As Crônicas dos Semideuses: The Lost Mermaid

12 Capítulo XII – Oque? Soluções!


Notas iniciais
Olá meu lindos cupcakes. Como vão? Prontos para mais um capítulo. Aqui as coisas começam a convergir, mas não se engane, o clima não vai melhorar ainda. Qualquer erro de português, gramática ou concordância, me avisem. Lembrem-se: Nem tudo é o que parece ser. Espero que gostem!

Capítulo XII

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Jean PoV's on

Senti tudo girar e ficar preto ao meu redor, logo depois estávamos em frente a um hotel de beira de estrada.

Jéssica, que até então segurava minha mão fortemente, desmaiou. Só dando tempo de pegá-la desajeitadamente de lado. Ela estava pálida, bem pálida mesmo, quase sem forças e respirando dificilmente. Busquei alguma referência de onde estávamos… Uma plaquinha me situou: Welcome to Crowley. Tentei lembrar de onde era, provavelmente uma cidade pequena… Lousiana! Era só o que me faltava, uma cidadezinha no interior de Lousiana, pra melhorar, sem aeroporto. O mais perto dali era em Alexandria, o que demoraria algum tempo de táxi. Droga, teríamos que esperar Jéssica acordar, talvez ela pudesse nos levar pelas sombras novamente. Olhei o céu… 3 da tarde. Revirei o bolso a procura do Dracma de ouro que eu havia escondido e procurei com os olhos alguma fonte de água. Ouvi uns barulhos estranhos e só então me lembrei que a mãe de Jéssica ainda estava amarrada. Equilibrei Jéssica em meu braço esquerdo e puxei a fita que prendia a boca dela com rapidez, fazendo ela soltar um muxoxo de dor. Puxei a faca de Jéssica e cortei as cordas que prendiam as mãos da senhora. Guardei a faca de Jéssica novamente na bainha e levantei suas pernas com meu braço livre. Pronto, estava bem mais leve. Esperei pacientemente a mulher, cujo a qual nem perguntei o nome e, quando ela acabou de desamarrar seus pés e se levantou, ela começou:

– Ela está bem? – pareceu preocupada – Ela vai ficar bem? Tem algo que eu possa fazer? Onde estamos? Obrigada por me tirar de lá, mas eu preciso de respostas garoto! Espera, talvez, se eu ainda tiver meu cartão de crédito aqui comigo… – ela pegou um pequeno cartão de dentro do sutiã. Fiz uma careta. – Que foi? Melhor lugar para guardar para caso de emergência. Tomara que não tenha molhado ou estragado. E o meu bebê? Ela está bem? – e voltou a tagarelar.

– Ok, chega – falei um pouco alto demais e a mulher se assustou – Jéssica está bem, vê? – virei a garota em meus braços para ela. – Um pouco pálida e cansada, nada que descanso e comida não resolva. Agora, a senhora… – ela murmurou “Lídia” para mim – Lídia, certo. Você pode ajudar entrando naquele hotel e pedindo um quarto pra hoje. Estamos em Crowley, Lousiana.

Ela imediatamente partiu para a entrada do hotel, me deixando com Jéssica no colo. Estalei o pescoço e andei até uma mangueira fechada e jogada na lateral do local. Deixei ela encostada na parede, peguei e abri a mangueira, pensando para quem eu iria fazer a chamada. Meio contrariado, pensei em Safira e Davi enquanto jogava a moeda.

Encontrei os dois dentro do submarino, encostados na parede e molhados até a cintura. Davi segurando algo fortemente na mão. Eles se olharam e riram. Foi como se eu nem tivesse estado lá, eles ao menos tinham me procurado? Pigarreei para chamar a atenção dos dois. Safira me olhou com os olhos arregalados, Davi me pareceu mais feliz que surpreso.

– Jean! – os dois gritaram em uníssono. Ignorei-os. Carreguei minha voz em ironia.

– Bom saber que estão se divertindo, mas estamos em missão. Arrumem um jeito de levar isso até as Bermudas. Usem um drácma para avisar o grupo do monte Tamalpais o ponto de encontro. Esperem todos os grupos estarem reunidos. Continuaremos de lá. Sem questionamentos. Alguma pergunta?

– Sim, onde esteve? – Davi se pronunciou. – Estávamos preocupados! Que machucados são esses?

Eu ri.

– Ah, sim! Eu vi muito bem a preocupação de vocês. Aonde eu estive e o que eu fiz não interessa. Além disso, espero que já tenham pego a chave.

Quando eu ia desligar a ligação, Safira se pronunciou.

– O que você pensa que está fazendo? Tudo isso por uma droga de convite? Eu não devo explicações para você do que eu faço ou deixo de fazer.

Ela vinha se aproximando a cada palavra, até ficarmos frente a frente.

– Eu estou irritado comigo por pensar que você era madura o suficiente para separar o sentimental do profissional.

– Tanto separei que não respondi a pergunta.

– Mas você queria!

– Queria, quero, e vou continuar querendo. Minha vida foi um inferno naquele acampamento. Acha que eu não vejo os olhares tortos para mim? Que eu não vejo o receio deles ao se aproximar de mim? Eu queria não ligar, eu gostaria. – agora ela gritava e algumas lágrimas caiam pelo seu rosto – E sabe qual é o pior? Você fica aí me julgando e pagando pose do certinho, mas tudo isso é culpa sua! Você decidiu isso! Você decidiu esquecer tudo. Você PEDIU por isso. Esquecer de mim, esquecer da Kimberly. Esquecer quem te deu apoio. Eu concordei, mesmo depois de você prometer que éramos irmãos. Eu odiei cada minuto naquele lugar depois disso. Eu odiei você. Eu só não odiava mais porque eu tinha Kimberly. E tudo que aconteceu com você foi culpa sua. Não jogue a culpa em mim ou em outros. VOCÊ MERECEU!

Ela enfiou a mão na mensagem e ela se desfez.

Fiquei paralisado. Do que ela estava falando? Esquecer o que? Eu conhecia Safira, tinha todas as memórias desde que encontrei ela pela primeira vez. Eu não sentia falta de coisa alguma. Minha cabeça começou a doer. A mesma dor que eu senti em frente ao submarino, me ajoelhei apertando minha cabeça entre meus dedos.

“Duas garotinhas menores em altura se encontravam em minha frente. Uma morena e uma loira. Com nossos mindinhos juntos, repetimos como um juramento 'Irmãos hoje e sempre. Sem hesitar ou fraquejar!'. Sorrimos os três.”

Ofeguei, o que foi aquilo? A dor aumentou e mais um flash veio.

“As garotinhas estavam novamente lá, mas dessa vez me abraçavam. 'Você precisa ir?'. Sorri, 'É claro, sou um filho de Ares, nunca recuso uma briga', os olhos delas se encheram de lágrimas, mas afaguei suas cabeças e disse: 'Hey, lembrem-se, irmãos hoje e sempre!', elas sorriram e completaram 'Sem hesitar ou fraquejar'. Olhei para a de cabelos negros: 'Cuide dela, está bem? Eu volto assim que puder. Você é forte!'. A menina assentiu sorrindo, mesmo com lágrimas saindo de seus olhos miúdos.”

A dor não dava trégua e logo fui envolvido por outro flash.

“Uma mulher estava a minha frente 'Depois de toda informação que viu, você tem duas opções: Esquecer tudo, não só o que viu, mas todas as lembranças envolvidas, que serão substituídas; ou mantê-las e botar não só a sua vida, mas as delas também, em risco. Ninguém mais saberá o que você viu, ou porque esqueceu. Apenas não saberão da decisão que você tomou.'. Eu pareci pensar. 'Tudo? Desde que eu as conheci? Será tudo mudado? E pelo que?'. A mulher sorriu. 'Você não precisa saber, se escolher esquecer, aquela será sua realidade'. Com minha mão trêmula, estiquei para selar o acordo 'Eu vou esquecê-las'”

Eu estava confuso, não queria ter mais flashes, só queria que a dor passasse. Como se me entendesse, ela foi aliviando até que eu não sentisse mais nada. Eu estava tonto, mas mesmo assim senti uma mão em meu ombro. Era Lídia, ela estava preocupada comigo. Me levantei, tentando me manter forte. Ela avisou que já estava com a chave, me perguntou se eu precisava de ajuda, mas eu neguei. Quando me estabilizei, andei até Jéssica e a peguei no colo novamente. Ela parecia em pouco melhor, menos pálida, espero que possa nos transportar, apesar de não querer exigir muito dela. Ela havia se esforçado bastante. Sorri um pouco com o pensamento. O plano foi genial, e ela foi fiel até o fim. Assim que eu soube que a mãe dela estava presa e que ela podia nos transportar, eu pensei um plano prático e rápido, manipulando as súcubos.

Jéssica se remexeu em meus braços. Entramos no quarto que Lídia havia pego e depositei ela na cama, vendo a mãe se aproximar dela. Olhei meu estado, roupas rasgadas, ferimentos a mostra, não estava nada bem.

Uma muda de roupa foi estendida para mim. Lídia havia comprado algumas roupas na loja do hotel.

– Só não sei se cabe em você, eu não tinha seu número, desculpe. Os sapatos estão ali no canto se precisar. Tome um banho e relaxe, quando ela acordar eu te aviso.

Tentei me concentrar em seguir o concelho dela.

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Monte Tamalpais – 12:45

Kimberly PoV's on

Decidimos voltar para as sombras a um tempo, depois de pensar em alguma maneira. Hawkeyes estava catando bichinhos fazendo pequenos buracos com suas garras na terra. Estávamos os 3 sentados e suados, mas a criatura não parecia se importar com o calor. Eu estava enrolando galhos e folhas, com minhas habilidades aprendidas no acampamento, tentando fazer uma espécie de um grande guarda-sol para a não-harpia. Ao falar de acampamento, me lembrei de Safira. Eu e ela tínhamos um grande laço, cultivados por anos, mesmo depois de… Bem, isso não vem ao caso. O barulho que Hawkeyes fazia toda vez que achava um bichinho era em tom de comemoração. O resto de nós permanecia em silêncio.

Assim que terminei o objeto em mãos, fiquei satisfeita com o resultado. Não era uma obra-prima, mas era o suficiente para não machucá-la. Ouvi uma comemoração novamente e sorri.

– Como vamos fazer para cavar aquilo? Eu deveria ter trago uma pá! – Mabe, como decidi chamá-la, se punia toda hora com palavras.

– Não é sua culpa. Não tinha como saber que iriamos precisar disso. – tentei acalmá-la.

Adriano concordou comigo.

– Você fez esforços por nós, mas você não é adivinha. Não se culpe tanto, vamos arrumar um jeito.

Outro barulho, um rosnado. Viramos e Hawkeyes estava tentando arrancar uma raiz de um buraco que ela tinha feito. Assim que todos a olhamos ela parou e ficou nos encarando como se perguntasse se tinha feito algo errado. Todos sorrimos e voltamos a nos olhar. Foi aí que me caiu a ficha. Ela estava cavando! Ela podia ser nossa solução! Me levantei animada.

– Eu tive uma ideia! Vocês não veem? – eles me olharam confusos – O que ela está fazendo?

Adriano foi quem me respondeu.

– Mordendo a raiz da árvore de um buraco que ela abriu no chão…

Nenhum dos dois esboçou reação de entendimento.

– Observem de novo. – eles a olharam e deram de ombros, bufei – Quem fez o buraco no chão até a raiz?

Os rostos se curvaram em surpresa.

– Ela pode cavar para nós! Só precisamos protegê-la do sol.

Sorri.

– Exato, e adivinha quem fez um guarda-sol suficientemente grande para segurarmos para ela?

Nos levantamos rapidamente, a movimentação chamou atenção de Hawkeyes, que nos olhou curiosa. Pegamos o objeto e chamamos pela criatura. Agora era a hora da verdade, ele podia protegê-la ou não? Saímos da sombra com ela em baixo guarda-sol. Funcionou. Comemorei internamente e então começamos a andar. O Sol escaldante acima de nossas cabeças, nos deixando pegajosos e ofegantes. Chegamos novamente ao lugar onde se encontrava a chave. Agora, como falar para ela começar a cavar?

Mabe se abaixou até ela, fez carinho em sua cabeça e tentou falar com ela, sem sucesso. A criatura não entedia uma palavra do que falávamos. Ela tentou outra tática, fez movimentos com a mão em direção a terra, Hawkeyes repetiu, como se fosse uma brincadeira. Mabe assentiu e fez de novo, assim como a criatura, que começou a cavar devagar. Mabe riu e incentivou a atitude. Ela passou a acelerar. Em pouco tempo, já estava em um buraco relativamente grande e nada de chave. Meu braço começava a se cansar de tanto segurar aquilo.

Olhei para cima e o Sol não estava tão mais forte, o que significava que estava entardecendo. Mais um tempo e nada, comecei a ficar sedenta, precisava de um gole de água logo. Deveriam ser quase 3 horas aqui. Finalmente, depois de um grande buraco fundo, Hawkeyes subiu com algo na boca. Era uma espécie de espelho de mão ornamentado em ouro.

Não entendemos nada, mas finalmente pudemos voltar para a sombra e descansar. Bebemos água, tanta que quase esvaziamos o cantil. Demos um pouco para Hawkeyes também. Ela merecia depois de quase 1 hora de escavação.

Uma imagem apareceu a minha frente e eu vi Safira me encarando de volta. Achei que fosse uma ilusão, mas percebi que era uma ligação de Íris. Fiquei extremamente feliz por vê-la, mas assim que vi seu estado...

– Safira! Pelo Olimpo, você está bem? Que olhos vermelhos são esses? E essa perna enfaixada? O que raios solares aconteceu com você.

Ela sorriu.

– Calma afobada. Já conseguiram a chave?

Levantei uma sobrancelha.

– Conseguimos um espelho, Adriano diz que é isso mesmo.

Ela pareceu confusa.

– Nossa chave era uma concha de ostra. Que estranho. Enfim, ligamos para avisar que o nosso ponto de encontro é no triângulo das Bermudas, espero que consigam chegar lá. Esperaremos vocês assim que escoramos na praia.

Assenti, mas estranhei uma coisa. Estava vendo Davi, porém nem sinal de Jean.

– Onde ele está?

Safira me entendeu na hora.

– Longa história. Quando chegar aqui, colocaremos vocês a par de tudo. A ligação está acabando. Boa sorte!

E a imagem sumiu.

– Ok, e agora, como vamos chegar tão longe? Caminhando, com certeza não.

Sorri alegremente e disse, provavelmente pela terceira vez hoje:

– Eu tive uma ideia.

Notas finais
E então, o que acharam? Gostaram? Não gostaram? Espere porque ainda vem mais. Acredite, é só a ponta do iceberg. Vejo vocês no próximo capítulo. Ps: Pra quem não notou sou grande fã de Spn, mas essa cidade foi uma pequena coincidência. Eu pesquisei um pouco sobre ela, o suficiente para saber que nem aeroporto tem :v Kissus Kissus Até Mais!!