As Crônicas De Zophiel

2 As CRÔNICAS DE ZOPHIEL - CONTINUAÇÃO


Resgate

- Quem são vocês?! — Esbravejou Zaraki. – Que lugar é esse?

- Acalme-se! Acalme-se, por favor! – Disse uma criatura aparentemente feminina. Cabelo Chanel, olhos mais puxados do que uma japonesa bem como sua boca, dentes amarelos, e pele avermelhada e nariz achatado. – Lhe encontrei jogado perto de um penhasco. Senão chegasse a tempo seu corpo seria arrastado pelas dríades. Me chamo, Semiesca! Você está em Nammu. Estava completamente ferido e com um corte profundo na barriga. Usei algumas ervas para fortalecer seu corpo. Já faz três dias que você dorme!

Zaraki observava a mulher de feição tão feia que refletira o quão misericordioso foi para alguns infernais o ato de continuarem muitos “belos”. Levantou de uma cama de palhas. Tinha o corpo coberto por ervas. O paladar era de puro mato. Ervas curandeiras. Ia ser auxiliado por Semiesca, mas talvez por medo da criatura ou até mesmo por ser “ingrato” ou de sua natureza, a chutou fazendo-a cair por sobre sua estante com potes com ervas e raízes.

- Não me toque monstro! Saia da minha frente! Tenho coisas a resolver.

O mostro levantou-se sem graça. Possuía uma imensa corcunda que lhe atribuía mais estranhes. Abriu a porta de sua casa que ficava dentro de uma árvore velha.

- Fiz a minha parte em ter lhe resgatado jovem alado! Fique a vontade pare ir embora. – Falou a mulher de voz desentoada.

- O que foi?! Quer que eu te agradeça infeliz? Não fizeste mais do que sua obrigação criatura ridícula, e asquerosa.

Passando isso o hashmalim voo partindo em direção a aura que sentia a distância. Ao ponto de sentir auras poderosas em conflito.

- Eu preciso chegar a tempo. Esse grande poder... Então é esse o verdadeiro poder de um arauto em combate. Não posso demorar!

Então de longe viu uma imensa massa de energia que invadia a floreta destruindo tudo e a todos. Para evitar que o ataque o atingisse o mesmo voou sobre a esfera destruidora, de lá comtemplou raças, culturas, e uma diversidade de fauna e flora sendo destruída. Não podia fazer nada. Não queria fazer nada.

Logo após o assalto Zaraki sentiu um terceiro poder no terreno que superava as duas auras em combate. Instantes depois não sentia nada mais do que um resquício de energia que ao pouco dissipava-se no universo. Deslizou pelos ceús esforçando-se ao máximo para chegar a tempo de salvar um de seus tutores.

Aproximando-se viu a Nelchael jogado ao chão, lavado em sangue. Uma cena terrível. Seu corpo estava completamente dilacerado. Ajoelhou-se e gritou repetidamente pelo nome do arauto.

- Nelchael! Nelchael! – Procura com isso que o hashmalim recuperasse a consciência e lhe dissesse o que havia ocorrido.

- O sol já se foi, agora só nos resta às memórias daquela luz, Nelchael! – Disse Zophiel, suas palavras ecoavam distante na mente de Nelchael.

A chuva molhava o corpo do hashmalim esparramado ao chão, junto com ela seu sangue regava a terra formando um imenso lamaçal. O efeito da runa havia desaparecido. O celeste agoniza de tanta dor. Suas asas, armadura, arma... seu corpo, completamente destruído pelo feroz ataque do serafim. Sua mente em choque deixava de reagir mesmo antes estado protegida pela runa que sem dúvidas o livrará de algo pior.

- O que fazer? Se ele ficar aqui irá morrer! – Olhou para o pomo que estava sobre o corpo do mesmo. Recordou-se da forma como o arauto havia usado da primeira vez. Concentrou-se no Segundo Céu, Palácio do Julgamento. Pegou o pomo multicolorido com as mãos manchadas do sangue do arauto. Com isso um forte furacão formou ao redor deles e dos céus um forte raio despencou sobre os tais.

Estavam na sala oval desacordado!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.