As Desventuras Sexuais de Dylan Stark

50 Capítulo 49 – Olhando Pela Janela dos Anjos – Novo Mundo


Notas iniciais
Olá pessoal, aos poucos estou voltando a postar normalmente. Esse capítulo ficou grandinho, coisa boa, esta muito fofo e sexy espero que gostem ♥ Sem mais delongas, vamos a leitura

O dia amanheceu, o sol atravessou minha janela e atingiu meu rosto, acordei incomodado, tinha caído no sono no chão mesmo, olhei pra cima e vi o computador ligado, no monitor se lia o final da história: “ As Desventuras Sexuais de Dylan Stark”.

—Meu Deus, que história foi essa? –Havia lenços de papel espalhado por todo o quarto, me masturbei mais de vinte vezes na noite passada.

Eu estava só o bagaço, fui ao banheiro, tomei banho, recolhi todas meus lenços gozados que acabaram enchendo o lixeiro. Fechei o site e fui levar o lixo pra fora. Normalmente não acordava tão cedo num sábado, mas precisava falar com alguém sobre aquela história insana e sobre como ela me fez me sentir. Corri pra casa do Henry, encontrei uma de suas mães indo trabalhar.

—Oi, Dylan, pode entrar e acordar o Henry –Disse Regina bagunçando meus cabelos –Cuidado com o que vão aprontar.

Ela sempre tinha que soltar piadinhas e indiretas sobre nossa suposta amizade colorida. Então me veio um flashback da masturbação em grupo com o Henry e o Nathan com direito à mão amiga. É, não vou reclamar da Regina dessa vez.

—Pode deixar, tenha um bom dia de trabalho.

Entrei na casa “semi arrumada”, isso por que a Regina tenta arrumar e a Emma fazia o inverso, por isso é normal entrar numa sala impecável, com os móveis brilhando e quando chegar na cozinha ver um caos de resto de comida. Eu vejo a Regina como uma rainha e a Emma como uma caminhoneira, mesmo sendo muito bonita.

Subi as escadas e fui direto pro quarto do Henry, já entrei escancarando a porta e me deparei com ele dormindo sobre o teclado do computador, me aproximei e cuidadosamente o despertei.

—Henry?

—O que? Onde? –Quando ele se ergueu vi que usava a mesma roupa de ontem, o zíper da calça aberto e pênis mole dele pra fora. Não sei por que, mas achei aquilo muito fofo –O que esta fazendo aqui?

—Primeiramente acho que vai gostar de colocar seu pau pra dentro da calça –Disse provocando-o. Henry olhou pra baixo e se cobriu todo encabulado, depois ele olhou pra mesa do computador cheia de lenços de papel e começou a recolhe-los todo desajeitado, o que me fez cair na risada –Calma, até parece que não sei que você se masturba, deixa eu adivinhar, você leu a história.

—Li –Henry soltou o ar se acalmando e se virou pra mim –Foi a história mais insana que já li na minha vida.

—Um cara sair viajando por vários mundos pra transar e coletar magia sexual –Comecei.

—Foi muito insano! Ele pegou todo tipo de gente, deuses, monstros e... Coisas. Uma história para agradar todos os gostos.

—Você chegou a parte de Storybroke?

—Eu li tudo! –Confessou Henry –E agora entendi porque a doida da aluna nova sugeriu que descemos um beijo triplo.

—Ela acha que a história é real e que nós três somos os mesmos três que quebraram a maldição com um beijo de amor verdadeiro.

Tudo aquilo era uma loucura, mas eu estaria mentindo se dissesse que aquela história não tinha mexido comigo, várias daquelas cenas reconheci dos meus flashbacks ou alucinações.

—Dylan Stark –Disse em voz alta.

—Eu sei o que esta pensando –Disse Henry segurando minha mão –É muita coincidência vários dos personagens terem os mesmos nomes e características de pessoas de nossa sala. Cheguei a conclusão que quem escreveu deve ter sido alguém da nossa turma.

O Henry estava procurando uma explicação lógica para tudo aquilo e para manter um pouco da minha sanidade, resolvi embarcar nessa interpretação.

—Continue.

—É só um palpite, mas me acompanhe –Ele abriu no computador uma lista com o nome de todos da nossa turma –Suzana, Nico di Angelo, Annabeth, Percy, Cody, London, Lucy, eu e você. Nós nove estamos na história, então acho que um dos outros deve ser o escritor. Veja minha lista de suspeitos: Nathan, Guil, Davi, Peter, Hermione e a Miss América.

—Você acha o Nathan suspeito?

—Ele é bissexual e teve de tudo nessa história.

—A Miss América é popular, ela não tem muita cara de quem escreve. A Hermione não escreveria coisas boas sobre sua rival Annabeth. A Guil e o Peter... Não sei.

—Você não disse nada sobre o Davi.

—Eu sempre o cumprimento e ele vira a cara envergonhado, ele é muito tímido.

—Acho que ele tem muita cara de quem escreve sacanagem.

—Falou o narigudo que virou a noite batendo punheta.

—Cala a boca! –Ele me deu uma cotovelada –Eu sei onde é a casa dos di Angelo, nós podemos ir até lá, investigar.

—Vamos ser investigadores, como os irmãos Winchesters!

—Eu não quero ser seu irmão! –Henry gritou.

—Tá –Disse um pouco ofendido, ele percebeu e tentou mudar de assunto.

—Vou tomar banho, vai descendo e apronta nosso café.

—Você acha que sou seu empregado?

—Tem bolo.

—Até daqui à pouco –Disse saindo do quarto.

Tomamos café, comi muito bolo, e partimos rumo à casa dos di Angelo. O Nico me dava calafrios, ele tinha um olhar gélido assustador, na história haviam dois Nicos, um era o melhor amigo do protagonista que resolveu ficar no passado e o outro era o filho do deus dos mortos, arrisco chutar que Nico di Angelo é o segundo. Davi é diferente de seu primo, não exala trevas por onde anda, parece sempre querer passar despercebido, mas não se sai muito bem nisso, vou com a cara dele, se não fosse não o cumprimentaria todos os dias. Muitos podem pensar que sou besta por fazê-lo sem ganhar ao menos um aceno de cabeça de volta, mas sou compreensivo, o Davi só é tímido, ele gosta dos meus cumprimentos, por que se não, não me olharia todas as manhãs e as vezes o vejo esboçar um sorriso. Ele é fofo.

Chegamos à casa dos di Angelo, não era um castelo assombrado, tão pouco um lugar muito bonito, era uma residência de concreto com as paredes pintadas de cinza sem graça e com pedaços caindo devido à salina.

—Agora que chegamos aqui, o que vamos fazer? Bater na porta e perguntar se ele escreve histórias pornôs? –Perguntei.

—Eu descobri onde era a casa, agora essa parte é com você –Henry lavou as mãos figurativamente.

—Então me segue.

Pulamos a cerca, tinha portão, mas não queria ser ouvido. Na porta da frente uma pilha enorme de jornal e poeira nos dava boas vindas, mas resolvi dar a volta. O quintal era cercado por arbustos altos e flores murchas. Caminhei na frente, me deparei com uma janela, olhei pra dentro e o que vi fez meu queixo cair. Parei de andar de repente e Henry esparrou em mim, ele já ia reclamar, quando olhou pra dentro da casa e viu o mesmo que eu: Os primos di Angelo transando!

Não era a primeira vez que eu via pessoas transando, lembrar da cena do Percy comendo à Lucy ainda me dava ereções. Entretanto ver os primos se pegando me deixou desnorteado. O pequeno Nico estava de quatro enquanto o sempre tímido e fofo Davi lhe metia a rola. Tenho vergonha em admitir que fiquei excitado, estou começando a achar que posso ser bissexual, que outra explicação justificaria meu pau duro como pedra latejando em minha calça assistindo dois caras transando.

—Oooor! –Quando Nico gemeu senti um arrepio dos pés à cabeça.

Me abaixei e o Henry me seguiu, cochichamos:

—Não acredito que esses dois se pegam!

—Eles são primos! –Disse Henry. Nico deu outro gemido e me encolhi arrepiado e acabei pousando a mão na virilha de Henry, seu pênis também estava duro.

—Desculpa.

—Eu não-

—Não se preocupa, não vou tirar onda da sua cara –Confortei-o –Também estou de pau duro essa porra! Dane-se, quero assistir!

Me levantei para meu segundo espetáculo voyeur.

—Coloca todo! –Pedia Nico apertando os lençóis daquela cama de solteiro.

—Assim? –Disse Davi empurrando todo seu cacete fazendo o outro pular –Que cuzinho apertado! –Caraca, que frase de filme pornô, ou de capítulo de Desventuras Sexuais de Dylan Stark. Não acredito que o Davi era daquele jeito! Acho que tenho uma mente muito limitada, todo mundo transa... Bem, menos eu, por enquanto e... Me deu uma vontade de pular aquela janela...

Meu coração acelerou, de onde estava vindo aquele desejo?

Eles mudaram de posição, Nico se deitou de frente, pude ver todo seu corpo nu, sua pele pálida, seu corpo praticamente sem pelos, seu pequeno e belo pênis ereto apontando pra cima. Davi tinha uma pênis grosso, ele deu uma cuspida na mão e lambuzou todo seu órgão, em seguida encaixou no buraco de seu primo e enfiou tudo de uma vez.

—Aaaaar!

—Ooor! –O segundo gemido veio do meu lado. Olhei pro Henry, ele estava apertando as pernas juntas, seu rosto todo vermelho, agora tapava a boca e me encarava envergonhado –Desculpa.

—Aaaar! Aaar! Arg! Oooor! –Nico gemia como nosso fundo musical. Não sei por que fiz isso, mas toquei o rosto do Henry e o vi tremer inteiro.

—Você esta quente –Disse o óbvio –Parece que vai passar mal de tanto tesão –Diabos! Por que eu estava falando aquilo? Eu estava flertando com meu melhor amigo?

Nos encaramos em silêncio, nunca fixei o olhar nos olhos de alguém por tanto tempo, por um instante todo o barulho do mundo desapareceu, Henry tinha uma pele lisa com algumas marcas de espinhas, um nariz grande, olhos castanhos, cabelos lisos caindo sobre a testa, ele era lindo. Sua boca pequena parecia tão convidativa, não era a primeira vez que eu sentia aquela atração. Ele segurou minha mão, mas não a removeu do seu rosto, parecia querer aproveitar ao máximo o meu toque.

Meu pau pulsava e babava minha cueca, dei um passo à frente e pensei que meu coração fosse explodir. Henry recuou e abaixou minha mão, seja o que fosse que estava prestes a acontecer, ele interrompeu. Fui tomado por uma estranha tristeza. Voltei a olhar pra dentro da casa, mas dessa vez não vi os di Angelo, era um lugar completamente diferente e ainda assim extremamente familiar. E quem eram aquelas duas pessoas sentadas à mesa naquela cozinha?

—Desculpe não pensar nas consequências dos meus atos, mas ainda assim, não gosto de transar com todo mundo, faço isso pelo bem do meu mundo –Aquele garoto era igual à mim, mas sabia que seu sobrenome não era Smith, eu estava tendo uma alucinação, onde Dylan Stark conversava com o Henry numa cozinha em Storybroke.

—Sei –Disse Henry revirando os olhos.

—A é? E você que ficou brigando comigo pra não transar com a Violet, mas ficou de pau duro nos assistindo. Só não participou por que estava amarrado.

—Eu não... Arrrg! Você é sempre assim?

—Assim como?

—Sem pudores!

—Só quando preciso salvar meu mundo e...

—Salvar o mundo o que, você gosta é da safadeza, admita!

O Henry estava realmente deixando o meu outro eu bravo! A expressão de Dylan Stark era clara, eu praticamente podia ler seus pensamentos: “Eu não gosto de safadeza! Por exemplo: Não gosto de transar com homens, mas se eles me aparecem, tenho que fazê-lo pelo bem do meu mundo! Lembrei do primeiro menino que comi, lembrei de quando enfiei minha rola no cú do rei Edmundo de Nárnia, a lembrança de seu gemido fez meu pau subir. Pura obrigação! Lembrei do rei Pedro me penetrando...”

—Tudo que faço é pelo bem do... –Dylan transando com os gêmeos Zack e Cody –Não gosto de meninos eu... –O tesão do Capitão Gancho brincando com seu cú enfiando um pênis de metal –Eu não... –David o comendo –Caralho! Eu admito! Acho que gosto de homens e mulheres! –Gritou.

Eu conhecia aquela cena da história, não, era mais que isso, lembrava daquilo como se tivesse mesmo vivido, lembro da dor e libertação que senti ao admitir pra mim mesmo que gostava tanto de garotos como de garotas.

Henry gargalhou.

—Desculpe, seu desespero foi engraçado.

—E você?

—Eu o que?

—Nem vem com essa, você sabe do que estou falando!

—Não estou entendendo –Ele estava tentando se esquivar do assunto, mas Dylan Stark se levantou de pau duro e seus olhos seguiram a ereção dele enquanto caminhou até ficar de frente pra ele com sua cabeça na altura de sua cintura.

—Vai mesmo mentir dizendo que não gosta disso? –Perguntou apertando a própria rola. Henry caiu pra trás da cadeira, se levantou e se afastou.

—Não, eu não. Devíamos focar em nossa missão.

—Eu estou focando em minha missão –Andou em sua direção –minha missão é coletar energia sexual e sim, gosto muito disso! –Henry foi se afastando até ficar encurralado na parede –Eu gosto de comer cú e buceta, de beijar homens e mulheres, de foder com meninos e meninas e eu confesso que quero ficar com você aqui e agora!

Abri a boca chocado, mesmo lembrando daquilo, me ver falando e agindo daquele jeito foi desconcertante. Sou Dylan Smith, um virgem meio tímido e sem jeito, Dylan Stark era galanteador, decidido, forte, sexy, éramos iguais e diferentes, mas será que éramos a mesma pessoa? Será que a Violet estava certa e tudo aquilo era verdade?

—Ma-ma-ma-mas –Henry gaguejava sem conseguir falar e Dylan Stark em sua ousadia se inclinou e o beijou na boca.

Meu coração acelerou, era aquilo que eu estava prestes a fazer no lado de fora da casa dos di Angelo, estava prestes a beijar Henry Mills, meu melhor amigo desde sempre. Olhei pro lado e o vi olhando pra dentro da janela, sei que ele estava vendo os primos transando, enquanto eu via uma memória ou alucinação, mas o desejo era real, eu queria mesmo beijá-lo. Voltei a olhar para aquela janela do passado.

—Diga –Cochichou com seus lábios ainda tocando os dele.

—E-eu espera, eu não, eu –O abraçou e chupou seu pescoço, Henry tentou empurrá-lo, mas nem colocou força, aquilo era um teatrinho, pois eu sei o que ele queria.

—Diga! –Mandou Dylan sussurrando em seu ouvido –Você me fez admitir isso, agora é a sua vez!

—Eu não sei, é errado, é...

O beijou na boca e ele não lutou, o beijo foi forte e quente, mordeu seu lábio e depois fazendo gracinha beijou a ponta de seu nariz.

—Errado é não fazer o que gosta, então pare de mentir pra você mesmo e admita.

—Eu... Gosto... De meninos.

A lembrança terminou e eu caí pra trás, Henry se abaixou preocupado perguntando se eu estava bem. Balancei a cabeça, respirei fundo e quando me senti bem e fixado no presente, acenei com a cabeça e me levantei.

—Só me desequilibrei –Voltamos a assistir à foda dos primos.

Nico estava chupando o pau do Davi, mesmo pequeno o garoto conseguia fazer uma garganta profunda engolindo todo o cacete e depois liberando-o todo babado.

—Estou chegando perto.

—Goze dentro de mim.

Não resisti aquilo, pus meu pau pra fora e comecei a bater punheta, Henry me viu, dessa vez não pestanejou, abriu o zíper e libertou seu pau duro e pulsante. Nos masturbamos com força e trincávamos os dentes para segurar os gemidos. Intuitivamente deslizamos nossa mão para o pau do outro fazendo uma mão amiga sem que fosse preciso um pedido.

Nico estava deitado de frente se masturbando enquanto Davi metia com força, podíamos ver claramente o pau entrando e saindo deslizando naquele cuzinho agora arrombado.

—Oooor! Vou encher seu cu de porra! –Urrava Davi apertando as cochas do primo.

—Ai meu cu! Mete! Aaaar! Estou quase lá! –Nico fechava os olhos, seus cabelos lisos sacudiam como todo seu corpo, sua pele se arrepiava.

—Tô gozando! Tô gozando! –Davi apertou os dedos dos pés, seu corpo se enrijeceu todo –Oooor! –Ele bombeou esperma dentro do cu do primo.

—Aaaaaaaar! –Berrou Nico gozando também.

Do lado de fora, eu e o Henry gozamos juntos, caímos de joelhos e expelimos jatos de porra naquela parede cinza sem graça. Ficamos ofegantes, nos viramos nos encostando na parede, evitando a área gozada, e ali ficamos até recuperar as forças.

—Você fode tão bem –Disse Nico com uma felicidade que nunca o vi demostrar antes.

—Obrigado –Disse Davi voltando ao seu jeito tímido de sempre –Nunca pensei que faria isso com você, eu... Sabia que você era gay, mas eu não sou.

Pelo rumo da conversa aquela parecia ser a primeira vez que transavam.

—Não sou gay, mas sou um hétero moderno, te comi e não me sinto mal por isso, na verdade me sinto muito bem –Ouvimos o barulho de um beijo –E eu sei que não sou quem você mais deseja naquela sala.

Eu e o Henry nos olhamos aguçando nossos ouvidos.

—Tá tão na cara assim? –Perguntou Nico.

—Nem tanto, só sei mesmo por que vi rabiscado em seus cadernos: “Nico e Percy” centenas de vezes.

Nunca esperei algo tão fofo vindo do Nico. Então mais alguém pro fã clube do Percy. Annabeth e Hermione tem mais concorrência do que imaginam.

—E você gosta de alguém da sala?

—Bem, das garotas não gosto realmente, mas gostaria muito de transar com a Suzana, mas acho que é meio óbvio, por ela ser a garota mais bonita da sala. Mas tem alguém por quem sinto um certo carinho, não é paixão nem nada, só uma certa admiração, sei lá.

—Admiração pelo Dylan Smith? –Eu e o Nico demos um sobressalto.

—Como você sabe?

—Ele é a única pessoa daquela sala a te cumprimentar todos os dias e você sempre fica mais radiante depois disso.

Henry emburrou a cara, do que tinha ficado com raiva?

—Você devia tentar investir nele –Sugeriu Nico.

—Não gosto de garotos dessa forma e... Fala sério, não estou afim de problemas e já tem duas pessoas disputando ele.

—O que? –Cochichei confuso.

—A novata Violet mal chegou e já beijou o cara –Disse Davi –Eu estava no terraço e os vi conversando sobre um papo muito louco do sobre mundos, realidades e tals. Mas o que me chocou mesmo foi a garota tascar um beijo no cara.

—Essa é das minhas –Eles riram.

—A segunda pessoa é meio óbvia.

—Totalmente –Concordou Nico. Fiquei com cara de tacho sem a menor ideia de quem era a segunda pessoa que gostava de mim –Dylan deve ter contado a ele sobre o beijo, deve ter sido por isso que ele deu um ataque na sala, e depois ficou destilando ódio contra a Violet: “Você não pode formar grupo com a gente, já somos um trio, sua vadia beijoqueira” ou algo assim –Mais uma vez riram imitando um jeito de falar que eu conhecia muito bem. Olhei pro Henry que estava vermelho num misto de sentimentos.

—O Dylan é muito cego pra não perceber que o Henry é caidinho por ele.

O Henry saiu correndo e o segui, ele escancarou o portão sem se preocupar com o barulho, o segui correndo por alguns metros e o agarrei pelo braço o forçando parar.

—Henry!

—Me larga!

—Me desculpe por não ter percebido, eu sou muito lento pra essas coisas!

—Perceber o que? –Ele tentou desconversar –Eu não sou gay, aqueles dois estão viajando. Como pode acha que eu... Gostaria de você dessa maneira? –Ele parecia estar querendo convencer mais à si próprio do que a mim. Era como na história, ou no meu passado, Henry lutava para não admitir o que sentia. E como eu me sentia com tudo aquilo?

—Seu narigudo teimoso! –O puxei e lhe dei um forte abraço, ele lutou me empurrando, mas logo se aquietou e empurrou o rosto no meu peito.

—Dylan, eu...

—Tudo bem, Henry, esta tudo bem –O que eu devia dizer? Não sabia agir como Dylan Stark e seduzir o Henry, não sei fazer joguinhos e provocar a confissão dele. Respirei fundo e me permiti sentir tudo que estava preso em mim –No momento estou uma confusão ambulante de sentimentos, depois do que vimos sabemos que nenhum dos di Angelo é o escritor. Eu quero me abrir com você sobre duas coisas: A primeira é que uma parte minha acha que Violet tem razão e que posso ser esse Dylan Stark.

—O quê? –Exclamou Henry chocado. Admitir aquilo foi como tirar um peso enorme das minhas costas.

—Depois te explico direito, mas ultimamente venho tendo flashes como se fossem lembranças, tenho tido pensamentos e desejos que pareciam ser de outra pessoa, quando li As Desventuras Sexuais de Dylan Stark não foi como ler uma história qualquer, era como ler um diário, como se cada frase escrita ali fosse parte de quem eu sou. Posso estar ficando maluco, mas acredito mesmo que tudo isso possa ser real.

—Isso é loucura –Comentou Henry –Mas se é nisso que acredita, vou te ajudar de todas as formas a descobrir a verdade.

—Nunca esperei menos de você –Nos soltamos e sorrimos –A segunda coisa é que agora tudo se encaixa e sei como você se sente a meu respeito.

—Dylan você esta enganado, eu...

—Você fala de mais –O puxei pelo pescoço e uni meus lábios aos seus, bem ali no meio da rua. Senti alguns olhares em nós, mas não estava me importando nenhum pouco, fazia muito tempo que eu queria fazer aquilo, só não admitia.

O gosto era bom, muito bom, era meu segundo beijo e estava sendo tão mágico como o primeiro, era familiar, era confortável, era transformador. Toquei seu rosto, minha outra mão escorregou por sua cintura e o puxei mais pra perto, nossos corpos se apertaram e o beijo ganhou fogo, calor e desejo. Quando paramos estávamos ofegantes.

—Admita, Henry.

—Eu conheço essa parte da história, eu li.

—As situações são diferentes, mas a essência é a mesma.

—Tá legal, eu... Eu gosto de garotos –O puxei novamente e lhe dei outro beijo.

—Vamos pra casa –Aquela frase parecia um encerramento, mas era na verdade um convite. Cara, eu estava o chamando pra transar! Pra perdermos a virgindade juntos.

—Vamos sim –Ele respondeu. Henry aceitara transar comigo.

Notas finais
Ooooowhht! Quero muito ler seus comentários :) Até breve