As Crônicas Dos Retardados.
27 Tropa de Elite
Notas iniciais
Quem sentiu falta de capítulos cheios de barraco? o/ Então, aqui está!
Espero que gostem!
POV. Percy Jackson
Tyson e eu estávamos no Chalé de Poseidon lutando contra o monstro mais horrendo que o mundo já conheceu:
Uma barata que entrou pela janela.
Nós dois estavamos escondidos atrás do sofazinho, só observando o bicho nojento.
- Ah, qual é – resmunguei baixo – Eu mandei um titã para o Tártaro, e não posso matar uma barata?
- Baratas são malignas – murmurou Tyson encarando o bicho – Quer saber? Eu vou lá!
O grandão pegou um chinelo, levantou-se e foi matar a barata. Porém, aconteceu o impensável. O pavor de qualquer ser humano. A coisa mais medonha do mundo.
A barata levantou voo.
- AHHHH! – berramos em uníssono.
Nós dois saímos correndo desesperados pelo Acampamento, gritando e pedindo piedade pelas nossas almas.
- O que aconteceu?! – perguntou Travis. Todos os campistas nos olhavam.
- UMA BARATA! – berrei – E ELA VOA!
- AHHHHHHHHH! – berraram todos.
Todos os campistas do acampamento começaram a correr e berrar por todos os lados do acampamento, no melhor estilo cada um por si próprio. Era o Apocalipse. Casais desesperados abraçavam-se pela última vez, retardados pulavam dentro do lago tentando ir para Nárnia e Forever Alones corriam e gritavam por sorvete.
Acho que se as baratas soubessem que todos têm medo quando elas voam, já teriam dominado o mundo.
Então, Sr. D e Quíron saíram de dentro da Casa Grande e viram aquela zona generalizada.
- QUE PORRA ESTÁ ACONTECENDO AQUI?! – berrou Sr. D e o silêncio reinou.
- Tinha uma barata – explicou Nico – E ela voava.
- Estavam correndo como loucos por causa de uma simples barata? – perguntou Quíron descrente.
- Mas ela voava! – insistiu Nico.
- Chega! – exclamou Sr. D furioso — Na minha época, os gregos eram resistentes e fortes! Eram treinados para a guerra e não fugiam por qualquer besteirinha! Vocês estão aqui para o mesmo objetivo! Não aceitarei que vocês continuem com essa palhaçada!
- Está nos chamando de fracotes?! – exclamou Clarisse indignada.
- Estou. Algum problema, La Rue? – aqueles olhos medonhos focaram Clarisse, que empalideceu um pouco e baixou os olhos.
- Não, senhor...
- E para por ordem nessa droga de Acampamento, eu vou chamar aquele de vocês que acho que tem melhor condições para amedrontá-los até nas profundezas de suas mentes – Sr. D deu um sorriso maligno.
Oh Zeus.
* * *
Os campistas estavam reunidos na Arena. Todos nós, de todos os chalés. Estava muito silencioso, queríamos ver logo quem fora o escolhido para “amedronta-nos até nas profundezas de nossas mentes”.
Mas foi aí que percebi que Carol não estava ali. Arregalei os olhos.
- FODEU! – berrei para todos – FODEU! CORRAM! O ESCOLHIDO FOI...
Tarde demais. O escolhido para nos torturar entrou pela porta da Arena.
- Zeus, piedade da minha alma – murmurou Nico.
- Escutem aqui, seus bastardos – cuspiu Carol com um cassetete em mãos – Sr. D me escolheu para pô-los em ordem, e acho bom ninguém aqui ir contra o que eu disser. As novas regras do Acampamento Meio Sangue são:
“É proibido: Rir, chorar, abraçar, sorrir, demonstrar emoções, correr, andar, rastejar, voar, comer doce e não dividir comigo, fazer barulhos altos, festas no Chalé 69, ouvir música sem fone de ouvido [N/Percy: Os filhos de Apolo ficaram horrorizados], ter barba, ser um cavalo ou ter a bunda de um, ser um bundão ou babaca, não me dar chocolate, usar água oxigenada no cabelo ou se parecer com um Malfoy.
É permitido: Morrer e respirar silenciosamente”
- Porque nós iríamos te obedecer, Peruzzo?! – exclamou um filho de Ares indignado. Ele tinha 1,90 de altura e parecia poder esmagar sua cabeça como uma uva. Cara legal.
Carol lançou para ele um dos seus famosos olhares de desprezo.
- Qual teu nome, criatura? – perguntou.
- Brutus Jones.
- Vou te chamar de 01.
- Porque 01?
- PORQUE VOCÊ VAI SER O PRIMEIRO A PEDIR PRA SAIR, CARAI! – ela berrou dando-lhe um tapa com força na cara – PEDE PRA SAIR, FELA DA PUTA!
- Não! – ele exclamou.
- NÃO O QUE?! – ela berrou. Outro tapa.
- NÃO, SENHORA!
- VOCÊ É FANFARRÃO, SEU 01! PEDE PRA SAIR! PEDE PRA SAIR SE NÃO AGUENTA, SEU BOSTA!
- EU NÃO VOU SAIR!
- TU SABE QUE É UM MERDA! ENTÃO PEDE LOGO PRA SAIR! – mais um tapa – PEDE! PEDE PRA SAIR!
- EU QUERO SAIR! EU QUERO SAIR! EM NOME DE ZEUS, EU QUERO SAIR! – berrou o garoto já se debulhando em lágrimas.
- ENTÃO SUMA DA MINHA FRENTE, SEU SACO DE BOSTA!
Depois que o filho de Ares saiu correndo e chorando para fora da Arena, todos ficaram no maior silêncio do mundo.
- E é assim que vai funcionar, entenderam? – a voz dela estava soturna.
Todos concordaram e – por via das dúvidas – colocaram suas mãos nas testas, fazendo uma saudação militar.
- Sim, senhora!
1
E foi exatamente assim que o Apocalipse começou.
* * *
Uma semana depois, Carol já tinha feito até mesmo Blackjack chorar (os pégasos são muito sensíveis) Ela juntou alguns semideuses e fundou o BOPE.
Batalhão de Operações Potencialmente Esmagadoras.
A função principal do BOPE era verificar se tudo estava em ordem no Acampamento. Mas se quer a minha opinião, os agentes do BOPE não mandam em nada.
O terror é a Carol mesmo.
O mais aterrador é que o objetivo de Sr. D foi completo. Minha irmã realmente consegue nos aterrorizar até a alma. Acho que são os olhos azuis, que ficam te encarando e... Argh! Dá muito medo!
Eu lutei contra um titã, mandei-o de volta para o Tártaro e derrotei o deus da guerra, mas tenho medo de um conjunto de semideuses toscos! Até onde eu fui parar?! Acho que o único lado bom de tudo isso é que a Carol não tirou a minha comida azul.
Nico e eu, num dia, estávamos treinando com espadas na Arena junto com vários outros campistas. Carol estava sentada nas arquibancadas nos observando como um falcão. Então, eu desferi um golpe que jogou a espada do filho de Hades longe.
- Di Ângelo – chamou Carol suavemente. Nico empalideceu.
- Sim, senhora? – respondeu tímido.
- Recolha sua espada.
Nico fez o requisitado.
- Pronto, senhora.
- Eu vou te perguntar uma coisa, Di Ângelo – disse Carol – O que você é?
- Desculpe? – Nico estava confuso.
Carol desceu das arquibancadas, veio até ele e repetiu:
- O que você é?
- Filho de Hades?
- O que?
- Filho de Hades!
- E FILHO DE HADES PERDE PARA UM FILHO DE POSEIDON?
- VOCÊ É FILHA DE POSEIDON!
- MAS EU SOU VIDA LOKA! – Carol deu um tapa na cara de Nico – TIRA ESSA ROUPA DE CAVEIRA QUE TU É MOLEQUE! VOCÊ NÃO É CAVEIRA, VOCÊ É MOLEQUE, DI ÂNGELO! ENTENDEU, SEU IMBECIL?!
- Sim, senhora! – exclamou Nico já chorando.
- TÁ CHORANDO? TÁ CHORANDO? EU DISSE QUE É MOLEQUE! SUMA DA MINHA FRENTE, SEU ENERGÚMENO!!
Nico deu um berro de choro e saiu correndo cobrindo o rosto. Carol bufou e voltou para as arquibancadas.
2
* * *
Era aula de canoagem. Aquele mesmo filho de Ares, Brutus Jones, tropeçou no caminho para o lago. Ele levantou-se assustado.
- 01 – cuspiu Carol – Desaprendeu a andar?
- Não, senhora – respondeu depressa – Desculpa, senhora.
- Na Grécia Antiga, desculpas não valiam de nada.
Um ataque de loucura caiu sobre Brutus, fazendo-o responder:
- Mas nós não estamos na Grécia Antiga!
Carol sorriu, mas seus olhos não a acompanharam.
- É mesmo? – ela perguntou calma – Sabe o que penso disso?
- O que?
- PENSO QUE VOCÊ É UM MOLEQUE IGUAL O DI ÂNGELO! ESSE AQUI É FANFARRÃO, PÕE NO SACO!
- Não! – exclamou Brutus assustado.
Um esquadrão de campistas (ou talvez fossem mercenários contratados, Carol é bem capaz disso) entrou segurando um saco. Brutus tentou fugir, mas dentro de um momento sua cabeça já estava dentro de um saco.
- Podem soltar – disse Carol indiferente.
Brutus foi solto. Ele estava com lágrimas escorrendo pelo rosto.
- Aprendeu o valor de ficar em pé, 01? – Carol sorriu com um brilho sádico.
Ele assentiu e saiu correndo para a sua canoa.
3
Não, isso não pode continuar desse jeito. Agora eu vou ter que usar armamento pesado...
Eu vou ter que libertar o Kraken.
* * *
Todos estavam comendo no Refeitório. Carol andava de um lado para o outro, nos observando e batendo o cassetete nas mãos. Quíron estava apreensivo. Sr. D comia seu macarrão alegremente.
- O Acampamento está tão alegre esses dias – comentou o diretor casualmente.
- Mas o único som é o choro dos campistas – disse Quíron.
- Exatamente.
- E isso é bom?
- Não tem nada melhor, meu caro centauro.
Então, de repente, um estalo foi ouvido e eu sorri discretamente. O Kraken chegou.
- CAROLINA GODOFREDA ALEJANDRA ROBERTA MAMMA BRUSCHETTA GONÇALVEZ SOUZA FELTON HOULT HIDDLESTON SAMANTHA MARIANA ALÍCIA FLÁVIA CARLA MARGARITA ROSA SOUZA PERUZZO! – berrou Shelley Peruzzo.
- Uau, que nome... – comentou Clarisse baixinho.
- Mãe? – Carol ficou tão perplexa que até deixou o cassetete cair no chão.
- O Zé Ramalho que não é, menina! – exclamou Sra. Peruzzo colocando as mãos na cintura.
Eu tinha que admitir: As duas eram assustadoramente parecidas. Os mesmos olhos azuis medonhos, a pele branca lisa, cabelos castanhos, lábios vermelhos e olhar de raiva. Shelley tinha um ar totalmente ameaçador, mas mesmo assim maternal. Que mulher louca!
Só podia ser mãe da Carol mesmo.
E o mais medonho era a varinha que Shelley tinha na mão. Eu já vi Carol explodindo o chalé de Deméter (ela não gosta de cereais) e depois disso, aprendi a respeitar os bruxos.
Pelo o que eu sei, minha meio-irmã não via a mãe á anos e Sra. Peruzzo é uma Comensal da Morte (ela come sal? ‘-‘)
- Mas... Mas... – a filha de Poseidon não conseguia formular uma frase concreta.
- VOCÊ ESTÁ AMEAÇANDO AS PESSOAS? – gritou Shelley.
Carol até se encolheu com aquele grito.
- Estou, mãe.
Sra. Peruzzo andou até ela furiosa e... Abraçou-a! Como assim, produção?!
- Essa é a minha menina! – disse contente – Sempre ameaçando os outros! Que orgulho!
O Refeitório estava totalmente perplexo.
- Você vai se juntar ao Lorde das Trevas, não vai? – perguntou Shelley ansiosa – Você tem tanto cheio para Comensal! Vamos desbancar aquela cabelo de Bombril da Lestrange! Eu até já comprei uma camiseta “Comensal da Morte e orgulhosa disso” para você!
- Eu não vou servir o Voldy Bicha Má! – exclamou Carol – Além de que eu sou da Grifinória.
Shelley fez uma expressão ofendida.
- CULPA DA PORRA DO SEU PAI! – berrou ela – POSEIDON COM SUA CORAGEM! USEM CAMISINHA, CRIANÇAS! ISSO É CULPA DELE! QUEM MANDOU TER UM TRIDENTE DAQUELES?!
...
...
Eu realmente espero que essa frase não tenha sido de duplo sentido.
- Se isso melhora a moral dela – começou Silena querendo ajudar – Carol namora um sonserino.
- MENTIRA! – berrou Carol – EU NÃO TENHO NADA COM O MALFOY! N-A-D-A!
- Malfoy? – Shelley surpreendeu-se – Não sabia que o Lúcio tinha tido um filho, ele era tão gay na escola.
- O filho dele é tão gay na escola – confirmou Carol.
- Mas voltando ao assunto principal – disse a Mãe do Furacão Carol – Não vai se juntar ao Lorde das Trevas?
- Não.
- Não é da Sonserina?
- Nops.
- Não namora um sonserino?
- Nunca.
- Então você não deixa outra escolha – Shelley colocou a mão na bolsa e tirou de lá uma foto – OLHA TODO MUNDO! A CAROL BEBÊ!
Todos olharam para a foto e caíram na risada. Carol ficou profundamente rubra. Aquilo era vergonha demais para uma só pessoa. Acho que deveria existir uma lei dizendo que seus pais – sendo eles deuses, mortais ou Comensais da Morte – não podem envergonhar os filhos em nenhuma situação.
- Mãe, querida – disse Carol – Mas eu estou espalhando maldade pelo mundo! Eu puno os infratores.
- Então você é tipo uma policial?
- Por esse ângulo, é.
- ABSURDO! – berrou Shelley – FILHA MINHA NÃO É POLICIAL DO BEM NÃO!
Shelley pegou a orelha de Carol e saiu arrastando pelo acampamento.
- Ai! Mãe, me solta! – choramingava Carol – Mãe! Que coisa! Me solta! Ai!
E o que toda essa situação me ensinou? Bem, que o Apocalipse pode ser impedido por uma mãe raivosa.
E também que baratas são do mal.
Notas finais
* * *
"PELOS DEUSES, LEO! ACHO BOM VOCÊ PARAR DE ME ENCHER OU VOCÊ VAI VER ONDE EU VOU ENFIAR ESSA ESPADA!"
* * *
"NICO! EAÍ, AMIGA? QUE BOTAS SÃO ESSAS? QUE TUDO, AMIGA! AH LOKA, ABAFA! NÃO VAI FALAR COMIGO? DESCULPA SE MEU BRILHO TE INCOMODA, AMOR! SEU RECALQUE BATE NO MEU NAVIO FODÁSTICO E VOLTA!"
***
" - E aí, esse casamento sai ou não sai? Vai ter comida? Digam que vai ter comida, porque eu não saí de Pyke para passar fome.
- Os Lannister são uma das Casas mais ricas de Westeros!
- É mesmo? Veja como isso muda a minha vida, seu leãozinho. Não, você está mais para um gato de rua pulguento mesmo"
***
Sim, no próximo capítulo, nossos vida loka do Acampamento vão para Westeros!
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