Notas iniciais
Oie!!!! Então galerinha, mais um capitulo bem bacaninha pra voces interessados em uma leitura divertidinha! Uma festa sempre bom né? Rola bastante coisa! E nessa vai rolar muita coisa, podem ter certeza! Fortes emoçoes! beijos, espero que gostem!

A semana da inauguração do mais novo e completo museu de Londres, logo se aproximou, e eu já estava com tudo preparado para a data. Meu vestido havia sido comprado na tal loja indicada pela rainha, e devo dizer que até fui bem atendida pelo tal de Julius. Que, aliás, era um sujeitinho bem peculiar, com seu topete esquisito de estilista de Paris, e seus trejeitos extremamente femininos. Ele foi bem simpático me mostrando os melhores vestidos de sua loja, tudo isso por saber que eu trabalhava para a rainha, claro.

Caspian conseguiu me convencer a dar um jeito de colocar o nome dele na lista de convidados. Ele queria pegar algumas boas fotos exclusivas do evento para vender para a revista a qual ele estava trabalhando. Na noite da inauguração, lá estava eu com meu vestido branco longo, e com os cabelos presos em uma trança indiana ao lado da cabeça. Lucia me acompanhava usando um vestido preto, básico um pouco curto com pedrinhas prateadas. Os convidados de honra, o rei e a rainha, chegaram logo depois, pouco antes do primeiro brinde da noite. Sua majestade a rainha Suzana, estava deslumbrante em um vestido azul, com pedrinhas brilhantes na parte superior, e uma racha que partia desde sua coxa esquerda, mostrando que ela era um tremendo mulherão. O que permitia que eu me fizesse à pergunta: Por que diabos o rei era infiel?

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Ah, e por falar no diabo, ou melhor, no rei Pedro, esse também estava ainda mais sexy do que de costume. Como a rainha estava ocupada demais sendo Cortez com os convidados e anfitriões, pra prestar atenção em mim, eu acabei fixando meus olhos no rei. Pedro estava vestindo um terno escuro, com camisa preta e calças de mesma cor e sapatos impecáveis. Seu cabelo estava penteado para um único lado de sua cabeça. Os olhos dele pareciam brilhar como um par de diamantes azuis um tanto quanto acinzentados. Enquanto eles atravessavam o salão, os olhos dele cruzaram com os meus. Quando me viu o encarando, imediatamente seus lábios manifestaram um sorriso de canto, muito discreto e um pouco sínico, mas provocante.

– Ela está tão linda! –disse Lucia ao meu lado, me tirando do transe.

– O que? –olhei pra ela.

– A rainha! Adorei o vestido dela, está tão sexy!

– Ah, é... –olhei para Suzana. – Muito bonito mesmo. –voltei a encarar Pedro que levou sua mão a cintura da esposa.

A me ver, a rainha simplesmente me lançou aquele olhar gélido de iceberg, praticamente impossível de decifrar. Mais tarde, enquanto Lucia e eu a seguíamos, a rainha se afastou dos anfitriões e veio falar conosco.

– Muito bem Lilian! –disse ela com o nariz em riste. – Vejo que Julius conseguiu ajudá-la a se vestir!

– Ele foi bem gentil, majestade! –agradeci com um sorriso.

– Tenho certeza! –ela pareceu inflar mais seus lábios carnudos ao olhar para o lado.

– Se me permite, majestade! –disse Lucia. –Está deslumbrante esta noite! –Lucia tinha certa admiração pela beleza da rainha.

– Obrigado Lucia! –a rainha sorriu coisa que nunca fazia quando falava comigo. – Agora se me dão licença, preciso trocar algumas palavras com o senador.

– À vontade, majestade! –respondemos Lucia e eu.

Assim que ela saiu, meus olhos se cruzaram novamente com os olhos do rei, que encontrou a rainha no caminho. Ele se aproximou, tocou a cintura de Suzana e disse algo em seu ouvido, logo apertando seus dedos na silhueta dela. Mas a rainha pareceu ignorar, e apenas afastou as mãos dele de si, e seguiu seu caminho. Pedro ficou imediatamente sério, enquanto levava suas mãos aos bolsos das calças e a encarava.

Alguns minutos mais tarde, eu bebia uma taça de vinho branco, próxima a uma das estatuas espalhadas por todo saguão do museu, enquanto admirava o movimento dos convidados e procurava Caspian, que até então não havia chegado.

– Procurando alguém? –ouvi a voz suave do rei logo atrás de mim.

– Majestade! –me assustei e o encarei. – Que susto...

– Estava tão distraída assim? –ele abriu um sorriso médio.

– Um pouco... Desculpe!

– Ficou muito bem neste vestido Lilian! –ele se aproximou. – Sensual, seria a palavra correta. –disse olhando meu decote.

– Por favor, majestade... –não sei por que eu sempre dizia isso, era como implorar alguma coisa, que ele sempre entendia errado.

– Olhando pra você assim, me veem mil e uma ideias a cabeça! –disse perigosamente perto de mim, tocando sutilmente minha cintura.

– Majestade, não devia dizer essas coisas. É um homem casado, e muito bem casado, aliás... –me afastei um pouco evitando o toque.

– Estou casado, não morto Lilian! Posso me sentir atraído por outra mulher... E me sinto extremamente atraído por você... –ele disse em um sussurro me deixando arrepiada.

– Não deveria... –tento me afastar, mas ele me segura.

– Eu quero vê-la... –ele me encara com aqueles olhos terrivelmente sedutores. – Em outro lugar, longe de todos.

– Não. –disse com firmeza.

– Lilian... –disse inclinando o rosto e sorrindo. – Não diga que não pensou no nosso último encontro...

– Não. Eu não devo pensar...

– Não se trata do que você deve ou não, e sim do que você quer... E do que eu quero. Eu quero você. Agora me diga... Você também me quer não é? –ele estava próximo demais, logo alguém notaria.

– Eu não responderei a sua pergunta, majestade... –me afastei. – Por favor, não insista nessa conversa. Aquilo não devia ter acontecido, e não vai se repetir... Agora me dê licença.

Dito isso eu tratei de me apressar a ficar bem longe de Pedro. Só de ouvir a voz dele, e ver o jeito como ele me devorava com os olhos, eu já ficava maluca, e as cenas no quarto real logo voltavam a minha cabeça. Eu nunca fui desse tipo, o tipo que se rende a paixões proibidas, desejos carnais e sexuais, e jamais me envolvi com homens casados. Começar agora seria uma loucura, mais do que isso, seria suicídio.

...

Mais ou menos meia hora, ou mais depois da minha conversa perturbadora com o rei, lá estava eu, tentando me esconder do próprio, ficando em salas opostas as quais ele estaria. Parei diante de um espelho grande, enquanto arrumava meu brinco que parecia querer fugir da minha orelha.

– Uau! –ouvi aquela voz familiar e me virei vendo Caspian.

– Caspian! –sorri. – Achei que não viria! – ele se aproximou.

Caspian estava vestindo um terno cinza escuro, com camisa branca abotoada até o pescoço, e usava uma gravata listrada, branca e azul. Fiquei admirada ao vê-lo tão elegante naquele terno. Sempre o via com jeans, e camiseta, usando tênis ou chinelos. Estava mesmo muito diferente, e arrumadinho.

– Percebi que não tinha um terno em casa, tive que correr atrás de um. –disse me encarando. – Consegui este de última hora, com um amigo.

– Ficou muito bom! –ele estava mesmo muito bonito.

– To elegante? –disse sorrindo enquanto segurava a gola do terno.

– Bastante! Quase não reconheci! –sorri e andei até ele pra endireitar a gravata torta.

Dei um jeito e depois ergui meus olhos, percebendo que os olhos dele estavam afundados no meu decote. Então dei um tapa no braço dele, e reclamei:

– Caspian!

– O que foi? –ele riu.

– Para de me olhar desse jeito... Que coisa! –dei um passo atrás.

– Desculpa, mas... –disse voltando a olhar. – Caraca Lil!

– Para... –disse arregalando os olhos.

– Vai fazer o que mais tarde? –ele deu aquele sorrisinho safado.

– Caspian, continua de boca fechada tá. Você tava indo muito bem até abrir a boca! –passei por ele tocando no seu ombro.

– Só tava elogiando! –ele veio atrás de mim.

– Não elogie. Você não disse que queria tirar umas fotos? –olhei pra ele. – Cadê sua câmera?

– Foi confiscada! –ele sorriu olhando pros lados. – Até a hora que eles liberarem para os fotógrafos.

– Entendi. E vai fazer o que enquanto isso?

– Dar um giro por aí. –ele levou as mãos aos bolsos. – Ver se acho alguma coisa!

– Alguma coisa?

– Você entendeu! –outro risinho safado.

– Vê se te comporta tá? Isso aqui é um evento chique... Não vai sair por aí cantando todo mundo.

– Todo mundo não! Eu tenho princípios! –ele riu.

– Conheço os teus princípios. Se mexendo e fazendo xixi, sentada você ta pegando...

– Quase isso! –ele riu. –Também tem que conseguir alcançar o chão com os pés!

– Meu Deus! –acabei rindo daquela cara deslavada dele. – Você não presta Caspian!

– E você? Vai fazer o que?

– Vou ver se a rainha não precisa de nada... Agente se fala depois...

– Tá...

Afastei-me deixando Caspian avulso. O que, aliás, era um perigo! Tinha certeza que ele não ia demorar a aprontar alguma. Mas eu tinha mais com o que me preocupar, do que ficar regulando os passos do meu vizinho tarado, viciado em sexo. Tinha outro problema bem maior, e mais perigoso com o qual eu deveria ficar bem esperta, e seu nome era Pedro.

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Continua...

Notas finais
gostaram de tudo? tem mais no proximo! bjus
OBS: Viram como o Pedro ta gato gente? A Lil coitada, vai resistir como?!