As Crônicas Dos Retardados.

13 Procura-se Uma Namorada


Notas iniciais
Esse capítulo é patrocinado por Afrodite e Poseidon.

Afrodite, desde a Grécia Antiga formando casais.

Poseidon, desde a Grécia Antiga matando mortais que mexem com suas filhas.

POV. Draco Malfoy

Eu estava deitado no meu quarto quando ouvi minha mãe me chamando. Desci as escadas e encontrei-a na sala de estar junto com meu pai.

– O que houve? – perguntei.

– Sente-se – pediu meu pai.

– Certo – disse sentando-me – O que houve?

Os dois se entreolharam.

– Filho, você precisa de uma namorada – disse minha mãe.

– Hãn? – perguntei confuso.

– Sábado que vem, sua tia-avó Walburga virá jantar conosco – disse Lúcio – E nós dissemos que você tem uma namorada; puro sangue, obviamente.

– Porque disseram que eu tenho uma namorada se eu não tenho uma namorada? – perguntei irritado.

– Porque Walburga é muito exigente, e estavamos planejando mentir para ela – disse mamãe – Só que agora ela quer conhecer a moça.

– Então – disse meu pai – Arrume uma namorada até sábado.

E agora eu estou em Hogwarts, pensando em como vou conseguir uma namorada enquanto ando com meus amigos para o Salão Principal.

– Eu estou com fome – reclamou Blásio.

– Você sempre está com fome – disse.

– Mas dessa vez é diferente – disse Blásio – Acho que eu poderia comer um hipogrifo!

Revirei os olhos enquanto sentávamos-nos à mesa. Olhei para a mesa da Grifinória e vi Peruzzo rindo com Weasley e Potter.

– Isso! – murmurei.

Ali estava a resposta para o meu problema! Exatamente ali... No prato de Peruzzo. Havia uma grande fatia de pudim ali.

Após o meu problema da fome ser resolvido, eu olhei para as garotas da Sonserina.

Emília Bulstrode? A mãe dela tem licença do IBAMA para criá-la?

Pansy Parkinson? Não estou tão desesperado assim.

Astoria Greengrass? Não faz meu tipo.

Então, levantei da mesa e segui andando pelos corredores.

– RONALD BILIUS WEASLEY! – ouvi o inconfundível grito de Peruzzo.

– O nome do meio não... – pediu Weasley.

– O QUE VOCÊ TEM NA CABEÇA? BOSTA DE MINOTAURO? – adoro quando ela xinga alguém que não seja eu.

– MAS FOI SEM QUERER!

– AH! ENTÃO VOCÊ DERRAMOU SUCO DE LARANJA EM CIMA DO MEU LIVRO DE FEITIÇOS SEM QUERER? EU VOU JOGAR VOCÊ NO LAGO NEGRO, E VAI SER SEM QUERER!

Depois dessa ameaça, tudo que vi foi Weasley passando correndo por mim. Carol virou o corredor e passou reto por mim, sem nem ao menos me xingar ou falar do meu cabelo. Hum...

A minha falsa namorada precisa ser puro sangue. Confere.

A minha falsa namorada precisa ser da Sonserina/ter o temperamento de uma sonserina. Confere.

A minha falsa namorada precisa ter postura. Confere.

– Você está me ignorando? – perguntei á Peruzzo.

Ela me encarou.

– Eu te ignoro desde o primeiro ano, caso não tenha notado – disse ela.

– Certo – disse revirando os olhos – Eu... Eu preciso que você faça um favor para mim.

E Carol teve a decência de rir na minha cara.

– Eu não faço favores nem para o meu pai, acha que eu vou fazer alguma coisa por você? – riu.

Ela me irrita.

– Por favor – disse.

– O que é? Quer que eu vá á farmácia comprar mais água oxigenada para o seu estoque?

– Meu cabelo é natural!

– Duvido muito disso.

– Eu preciso que... – disse – Bem, eu preciso que você seja a minha namorada.

Carol franziu a testa, depois abriu a boca para falar algo, mas fechou-a novamente.

– O que? – perguntou descrente.

– Bem, é só fingir ser minha namorada – disse – É só por um jantar. Minha tia-avó vai me visitar e meus pais disseram que eu tenho uma namorada.

– Eu não fingir ser sua namorada!

– Nem se eu parar de xingar os Weasley por uma semana? – ofereci.

Carol considerou a proposta por alguns segundos.

– Irrevogavelmente não – ela disse.

– Ah, qual é! – exclamei – Lembre-se de tudo que eu já fiz por você!

– Você nunca fez nada por mim.

– Ah é – disse – Então faça isso por amor á minha pessoa.

De novo, ela riu na minha cara. Isso está começando á me irritar.

– Vai ter comida de graça – tentei meu último argumento.

– Tudo bem – disse Carol depois que terminou de rir (e olha que demorou) – Eu finjo ser sua namorada por um só jantar e como de graça.

– Exato – disse pegando um pedaço de pergaminho que estava na mochila – Esse é o endereço da Mansão Malfoy. Use alguma roupa decente para um jantar com uma velhinha.

– A maioria das minhas roupas é assim, ok? – perguntou infantilmente.

Ela estava usando uma camiseta que tinha escrito Fuck You, Bitch.

– Tudo bem – disse sorrindo de canto – Te encontro sábado.

* * *

– Você já está pronto? – perguntou minha mãe entrando no meu quarto.

– Já – disse arrumando a gravata.

– Você conseguiu arrumar uma namorada?

– Hãn ham.

– Quem?

– Hãn... É uma garota lá da escola...

Minha mãe revirou os olhos.

– Disso eu sei, Draco – falou – Eu quero saber o nome dela.

– Carolina Peruzzo – disse baixinho. Só que ela escutou.

– O que? A Peruzzo? – exclamou – Filho!

– Mãe! Ou era ela ou a sangue ruim Granger!

– Certo...

Alguns minutos depois, a campainha tocou e o nosso elfo doméstico foi atender. Ali estava Walburga Black, cada dia mais velha, gorda, chata e irritante.

– Draco! – exclamou me abraçando – Cada vez que o vejo está maior e mais bonito!

– Obrigado, tia – disse.

– E onde está a sua namorada?

– Ela ainda não chegou – disse meu pai enquanto íamos para a sala de jantar. Ele sabia que era a Peruzzo – Ela é uma garota ótima, vai adorar conhecê-la.

A campainha tocou novamente.

– Com licença, senhores – disse o elfo.

Ele saiu para atender a porta. Quando ele voltou, eu mal pude acreditar nos meus olhos. Carol estava... Certo, não tenho outras palavras para descrevê-la. Ela estava simplesmente linda.

– Olá – disse tímida. Estranho. – Desculpem o meu atraso.

– Oh, tudo bem – disse Walburga – Eu sou Walburga Black. Qual o seu nome, querida?

– Carolina Peruzzo – respondeu apertando a mão de Walburga – É um prazer conhecê-la.

Carol sendo educada. Estranho, muito estranho. Ela sentou-se ao meu lado e o elfo começou á servir a refeição.

– Desde quando você sabe se produzir? – sussurrei para ela.

A grifinória me encarou.

– Eu sei me produzir, mas tenho preguiça – ela sussurrou de volta – Agora cala a boca e volte a comer.

– Então, Carolina – disse Walburga – Você pertence á que casa de Hogwarts?

– Sonserina – disse Carol casualmente [N/Rony: Ela disse isso? Por Merlin!] Oque esse favelado está fazendo na minha narração? Xô, Weasley!

– Joga Quadribol?

– Sim, sou artilheira.

– Média escolar?

– A+

– Melhor matéria?

– Poções.

– Sangue?

– Puro.

– Quando você viu Draco, foi amor á primeira vista? – perguntou Walburga.

Carol fez uma cara de quem estava tentando engolir um rato vivo.

– Foi – disse com um sorriso amarelo. Essa garota me ama [N/Carol: Cala a boca, seu retardado. Eu estou aqui fazendo o meu trabalho, e você falando merda.]

Eu tenho que admitir uma coisa: Carol é realmente uma ótima mentirosa.

– Que lindo! – exclamou Walburga – Vocês são um lindo casal!

E depois de ouvir minha tia-avó dizer isso, eu lhes deixo uma mensagem: Não deixem suas tias-avós se drogarem, porque senão elas vão dizer que você e seu rival são um lindo casal.

– Obrigado – agradeci falsamente.

O jantar durou outras duas torturantes horas, nas quais muitas coisas aconteceram. Eu tive que dizer que sempre gostei da Carol e ela teve que dizer que acha meu cabelo muito bonito (lembra aquele rato que ela estava tentando engolir? Então, acho que ela só conseguiu isso depois de dizer que meu cabelo é bonito) [N/Carol: Como você mesmo disse, eu sou uma ótima mentirosa]

– Bem, eu tenho que ir – disse Walburga levantando-se da mesa – Foi um ótimo jantar, Narcisa.

– Obrigada – agradeceu mamãe.

– E foi maravilhoso te conhecer, Carolina – disse Walburga apertando a mão de Carol – Draco teve sorte em encontrar uma ótima garota como você.

– Obrigada, Sra. Black – disse Carol – Também foi ótimo conhecer alguém tão... Simpático quanto a senhora.

Walburga despediu-se de todos e aparatou no jardim. Meus pais ainda estavam dentro de casa, Carol e eu estávamos no jardim, olhando para as árvores escuras.

– Que horror – disse Carol – Vou ter que tomar um banho no Estige para tirar tanta babaquice de mim.

– Babaquice? – perguntei.

– É – confirmou – Aquela maldita ali é a mãe do Sirius. Eu tive que me controlar para não dar um soco naquela cara gorda!

– Você é muito agressiva – disse rindo enquanto virava de frente para ela.

– Ah, eu sei disso – disse virando de frente para mim também – Tenho benção de Ares. Não é algo que se possa controlar.

– Eu gostei do jantar – disse – E você fez seu papel muito bem.

– Obrigada – disse Carol sorrindo – Eu também tenho a benção de Dionísio, deus do teatro e da...

– E da loucura – disse rindo, logo depois Carol me acompanhava na risada.

– Então, eu já vou indo – falou alisando o vestido.

– Eu não ganho beijo de boa noite? – provoquei.

Se não estivesse escuro ali, eu juraria que Carol tinha corado.

– Não, idiota – disse me dando um tapa de brincadeira no braço.

– Por favor?

Carol me olhou com uma sobrancelha erguida.

– Você está fingindo ser minha namorada – falei – E namorados se beijam.

– Incrível como você pode ser inteligente quando quer e tapado o resto do tempo – disse Carol.

– Eu não sou tapado!

– É sim.

– Não sou não.

– É sim.

– Não sou.

– Então prove que não é tapado.

Sorri e segurei os braços de Carol para que ela não me desse um tapa na cara (ela é bem capaz de fazer isso) Me inclinei e dei um beijo nela. Carol passou os braços em volta do meu pescoço enquanto eu a abraçava.

Ela me soltou e (graças á Merlin) não me deu um tapa, nem um soco, nem uma voadora.

– Boa noite, Draco – disse sorrindo timidamente.

Carol atravessou o jardim, passou pelos portões e, com a ajuda de uma mulher muito bonita (Afrodite, eu acho), aparatou.