito pior! Certa vez danificamos a chave e arrastamos uma pessoa aleatória de outro mundo, talvez ao estilhaçar a chave em pedaços tenha causado múltiplas rupturas no tecido da realidade e arrastado várias pessoas de outros mundos! Isso é um caos cósmico! Os danos disso podem destruir tudo! E quando falo tudo, não é um planeta ou universo, mas todo o multiverso!
Estávamos no cais, Violet me contava toda aquela história psicodélica e o pior era que parecia fazer sentido.
—E o que você fez? –Perguntei.
—Como não sabia o que iria acontecer, dei a chave ao Bruno e lhe disse que atravessaria a fenda e que ele iria me assistir, caso eu perdesse a memória ou algo do tipo, ele iria atrás do Klaus. Como isso não aconteceu, ele deve estar nos assistindo agora mesmo.
Olhei para os lados e para o céu imaginando estar sendo observado. Respirei fundo, aquilo era muita informação para processar, acreditar que tudo que eu conhecia era uma mentira, e pior, um perigo para todo multiverso, era uma loucura muito grande.
—E você acha que se nos dois e o Henry nos beijarmos vai salvar todo mundo?
—É uma teoria.
—Preciso de tempo para pensar, foi informação de mais de uma vez só.
—Leve o tempo que precisar, mas precisamos agir.
—Eu tenho outra teoria –Era uma coisa que já tinha passado pela minha cabeça, mas nunca tinha dito em voz alta –Eu estou transando e...
—Você transando? Por que isso me espantaria? –Ela disse.
—Eu vejo um medidor de energia sexual.
—O quê?!
—Acho que... –Engoli em seco –Acho que toda essa história é verdade, mas não vai ser um beijo de amor verdadeiro que vai salvar tudo e sim, completar o medidor.
—Isso... Faz todo o sentido! –Ela disse eufórica –Dylan Stark por que seu destino sempre tem sexo no meio?! Você precisava transar para salvar seu mundo e agora tem que transar para salvar o multiverso!
Então era isso, eu era Dylan Stark, minha missão de certa forma era a mesma, mas o que estava em jogo era infinitamente maior.
—Eu... Acredito nisso tudo –Violet abriu um enorme sorriso e fez menção de me abraçar –No entanto, saber que é verdade não é o suficiente. Eu quero lembrar... Toda essa história é familiar, mas uma parte minha sente como se ainda não fosse eu, quero lembrar de tudo! –Comecei a andar –Até lá tentarei completar o medidor.
—Eu entendo –Disse Violet num misto de alegria e tristeza. Dei mais alguns passos e parei.
—Obrigado –Lhe disse –Você arriscou sua vida se jogando numa fenda cósmica para me encontrar. Não sei como vou me sentir quando lembrar de tudo, mas sou grato a você, e se eu realmente te amar... Vou ser um cara de sorte por ter alguém tão corajoso ao meu lado.
Não ousei olhar pra trás, simplesmente saí correndo com meu coração quase saindo do peito.
Tive uma noite de sono bastante conturbada, sonhei com aquela confusão que foi o relato de Violet, me vi novamente no terraço da escola quando ela me beijou e como me senti. Nos vi dançando a bordo do S.S Tipton e naquele instante me senti completamente apaixonado. Como se fosse uma radio pirata interferindo numa transmissão oficial, as imagens dos atuais momentos que vivi com Henry entraram em cena, cada beijo, sexo, toque e sorriso me mostraram o motivo de amá-lo. Para complicar ainda mais a equação, simplesmente vi o sorriso da Lucy quando meio que a defendi na sala de aula, ela era uma garota incrível, sem pudor e com uma mente aberta. Acordei ofegante e revirei os olhos.
—Acho que meu sobrenome não é nem Stark, nem Smith e sim: “Senhor Fodidamente Complicado”.
Na manhã seguinte contei tudo ao Henry a caminho da escola, ele ficou tão chocado quanto eu, mas acabou topando dar o tal beijo triplo. Chegando na escola vi quase todo mundo se preparando para subir ao ônibus, mas fui correndo ao banheiro primeiro.
Fui até o primeiro dos cinco mictórios e comecei a me aliviar. Ouvi o barulho da porta sendo aberta e um cara para do meu lado, desobedecendo a lei universal do uso de mictórios. O cara era o sempre atrasado Percy Jackson. Assim que bati o olho nele tive um flashback dele transando com a Lucy e um fogo começou a surgir, meu pau pulsou dificultando minha mijada, fechei os olhos e respirei calmamente para evitar a ereção eminente.
—Achei muito legal sua atitude na sala –Disse o Percy.
—O quê?
—A forma indireta que apoiou e defendeu a Lucy, foi muito legal –Pelo jeito minha atitude ia mesmo gerar frutos, não mais passaria despercebido.
—Obrigado. Não falo muito com ela, mas a admiro.
—É a primeira pessoa que vejo falar bem dela –Ele abriu o zíper e pôs o pau pra fora –Muita gente não entende o jeito dela, aquela garota não é como as outras, ela é um pássaro livre.
—Eu adoro liberdade –Disse ponto um tom mais sensual do que desejei na frase.
Nesse momento nossos olhos se encontraram flagrando um ao outro espiando a “mala” alheia.
—Até onde sua liberdade vai? –Ele perguntou e meu pau subiu completamente duro.
—Até onde o prazer me permitir –Comecei a erguer minha mão em direção ao pênis dele quando a porta se abriu.
—Gente a professora Minerva pediu para chama-los, só faltam vocês –Disse o Cody tomando um todynho.
E assim meu “banheirão” foi interrompido pelo nerd, vale ressaltar que de acordo com a fanfic eu já comi o Cody, e mais um pouco de ressalto: Eu comeria de novo.
Eu e o Percy trocamos alguns olhares peculiares e subimos no ônibus, fui pro fundão onde sentei entre o Henry e o Nathan. Nos bancos na frente do nosso estavam Guil e Peter que nos cumprimentaram.
—Alguma novidade acerca daquele assunto? –Perguntou Guil.
—Várias, mas depois eu conto.
—Tô me sentindo excluído aqui –Reclamou Nathan.
—Relaxa, depois te “ponho por dentro” –Disse colocando a mão sobre sua cocha e lhe lançando um olhar erótico. Gente, estou sem controle, nem penso e já estou flertando.
—Nossa, Dylan. Você esta diferente –Ele disse sorrindo –Não vou mentir, adoro.
Eu estava com muito tesão, desde a vez que vi o Percy e a Lucy transando tive a vontade de ter entrado no meio, mas nunca admiti isso pra mim. Nessa minha “nova vida” ainda não dei, ainda não senti como é ter uma rola dentro de mim, mas arrisco dizer que não vou ficar assim por muito tempo. Percy olhou para trás e encontrou meu olhar, lhe dei uma piscadela e ele sorriu.
Violet estava sentada ao lado de Annabeth, achei uma combinação estranha, a inventora estava lendo freneticamente um enorme livro. Ouvi a conversa das duas:
—Devo me preocupar com mais uma concorrência nos estudos? –Annabeth não disse aquilo de forma intimidadora como diria aos seus rivais Hermione e Cody, foi mais uma tentativa de puxar assunto ou se enturmar com a garota nova –Que livro é esse?
—A matéria de deus: Entendendo a matemática por trás das divindades –Violet não espera interagir muito, tão pouco que aquela garota entendesse muito o título daquele livro.
—Legal, já li esse três vezes –Violet ergueu o olhar intrigada –Tenho uma queda por leitura sobre deuses, principalmente os gregos.
—Sério?! Pode me falar sobre Afrodite, sobre ambrosia ou qualquer forma que uma pessoa possa a vir a se tornar um deus? –Violet enfim pareceu uma nerd, falando toda animada sobre história.
—Claro, adoro debater mitologia! –E as duas seguiram toda o percurso debatendo e gesticulando animadas.
Logo chegaríamos ao museu, nem parei para pensar nos artefatos que veríamos, mas vou usar uma velha desculpa para isso, como eu poderia pensar em outra coisa além de sexo naquele momento? Não faço isso por safadeza! Essa é minha missão! Tudo que faço é para salvar o multiverso! Ri sozinho me sentindo eu mesmo.

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