As Crônicas do Norte e Sul
5 [UNF] O Roubo de uma Deusa
Notas iniciais
[...]
– Mestre, o senhor...– A voz foi interrompida por um urro grotesco, vindo das profundezas, enquanto as duas sombras desciam os degraus de mármore negro, calmamente. A sombra menor tremia, arriscando-se a encarar o colosso que tomava toda a construção., acorrentado em centenas de milhares de correntes mágicas. - O Senhor tem certeza?
A Sombra mais alta tinha um sorriso nos lábios, por debaixo de suas barbas emaranhadas. Ele permaneceu em silêncio enquanto a criatura colossal rugia, como se estivesse senti açoitada pela eternidade. Aos poucos, as correntes rompiam, com estalos ensurdecedores.
– Os Antigos criaram estas correntes, meu caro Bervelim– disse a sombra mais alta, puxando um livro negro das vestes de mesmo tom - E eu estou aqui para derrubar todas as tradições. Você sabe. — Ele sorriu profundamente. Seus lábios apenas pronunciaram uma letra na Língua Morta de Warmouth e Bervelim entrou em combustão, quase que instantaneamente. os gemidos do elfo foram ouvidos, mas logo sobrepostos pelo urro do Colosso. - Idiota. Eu estou indo, Meu Rei. Estou indo.
[...]
"E que o último selo seja rompido, meu Rei, para que a glória governe nosso mundo."
As palavras foram expelidas aos céus de toda Warmouth, cravejando toda a imensidão negra, naquele ponto da noite, com estrelas feitas de pura magia. O ultimo verso mágico foi ressoado, nas catacumbas monstruosas onde as duas sombras discutiam mais cedo, antes que Bervelim, o pobre Elfo-Criado fosse combustado.
O Som de correntes se partindo foi audível em cada canto do continente. Norte, Sul, Mares de Cobre, Extremo Norte, Cidades Livres. Aquele era um som para ser lembrado por eras., pois instantaneamente uma sensação de impotência abateu cada criatura e cada soldado no continente
Ninguém estava seguro, não nessa noite.
Uma sombra se ergueu, mais poderosa do que qualquer divindade antes vista pelos olhos viajantes. Uma sombra de pura energia vazia, algo aterrorizante. Algo tão alto que conseguia ultrapassar a Grande Muralha erguida pelos Nortenhos para separar Sanggria do resto do País. Seu olhar era desolador, arrebatador. Ele tinha a insígnia de um lobo negro em sua testa, o símbolo do Norte.
A criatura voltou-se para o Sul, rugindo grotescamente. Os mais sábios tinham aquela criatura como morta há éons. Ou pelo menos eles a desejavam morta.
[...]
– O que é aquilo, mestre Grande-Alquimista?– perguntou um pequeno Elfo, ao Alquimista que vislumbrava tudo com o um sorriso negro no rosto. Ele puxou seu chapéu para baixo, apanhando um vidro de poção e sorrindo novamente, por fim.
– Aquele é o Medo, meu caro. O Pior dos inimigos de um viajantes
[...]
A confiança do Mestre Grande-Alquimista era algo inabalável entre os cidadães de Warmouth, mesmo no Norte, ele era conhecido e tido como um mago bondoso que se ergueu democraticamente no Sul e desde então, propõe uma boa vida para suas criaturas mágicas.
Ele passava impacientemente em seu escritório de Grão-mestre, no palácio do Sul, sobre o mogno negro quando vislumbrou o Medo surgir pela muralha Nortenha. Ele precisou conter seus lábios velhos, por debaixo de suas barbas prósperas. Um elfo arfante abriu-lhe a porta do escritório com violência, cuspindo palavras élficas num tom desesperado.
– Sim, meu querido. Ele atacará o Sul.– murmurou O Grande Alquimista, com os lábios cerrados. Ele procurava um feitiço em um dos seus livros antológicos enquanto fazia menção para que o Elfo se sentasse e bebericasse do chá que ele preparara mais cedo.
O Elfo bebericou do chá, enquanto o Alquimista sentava-se sobre o batente de sua janela, olhando a imensidão dO Medo se comprimir em um corpo apertado e repleto de poder. Todas as peças de seu pequeno quebra-cabeça estavam nos lugares devidos. Ele apanhou seus óculos, enquanto o elfo expelia sangue pelas narinas, após o chá e focou no campo de batalha e encontrou os Viajantes, empenhados em derrotar a divindade. Ele riu profundamente pois eles caíam em seus planos, sem notar.
Invocar a divindade primordial do Medo e fazer com que este ataque o Sul.
Todos pensariam o mesmo: O Norte é um lixo.
O Alquimista estava perdido em pensamentos, quando um Necromante lhe surge, surpreendendo-o. Num estalar de dedos, o corpo do Elfo é apagado da existência e o Alquimista rangeu os dentes. Ele não ouvia direito o que o rapaz dizia; estava apressado em demasia. Ouviu sobre um feitiço milenar, algo do gênero, quatro almas.
Ele não tinha tempo. Deu-lhe permissão e disse para procurar Ramsford, aquele General Vagabundo, nacionalista de merda.
Oras.
Uma fissura no espaço tempo foi aberta, por debaixo da fumaça lançada pelo Alquimista e então este desapareceu do espaço tempo, deixando uma pequena runa-presente para o Necromante, no topo do edifício.
Um Selo de Magia.
[***]
– VIDA, Seus homens lutam por você.– O Alquimista sorriu. Estava no palácio dos Deuses de Warmouth, forçando a Deusa Vida a assistir à batalha dos Viajantes contra o Medo.
Ela engoliu em seco, em seu trono divino. A Ladina portadora do Caos segurava-se ao solo, quando Medo transformou-se em um redemoinho de destruição. Vislumbrou o Elfo Negro e o Metamorfo serem engolidos pelo Medo; Kevin, o Paladino, com toda sua fé e devoção à Deusa, lembrar-se dela nos momentos mais difíceis. Viu Vicent lutar bravamente contra os Sacerdotes da escuridão, garantindo a segurança do grupo com maestria.
Ela deixou uma lágrima escapar, vendo a tentativa de Daewron. Ela sabia que ele falharia ridiculamente, graças ao Alquimista. Azura erguia sua lâmina, contra os Sacerdotes da escuridão, transmutava-se em um Antharas com o Fireslook em suas costas. Todos avançavam com determinação, assim como o Khajit que se juntara a batalha há pouco.
Todos tentavam sobreviver ao Medo, da forma que conseguiam.
As lágrimas de Vida se tornaram Sangue, quando vislumbrou o último dos Selos de Caos ser liberado. Ela não poderia permanecer inquieta. Com um clarão, empurrou O Alquimista para fora do Palácio dos Deuses, surgindo em sua essência divina nas costas dos guerreiros.
Mas o Alquimista não a deixaria ir assim, tão facilmente.
Ele surgiu, pouco tempo depois, com seu sorriso aos lábios.
[...]
Os soldados do Norte investiam contra Medo, com fervor. Aquela batalha era daqueles homem também, agora.
— Por Vida! — Urravam — Em Nome do Vermelho, seu bastardo! — Era como um cântico ensurdecedor. Os Nortenhos eram soldados exímios, ninguém podia negar isso.
O moinho tornou-se mais aterrorizante. Ele cuspiu os dois jovens longe, sobre as tropas do Norte que auxiliavam o Sul em seu combate.
A energia vital da terra estava sendo consumida por Medo e logo, a coloração do Céu começou a desaparecer suavemente. Uma linha cinza brotava onde o Medo tocava aos céus, deliciando-se da realidade dos viajantes.
[...]
A deusa Vida mordeu um lábio. Uma flecha dourada, encantada brilhou no ar, apunhalando-a no peito, o que fez com que ela se ajoelhasse diante dos seus servos. — Eu.. Eu não posso...
Ela murmurou, então, de súbito, O Grande Alquimista surgiu numa explosão de fumaça. Ele tinha vidros antigos e vazios à cintura e aparentava preocupação com a deusa.
— Pelas asas de Azazel. Aqui, viajantes — ele disse, num tom costumeiro, erguendo o punho — Me entreguem a Vida. Eu a levarei para o Centro de Poder do Sul. É nossa unica chance! Somente ela pode vencer o medo — sua voz era certa, como se houvesse pensado centenas de vezes antes de dizer as palavra
E como um tiro na escuridão... Os Viajantes lhe entregaram a Deusa Vida.
Fale com o autor