As Crônicas De Asgard-o Martelo Sagrado
2 Capítulo 1:Meto-me em encrencas
Notas iniciais
Acordei assustado, com aquela risada macabra fria e grave. Estava todo empapado de suor. Um pesadelo. Só podia ser. Era só o que me faltava. Ultimamente tenho tido pesadelos. Sempre os mesmos, todas as noites. Uma droga isso. Ah, e a propósito, meu nome é Michael Fisburne. Tenho quinze anos. Estou no 1º ano do colégio da cidade de Nova Iorque. Tenho cabelos lisos e negros, como a escuridão. Sou um pouco alto, tenho 1 metro e 70 cm de altura. Tenho olhos azuis. Não sou popular no colégio de Nova Iorque (bem que eu queria, mas...), pois eles acham que eu sou diferente.
Tenho dois amigos: Mark Campbell e Anna Williams. Mark é meu velho amigo, desde crianças somos amigos. Era alto e de pele negra, e era um cara legal. Por isso era meu melhor amigo. È meu único amigo.
E quanto a Anna Williams... Ah, cara. Sou apaixonado por ela. Cara, ela é linda!Ela não é muito alta,nem baixa.Ela é um pouco menor que eu,tinha longos cabelos castanhos e lindos olhos verdes,como esmeralda.E um belo rosto,devo admitir.Tá,chega de falar de mim.Vamos ao que interessa.
Lá estava eu, no intervalo das aulas, na lanchonete da escola. Eu estava prestes a pegar o macarrão e colocar na bandeja,quando o valentão da escola ,Keith Bale, estava lá roubando comidas dos novatos da escola. Os novatos, não podiam reclamar,ou levariam socos e pontapés de Bale e seus capangas.Bale era gordo,enorme,como um jogador de futebol americano ,tinha as mãos do tamanho de luvas de beisebol,imagino um a mão daquele tamanho te dando um soco.Deve doer muito mais que um soco normal,e era muito mais velho que todos que ali estudavam.Havia tomado 4 bombas quando chegou no 2º ano.Tinha aproximadamente uns 20 anos.
Eu estava quase pegando o macarrão, aí chega o Bale e rouba o meu macarrão.Virei-me pra ver quem é que havia pegado.Arregalei os olhos quando vi que era Keith.
-O que está olhando, Novato?
-N-nada. -gaguejei
-Acho bom, pirralho. -e saiu.
Mark e Anna estavam sentados em uma mesa no canto esquerdo, onde sempre sentávamos, quando eu me juntei a eles e comentei:
-Puxa aquele idiota do Bale, por que sempre rouba as comidas dos novatos?
-Não sei Michael. Acho que ele não gosta de gastar o dinheiro dele. -Sugeriu Mark.
Bale era rico, onde o pai era dono de uma rede de supermercados. Bale sempre fora arrogante, adorava mexer com os calouros do 1º ano.
Anna não disse nada, mas riu da sugestão de Mark.
Mark era sempre engraçado, fazia piadinhas quase o tempo todo, o que fazia que todos gostassem de conversar com ele.
-Quem você disse que era Idiota?-disse uma voz atrás de nós. Era um dos amigos de Bale, Cody Higgins.
Cody era alto, não tanto quanto Bale. Tinha uma cara magra, e era muito magro. Tinha uma cara de cavalo. Usava sempre uma touca, e uma camisa de heavy metal. Era um cara bem estranho.
-Não te interessa, magricela. -Disse Mark, secamente.
-Cala a boca,seu preto!
Cody era muito preconceituoso, pois era um Skinhead, que adoravam o Hitler.
Mark não disse nada, mas ele olhou raivosamente para Cody.
Eu me levantei, e disse:
-Não mexe com meu amigo,Cody- me segurei pra não chamá-lo de magricela-E a propósito,o idiota é Bale.
Cody soltou uma risada.
-Você se arrependerá muito,de ter ofendido o meu amigo,novato.-Disse ,maliciosamente Higgins.-Vou contar pra ele.-e saiu.
Senti uma onda de medo dentro de mim.Brigar com um valentão era um erro.Ofendê-lo,pelas costas,pior ainda.
-O que deu em você,Michael?Ficou louco?-disse Anna.
-Eu não sei...ele ofendeu Mark,e eu não agüentei.Tinha que falar umas verdades para ele.
-Cara, cometeu um grande erro. Não ligo para o que eles dizem sobre mim, cara. -Disse Mark.
-É...eu sei.
Mark olhou por detrás de mim, arregalou os olhos e disse:
-Michael... Acho melhor você sair daqui. E depressa!
-Por que?-perguntei.
Ele apontou para trás de mim, lá na porta da lanchonete. Bale e seus capangas estavam vindo atrás de mim.
Eu e Mark levantamos depressa da mesa, e deixamos Anna na mesa,pois os valentões nunca mexiam com as meninas.Saímos apressadamente.Aparentemente,Bale nos viu,pois gritou:
-Atrás deles, rápido!
Estávamos correndo, com Bale e seus capangas em nosso encalço.
Ficamos correndo pelo corredor da escola, que estava cheio de estudantes, que reclamavam quando passamos correndo por eles e derrubamos os livros que seguravam:
-Ei!Olhem por onde andam!
O corredor era reto, tinha vários armários, onde guardamos nossos livros e pertences.Corremos até as portas duplas e fomos parar no pátio da escola,e pelo visto não tinha saída , por causa do portão.Estava fechado e só abriria no final da aula ,assim que o sinal batesse.Não daria tempo para escalar o portão.Viramos e vimos Keith com seus três capangas chegando.
Assim que ele chegou, ele disse para nós:
-Você é um garoto morto, Fisburne. E Você também, Campbell.
Cody sorriu maliciosamente.
Estávamos cercados. Senti uma onda de raiva e medo dentro de mim. A adrenalina já estava em ação. Mark estava calmo, o que era muito estranho.
-Cody e Gary, cuidam de Campbell. Já eu e Roy cuidamos de Fisburne.
Gary era gordo, mas não era mais gordo que Keith. Era outro skinhead, assim como Cody. Usava uma camisa do Metallica e tinha um moicano espetado na cabeça. Já Roy era magro, com seu cabelos ruivos aparados a navalha,cortados ao estilo militar.Tinha uma tatuagem de uma águia no braço.Era tão feio,que parecia uma assombração no meio da estrada.
Keith Sorriu com malícia e ira nos seus olhos. De repente, nuvens negras surgiram no céu ,e começou a relampejar.
Aparentemente, Bale e os capangas ignoraram. Vindo de dentro da escola chegou um garoto, gritando:
-Briga. briga,briga!
Em segundos a escola inteira estava no pátio, assistindo ao 1º round.
Roy e Bale avançaram contra mim, assim como Cody e Gary avançaram contra Mark. Bale tentou dar um soco na minha barriga, mas por incrível que pareça, me desviei rapidamente.
-Não tão rápido, Fisburne!Vai levar uma surra!
Roy deu uma investida no meu rosto, eu abaixei e agarrei seu braço,e aproveitei e dei soco no rosto.Acertei em cheio.Roy caiu.Mas em seguida levantou.
A platéia gritou: ”Uh!”. No outro lado do pátio, Mark enfrentava calmamente Gary, que investia com socos e pontapés, enquanto Mark desviava com facilidade. Gary, cansado, parou um pouco para respirar. Mark aproveitou e deu chute na barriga. Gary voou uns 3 metros para trás e caiu no chão.
A platéia grita: ”Oh”. Chute impressionante. Não sabia que Mark era capaz disso. Imagino que tenha feito algumas aulas de caratê. Pelo visto, Mark não tinha dificuldades em combates corpo-a-corpo.
Acabei me distraindo, e levei um soco muito forte no rosto. Era Bale que havia dado um soco. Caí no chão. Senti minha raiva aumentando. De repente, começo a ventar muito forte. Dessa vez, Keith percebeu a ventania e olhou para mim, tipo “ainda te estrangulo”.
Anna Williams aparece no meio da multidão e ,aparentemente ,viu algo de errado,e gritou:
-Mark!Pare com isso!Já!-havia alerta em sua voz.
Mark derrubou Cody com apenas um soco, e deu um chute no rosto de Gary. Os dois acabaram se rendendo,e saíram correndo.A platéia não perdia um detalhe e gritou ”Oh!” outra vez.
Mark olhou para Anne e depois para mim,e veio correndo na minha direção:
-Já chega ,Bale.Já fez o que queria.Michael,acalme-se.Agora!-disse Mark ,alerta.
-Não.Ainda não acabei,moleque.
-Sim,você acabou.-disse uma voz,vindo detrás da multidão.
A ventania diminuiu e a tempestade sumiu em um piscar de olhos.
Os estudantes abriram o caminho para a voz.Era o professor Jenkins.Professor Jenkins dava aulas de inglês ,e era o professor mais brilhante e mais legal que eu havia conhecido.Era meu professor favorito.Sempre fazia piadas em sala e explicava muito bem as matérias,de um jeito mais criativo,com brincadeiras.
-Professor...-consegui dizer
-Todos vocês,para a sala do diretor agora.-disse calmamente o professor.
-S-sim, senhor-disseram Keith e seus capangas em uníssono.
Eu e Mark já íamos juntos para a sala do diretor, quando o professor disse:
-Vocês não, rapazes.
-Por que não?
-Vocês não fizeram nada de errado.E vocês devem isso a sua amiga.
Anna chegou perto de nós.E disse:
- E então,o que estão esperando?
-Obrigado-dissemos juntos,eu e Mark,em uníssono.
-E obrigado,professor.Devemos essa.
-Nada,rapazes.Cuidem-se.Levarei os garotos para a sala do diretor Martin.Cuidem-se rapazes.-e saiu o professor.
O Diretor Martin era um homem baixinho,careca,e usava óculos.Era o diretor mais rígido que havia visto na vida.Bale e os outros ,provavelmente,tinham 99,9% de chance de ser expulso.
-Então,Michael e Mark,da próxima vez,me escutem.-disse Anna
-Pode deixar,senhora.-dissemos juntos de novo.
-Senhorita é o termo certo.-brincou Anna.
Soltamos gargalhadas,quando o sinal bateu e voltamos para a sala.
No fim da aula, lá estava eu voltando para casa, com o Mark e Anne. Então, vimos uma tempestade se aproximando logo na cidade. O que está havendo?Pensei.
-O que está acontecendo?-perguntou Anne, surpresa.
-Parece... Uma tempestade. -Murmurou Mark.
-Vamos, gente, Vamos para casa, e avisar nossos pais. Aliás, minha mãe.
Para falar a verdade, eu não tinha pai. Apenas um padrasto, o James.Ele era um cara legal,eu o chamo de James ,e ele insiste para que o chame de pai.Mas na verdade,nunca conheci meu pai biológico.Queria ter conhecido ele.Para jogar na cara dele ,tudo que está entalado na minha garganta,por tem abandonado minha mãe e eu quando era bebê,podia pelo menos ter ido á minha primeira partida de futebol.Ainda sinto raiva do meu pai,tento perguntar á minha mãe sobre ele,mas ela simplesmente me diz que ele fazia parte do exército e foi para o Iraque semanas depois de eu ter nascido e nunca mais voltou,e nem deu notícias.
Ah, esqueci de dizer. Minha mãe é Mary Fisburne. Ela não é daquelas mães do tipo “arruma seu quarto” ou “faz seu dever agora”. Ela é uma pessoa adorável, caridosa (já chegou a colocar até cachorro vira-lata na nossa casa, então ficamos com ele, demos o nome de Jazz, porque ele ouve alguma música de jazz, ele começa a uivar ,como se estivesse cantando junto com a música.Uma coisa bem engraçada.),do tipo que diz “querido” para todos que ela conhece.Ela tinha cabelos pretos ,longos e lisos,como eu.Mas seus olhos não eram azuis.Eram castanhos.Era mais baixa que eu,e era muito bonita.Chega(de novo) de falarmos disso.Vamos ao o que interessa.
Eu e meus amigos nos separamos,cada um para a sua casa.Eles moravam em Forest Hills,enquanto eu morava no Brooklyn.Cheguei em casa,lá estava minha mãe,na cozinha,fazendo ovos.Era uma casa de dois andares ,mas simples e discreta.
-Oi, mãe.
-Oi, querido. Como foi a aula?
-A mesma coisa de sempre. Aquela chatice.
-Um dia, você verá o quanto a escola foi importante para sua carreira, querido. -Todo dia era o mesmo papo.Ela é quem não sabia as brigas que eu enfrentava na escola,eu preferia não contá-la para não preocupá-la.Ela se preocupa demais com coisas pequenas.
-E onde você arrumou essa ferida no rosto?
-Que ferida?-perguntei
-Essa marca roxa na bochecha.
-Ah...Eu bati a cara no poste quando voltava pra cá.-menti.Nunca vi uma mentira tão absurda,essa marca era o soco que Bale havia me dado.Aparentemente,mamãe caiu na minha mentira.
-Da próxima vez,tome cuidado.
-Tá, mãe. Mudando de assunto, estava voltando da escola com o Mark e a Anne, e vi uma tempestade se aproximando do outro lado da cidade.
-Uma tempestade?!-de repente, minha mãe ficou assustada, mas voltou a se acalmar.
-O que foi mãe?Algum problema?
-Não... Nada, meu filho.
-Mãe,tem certeza que está bem?-disse eu, desconfiado.
-Tenho, querido.
Na hora que eu ia perguntar o que havia de errado com minha mãe (sou muito insistente, sabe?), James chega do seu serviço (era dentista, e eu sempre tinha que ir lá fazer limpeza dos dentes, uma tortura isso) e fala:
-Oi, querida. Oi, Mike. -Ele sempre me chamava de Mike, não Michael. Era o único que me chamava de Mike. Quanta intimidade.
-Olá ,James.-falei
-Ah, Mike.Quando é que você me chamará de “pai”?
-Tenha paciência, querido-disse a minha mãe. -Michael precisa se acostumar com você primeiro.
Minha mãe havia se casado com James havia alguns meses,e eu tinha dificuldades em chamá-lo de pai.
- Ah... Tá. -disse ele, constrangido.
-Tudo bem, mãe. Pronto, mãe, acabei de comer, vou para cima fazer as tarefas de casa. Tchau, James.
-Tchau, Mike.
-Vai lá, querido.
Subi as escadas e fui para meu quarto (uma bagunça, como sempre, tenho muuuita preguiça de arrumá-la). Uma coisa me impressionou quando a vi. A vista da minha janela dava para ver várias nuvens negras, do outro lado da cidade, aproximando-se cada vez mais de Nova Iorque.
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