As Crônicas Dos Retardados.

2 Você-Sabe-Quem-É-Pai-Dele.


Era uma vez, numa terra bonita e distante, uma linda e diva semideusa (que nem era metida) estudava numa tradicional, antiga e equilibrada escola. Ok. Porque estou narrando em terceira pessoa? Não tenho ideia. E escola equilibrada? Hogwarts pode ser qualquer coisa, menos equilibrada.

A verdadeira história começou como sempre: com a Hermione berrando no meu ouvido para eu conseguir acordar na hora certa. Coloquei minha roupa e fui tomar café no Salão Principal junto com Harry, Rony e Hermione.

– Atenção, alunos – disse Dumbledore de pé, ele parecia um pouco nervoso – Quero anunciar que hoje incluiremos um novo aluno que veio de um intercâmbio.

– E desde quando Hogwarts faz intercâmbio? – perguntei para Hermione

– Sei lá, desde que Dumbledore quis? – respondeu ela.

– Então – continuou Dumbledore – Vamos dar boas vindas á John Riddle!

Virei a cabeça para olhar para o novo aluno e... Ah Minha Santa Afrodite...

POV. Fred

Certo, eu vou narrar. Sério, a Carol, tipo, viu o novo aluno e praticamente começou a babar! O cara nem é bonito! Mas vai entender...

POV. Carol

Sai dos POV’s, a história é minha!

Continuando, eu não fiquei babando, eu só admirei o porte físico do novo aluno! [N/Mione: Tradução, babou por ele] NÃO FAÇAM NOTINHAS! QUE DROGA!

Mas, sim, John Riddle com certeza é filho do Tio Voldy. Harry está olhando para ele com raiva e eu, bem, não sinto essa raiva... [N/Harry: Tem razão, você está babando por ele] Que parte de “não façam notinhas” esse povo não entende?

Então, John, entrou no Salão Principal com um ar presunçoso e gingou até o lado de Dumbledore, enquanto ele passava pela mesa da Grifinória, adivinha o que aconteceu? ELE PISCOU! PARA MIM! POSSO TER UM INFARTO AQUI?

– Sr. Riddle, como o senhor não possui mais 11 anos – disse Dumbledore – Terá que escolher uma casa.

– Sonserina – respondeu prontamente – Muito óbvio.

A mesa verdinha explodiu em aplausos.

POV. George

Agora sou eu narrando. Bem, o John foi para a mesa da Sonserina e sentou-se do lado do Malfoy, e agora a Carol está olhando aquela cena tentando decidir de quem ela gosta mais.

POV. Carol

INTERROMPEU MEU POV PARA DIZER INFÂMIAS? SÓ EU NARRO AQUI, WEASLEY!

Tudo bem. A aula depois do café da manhã era Poções com o Homem-Ranho, cheguei à sala e sentei ao lado de Rony, então John entrou na sala e eu fiz o que qualquer um faria: Empurrei Rony para fora da cadeira.

– Esse lugar está disponível? – perguntou John.

Calma, Carol. Não diga nada idiota.

– Claro, pode se sentar – disse fingindo que não estava nem aí.

Draco olhou e sentou-se na cadeira do meu outro lado. Olhei para ele com raiva.

– Tchau, Malfoy – disse estreitando os olhos.

– Cara sangue-ruim, este é um país livre – disse Malfoy – Tenho todo o direito de sentar-me aqui.

Ficamos em silêncio até John perguntar (já disse que ele é lindo? Não?):

– Desculpe-me, mas ainda não sei seu nome. – e sorriu para mim.

Carol, esse é o filho do Voldemort. Voldemort que matou os pais do seu melhor amigo, que ordenou que torturassem os pais de Neville...

– Carolina – respondi sorrindo também – Carolina Peruzzo.

– É tanto amor que está dando-me até coceira – disse Draco reprimindo um riso – Agarrem-se logo.

– 5 segundos – disse

– Para quê?

– Para você correr e salvar sua estúpida vida – respondi e Draco mudou de mesa.

UHU! [N/Ares: Boa ameaça.] NÃO FAÇAM NOTINHAS! Mas obrigada do mesmo jeito.

Snape entrou na sala com aquela típica cara feia dele.

– Página trezentos e nove – disse ele – Agora! Estão esperando o que?

– Você lavar o cabelo – respondeu John voz alta.

Mordi os nós dos dedos para não rir muito alto. Ah Zeus, como uma pessoa pode ser tão perfeita assim? Snape encarou John e ignorou o comentário. Claro, quem em sã consciência iria dar detenção para o filho de Voldemort?

No fim da aula, guardamos nossos materiais.

– Foi ótimo te conhecer, Carol – disse John colocando a mochila nas costas.

– Igualmente – respondi sorrindo.

Ele saiu sorrindo e eu olhei para Harry, Rony e Hermione.

– Você fumou mais do que o normal? – perguntou Rony.

– O filho dele? – perguntou Harry.

– Até que é bonitinho, sabe, ele... – Hermione parou de falar quando viu o olhar de Rony e Harry.

– Vamos logo – disse pegando a mochila e saindo.

No fim do dia, após todas as aulas, fomos jantar no Salão Principal. Enquanto comíamos, uma névoa rosa, purpurinada e perfumada se formou e dali saiu.

– Olá Afrodite – cumprimentou Dumbledore, obviamente cansado dos deuses aparecendo em Hogwarts.

– Oi Dudu! – respondeu ela e prendi a vontade de rir – Só vim fazer uma visita de rotina e... Aquele menino é meu filho?

John negou com a cabeça, com uma cara mais confusa do que o Rony ouvindo a Mione falar de Runas Antigas.

– Ah, então deve ter minha benção – contatou Afrodite – Sabe, só queria dizer á todos que seguissem seus corações e...

– Veio aqui só para isso? – perguntei – Que coisa, Dite! Vai fazer algo de útil com a sua imortalidade!

– Ah, queridinha – disse ela – Deixa disso. Vocês, semideuses, são tão estressados! Nem curtem a vida!

– Afrodite – disse – Você quebrou a cadeira indestrutível de Hefesto usando um secador de cabelos.

– Mas ela bateu no meu dedinho! – reclamou a deusa

– Tchau! – disse com veemência e ela foi embora. – Êta, mulherzinha chata!

Após o jantar, eu conversava com meus amigos.

– Mione, pode me ajudar com a redação de História da Magia? – pediu Rony docemente.

– Não – foi a resposta rápida e sem compaixão de Hermione.

– Se ferrou – ri.

– Vamos ter que nos virar, Rony – disse Harry também triste.

– Ei, Carol! – disse John com Malfoy em seus calcanhares – Espere!

– Lá vem o filho do puto... — murmurou Harry.

– Olá, John – sorri e depois disse com desprezo – Malfoy.

– Ah, que simpatia – disse Malfoy revirando os olhos.

Então foi fazer o que sempre faz: Discutir com Rony e Harry.

– Hãn... – John pigarreou – Então... Eu... Quer ir ao Três Vassouras comigo no próximo final de semana?

Posso morrer/dançar/comemorar?

– Hum... Claro – respondi

Ele se inclinou para frente e me deu um beijo na bochecha. AH MEUS DEUSES? CADÊ O AR? CADÊ?

– Ei! – exclamou Malfoy – Já virou a vadia dele, Peruzzo?

Antes que eu respondesse, John respondeu:

– Algum problema, loira do Paraguai?

– Loira do Paraguai? – repetiu Malfoy histérico – Loira do Paraguai é a sua mãe, seu idiota!

– NÃO FALE SOBRE A MINHA MÃE! – berrou John

– Meninos – entrei no meio deles – Acalmem-se! Não briguem por minha causa!

Os dois me encararam.

– Estamos pouco nos lixando para você – disse John

– Agora a porra é pessoal – disse Malfoy – Alguém segure a minha mochila!

Goyle veio e recolheu as mochilas dos dois enquanto eu ficava com uma perfeita poker face.

– Eles vão brigar? – perguntou Harry

– Vão sim – respondi ainda emburrada.

– XINGAMENTOS DE MÃE! XINGAMENTOS DE MÃE! – começou Rony a gritar, logo, todos gritavam juntos.

– Sua mãe é tão gorda que ela usa um guindaste para sair de casa! – disse Malfoy

– Uh! – disse – Essa eu não deixava!

– Sua mãe é tão puta que, na esquina, todos já conhecem ela! – respondeu John

Nah – disse – Essa não foi boa.

– Sua mãe é tão... – começou Malfoy, mas John perdeu a paciência e deu-lhe um soco na cara (claro, não se iguala ao soco que a Hermione deu nele no terceiro ano).

– Ei, parou com a palhaçada – disse – Só eu posso mandar o Malfoy para a enfermaria!

– E com que direito você diz isso, peixe podre? – revidou John

– Nossa! – exclamou Fred – Essa eu não deixava!

– Quebra a cara dele, Carol! – disse George

Pegamos nossas varinhas e, antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, exclamei:

Estupefaça!

John caiu no chão igual uma boneca de pano. Olhei para Draco, que ainda estava sentado no chão com o nariz sangrando.

– Não seja tão frouxo, Malfoy – disse ríspida.

Ele se levantou e sorriu, o rosto com sangue de seu nariz.

– Você me defendeu? – perguntou

– Não, claro que não – respondi guardando a varinha e saindo andando – Porque eu faria isso?