Notas iniciais
OIEEEEEEEEEEEEEEEEE! ~le eu alegre~
Quem sentiu falta de capítulos cheios de barraco? o/ Então, aqui está!
Espero que gostem!

POV. Percy Jackson

Tyson e eu estávamos no Chalé de Poseidon lutando contra o monstro mais horrendo que o mundo já conheceu:

Uma barata que entrou pela janela.

Nós dois estavamos escondidos atrás do sofazinho, só observando o bicho nojento.

- Ah, qual é – resmunguei baixo – Eu mandei um titã para o Tártaro, e não posso matar uma barata?

- Baratas são malignas – murmurou Tyson encarando o bicho – Quer saber? Eu vou lá!

O grandão pegou um chinelo, levantou-se e foi matar a barata. Porém, aconteceu o impensável. O pavor de qualquer ser humano. A coisa mais medonha do mundo.

A barata levantou voo.

- AHHHH! – berramos em uníssono.

Nós dois saímos correndo desesperados pelo Acampamento, gritando e pedindo piedade pelas nossas almas.

- O que aconteceu?! – perguntou Travis. Todos os campistas nos olhavam.

- UMA BARATA! – berrei – E ELA VOA!

- AHHHHHHHHH! – berraram todos.

Todos os campistas do acampamento começaram a correr e berrar por todos os lados do acampamento, no melhor estilo cada um por si próprio. Era o Apocalipse. Casais desesperados abraçavam-se pela última vez, retardados pulavam dentro do lago tentando ir para Nárnia e Forever Alones corriam e gritavam por sorvete.

Acho que se as baratas soubessem que todos têm medo quando elas voam, já teriam dominado o mundo.

Então, Sr. D e Quíron saíram de dentro da Casa Grande e viram aquela zona generalizada.

- QUE PORRA ESTÁ ACONTECENDO AQUI?! – berrou Sr. D e o silêncio reinou.

- Tinha uma barata – explicou Nico – E ela voava.

- Estavam correndo como loucos por causa de uma simples barata? – perguntou Quíron descrente.

- Mas ela voava! – insistiu Nico.

- Chega! – exclamou Sr. D furioso — Na minha época, os gregos eram resistentes e fortes! Eram treinados para a guerra e não fugiam por qualquer besteirinha! Vocês estão aqui para o mesmo objetivo! Não aceitarei que vocês continuem com essa palhaçada!

- Está nos chamando de fracotes?! – exclamou Clarisse indignada.

- Estou. Algum problema, La Rue? – aqueles olhos medonhos focaram Clarisse, que empalideceu um pouco e baixou os olhos.

- Não, senhor...

- E para por ordem nessa droga de Acampamento, eu vou chamar aquele de vocês que acho que tem melhor condições para amedrontá-los até nas profundezas de suas mentes – Sr. D deu um sorriso maligno.

Oh Zeus.

* * *

Os campistas estavam reunidos na Arena. Todos nós, de todos os chalés. Estava muito silencioso, queríamos ver logo quem fora o escolhido para “amedronta-nos até nas profundezas de nossas mentes”.

Mas foi aí que percebi que Carol não estava ali. Arregalei os olhos.

- FODEU! – berrei para todos – FODEU! CORRAM! O ESCOLHIDO FOI...

Tarde demais. O escolhido para nos torturar entrou pela porta da Arena.

- Zeus, piedade da minha alma – murmurou Nico.

- Escutem aqui, seus bastardos – cuspiu Carol com um cassetete em mãos – Sr. D me escolheu para pô-los em ordem, e acho bom ninguém aqui ir contra o que eu disser. As novas regras do Acampamento Meio Sangue são:

“É proibido: Rir, chorar, abraçar, sorrir, demonstrar emoções, correr, andar, rastejar, voar, comer doce e não dividir comigo, fazer barulhos altos, festas no Chalé 69, ouvir música sem fone de ouvido [N/Percy: Os filhos de Apolo ficaram horrorizados], ter barba, ser um cavalo ou ter a bunda de um, ser um bundão ou babaca, não me dar chocolate, usar água oxigenada no cabelo ou se parecer com um Malfoy.

É permitido: Morrer e respirar silenciosamente”

- Porque nós iríamos te obedecer, Peruzzo?! – exclamou um filho de Ares indignado. Ele tinha 1,90 de altura e parecia poder esmagar sua cabeça como uma uva. Cara legal.

Carol lançou para ele um dos seus famosos olhares de desprezo.

- Qual teu nome, criatura? – perguntou.

- Brutus Jones.

- Vou te chamar de 01.

- Porque 01?

- PORQUE VOCÊ VAI SER O PRIMEIRO A PEDIR PRA SAIR, CARAI! – ela berrou dando-lhe um tapa com força na cara – PEDE PRA SAIR, FELA DA PUTA!

- Não! – ele exclamou.

- NÃO O QUE?! – ela berrou. Outro tapa.

- NÃO, SENHORA!

- VOCÊ É FANFARRÃO, SEU 01! PEDE PRA SAIR! PEDE PRA SAIR SE NÃO AGUENTA, SEU BOSTA!

- EU NÃO VOU SAIR!

- TU SABE QUE É UM MERDA! ENTÃO PEDE LOGO PRA SAIR! – mais um tapa – PEDE! PEDE PRA SAIR!

- EU QUERO SAIR! EU QUERO SAIR! EM NOME DE ZEUS, EU QUERO SAIR! – berrou o garoto já se debulhando em lágrimas.

- ENTÃO SUMA DA MINHA FRENTE, SEU SACO DE BOSTA!

Depois que o filho de Ares saiu correndo e chorando para fora da Arena, todos ficaram no maior silêncio do mundo.

- E é assim que vai funcionar, entenderam? – a voz dela estava soturna.

Todos concordaram e – por via das dúvidas – colocaram suas mãos nas testas, fazendo uma saudação militar.

- Sim, senhora!

1

E foi exatamente assim que o Apocalipse começou.

* * *

Uma semana depois, Carol já tinha feito até mesmo Blackjack chorar (os pégasos são muito sensíveis) Ela juntou alguns semideuses e fundou o BOPE.

Batalhão de Operações Potencialmente Esmagadoras.

A função principal do BOPE era verificar se tudo estava em ordem no Acampamento. Mas se quer a minha opinião, os agentes do BOPE não mandam em nada.

O terror é a Carol mesmo.

O mais aterrador é que o objetivo de Sr. D foi completo. Minha irmã realmente consegue nos aterrorizar até a alma. Acho que são os olhos azuis, que ficam te encarando e... Argh! Dá muito medo!

Eu lutei contra um titã, mandei-o de volta para o Tártaro e derrotei o deus da guerra, mas tenho medo de um conjunto de semideuses toscos! Até onde eu fui parar?! Acho que o único lado bom de tudo isso é que a Carol não tirou a minha comida azul.

Nico e eu, num dia, estávamos treinando com espadas na Arena junto com vários outros campistas. Carol estava sentada nas arquibancadas nos observando como um falcão. Então, eu desferi um golpe que jogou a espada do filho de Hades longe.

- Di Ângelo – chamou Carol suavemente. Nico empalideceu.

- Sim, senhora? – respondeu tímido.

- Recolha sua espada.

Nico fez o requisitado.

- Pronto, senhora.

- Eu vou te perguntar uma coisa, Di Ângelo – disse Carol – O que você é?

- Desculpe? – Nico estava confuso.

Carol desceu das arquibancadas, veio até ele e repetiu:

- O que você é?

- Filho de Hades?

- O que?

- Filho de Hades!

- E FILHO DE HADES PERDE PARA UM FILHO DE POSEIDON?

- VOCÊ É FILHA DE POSEIDON!

- MAS EU SOU VIDA LOKA! – Carol deu um tapa na cara de Nico – TIRA ESSA ROUPA DE CAVEIRA QUE TU É MOLEQUE! VOCÊ NÃO É CAVEIRA, VOCÊ É MOLEQUE, DI ÂNGELO! ENTENDEU, SEU IMBECIL?!

- Sim, senhora! – exclamou Nico já chorando.

- TÁ CHORANDO? TÁ CHORANDO? EU DISSE QUE É MOLEQUE! SUMA DA MINHA FRENTE, SEU ENERGÚMENO!!

Nico deu um berro de choro e saiu correndo cobrindo o rosto. Carol bufou e voltou para as arquibancadas.

2

* * *

Era aula de canoagem. Aquele mesmo filho de Ares, Brutus Jones, tropeçou no caminho para o lago. Ele levantou-se assustado.

- 01 – cuspiu Carol – Desaprendeu a andar?

- Não, senhora – respondeu depressa – Desculpa, senhora.

- Na Grécia Antiga, desculpas não valiam de nada.

Um ataque de loucura caiu sobre Brutus, fazendo-o responder:

- Mas nós não estamos na Grécia Antiga!

Carol sorriu, mas seus olhos não a acompanharam.

- É mesmo? – ela perguntou calma – Sabe o que penso disso?

- O que?

- PENSO QUE VOCÊ É UM MOLEQUE IGUAL O DI ÂNGELO! ESSE AQUI É FANFARRÃO, PÕE NO SACO!

- Não! – exclamou Brutus assustado.

Um esquadrão de campistas (ou talvez fossem mercenários contratados, Carol é bem capaz disso) entrou segurando um saco. Brutus tentou fugir, mas dentro de um momento sua cabeça já estava dentro de um saco.

- Podem soltar – disse Carol indiferente.

Brutus foi solto. Ele estava com lágrimas escorrendo pelo rosto.

- Aprendeu o valor de ficar em pé, 01? – Carol sorriu com um brilho sádico.

Ele assentiu e saiu correndo para a sua canoa.

3

Não, isso não pode continuar desse jeito. Agora eu vou ter que usar armamento pesado...

Eu vou ter que libertar o Kraken.

* * *

Todos estavam comendo no Refeitório. Carol andava de um lado para o outro, nos observando e batendo o cassetete nas mãos. Quíron estava apreensivo. Sr. D comia seu macarrão alegremente.

- O Acampamento está tão alegre esses dias – comentou o diretor casualmente.

- Mas o único som é o choro dos campistas – disse Quíron.

- Exatamente.

- E isso é bom?

- Não tem nada melhor, meu caro centauro.

Então, de repente, um estalo foi ouvido e eu sorri discretamente. O Kraken chegou.

- CAROLINA GODOFREDA ALEJANDRA ROBERTA MAMMA BRUSCHETTA GONÇALVEZ SOUZA FELTON HOULT HIDDLESTON SAMANTHA MARIANA ALÍCIA FLÁVIA CARLA MARGARITA ROSA SOUZA PERUZZO! – berrou Shelley Peruzzo.

- Uau, que nome... – comentou Clarisse baixinho.

- Mãe? – Carol ficou tão perplexa que até deixou o cassetete cair no chão.

- O Zé Ramalho que não é, menina! – exclamou Sra. Peruzzo colocando as mãos na cintura.

Eu tinha que admitir: As duas eram assustadoramente parecidas. Os mesmos olhos azuis medonhos, a pele branca lisa, cabelos castanhos, lábios vermelhos e olhar de raiva. Shelley tinha um ar totalmente ameaçador, mas mesmo assim maternal. Que mulher louca!

Só podia ser mãe da Carol mesmo.

E o mais medonho era a varinha que Shelley tinha na mão. Eu já vi Carol explodindo o chalé de Deméter (ela não gosta de cereais) e depois disso, aprendi a respeitar os bruxos.

Pelo o que eu sei, minha meio-irmã não via a mãe á anos e Sra. Peruzzo é uma Comensal da Morte (ela come sal? ‘-‘)

- Mas... Mas... – a filha de Poseidon não conseguia formular uma frase concreta.

- VOCÊ ESTÁ AMEAÇANDO AS PESSOAS? – gritou Shelley.

Carol até se encolheu com aquele grito.

- Estou, mãe.

Sra. Peruzzo andou até ela furiosa e... Abraçou-a! Como assim, produção?!

- Essa é a minha menina! – disse contente – Sempre ameaçando os outros! Que orgulho!

O Refeitório estava totalmente perplexo.

- Você vai se juntar ao Lorde das Trevas, não vai? – perguntou Shelley ansiosa – Você tem tanto cheio para Comensal! Vamos desbancar aquela cabelo de Bombril da Lestrange! Eu até já comprei uma camiseta “Comensal da Morte e orgulhosa disso” para você!

- Eu não vou servir o Voldy Bicha Má! – exclamou Carol – Além de que eu sou da Grifinória.

Shelley fez uma expressão ofendida.

- CULPA DA PORRA DO SEU PAI! – berrou ela – POSEIDON COM SUA CORAGEM! USEM CAMISINHA, CRIANÇAS! ISSO É CULPA DELE! QUEM MANDOU TER UM TRIDENTE DAQUELES?!

...

...

Eu realmente espero que essa frase não tenha sido de duplo sentido.

- Se isso melhora a moral dela – começou Silena querendo ajudar – Carol namora um sonserino.

- MENTIRA! – berrou Carol – EU NÃO TENHO NADA COM O MALFOY! N-A-D-A!

- Malfoy? – Shelley surpreendeu-se – Não sabia que o Lúcio tinha tido um filho, ele era tão gay na escola.

- O filho dele é tão gay na escola – confirmou Carol.

- Mas voltando ao assunto principal – disse a Mãe do Furacão Carol – Não vai se juntar ao Lorde das Trevas?

- Não.

- Não é da Sonserina?

- Nops.

- Não namora um sonserino?

- Nunca.

- Então você não deixa outra escolha – Shelley colocou a mão na bolsa e tirou de lá uma foto – OLHA TODO MUNDO! A CAROL BEBÊ!

Todos olharam para a foto e caíram na risada. Carol ficou profundamente rubra. Aquilo era vergonha demais para uma só pessoa. Acho que deveria existir uma lei dizendo que seus pais – sendo eles deuses, mortais ou Comensais da Morte – não podem envergonhar os filhos em nenhuma situação.

- Mãe, querida – disse Carol – Mas eu estou espalhando maldade pelo mundo! Eu puno os infratores.

- Então você é tipo uma policial?

- Por esse ângulo, é.

- ABSURDO! – berrou Shelley – FILHA MINHA NÃO É POLICIAL DO BEM NÃO!

Shelley pegou a orelha de Carol e saiu arrastando pelo acampamento.

- Ai! Mãe, me solta! – choramingava Carol – Mãe! Que coisa! Me solta! Ai!

E o que toda essa situação me ensinou? Bem, que o Apocalipse pode ser impedido por uma mãe raivosa.

E também que baratas são do mal.

Notas finais
Um pequeno spoiler do próximo capítulo:
* * *
"PELOS DEUSES, LEO! ACHO BOM VOCÊ PARAR DE ME ENCHER OU VOCÊ VAI VER ONDE EU VOU ENFIAR ESSA ESPADA!"
* * *
"NICO! EAÍ, AMIGA? QUE BOTAS SÃO ESSAS? QUE TUDO, AMIGA! AH LOKA, ABAFA! NÃO VAI FALAR COMIGO? DESCULPA SE MEU BRILHO TE INCOMODA, AMOR! SEU RECALQUE BATE NO MEU NAVIO FODÁSTICO E VOLTA!"
***
" - E aí, esse casamento sai ou não sai? Vai ter comida? Digam que vai ter comida, porque eu não saí de Pyke para passar fome.
- Os Lannister são uma das Casas mais ricas de Westeros!
- É mesmo? Veja como isso muda a minha vida, seu leãozinho. Não, você está mais para um gato de rua pulguento mesmo"
***
Sim, no próximo capítulo, nossos vida loka do Acampamento vão para Westeros!