Notas iniciais
Olá, desculpem a demora! Espero que minhas leitoras voltem né gente, só to recebendo um único comentário (muito bem vindo) mas espero mais... A minha motivação pra escrever a fic depende disso, será que a fic ta tão ruim assim?


POVs Lilian


Desci do taxi em frente ao hotel onde Pedro estaria a minha espera, e antes que eu pudesse mudar de ideia o motorista cantou pneu me deixando em pé no meio fio. Adentrei ao local assim que vi um casal muito chique sair pela porta giratória levando um cachorrinho desses de madame para passear em uma coleira nada modesta e me dirigi ao balcão de atendimento. Lá eu pedi que o atendente me levasse até o quarto de numero trezentos e seis que ficava quase no topo mais alto do prédio. Assim que estávamos diante da porta, discretamente o homem pediu licença e se retirou logo voltando ao elevador e me deixando de pé no corredor com tapete vermelho. Ergui a mão com o punho fechado pronta para bater, e então uma sensação de pavor se apossou de mim me fazendo gelar por dentro, e então sacudi a cabeça e me virei, mas então a porta abriu e ouvi a sua voz:

– Lilian! –droga.

– Oi! –me virei encarando Pedro que estava bem vestido.

Na verdade ele usava um terno risca de giz sobre uma camisa rosa, quase branca e seus cabelos estavam bem alinhados, e pareciam molhados, como se ele recém tivesse saído de um banho quente e relaxante. Ele sorriu para mim com aquele ar galante e estendeu sua mão:

– Já estava pensando que não viria!

– Eu pensei em não vir, mas não queria deixar voce me esperando sem dar uma explicação...

– Vamos entre...

– Só um minuto!

Disse e segurei sua mão quente enquanto ele apertava meus dedos com gentileza, mas, mostrando que estava feliz em me ver. Pedro fechou a porta da suíte, e logo se dirigiu a um bar no canto do quarto, que na verdade era muito maior do que o meu apartamento inteiro, e era composto por sala, cozinha, e o quarto ficava no segundo andar, o que podia ser visto de onde estávamos. Não pude deixar de notar uma cama grande e redonda coberta por uma colcha branca muito fina sendo que aquela deveria ser a suíte presidencial.

– Lilian! –disse Pedro atrás de mim chamando minha atenção.

Quando me virei ele estava segurando duas taças de champanhe que ainda borbulhavam.

– Ah, obrigado! –agradeci e apanhei minha taça.

Quando bebemos, Pedro me lançou aquele seu olhar fatal, que me deixou sem graça. O máximo que fiz foi desviar o olhar para a sacada que estava com as janelas abertas, e as cortinas sacudiam com o vento que fazia naquela altura toda. Me virei e andei naquela direção deixando minha bolsa sobre o sofá enquanto Pedro me seguia devagar em passos de gato, suave e manso. Parei diante da passagem e admirei a vista de toda a cidade.

– É lindo aqui...

– Meu lugar favorito na cidade! –disse ele passando por mim tocando minha cintura. – Eu até poderia viver aqui.

– Mas a vida no palácio real deve ser muito melhor...

– Não existe liberdade alguma naquele lugar. É apenas uma prisão luxuosa...

– Quem me dera viver em uma...

– Não seria feliz lá... Eu não sou! –ele sorriu e deu um gole em sua bebida.

– Desculpe perguntar, é uma pergunta indiscreta e provavelmente não vai gostar de falar sobre isso, mas. Por que se casou com a rainha Susana se não a amava? Isso é além dos seus deveres como rei para com seu país...

– Quando Susana e eu nos conhecemos Lilian, eu a amava. Por tudo aquilo que ela representava pra mim... –disse se escorando na grade do parapeito. – Era uma moça independente, gentil, agradável. Concordávamos em quase todos os pontos...

– E o que aconteceu?

– Ela se tornou rainha de seu país. E eu apenas seu excelente esposo, o rei!

– Susana deixou de ser a moça por quem se apaixonou?

– Susana virou uma mulher dura, e responsável demais...

– Ela é a rainha... Tem um dever importantíssimo.

– Exato! Algo que é mais importante do que seu casamento... Nós nos distanciamos com o tempo como se tivéssemos passado mais de cinquenta anos casados. Quando ainda tínhamos nada mais do que três...

– Por isso você busca nos braços de outra o prazer que deixou de sentir com sua esposa?

– Não... –ele se afastou do parapeito e andou até mim. – Eu procuro mais do que prazer! –disse tocando meu rosto. – Eu quero uma mulher que me mostre que ainda posso ser amado Lilian...

– E acha que eu posso ser essa mulher? –gaguejei.

– Só tem um jeito de saber...

Dito isso Pedro apertou seus dedos ao redor da minha cintura e tomou minha boca em um beijo súbito pelo qual eu já esperava ansiosa, mas ao mesmo tempo acreditava que apenas aconteceria alguns minutos mais tarde. Minha cabeça começou a fervilhar entre as palavras recém-ditas pelo rei, e as coisas que Caspian havia me dito naquela manhã. Pensei em interromper o beijo, me lembrando do quanto os homens conseguiam ser convincentes quando desejavam alguma coisa, mas logo a imagem de Caspian com Susana naquele maldito escritório veio a minha mente me deixando com raiva e repulsa daqueles dois. Também lembrei que o mesmo deveria estar naquele exato momento fazendo a mesma coisa com aquela vadia siliconada com quem ele cruzou por mim nas escadas do nosso prédio, não que isso me importasse, afinal eu já estava acostumada, mas me fez pensar que Caspian era a ultima pessoa no mundo que tinha gabarito e algum respeito pra me dar lições de moral. Ao mesmo tempo meu corpo já começava a dar sinais de vida enquanto Pedro me apertava contra ele, e andava comigo rumo a porta atrás de nós. Ele me prensou contra a mesma e nossos beijos se tornaram mais rápidos. Eu ainda segurava minha taça em mãos, e Pedro querendo que eu o tocasse, arrancou-a dos meus dedos e atirou a mesma no chão, espatifando em pedacinhos minúsculos. Depois ele me tomou nos braços me agarrando em seu colo enquanto envolvia minhas pernas em sua cintura e me carregava para dentro do cômodo. Subimos as escadas enquanto eu agarrava minhas mãos nos seus cabelos loiros e os despenteava, com fúria desejando que ele me jogasse logo naquela cama redonda e me fizesse esquecer todos os meus problemas.

Não demorou muito a acontecer, já que logo chegamos ao segundo andar e Pedro se colocou de joelhos sobre o colchão e se jogou na cama comigo ficando por baixo dele. Pedro acariciou minhas pernas desde as coxas até meus tornozelos por onde ele retirou meus sapatos e os jogou no chão. Eu abri os botões de sua camisa, e em seguida Pedro fico de joelhos entre minhas pernas retirando seu terno e o jogando escada abaixo, logo voltando a depositar seu peso sobre mim já com o peito descoberto. Ajudei-o a se livrar da camisa enquanto apertava seus braços firmes, e sentia os lábios dele no meu pescoço me mordendo me beijando, me lambendo. Pedro segurou minhas ancas com força apertando meu corpo contra o dele, enquanto meu vestido já estava totalmente ao redor da minha cintura me deixando apenas de calçinha debaixo dele. Imediatamente Pedro levou as mãos na cintura da mesma e puxou-a logo deixando o caminho livre para fazer o que ele bem entendesse comigo. Eu suspirava e buscava fôlego, conforme nossos corpos iam se tocando naquele frenesi de calor, que apenas despertava as coisas mais intimas em meu corpo. Eu o desejei mais do que qualquer coisa, e então Pedro abriu o zíper de sua calça logo abaixando junto com sua cueca boxe branca, enquanto eu ajudava a retirá-la com meus pés envolvidos pelas suas costas. Já quase totalmente despidos, a única coisa que faltava ser tirada era meu vestido, e meu sutiã. Pedro fez questão de arrancá-lo de mim em uma única puxada, me deixando sem fôlego. Então sem mais espera, sem mais demora e sem mais chance alguma de voltar atrás ele me invadiu com pressa e paixão enfurecida me fazendo gritar de prazer com aquela delicia que me adentrara com meu consentimento. Me agarrei as suas costas de unhas enquanto meus dentes mordiam seu ombro esquerdo, e sentia ele se movendo dentro de mim formando círculos perfeitos e prazerosos que me deixaram alucinada e querendo mais, e mais...

– Ah! Pedro! –eu gemi sem querer.

Ele urrava com a voz fraca, e tom grave enquanto me penetrava firme e majestosamente com aquela maravilha rija. Meus olhos mal conseguiam parar abertos cada vez que ele me violava com sua espada do prazer, indo e vindo em movimentos calculados milimetricamente com a única intenção de me matar de tanto desejo. Minhas pernas se balançavam sobre suas costas a cada entrada, mais profunda e minhas unhas incontroláveis o feriam instintivamente. Éramos como dois animais queimando em fogo intenso e contagiante. E aquilo tudo sequer permaneceu no básico, já que alguns minutos passados eu estava sentada sobre seu colo me movendo como uma amazona indomável em seu cavalo, enquanto Pedro apertava meus seios e os lambia e mordiscava. Acabamos com Pedro deitado sobre a cama, e eu sobre ele me movendo em saltos que o faziam dizer meu nome repetidamente enquanto sorria e me olhava. Pedro manteve os olhos o tempo todo em mim, mostrando o quanto estava feliz com aquele ato louvo e suicida. Eu estava louca por ele, e por todo aquele corpo, e só conseguia pensar em ter mais, e mais. Então finalmente após muitos gritos, giros, e fortes batidas de nossos corpos suados um contra o outro, eu atingi meu ponto máximo de prazer me desmanchando sobre ele enquanto acariciava meus cabelos e sorria como uma devassa incontrolável. Pedro não se demorou mais do que eu, e logo senti que algo era expelido de dentro dele e me preenchia. Aquilo não era problema, já que mesmo sendo uma moça solteira eu sabia muito bem que não deveria relaxar. Afinal nunca se sabe quando vai encontrar um cara legal em uma festa, ou uma reunião maluca, e acabar na cama com ele. Não que isso acontecesse com muita frequência, na verdade desde meu ultimo já fazia mais de um ano, exatamente o tempo que eu vivia no apartamento novo. Minha única tentativa de cair nos braços de um cara casual acabou comigo chorando no lado do mesmo, por que me sentia uma boba por estar fazendo aquilo. Motivo, umas doses a mais de tequila em um bar com amigas mais destrambelhadas do que eu. Mas aquilo com Pedro era diferente, tinha um motivo verdadeiro. Eu simplesmente queria aquilo, e não me sentiria culpada dessa vez. Deitei-me sobre seu peito largo enquanto ele sorria e acariciava minhas costas. Eu busquei o Maximo de ar que pude puxar para os pulmões e então ficamos ali, em silencio até encontrarmos algo sobre o que falar. Não fiquei com nojo de mim pelo que tinha feito, e na verdade tudo que eu queria era olhar na cara da rainha sabendo que eu tinha lhe dado o troco por todas as coisas irritantes, e todas as ofensas a que ela me submeteu, e isso incluía se atracar com meu melhor amigo. Que embora fosse um completo imbecil, eu gostava.

A noite não acabou com aquele nosso ato desesperado de paixão, muito pelo contrario. Pedro e eu ainda tínhamos uma noite inteira pela frente, e aproveitamos tomando banho de banheira juntos, bebendo champanhe, comendo morangos deitados naquela cama macia e confortável, e por ultimo nos envolvendo naquela dança deliciosa mais uma vez, até dormirmos pelo cansaço. Obviamente acordamos no meio da madrugada para mais uma rodada de loucuras, na qual fizemos amor no chão, nas escadas, em quase todo o cômodo, banhados entre frutas e bebida. Foi a noite mais luxuosa e perfeita da minha vida. Duvidei que encontrasse outro amante tão bem disposto a me satisfazer quanto o magnífico rei Pedro...