Ela estava de frente para os meninos, que se reuniam em um pequeno grupo, encarando-a com medo.

– Possessão! – Gritou Quézia.

– Rápido, Alex, procure um livro de exorcismo! – Gritou Vittória.

Eles ainda tentavam tomar distancia, mas a cada segundo a bibliotecária se aproximava em passos lentos e mancos.

Enquanto Alex corria, atrás do livro de exorcismo. A estante que ele estava se dirigindo caiu, embaralhando todos os livros.

O tremor só aumentara.

– ALEX, CUIDADO! – Gritou Bejamin.

A bibliotecária havia parado olhado na direção do menino. Levantou sua mão direita.

Alex parou, olhando para a mulher com a mão estendida.

Ela estalou os dedos... três vezes.

Na primeira ele apagou.

Na segunda foi colocado de pé.

Na terceira... De forma horripilante e assustadora, o corpo de Alex foi levado às alturas, levitando no meio do nada. Alex já estava apagado. E com mais um estalar de dedos, a cabeça de Alex girou em exatos cento e oitenta graus. Não se via mais o rosto de Alex. Foi então que o corpo do menino despencou.

Alex estava morto.

As meninas gritavam enquanto Bejamin estava sem reação.

– Agora somos só nos. – Disse a bibliotecária, com uma vós grossa e rouca, assustadora e sobrenatural.

Era o demônio.

Mas, num piscar de olhos, o livro que os meninos procuravam, estava pegando fogo.

A bibliotecária girou o próprio pescoço do mesmo jeito de Alex e caiu no chão.

Morta.

As cenas foram desesperadoras. Os meninos em pânico.

– QUE DIABOS FOI ISSO? — Disse Bejamin, ao reparar que tudo havia voltado ao normal. Inclusive as estantes caídas e os livros derrubados.

As cinzas do livro que eles procuravam, estavam sob a mesa.

O corpo de Alex estava no chão.

O corpo da bibliotecária estava na frente de Bejamin e as meninas.

O tremor havia parado.

O demônio havia ido embora.

Tudo dentro dos conformes.

Exceto pelos olhos completamente negros de Rayssa.