As Crônicas de Nárnia e a Rainha Do Futuro
12 Duelo entre reis
Notas iniciais
Mais um cap pra vcs!!
Sugestão de Sakura_Rin.
Não deixem de comentar!
Duelo entre reis
“You're insecure
Don't know what for
You're turning heads when you walk through the door
Don't need make up
To cover up
Being the way that you are is enough”
What Makes You Beautiful
Ah não!, pensou, enquanto se levantava com a ajuda de Lena e pegava sua espada, Treinar não!
Mas porque, caros leitores, Edmundo está com receio de treinar? Acredite, ele não para de se lembrar do dia que duelou com Lena.
^-^
Lena foi até uma das espadas caídas no chão e a entregou para Edmundo. Começaram a lutar, Lena investindo na maioria das vezes, pois Edmundo tinha medo de machucá-la.
Lena empunhou a katana para frente, cortando levemente o braço de Edmundo.
Edmundo afastou sua lâmina com a parte chata da espada.
Lena fez um arco com a katana sobre a cabeça dele, mas Edmundo abaixou, já empunhando a espada em direção ao peito de Lena.
Lena foi mais rápida, desviando a lâmina.
Ainda com a lâmina da katana sobre a da espada, ela girou o corpo em direção ao menino e colocou a ponta da katana sobre o pescoço dele.
Mas Edmundo ainda não estava imobilizado.
Ele correu para o lado, se afastando da katana da menina, e avançou em direção a ela.
Lena girou no outro sentido e amparou as lâminas. Sorriu e Edmundo, por um segundo, se perdeu nos olhos dela.
Só voltou a si quando viu os olhos dela se aproximando, enquanto Lena o atacava.
Edmundo desviou para o lado, mas não foi rápido o suficiente. A lâmina da katana cortou levemente seu braço.
Edmundo a atacou por baixo, mas Lena pulou, fazendo uma estrela de lado e indo parar quase atrás dele.
Chutou a lâmina de Edmundo, que na surpresa a soltou da mão, e por trás, colocou a lâmina no pescoço dele.
- Ok, você venceu. – cedeu Edmundo.
Rindo, Lena abaixou a katana e disse.
- Isso é bom... Quer dizer que estou liberada para ir me arrumar. – disse já se afastando.
- Te busco no seu quarto.
- Tá bem... Tchau. – disse por último, correndo em direção aos portões para se arrumar para o baile.
^-^
- Tenho opção? – perguntou Edmundo, enquanto se encaminhavam para o lado de fora.
Lena riu.
- Eu acho que não.
Estavam os Pevensie do lado de fora, juntamente com Caspian. Uma cena que Edmundo esperava, mas ao mesmo tempo foi uma surpresa: Susana estava sentada em uma das pedras, ao lado de Caspian. Estava com a cabeça apoiada no ombro dele, rindo de algo que ele dissera.
Lúcia e Pedro estavam um pouco mais afastados, conversando.
- Fico feliz que eles tenham se entendido. – disse Lena, com um sorriso bobo no rosto. Ela estava pensando se conseguiria se entender com Edmundo também.
Edmundo olhou para Lena, com a expressão vazia, mas sentindo que seus olhos o denunciariam. Desviou o olhar para onde ela olhava e acabou sorrindo.
- É... Eu também fico. – disse, segurando a mão dela e entrelaçando os dedos.
Levou-a até o campo de pedras onde Pedro lutara com Miraz e onde agora Lúcia e Pedro se viravam para eles. Lena soltou a mão de Edmundo e correu para abraçá-los. Quando Lena abraçou o loiro, Edmundo, que vinha mais devagar, sentiu algo se remexer dentro de si.
Depois de analisar o que era, percebeu que estava com ciúmes.
- E aê, o que vai ser? – perguntou Edmundo, tentando disfarçar a raiva.
- Luta de facas. – disse Pedro.
- Só vou avisando, não lute com Lena. – falou Edmundo.
Lena riu, também se lembrando da luta em Cair Paravel.
- Por quê? – perguntou Lúcia.
- Acredite, ela é boa. – falou Edmundo, fazendo uma careta.
- Ótimo eu luto com ela. – disse Lúcia.
Edmundo a olhou com repreensão.
- Acabei de dizer para não desafiar ela!
- E eu ouvi! – falou Lúcia, sorrindo docemente. – Mas eu quero tentar. Não quero ser sempre um fardo.
- Lúcia, você não é um fardo! – intrometeu-se Lena.
- Sou sim... – falou baixinho.
- Não, não é! – disse Lena, puxando Lúcia para longe dos meninos, que ameaçaram ir junto, mas ela fez sinal para que não. – Olha... Se não fosse por você, nenhum de seus irmãos viria aqui e...
- E...?
- Eu jamais conheceria Edmundo. – admitiu.
- Você gosta dele?
- Bem... Acho que sim, mas não é essa a questão. Eu também sou insegura. Queria ser como sua irmã.
- Susana?! – assustou-se a menina.
Lúcia se lembrava a todos os momentos de como antes queria ser como a irmã, mas que no fim, só causaria problemas. Foi durante a viagem que fizera no Peregrino da Alvorada que percebeu que deve ser ela mesma.
- Ela é tão cheia de si, sempre segura do que faz. – continuou Lena. – E eu não consigo dar nem um passo sem pensar nas consequências.
- Olha, Lena. – Lúcia parou na frente dela, para que pudesse olhar em seus olhos. – Você tem que ser você mesma, apenas isso. Você é linda Lena, acredite. Não precisa de nada para isso. Só que esse não é meu caso. Eu queria muito mostrar aos meus irmãos que não preciso ser sempre protegida.
- Ah, sei muito bem como é isso. – falou Lena, lembrando-se de como Edmundo a trancara no quarto. Aquilo foi golpe baixo. – Tudo bem, eu luto com você.
- Sério?! – perguntou Lúcia, sorrindo.
- Claro.
- Não é pra pegar leve! – disse Lúcia, levando Lena de volta para onde os meninos estavam.
Lena riu.
- Pode deixar.
- Você não vai lutar com a Lena. – disse Pedro autoritariamente para Lúcia.
- Me impeça. – respondeu Lúcia, tirando o punhal do cinto e se preparando para lutar.
Quando Lena viu o olhar zangado de Pedro e Edmundo, apenas deu de ombros, tirando as bainhas das katanas das costas e logo depois a capa. Não gostava de lutar com a capa, era desconfortável.
Lena desembainhou a faca, deixando a adaga ainda no cinto.
Lúcia correu em direção a Lena; as duas com as facas viradas para baixo e com a outra mão para trás, em punho.
Lena deu um passou à frente e amparou o ataque, girando para a esquerda logo em seguida e desviando de outro ataque.
Quando Lúcia foi pra cima para outro ataque, Lena mergulhou pro lado, fazendo um corte superficial no braço de Lúcia enquanto caía no chão com uma cambalhota.
- LENA! – gritou Edmundo, vendo o corte que a menina fizera em sua irmã.
- Calma, tô pegando leve! – gritou Lena de volta, mas virando-se para Lúcia e dando uma piscadela.
A verdade é que Lena não mentiu para nenhum dos dois. Tudo bem que Lena poderia enfiar a faca na carne do braço até o cabo, mas Lúcia era boa o suficiente para não precisar pegar totalmente leve.
Lena deu pulo em direção a Lúcia, planejando colocar a lâmina da faca sobre a garganta, por trás.
Mas Lúcia foi rápida o suficiente para se abaixar e correr para frente, afastando-se da lâmina, mas ao mesmo tempo girando o pulso e quase arranhando Lena. Mas apenas quase.
Então quando Lena foi pra cima, Lúcia girou pro lado e pra frente, indo parar atrás de Lena. Segurou seu braço livre atrás e colocou a lâmina na garganta da menina.
- Parece que venci. – disse Lúcia.
- Deu empate. – afirmou Lena calmamente, para não correr o risco da lâmina a perfurar.
- Como pode ter dado empate? – perguntou Lúcia.
- Olhe para baixo. – disse Lena, sorrindo.
Pelo canto do olho, viu que Pedro e Edmundo arregalavam os olhos, vendo o que queria dizer.
Lúcia olhou para baixo, onde Lena colocava a ponta da faca perfurando um milímetro da pele da coxa direita de Lúcia. Um pequeno filete de sangue fluía pelo vestido.
- Acertando a artéria certa, e eu acertaria – disse Lena –, em um minuto sairá sangue o suficiente para que você estivesse tão morta quanto eu. Nem seu elixir faria efeito rápido o suficiente para salvá-la. É um golpe tão bom quanto acertar diretamente no coração. A diferença é que tem sessenta segundos a mais de tortura.
- Uau! – disse Lúcia, tirando sua lâmina da garganta dela. – Edmundo tinha razão, você é boa mesmo!
Nesse momento, apareceram ao seu Edmundo e Pedro, surpresos com aquilo tudo. Pedro apareceu ao lado de Lena e a abraçou pelos ombros, arrancando uma careta enciumada de Edmundo – que pelo visto passou despercebida por todos.
- Como sabia disso, Lena? – perguntou Pedro.
- Medicina século XXI. – respondeu.
- Ok, Angeline Price arrasando todo mundo. – brincou Pedro, arrancando risadas deles.
Logo Susana e Caspian também apareceram, de mãos dadas e um enorme sorriso estampado no rosto dos dois.
- Parabéns, Lena. Você é realmente muito boa. – disse Susana.
Lúcia lançou um olhar de “eu te disse!” para Lena, que abaixou a cabeça um pouco envergonhada.
- Obrigada.
- Não, de verdade! – confirmou Susana. – Se alguém consegue deixar Edmundo desarmado e ainda ficar falando disso depois merece todo o meu respeito!
Lena sorriu.
- Susana, vamos treinar arco e flecha?! – perguntou Lúcia.
- Claro. – respondeu Susana. – Quer vir junto?
- Não, obrigada. Prefiro espadas.
Elas foram em direção à orla da floresta.
- Treinar? – perguntou Lena.
- Pode ser. – respondeu Caspian. – Eu vou com o Pedro.
- Ah, não! – reclamou Edmundo, enquanto Lena ria. – Não quero apanhar de novo não.
- Sinto muito, reizinho. – disse Lena. – Sua única opção.
Eles se afastaram de Pedro e Caspian e começaram a lutar. Lena percebeu que depois de um tempo os dois pararam de se enfrentar para ficar rindo cada vez que ela desarmava Edmundo.
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