As Crônicas de Nárnia e a Rainha Do Futuro
10 Os sonhos também revelam sentimentos
Notas iniciais
Como vão?? Aulas já voltaram??
As minha já e não está sendo mto facil pra mim naum =/
Tentei ao máximo postar antes, mas infelizmente nao deu, entao peço que me desculpem.
Além da escola, a falta de criatividade também é algo fodástico >.
Por isso peço desculpas caso tenha algum erro. Reli correndo para postar o cáp o quanto antes pra vcs...
Mas sem mais enrolações: Boa Leitura, lindas!!
(finais, por favor)
Os sonhos também revelam sentimentos
Lena ficou paralisada. Edmundo mandara uma resposta?! Como?!, perguntou-se internamente. Ela havia sido bem específica em seu recado – específica o suficiente para que não houvesse necessidade de uma resposta.
Na verdade, ela não mandara o recado especialmente a Edmundo e sim aos quatro reis.
Fechou os olhos e respirou fundo, preparando-se pro que quer que o menino queria-lhe falar. Abriu os olhos lentamente e viu a dríade ainda ali, balançando-se à brisa e esperando se a menina iria querer ouvir ou não. A expressão estava suave, como se sorrisse.
– Pode dizer. – pediu Lena, por fim.
A dríade assentiu.
– Rei Edmundo disse que guardará a adaga até poder vê-la novamente. E disse que espera este momento ansiosamente.
Lena abaixou a cabeça, envergonhada. Sentia seu coração palpitar mais rápido e seu rosto corar – mas não tanto quanto se ele estivesse ali na sua frente.
– Por favor, me diz que ele não disse isso na frente dos outros... – pediu ela.
A dríade fez um som parecido com um tilintar de sinos. Provavelmente uma risada.
– Não, não. Ele me chamou a um canto afastado para perguntar onde você estava e me pedir para mandar o recado.
Lena levantou a cabeça, sentindo que o rosto já não estava mais tão vermelho e sorriu timidamente.
– Obrigada.
– Com sua licença, Majestade.
As flores rosa moldaram-se em meio à brisa; a dríade estava se curvando em respeito à Lena.
– Licença concedida. – sorriu Lena.
Assim que a dríade voou pela janela, Lena voltou a se deixar na cama. Fechou os olhos, sem a menor vontade dormir, mas estava cansada o suficiente para que entrasse na inconsciência pensando em um certo moreno que já tomava seu coração.
Lena estava linda em um vestido rosa clarinho, mesmo que não seja seu estilo [http://perlbal.hi-pi.com/blog-images/382523/gd/1249848332/Vestido-longo-rosa-princesa.jpg]. Era tomara que caia e tinha uma fita mais clara, delineando a cintura fina. Sentiu-se um pouco desconfortável, mas pelo menos constatou que não estava de salto.
Na verdade, não estava com calçado algum. Seus pés estavam descalços na relva macia, que se estendia até onde seus olhos podiam alcançar.
À direita, podia ver a orla de uma floresta. As árvores dançavam na brisa quente que passava por elas, como uma dança coreografada. O céu estava em um maravilhoso azul cintilante, sem qualquer nuvem à vista. Uma brisa passou por Lena, jogando seus fios negros sobre o rosto.
Lena sorriu.
Não sabia exatamente onde estava, mas sabia que estava Nárnia. Uma Nárnia totalmente diferente, mas ainda assim era sua Nárnia. Aquela em que Lena sabia que podia ser verdadeira consigo mesma e com os outros. Principalmente com Edmundo.
Os pensamentos sobre o menino a tomou de tal forma que fez com que sua respiração se tornasse irregular, enquanto um grande e forte aperto no coração a tomou por completo, incapacitando-a de se mover.
Onde ele está?, perguntou, o medo incapacitando seus nervos de pensarem razoavelmente.
Lena olhou à volta, procurando por qualquer sinal do menino – não havia nenhum. Começou a correr em direção à vastidão de relva verde e macia, mas algo martelou em seu peito, dizendo que estaria indo pelo caminho errado.
Olhou para a direita, onde as árvores mudavam seu ritmo de dança, como se estivessem chamando-a em direção à floresta. Lena parou, virando-se de frente para as árvores.
Estava receosa sobre entrar ali sozinha, por isso olhou em volta, em busca de ajuda. Mas era claro que havia apenas ela ali. Respirou fundo e deu alguns passos em direção à floresta, mas parou novamente quando uma voz rouca e grossa a chamou.
Vinha de dentro da floresta.
E era de Edmundo.
Por puro impulso, Lena começou a correr por meio as árvores, tropeçando aqui e ali em alguns galhos caídos e raízes protuberantes. Tentou modelar o ar para que conseguisse voar – seria muito mais fácil –, mas ela simplesmente não conseguiu.
Estava cansada e ofegante – os braços doloridos de tanto segurar as laterais do vestido rosa para que não tropeçasse – quando viu um vulto à sua frente, há apenas uns dez metros de distância.
Lena parou, tentando distinguir os traços familiares.
Parecia um menino, não muito velho, mas não conseguia distinguir a cor dos cabelos. Estava de costas, erguendo o pescoço, como se estivesse à procura de alguém.
Quando o menino virou-se em direção a Lena, um sorriso estampou-se no rosto dele e ela finalmente pôde ver quem era. Cabelos negros e desgrenhados, olhos escuros lançando um brilho apaixonado, o rosto pálido com as sardas dançando sobre as bochechas, o sorriso gigantesco modelando os lábios finos.
Edmundo deu apenas um passo e abriu os braços convidativamente.
Lena sentiu seus olhos lacrimejarem e o coração falhar apenas uma batida e logo depois palpitar mais freneticamente.
Lena era muito impulsiva – não esperou mais nem um segundo e correu em direção aos braços dele, permitindo-se ser envolvida em um abraço pela cintura enquanto enterrava o rosto no peitoral do garoto.
Afastou-se um pouco para poder analisar as feições dele. Mas na verdade, esse não era seu desejo. Lena sorriu e voou novamente aos lábios dele. O calor desabrochou por ela como uma rosa no verão. Algo bom e puro. Aquele êxtase cálido e vertiginoso de beijar alguém que se ama de verdade, alguém com quem você nasceu para ficar para sempre. E agora também.
No início foi apenas a pressão dos lábios dele sobre os dela.
Mas depois Lena entreabriu os lábios, permitindo que a língua dele invadisse sua boca e começasse uma pequena guerra. Lena entrelaçou os dedos atrás da nuca dele enquanto Edmundo a apertava pela cintura para mais perto de si.
– Eu te amo, Edmundo Pevensie. – a menina sussurrou sobre os lábios e sentiu que ele sorria sobre os seus.
– Eu te amo, Angelina Price. – ele sussurrou, voltando logo a beijá-la com mais urgência. A partir dali, cada segundo juntos era precioso para ambos após tudo o que passaram.
Mesmo que Lena não pudesse se lembrar do que era.
De repente foram separados bruscamente, por alguma força que exercia sobre eles. Como ímãs de polaridades iguais, que retraíam.
Lena tentou de tudo para segurar a mão de Edmundo, mas algo a estava puxando para trás e parecia impossível que se tocassem. Então sentiu algo bater na cabeça e seus olhos foram fechando, desmaiando, ao mesmo tempo em que via Edmundo caindo ao chão, gritando seu nome.
Lena abriu os olhos, um pouco assustada e com o coração palpitando de nervosismo. Não estava suada, não estava gritando e não estava tremendo. Apenas um pouco assustada.
E não exatamente por ter sido machucada no fim do sonho depois que beijou Edmundo.
Mas por ter sonhado que beijou Edmundo.
Ela não imaginava que seria capaz de ter um sonho e depois de acordada poder sentir um desespero tão grande por ter sido apenas um sonho, nada real. Mas o que isso quer dizer?
Ela não tinha ideia. Simplesmente continuou deitada na cama, sobre os lençóis ainda arrumados, relembrando cada momento do sonho. Principalmente o beijo.
Lena não sabia o que pensar quanto a isso. Simplesmente queria sentir o gosto dos lábios macios de Edmundo. Um gosto que ela poderia passar a eternidade tentando decifrar, e mesmo assim não ia conseguir descrevê-lo.
Olhou para o lado, em direção à janela.
Estava fechada, com pequenos raios de sol atravessando o vidro em direção ao seu rosto. Imaginou como estariam os campos e florestas à luz dos primeiros raios solares. Não conseguiu imaginar, mas logo seus pensamentos retornaram ao sonho que tivera.
Lembrou-se da sensação de estar nos braços Edmundo, como se mais nada naquele mundo importasse, a não ser estar com outro.
Como posso me livrar disso?!, perguntou-se, levantando-se.
Colocou a capa cinza envolta dos ombros e colocou o cinto na cintura, tomando cuidado para que o cantil de água ficasse escondido sobre a capa. Assim que pendurou as katanas nas costas, ouviu uma leve batida na porta.
Franziu o cenho, pensando em quem poderia ser naquela hora da manhã. Devagar, foi até a porta, sem desembainhar nenhuma arma, mas claramente pronta para se defender. Abriu a porta e corou, sentindo-se envergonhada por estar na defensiva quando era apenas Caspian.
– Bom dia, Lena. – disse, oferecendo-lhe o braço para que descessem.
– Bom dia, Caspian. – respondeu, aceitando a companhia. – Quando partiremos para a Mesa de Pedra?
– Agora mesmo. – sorriu, mais animadamente do que Lena poderia imaginar.
Foram caminhando por entre os corredores e uma dúvida de repente se abateu sobre a mente e o coração de Lena. Virou-se levemente para Caspian, procurando usar as palavras certas.
– Caspian...
– Sim?
– Anh... Eu tive um sonho... E, bem... Eu queria saber o que ele quer dizer. – falou, embaralhando as palavras mais do que imaginava, enquanto sentia seu coração saltar por se lembrar do beijo.
– Bem... Sobre o que sonhou?
Caspian viu que a menina hesitou, sem querer contar todos os detalhes.
– Pode resumir se quiser. – acrescentou, tentando limpar a barra da amiga.
– Primeiro me diz o porquê sonhamos.
– Às vezes... Os sonhos podem revelar o que sentimos. No mais fundo do subconsciente.
Lena ficou calada, pensando no que aquilo queria dizer.
– Sonhei que beijei... – hesitou novamente, sem saber como continuar. – Um menino.
– E eu o conheço? – perguntou, sentindo uma pontadinha de ciúmes, como se fosse seu irmão mais velho.
Eles sempre tiveram essa familiaridade e intimidade. Desde que Lena chegou em Nárnia e o ajudou.
– Aí já é pedir demais, não acha?! – falou, sarcasticamente.
Caspian bufou.
– Está bem! – suspirou, rendendo-se. – Provavelmente está apaixonada. – respondeu, com o olhar vago. Lembrando-se de como sonhava todos os dias com Susana desde que a conheceu.
Lena engoliu em seco, percebendo o olhar do amigo. Ela sabia muito bem da história dele e não parava de imaginar como seria quando se reencontrassem no refúgio da Mesa de Pedra. Mas então se lembrou do porque de eles não poderem ficar juntos. Eram de mundos diferentes. E então seu coração apertou fortemente.
Ela e Edmundo eram do mesmo mundo, mas de épocas diferentes.
O que era ainda pior.
Eles caminharam para fora do palácio, em silêncio, em direção aos estábulos reais. Caspian mostrou-lhe uma linda égua branca, já pronta para a partida [http://www.imotion.com.br/imagens/data/media/83/8504cavalo.jpg].
– Olá. – disse ao cavalo, aproximando-se aos poucos e acariciando a crina da égua. – Qual o seu nome? – perguntou, sabendo que os cavalos de Caspian sabiam falar.
– Gemma, minha senhora. – relinchou.
Lena sorriu.
– Me chame de Lena.
– Rainha Lena? – relinchou novamente. – A Guerreira?
– Eu mesma.
– Suba. Será um prazer ser eu a levá-la.
A menina sorriu mais abertamente.
Subiu na sela do cavalo, que relinchou um pouquinho, mas logo se acostumou com a ideia de tê-la montada. Pegou as rédeas e a encaminhou para fora do estábulo, em direção à floresta, onde todos outros soldados já estavam à espera. Lena passou o olho por eles, procurando ter uma contagem aproximada.
Não foi possível: deviam ter mais de cinco mil e trezentos.
– Vamos? – perguntou Caspian, aparecendo ao seu lado montado em um cavalo negro.
– Vamos. – respondeu, seguindo Caspian por entre os soldados, para que fossem à frente.
Andaram durante todo o dia por entre a floresta. Atravessaram o rio Beruna e começaram a correr. Caspian andava ao lado de Lena, sorrindo o tempo todo.
Quando Lena passou pela orla da floresta, viu o grande refúgio a vários metros à frente. Viu um vulto no meio do campo, onde Pedro lutou contra Miraz para ganhar tempo a Lúcia – Caspian lhe contara tudo.
Sentiu a queda livre do estômago. Sabia exatamente quem a esperava.
Ainda em movimento, pulou de Gemma, que relinchou em protestos, e saiu correndo em direção ao único menino que já tomou seus pensamentos. Assustava-se ao pensar que ele conseguira essa proeza em tão pouco tempo. Edmundo Pevensie dominava os pensamentos de Lena por completo nos últimos dias.
Notas finais
E pedir reviews [eu sei, sou mto cara de pau msm, mas tenho meus motivos].
Siga meu raciocínio: quanto mais reviews, mais uma autora fica feliz; quanto mais a autora estiver feliz, mais emoção e imaginação pra escrever; e quanto mais emoção e imaginação pra escrever, mais rápido o cap sai!!
Concordam?? Espero que sim, pq nem eu sei cm consegui explicar isso =/
ENFIM!! Espero que tenham gostado, e espero reviews!!
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