As Crônicas De Nárnia - A Filha De Aslam
23 Kalene é tentada na Ilha de Ramandu
Notas iniciais
E aí povo? Aqui vai mais um. Uma personagem muito odiada por todos vai aparecer neste cap! Já que as tentações de Lúcia, Edmundo, Caspian e Eustáquio já foram, quem é a próxima??? Isso mesmo! A tentação da Kanes vai aparecer neste! E talvez, só um talvez, ela brigue com a personagem odiada (como se ninguém soubesse quem é rsrsrs) Só mudei algumas partes pra encaixar a Kanes, tá?
Boa leitura!
Na praia, já no finzinho da tarde, uma parte da tripulação voltou à praia para ver o que fariam com Eustáquio, agora um dragão.
–Ele deve ter sido tentado pelo tesouro. — Disse Edmundo.–Mas todo mundo sabe que o tesouro de um dragão é encantado — Disse Caspian, ganhando um olhar irônico de Eustáquio. –Todo mundo em Nárnia, né, Caspian? — Disse Kalene, olhando para Caspian tão ironicamente como Eustáquio.–Tem algum jeito de voltar a ser gente? — Perguntou Edmundo.–Não que eu conheça. — Respondeu Caspian.–A Tia Alberta não vai gostar disso. — Disse Edmundo.Ripchip se desculpou amigavelmente para Eustáquio, por ter machucado sua pata, quando lhes foi anunciado que os botes estavam prontos para voltarem ao navio.–Não podemos deixá-lo aqui. — Disse Lúcia.–Não podemos trazê-lo a bordo, majestade. — Disse Drinian.–Drinian, você e os outros voltam num bote só. Vamos ficar aqui até de manhã. Pra decidir o que fazer. — Disse Caspian.–Mas estão sem provisões. — Disse o pai de Gael. — E sem meios de se aquecer, majestade.Nessa hora, Eustáquio cuspiu fogo em direção a uma pilha de galhos, provando não ser tão inútil quanto era antes.–O que disse? — Perguntou Ripchip, ironicamente.Drinian e alguns homens voltaram ao navio, enquanto Caspian, Edmundo, Kalene, Lúcia, Gael e Ripchip ficaram na praia com Eustáquio. Eddie estava deitado ao lado de Caspian, conversando sobre as constelações e sobre o pai de Caspian, enquanto Kanes estava deitada junto de Lúcia e Gael, sendo que as duas meninas conversavam sobre mães. Essa conversa incomodou um pouco Kalene, pois ela só tinha Aslam de família, e não sabia, nem nunca iria saber o que era ter mãe. Ripchip resolveu ficar acordado com Eustáquio, para confortá-lo e contar histórias para ele quase a noite toda.No meio da noite, Kalene acordou e se virou para o lado, notando que Edmundo também estava acordado, olhando para ela. Ela fez aquela carinha irônica e acenando um "não" com a cabeça, de modo que dizia "não acredito que ele está fazendo isso". Então, ela fez um gesto com dois dedos, chamando-o para deitar com ela. Ele negou com a cabeça, apontou para ela e fez o mesmo gesto, de modo que dizia "Nada disso. Você que vem aqui.". Ela bufou e cedeu ao pedido, levantando-se e deitando ao lado dele.Ele a aninhou depois de beijá-la muito, é claro. Os dois verificaram se Caspian estava realmente dormindo antes de fazerem isso. Assim que se ajeitaram, depois de muito tempo, Kalene estava com a cabeça no peito de Edmundo, sentindo as batidas fortes do coração dele. Vendo que ela o estava abraçando ainda mais forte, ele começou a acariciar seus cabelos (estavam soltos) longos e levemente cacheados. Então, ela se arriscou a pergutar.–Você sempre fica assim perto de mim? — Perguntou Kalene.–Fico assim sempre que penso em você. — Respondeu Edmundo.–Eu também. — Disse Kalene, com um sorriso. — Sabe, quando eu te vi no mar, eu não acreditei. Achei que fosse uma visão, ou uma miragem.–Em casa eu tinha sonhos com você todas as noites. E sempre acordava irritado, porque você nunca estava lá realmente. — Disse Edmundo.–Estou feliz de estar com você. Mesmo que seja por pouco tempo. — Disse Kalene.–Um dia vai ser pra sempre. Eu prometo. — Disse Edmundo, se abaixando para beijar a testa dela.Ambos sabiam que Edmundo não ficaria ali para sempre. Mas iriam aproveitar ao máximo, enquanto durasse. Os dois dormiram abraçados, um ao outro. Naquela manhã, Gael acordou Lúcia e a mostrou no céu o que eles estavam procurando há tempos.–Pessoal, acordem! É a Estrela Azul! — Disse Lúcia, acordando todos.Todos olharam para aquela estrela de um jeito fascinante. Só que quando estavam voltando para o navio, Lúcia acordou do transe e se lembrou que quando acordou, viu Kalene e Edmundo dormindo abraçados. Não disse nada ali, pois ela queria conversar só com Kalene. Mais tarde, estavam na traseira do navio, somente Lúcia e Kanes.–Você dormiu com o meu irmão a noite toda? — Perguntou Lúcia.–Não foi bem a noite toda, mas por algumas horas. — Respondeu Kalene. — Por que? Tem algum problema?–Não. Pelo menos não da minha parte. — Respondeu Lúcia. — O Ed te ama, Kanes. Ele te ama tanto que lá em casa, ele dava um fora em todas as garotas que o paqueravam.–O que? — Perguntou Kalene, perplexa. — Mas que história é essa de outras garotas?–Não precisa se preocupar. Ele já disse pra mim que não quer nenhuma, só você. — Respondeu Lúcia.–Hm, e ele não cortejou nenhuma outra garota, né? — Perguntou Kalene, enciumada.–Tá com ciúmes dele, Kanes? — Perguntou Lúcia, rindo da amiga.–Mas é claro que eu estou! Sabe-se lá quantas garotas ele corteja no mundo de vocês! — Respondeu Kalene. — E eu aqui, recusando todos os pedidos de casamento de reis vizinhos!–Pois continue recusando. Ele está sendo fiel, acredite. Se você traí-lo, vai literalmente despedaçar o coração dele. — Disse Lúcia.
De repente, as duas avistaram uma das sereias nadando no mar, lhes dizendo para voltarem. Mais tarde, o vento sumiu e tiveram que retirar as velas.–O vento foi embora. — Disse Drinian.–E como é que vamos chegar agora na Ilha Ramandu? — Perguntou Edmundo.–Eu digo que alguma coisa não quer que a gente chegue lá. — Respondeu Drinian.Os tripulantes estavam ficando com fome e ameaçando comer Eustáquio no jantar. Foi quando sentiram um solavanco, e o barco sendo puxado. Acharam que tinham batido em alguma coisa, mas quando viram, era Eustáquio que estava puxando o navio, em direção à Ilha de Ramandu, provando ser ainda mais útil.Mais tarde, o Peregrino da Alvorada finalmente chegou na Ilha de Ramandu. Diferente das outras, era uma ilha cheia de plantas e árvores. Todos acharam o lugar bonito. Começaram a explorar a ilha até chegarem em uma mesa grande, cheia de comida. Mas haviam três homens "congelados" sentados em uma das pontas. Em susto, Caspian, Edmundo, Lúcia e Kalene empunharam as espadas. Mas vendo que eles não se mexiam, chegaram mais perto, tirando o mato dos rostos deles.–Lorde Revilian. — Disse Caspian, vendo o emblema do homem. — Lorde Mavramorn. — Disse Caspian, olhando para outro homem. — Lorde Argos. — Disse quando Lúcia retirou o cabelo do rosto de outro dos homens.Para a surpresa deles, os lordes estavam respirando e Caspian disse para a tripulação não comer a comida. Edmundo notou a faca de pedra (a mesma que a Feiticeira Branca usou para matar Aslam) e disse que aquela era a Mesa de Aslam.–As espadas deles. — Disse Caspian, retirando as espadas com a ajuda de Edmundo. — Põe na mesa.–Tem seis. — Disse Edmundo.–Ainda falta uma. — Disse Caspian.–É, mas onde está? — Perguntou Kalene.Nessa hora, as espadas começaram a irradiar um brilho azul e aquela Estrela que os guiou começou a descer do céu.–Olhem! — Disse Lúcia.Assim que a estrela chegou no chão, tornou a forma de uma garota loira usando um simples vestido branco. Mas ela estava irradiando aquela aura azul característica.–Viajantes de Nárnia, bem vindos. — Disse a garota, e todos se curvaram. — Levantem-se. — Todos se levantaram. — Não estão com fome?–Quem é você? — Perguntou Edmundo, olhando para a estrela e ganhando olhares enciumados de Kalene.–Eu sou Lilliandil, filha de Ramandu. Sou a guia de vocês. — Disse Lilliandil, com um sorriso no rosto.Caspian e Edmundo olhavam fixamente para Lilliandil, como se ela fosse algum tipo de anjo. Kalene estava tendo seu primeiro acesso de ciúmes, e por algum motivo, fez abrir uma passagem na parede só com a força do pensamento. Obviamente, ninguém viu ela fazendo isso, pois todos estavam ocupados ou comendo ou olhando para a estrela.–Você é a estrela? — Perguntou Caspian.Ela apenas assentiu. Edmundo e Caspian continuavam a se aproximar. Lúcia começou a notar a alteração de Kalene, mas se manteve quieta. Kalene, tentando controlar os ciúmes, repetia para si mesma: Concentre-se, concentre-se, concentre-se.–Você é muito linda. — Disse Caspian.–Se for uma distração pra você, eu posso mudar de forma. — Disse Lilliandil, timidamente.–Não! — Disseram Caspian e Edmundo ao mesmo tempo.–Você está se sentindo ofendida, Princesa? — Perguntou Lilliandil, notando a fúria no olhar de Kalene.–Como sabe quem eu sou? — Perguntou Kalene, num tom frio.–Eu vivo há quase tanto tempo quanto você. E de vez em quando, observo seus atos do céu. — Respondeu Lilliandil.–Bem, eu posso não me sentir ofendida, mas me sinto irritada. Por motivos que os dois bobões aí — Ela apontou para Ed e Caspian. — já sabem!–Kanes, vem aqui um minuto. — Chamou Lúcia e Kalene foi ao lado dela.–Você viu o jeito que ele está olhando para ela? Parece um zumbi! E ele nunca olhou assim pra mim antes. Ela é mais bonita do que eu? -Sussurrou Kalene para Lúcia.–Deixe de besteira! Mas é melhor eu puxar a orelha do Edmundo de novo, só pra garantir. — Sussurrou Lúcia, indo em direção a Edmundo e puxando a orelha dele para trás.Lilliandil discursava alguma coisa para os tripulantes sobre a Mesa de Aslam e conversava com Caspian sobre os fidalgos.–Edmundo, o que diabos você está fazendo? Pirou de vez?- Perguntou Lúcia.–Do que você está falando? — Perguntou Edmundo, passando a mão na orelha puxada.–A Kanes tá se mordendo ali atrás, pronta pra te dar um soco e você babando pela Lilliandil! Esqueceu que você já tem uma rainha? — Disse Lúcia.–Não consegui evitar, essa garota é tão bonita que grudei meus olhos. — Disse Edmundo.–Mais bonita do que a Kanes? — Perguntou Lúcia.–Claro que não! — Respondeu Edmundo. — Mas cadê ela? — Perguntou quando viu que Kalene não estava mais ali.Lilliandil os chamou e tiveram que segui-la até uma costa. Mesmo com Edmundo querendo ir atrás de Kalene. Lá, eles viram a Ilha Negra pela primeira vez fora do mapa.–O mago, Coriakin, lhes falou da Ilha Negra? — Perguntou Lilliandil.–Falou. — Respondeu Caspian.–Em breve, o mal será irreversível. — Disse Lilliandil.–Coriakin disse que pra quebrarmos o feitiço precisamos pousar as sete espadas na Mesa de Aslam. — Disse Caspian.–Ele disse a verdade. — Respondeu Lilliandil.–Só achamos seis. Sabe onde está a última? — Perguntou Lúcia.–Lá dentro. — Respondeu Lilliandil, apontando para a Ilha Negra. — Vão precisar de muita coragem.De repente, ouviram um grito estridente, vindo de algum lugar ali perto.–Kalene! — Disse Edmundo, empunhando a espada e correndo em direção do lugar de onde veio o grito.Flashback:Enquanto Lúcia falava com Eddie, uma névoa verde passou na frente de Kalene e ela ouviu a voz de seu pai na cabeça para seguir aquela névoa. Sendo a névoa, obviamente não era o Aslam verdadeiro. Ela ficou hipnotizada com aquela névoa e a seguiu pelo buraco que abriu na parede. Acabou que o buraco deu em uma floresta de cipós com um único espelho pendurado em uma das árvores. Primeiro, ela viu seu reflexo, mas quando a névoa atingiu o espelho, o reflexo dela se transformou no de Lilliandil. –Não é tão bonita quanto eu! — Disse o reflexo.O reflexo, então, mudou para o da Feiticeira Branca, deixando Kalene ainda mais assustada.–Não é tão poderosa quanto eu! — Disse o reflexo.De repente, os cipós vieram de todas as direções e amarraram Kalene pelos pulsos e canelas, suspendendo-a e fazendo alguns machucados. Então, o reflexo do espelho se transformou no de Aslam.–Você é fraca! Não é digna de ser Rainha de Nárnia! Eu estou muito desapontado com você! — Disse o reflexo.Começou a ventar naquele espaço, um vento estranho, do tipo rotativo. Ventava comente em volta de Kalene. Foi quando ela gritou.–Pare com isso! — Gritou Kalene.Flashback ends.Foi nesse momento em que Edmundo empunhou a espada e correu atrás de Kalene, sendo seguido por Lúcia e Caspian.Continua.
Notas finais
Podem esganar a Lilliandil agora, eu deixo kkkkk. O que acharam da tentação da Kalene? Na hora dos cipós ali, me inspirei no filme “A Morte do Demônio”, quando a personagem Mia começa a ver coisas na floresta.
Kisses :3
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