As Crônicas de Nárnia: As Ruínas da Primavera

11 A viagem do Peregrino da Alvorada - Parte 1


Notas iniciais
Oi pessoas, me desculpem a demora. Estou extremamente enrolada, e minha net andou uma merda, então me perdoem, por favorzinho.... Esse capitulo ficou pequeno, mas é só o começo de uma longa jornada. Devo lhes avisar que nesse ponto da história vou fazer mudanças drasticas do ponto de vista da história original, ou seja, vai ser completamente inventado por mim, com poquissimas menções a história do livro. Espero que voces gostem e continuem acompanhando. Obrigado pelos comentários e incentivos. O Luspian é em sua homenagem Bloom, espero que todos continuem se divertindo tanto quanto eu. Alias, para quem não sabe, aqui no Nyan tenho outra fic, e no Spirit tenho essas duas e mais uma. E alem disso estou trabalhando em duas shorts que pretendo postar em breve e uma fic tambem com um tema narniano, que tambem postarei em breve. Os temas e personagens são variados, mas se quiserem dar uma olhada... Ufa! Acho que nunca falei tanto nas notas, né? Calei. Boa leitura!

POV Lucia

Foi difícil deixar Edmundo em Nárnia, mas tivemos de entender o lado dele. Ele tinha uma família agora e ele jamais seria feliz longe das mulheres da sua vida. Foi difícil de explicar para nossos pais porque ele não voltaria para casa. Pedro decidiu por dizer que ele foi atingido durante o ultimo atentado, o que explicou nossa cara de choro e o fato de ele não estar mais conosco. Mas nesse caso é bom saber que ele de fato está num lugar melhor.

Pedro foi estudar com o professor Kirke e Suzana foi para os Estados Unidos com meus pais e eu, por causa da guerra, tive de ficar na casa de uma tia, tendo de aturar o chato do meu primo Eustáquio. Ainda bem que Edmundo não está aqui...

Eu ficava num quarto; sozinha e me distraia pensando em Nárnia. Às vezes conseguia ver Edmundo, Gael e Gladis nos meus sonhos, e lá era onde matava a saudade de pelo menos parte da minha família. E por mais estranho que isso pareça, acho que falo mais com eles do que com Pedro e Suzana.

Hoje recebi uma carta de Suzana e pelo que parece, ficarei mais alguns meses aqui. Não pude conter as lágrimas, estava cansada e me sentia sozinha e ainda tinha Eustáquio para me atormentar. Eu estava em meu quarto admirando um quadro na parede que mostrava um belo navio muito semelhante aos de Nárnia.

Eustáquio: Ainda perdendo tempo com suas histórias infantis sobre Nárnia? – diz em tom zombeteiro. Lucia suspira. Eustáquio senta na cama – o que há de tão fascinante nessa pintura? É horrível.

Lucia: Não dá pra ver do outro lado dá porta... – diz ainda olhando para o quarto – parece até que a agua tá se mexendo... – diz sorrindo.

Eustáquio: Quanta bobagem! É nisso que dá ficar lendo esses romances imaginários e contos de fadas!

Lucia: Você não tem nada melhor para fazer, Eustáquio? – diz entediada.

Eustáquio: Você precisa aceitar que Edmundo morreu. Não adianta fazer de conta que ele está num mundo mágico sendo feliz, porque isso não é verdade! – levanta-se e fica de frente para ela.

Lucia: Cala a boca! – Volta-se para olhar para Eustáquio. Quadro começa a jorrar agua.

Eustáquio: Ou você pensa que eu não ouvi você falando sozinha no meio da noite enquanto dormia?

Lucia: Você não sabe de nada!!! — empurra Eustáquio. Sente agua vindo quadro e sorri.

Eustáquio: O que está acontecendo? – diz apavorado – pára Lucia ou eu vou contar pra mamãe.

A agua inundou todo o quarto e em questão de segundos já nos encontrávamos no mar. Os homens do Navio vieram nos levar a bordo e para a minha surpresa, o belo rapaz que veio me resgatar era nada mais, nada menos do que o Rei Caspian. Eu nunca reparei o quanto ele era bonito...

Caspian: Como foi que você veio parar aqui? – diz abraçando ela de lado.

Lucia: Eu não faço ideia...

Edmundo: Lucia!

Lucia: ED!!!!! – corre e abraça o irmão.

Gladis: Tia!!!

Lucia: Gladis!!! – abraça a sobrinha – onde está Gael?

Gael: Serve essa? – desse as escadas sorrindo e abraça Lúcia — é bom ver você cunhada! – diz rindo.

Lucia: Vocês não me chamaram? – pergunta curiosa.

Caspian: Na verdade não... não dessa vez...

Lucia: De qualquer forma estou feliz de estar aqui... – ouve-se um grito. Todos olham em direção ao barulho.

Eustáquio: Tire esse bicho de mim!!! – emburra Ripchip – Tire esse bicho de perto de mim!!!

Lucia: Ripchip!!!

Ripchip: Majestade! – faz uma mesura.

Lucia: É um prazer!

Ripchip: O prazer é meu!!! Mas primeiro; o que fazemos com esse intruso histérico? – olha desdenhosamente para Eustáquio.

Edmundo: Fala sério Lucia, por que você trouxe esse chato? – protesta.

Gael: Quem é ele amor? – abraça Edmundo que sorri instantaneamente.

Eustáquio: Esse rato gigantesco quase arranha minha cara toda!!!

Ripchip: Eu só tentei tirar a agua dos seus pulmões, rapazinho...

Eustáquio: Ele falou! Vocês ouviram, ele falou!

Caspian: Ele fala sempre, fazer ele se calar é que é difícil! – todos riem.

Ripchip: Quando não houver nada a dizer majestade, prometo ao senhor que não direi nada!

Eustáquio: Eu não sei que brincadeira é essa, mas eu quero acordar agora!!!

Gladis: Posso jogar ele de volta no mar papai? – olha para Edmundo com uma cara de inocente.

Edmundo: Bem... – pondera a possibilidade. Eustáquio continua a berrar.

Gael e Lucia: Edmundo!!! — repreendem.

Edmundo: O que? – risos – Gael querida, é grosseiro jogar parentes no mar enquanto sua mãe está olhando! – Gael cutuca Edmundo. Ele e Gladis riem.

Gladis: Desculpe papai, prometo só jogar parentes chatos no mar quando a mamãe e a titia não tiverem olhando! – diz sapeca.

Edmundo: É a minha menina! – solta Gael e beija o rosto da filha.

Gael: Eu mereço vocês dois... – diz com as mãos na cintura tentando parecer brava.

Eustáquio: Eu exijo saber onde eu estou imediatamente!!!

Edmundo: Você está no Peregrino da Alvorada – fica de frente para o primo – o melhor navio da marinha de Nárnia.

Eustáquio: E-E-Edmundo? – diz com a voz tremula.

Edmundo: Oi Eustáquio – Eustáquio desmaia. Edmundo ri.

Gael: Sabe, pensando melhor... – se aproxima de Edmundo rindo.

Edmundo: Cuida dele para mim... – pede olhando em seus olhos e acariciando seu rosto de forma carinhosa.

Gael: Pode deixar... – rouba um selinho e vai tratar de Eustáquio.

Depois de ser devidamente apresentada a tripulação e com roupas secas, Caspian e Edmundo me levaram para ver os mapas e a rota de navegação. Sorri ao ver o busto de Aslan entalhado em ouro no aposento, sempre senti muita falta de Aslan. Gladis chegou logo depois, com o meu elixir de cura e o meu punhal nas mãos, dizendo que havia cuidado para mim com todo o carinho, só para receber um sorriso aprovador de Edmundo. Será que existe pai mais coruja no mundo? Em Nárnia pelo menos, eu duvido.

Edmundo: Desde que se foram os gigantes do norte se renderam de uma vez por todas e depois derrotamos os exércitos de Calormania no deserto. A paz reina em toda a Nárnia. – mostra os mapas.

Lucia: Paz? –diz surpresa.

Caspian: Em apenas três anos.

Lucia: E já encontrou uma rainha para você nesses três anos? – diz sorrindo.

Caspian: Bem... estou a procura... – devolve o sorriso de modo sugestivo. Lucia faz uma expressão surpresa e cora.

Lucia: Mas... se ninguém está em perigo, por que estou aqui?

Gladis: É o que gostaríamos de saber...

Caspian: Estou me perguntando a mesma coisa...

Lucia: E pra onde estamos navegando?

Caspian: Antes de tomar o trono, o meu tio tentou matar os melhores amigos do meu pai, e seus aliados mais fieis. Os sete Fidalgos de Telmar – Lucia observa desenhos dos rostos fixados na parede.

Edmundo: Até onde se sabe, eles fugiram para as ilhas solitárias...

Caspian: Mas ninguém mais teve noticias deles...

Lucia: O que você acha que aconteceu com eles?

Caspian: Se aconteceu, é meu dever descobrir...

Notas finais
Espero que tenham gostado. Como disse no capitulo anterior, estou sem capitulos prontos, então pode ser que demore a postar, mas não desistam de mim, nossa aventura está só começando... Té o proximo capitulo ;)