P.O.V ANA
—Então, tudo preparado? –Perguntou Pedro esfregando as mãos.—Bom, acho que sim. –Digo colocando o cinto de segurança.—Então vamos nos divertir!– Ed da um beijo em Mary.Foram duas horas de viagem. Conversamos bastante, contamos piadas, rimos dos nossos professores chatos e tiramos várias fotos. Até que aconteceu. Na estrada que levava ao bosque, um cavalo saiu do meio do nada galopando a toda velocidade, e eu gritei para Pedro desviar o carro, mas o carro derrapou no barro úmido, caiu em um barranco e capotou. Nunca senti tanto medo de morrer. Só ouvia a voz de Mary gritando por socorro. Então nós passamos entre duas árvores, e eu vi um clarão, e o carro como que fosse pó, se desintegrou, e fomos arremessados por entre ás árvores, e então eu não vi mais nada.—Ana! Ana por favor acorde! –Eu ouvi lá no fundo a voz de Pedro me chamando. –Ana!—Ah que bom, ela acordou. – Vejo Ed colocando as mãos na cabeça.—Ah amor, achei que não acordaria mais! Graças a Deus! –Pedro me abraça forte.—O que aconteceu? Onde nós estamos? –Pergunto confusa. Sinto uma pontada na cabeça, coloco a mão e vejo que está sangrando.—Caímos do barranco quando tentei desviar do cavalo. –Pedro diz me ajudando a levantar. —Onde está Mary?- Pergunto olhando ao redor.—Estou aqui. –Mary acena para mim, com um enorme galo na cabeça. –Estava lavando o ferimento ali no mar. Você deveria ir lavar também Ana, está feio esse seu ferimento.—Não só o ferimento. –Ed me olha como se eu fosse um leão prestes a atacá-lo.—Não teve graça Edmundo. Onde nós estamos?- olho para os lados procurando algum ponto de referência.—Bom, eu ainda não tenho certeza, seria bom nós andarmos um pouco e procurar alguém. –Pedro aponta em direção ao outro lado da praia. —Acho uma boa ideia, até porque, não vamos encontrar nada aqui. –Mary prende o cabelo.—Estou vendo alguma coisa atrás daquela rocha, mas está distante. –Ed aponta em direção á rocha que está a nossa frente.—Então vamos indo devagar, talvez encontremos alguém lá. –Pedro tira os tênis que estão cobertos de areia.Andamos não sei por quanto tempo, mas pareciam dias caminhando. Estávamos cansados, com fome, e com sede, e não havia nada nem ninguém que pudesse nos ajudar. Nem mesmo os celulares tinham sinal. Decidimos descansar á noite e continuar no dia seguinte. Pedro e Edmundo foram apanhar alguns galhos no bosque que havia ali perto, e fizeram uma fogueira, que tinham aprendido em pescarias e acampamentos com o pai. Deitamos na areia mesmo, e dormimos a noite inteira. No dia seguinte, levantamos cedo, e Ed e Pedro foram pegar alguns cachos de bananas e maçãs que eles tinham visto na noite anterior, mas como estava muito escuro e as árvores estavam difíceis de alcançar não pegaram. Comemos e continuamos nossa caminhada procurando alguma civilização.—Aquilo ali é um castelo? –Mary pergunta admirando a escultura antiga, mas que era, em seu todo, muito bela.—Edmundo, esse castelo, não te lembra alguma coisa? –Pedro pergunta franzindo a testa como se tentasse se lembrar de algo.—Sim, me lembra, mas eu não consigo definir o que é. –Ed olha em volta do castelo, procurando algo que o ajude.—Edmundo! Esse é o castelo de Cair Paravel! Estamos em Nárnia! –Pedro praticamente grita nos dando um susto.—É verdade! Estamos em Nárnia! Nossa faz tantos anos, eu nem me lembrava mais. –Ed sorri como se tivesse experimentado sua primeira pizza. —Ei da pra nos explicar o que é Nárnia? E como assim castelo de Cair Paravel? –Pergunto incrédula.—Vocês já vão entender.
Notas finais
desculpem mesmo a demora... explico no próximo cap
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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