As Crianças Do Tempo

2 Capítulo 2 - Lar, doce lar.


Notas iniciais
No capítulo 1, nosso grupo acaba tendo um destino inusitado ao voltarem à se aventurar...

- N-nós não podemos estar aqui. – Disse o Doutor, chorando. – Esse lugar é travado no tempo! É impossível entrar aqui.

- Não é o meu diagnóstico. – Resmungou Moe.

- Que diagnóstico? Eu sou o Doutor aqui! – Ralhou o mesmo.

- Eu também tenho um Doutorado em medicina e psicologia, mas acho que isso não vem ao caso agora. – Disse Moe.

- Não mesmo. – Ralhou o Doutor. – Agora, queria saber como viemos parar aqui...

- Veja pelo lado positivo. – Explicou Azul. – Pelo menos, estamos no topo de uma montanha, longe dos campos de batalha!

- Ainda assim, isso não faz sentido! – Disse Ghe. – Não foi a TARDIS que nos trouxe aqui! Quem foi?

- FOMOS NÓS. – Disse uma voz robótica.

Então, eles perceberam. Um grupo de 4 Daleks estava atrás da TARDIS, com uma grande máquina que parecia uma versão ampliada e um pouco mais high-tech de uma antena de rádio.

- O Culto de Skaro. – Disse o Doutor, com um tom zangado de voz. – Que desprazer vê-los novamente.

- NOVAMENTE?! – perguntou um dos Daleks. – NÓS NUNCA NOS VIMOS ANTES! EXPLIQUE! EXPLIQUE!

- Nossos caminhos se cruzarão em seu futuro. – Disse o Doutor. – Dalek... qual deles é você, mesmo? Eu não sou xenofóbico, mas, cara... vocês parecem todos iguais!

- SOU DALEK SEC! – Disse o Dalek.

- DALEK CAAN. – Disse um outro.

- DALEK JAST. – Disse um terceiro.

- E DALEK THAY. – Disse o último.

- EXTRAVIAMOS SUA TARDIS PARA FORÇAR-LOS À NOS AJUDAR À DESTRUIR GALLIFREY! – Gritou Dalek Sec. – CASO CONTRÁRIO, SERÃO EXTERMINADOS!

- E como vocês fizeram isso? – Perguntou o Doutor, apontando sua chave de fenda sônica para a grande torre de rádio. – Isso é tão avançado que nem minha chave de fenda sônica consegue decifrar!

- TECNOLOGIA DE PONTA DALEK – Explicou Dalek Caan – NÃO QUERÍAMOS PEGAR UM SENHOR DO TEMPO NO MEIO DO CAMPO DE BATALHA PARA NÃO ARRISCARMOS NOSSAS VIDAS, ENTÃO CONSEGUIMOS PEGAR UM QUE ESTAVA VIAJANDO DISTANTE NO ESPAÇO.

- MAS POR QUE VOCÊ É UM PINGUINÓIDE E NÃO HUMANÓIDE?! EXPLIQUE! EXPLIQUE! – Exigiu Dalek Jast.

O Doutor deu uma risadinha.

Todos olharam estranhamente.

- Desculpe, pessoal, mas é que é realmente muito engraçado ver um Dalek dizendo “pinguinóide”. – Justificou o Doutor.

- EXPLIQUE! EXPLIQUE! – Exigiu Dalek Thay.

- Ok, ok. Regeneração. Algo deu errado na minha, e eu fiquei assim. Satisfeitos? – Perguntou o Doutor.

- SIM. – Respondeu Dalek Sec. – AGORA UNA-SE A NÓS!

- E como eu supostamente deveria fazer isso? – Perguntou o Doutor.

- MATANDO OS SENHORES DO TEMPO LÁ EMBAIXO. – Disse Dalek Jast.

- E se eu recusar? – Perguntou o Doutor.

- ENTÃO... – Falou o Dalek Caan. – VOCÊ E SEUS AMIGOS SERÃO EXTERMINAD-

- ABAIXEM-SE! – Gritou Ghe.

Foi quando os Daleks Sec, Caan, Jast e Thay foram subitamente atingidos por uma TARDIS, que passou voando e zunindo rente à montanha onde eles estavam parados. Ghe, Rodrigo, Moe, Clock e o Doutor só escaparam de serem atingidos pois abaixaram na hora.

Eles levantaram-se e olharam para a TARDIS, que zunia voando para o campo de batalha. A TARDIS também tinha o formato de uma cabine policial azul londrina, como a do Doutor, mas era diferente em alguns detalhes.

- OBRIGADO, DOUTOR! – Gritou o Doutor.

- Hã?! – Perguntou Rodrigo, confuso.

- Oh, aquele sou eu mesmo, na época em que lutei na Guerra do Tempo. Se me lembro bem, minha 8ª regeneração. E... agora sei em que eu bati com a TARDIS antes de descer no campo de batalha naquele dia. – Explicou o Doutor.

- E pra onde foram aqueles Daleks? – Perguntou Azul.

- Infelizmente, sobreviveram. – Disse o Doutor, triste. – Sei disso pois volto à encontra-los no meu passado, futuro deles. Mas provavelmente fugiram, ou caíram tão lá em baixo que já não vale à pena subir aqui de novo.

- Então... podemos ir embora? – Perguntou Clock, envergonhado.

- De jeito nenhum! – Exclamou o Doutor. – A Guerra do Tempo está podendo ser acessada! Isso nunca poderia acontecer! Precisamos arranjar um jeito de selar isso! Mas, se o fizermos, não poderemos sair daqui...

- Doutor, eu tenho uma ideia... – Disse Ghe. – Mas você terá que alterar o circuito camaleão da TARDIS.

- Não dá! Isso é impossível! – Respondeu o Doutor.

- Mas é claro que não é! Você não reparou que a TARDIS vai mudando através do tempo? – Perguntou Ghe.

O Doutor olhou pra TARDIS.

-V-você tem razão... – Balbuciou o Doutor.

- Já limpou a poeira da área responsável pelo circuito camaleão? – Perguntou Ghe.

- N-não... – Balbuciou o Doutor.

- Francamente, Doutor. – Disse Ghe, entrando na TARDIS. – Deixe-me cuidar disso.

Então, alguns minutos depois, a TARDIS cresceu tanto de modo que ficou maior que a torre dos Daleks, e, depois, desapareceu.

- ESPERE, GHE! – Gritou o Doutor. – O QUE ESTÁ FAZ...

Então, a TARDIs se re-materializou alguns metros à frente, “engolindo” a torre Dalek.

Ghe saiu de lá.

- Problema resolvido. – Explicou ele. – Agora é só viajarmos pra outro lugar e desativarmos a torre.

- Ghe... você é um gênio. Vamos, vamos fazer isso.

Então, todos entraram na TARDIS. (Cujo o teto havia ficado um pouco mais alto para sustentar à torre)

- Então, pra onde vamos? – Perguntou o Doutor.

- Melhor me deixar pilotar. – Disse Ghe. – Isso é importante. Melhor evitarmos estragos.

- Ei! – Reclamou o Doutor. — ...verdade.

- Vamos para algum outro lugar... hm... Magrathea! — Sugeriu Ghe.

- Faz tempo que não vou lá. – Disse o Doutor.

- Magra-o-que?! – Perguntou Azul.

- Um planeta que fabrica planetas. – Explicou Ghe, mexendo nos controles da TARDIS.

- Precisamos ir mais fundo... – Disse Clock.

- Na verdade, é só puxar mais essa alavanca. – Disse Ghe, puxando-a. – Pronto!

- Agora... Ghe, você ainda tem a sua chave de fenda sônica? – Perguntou o Doutor.

Ghe tirou uma chave de fenda sônica de ponta vermelha debaixo de seu chapéu.

- Sempre. – Respondeu ele.

Então, Ghe e o Doutor ajustaram as chaves de fenda numa certa frequência e as apontaram para a torre, apertando os botões.

A torre, com um estalo metálico e umas faíscas, foi desativada.

Porém, na hora em que Ghe e o Doutor iam comemorar, eles hesitaram e caíram no chão, e começaram à gritar de dor.

Então, de forma monstruosa, o Doutor se mutou em um humanoide alto, com cabelos castanhos longos e desgrenhados e de terno verde.

Já Ghe, mutou-se em um humanoide alto, de olhos verdes e cabelos pretos, curtos. Suas roupa se transformaram em trajes vermelhos pomposos com gola, os padrões de Senhores do Tempo.

- Q-q-quem eu sou?! – Perguntou o Doutor.

- O Doutor. – Respondeu Clock.

- Ah, é. – Disse o Doutor, sacudindo a cabeça. – Agora eu me lembrei.

Então, puxou uma mecha de cabelo para frente do rosto.

- Ainda não ruivo? – Lamentou-se. – Esse cabelo me parece familiar...

- Ghe, você está bem? – Perguntou Moe.

- Não sei quem é esse Ghe de que você está falando... – Disse o novo Ghe, levantando-se. – Aqui só há O Mestre.

Notas finais
Referências usadas no texto:
- A fala "Não é meu diagnóstico" de Moe, no comecinho do capítulo, é uma referência à mesma fala do Espantalho em "Batman: O Cavaleiro das Trevas".
- O Culto de Skaro realmente aparece diversas vezes na série Doctor Who.
- A Guerra do Tempo realmente é um evento que aconteceu e destruiu Gallifrey nos quadrinhos de Doctor Who.
- A fala "Precisamos ir mais fundo", de Clock, é uma referência ao filme Inception.
- E quanto às mutações de Ghe e do Doutor ao final... veremos no próximo capítulo.