As Crônicas Dos Retardados.

39 Operação Cupido - Ao Contrário.


Notas iniciais
Percy: Feliz dia dos namorados, Annie!
Clarisse: Parabéns, Chris, seu babaca.
Leo: Feliz dia dos namorados, Time Leo U-U
Time Leo: ~inexistente~
Carol: Feliz dia dos namorados! Eu te amo tanto! Não posso viver sem você! Meu eterno amor...
Draco: *--*
Carol: ... Nutella!
Nutella: Awn, também te amo!
Draco: e-e
~~
Obrigada a joanaalexandara e Sra Almofadinhas pelas recomendações! Adorei, são lindas!
Espero que gostem do capítulo!
Carol: http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_520/set?id=84919915

POV. Clarisse La Rue

A pior parte de ter uma melhor amiga retardada apaixonada é que você tem que fingir que se importa com isso. E o pior de tudo: Tem que fingir se importar e dar sua opinião sobre o assunto. E para terminar com coroa de ouro: Eu não suporto aquele filho de Hécate.

Quer dizer, Lou Ellen é o tipo de cara que todo homem quer para a filha: Educado, gentil, engraçado e cavalheiro. O problema é que ele é perfeito demais. Como se fosse um robô. Eu tenho medo de robôs, eles são sinistros.

- E hoje Lou vai me levar para jantar – Carol terminou o discurso de duas horas – O que você acha?

- Hã? – acordei do cochilo que tirei enquanto ela falava – Ah, legal. Divirtam-se.

- Clarisse, eu sei que você não gosta do Lou, mas ele é... Perfeito – ela sorriu de uma forma que covinhas se formaram. Tem gente que acha isso bonitinho, mas eu acho estranho.

- Contanto que a varinha dele funcione direito. Ouvi dizer que nem todo bruxo tem uma varinha mágica – provoquei. Ela riu e me deu um tapa no braço.

Carol está tão diferente desde começou a namorar Lou que quase não me lembro daquela garota que deu um golpe de Hulk no Senhor da Escuridão e do Pesadelo. Ela agora dá risadinhas, cora, saltita, se preocupa se a cor do brinco combina com a do sapato e faz todas aquelas babaquices que nós duas odiávamos. O amor é mesmo cego, surdo e retardado. Só não é mudo, porque eu queria que ela calasse a boca de vez em quando.

- Você vai aonde com quem? – perguntou Percy surgindo na porta do Chalé 3.

- Eu não sei aonde, mas Lou vai me levar para um jantar romântico – informou Carol – Algum problema, bacalhau?

- Nós dois somos filhos de Poseidon.

- Tanto faz.

- Você não vai sozinha a lugar nenhum com aquele filho de Hécate! – exclamou Percy – Nosso pai concorda comigo!

- E eu lá ligo para Poseidon?

- Carol...

- Percy...

- Carol...

- Percy...

- Carol...

- Percy...

- Carol...

- Percy...

- Carol...

- Percy...

- Clarisse! – exclamei levantando a mão. Os dois me encararam.

- Enfim – Carol revirou os olhos – Tenho aula de canoagem agora. Até mais!

E saiu saltitante. Cadê aquele garoto Malfoy quando precisamos dele? [N/Draco: NA INGLATERRA! MAS EU JÁ ESTOU INDO PARA AÍ!] [N/Autora: Não está não] [N/Draco: Você tinha me tido que ela não ia ficar com esse sangue ruim!] [N/Autora: Eu menti. Há há.]

- Clarisse – chamou Percy – Isso não pode ficar assim. Odeio dizer isso... Mas prefiro que meus sobrinhos sejam loiros oxigenados do que morenos de olhos azuis.

- Oh, não gosta do seu cunhado? – perguntei cruzando os braços e sorrindo – Por quê?

- Lou é legal, mas... É legal demais – ele fez uma careta – Ele é gentil, bonito, educado, corajoso, inteligente, engraçado, sabe latim e outras quinhentas mil línguas diferentes... Até eu trocaria a Annabeth por ele! Mas não quero que a Carol fique com ele. Pessoas perfeitas têm defeitos perfeitos.

- Uau, isso foi a coisa mais profunda que você já disse, Jackson – falei.

- Disfarce-se e vá ao restaurante com eles – falou Percy – Por favor.

Suspirei.

- O que não fazemos pelos otários que temos que suportar...

POV. Carol Peruzzo

Primeiro de tudo: CHUPA DREW! VOCÊ QUE DISSE QUE EU TENHO DEDO POBRE! Isso é mentira! Só porque eu já me apaixonei pelo filho do Voldemort, um corvino viciado em estudar e um filho de Afrodite que só ficava se olhando no espelho? Puff.

Quando chegou a noite, me arrumei graciosamente para meu encontro.

- PERSEUS JACKSON, CADÊ AS MINHAS SAPATILHAS?! – gritei saindo descalça do banheiro – SEI QUE VOCÊ AS ESCONDEU!

- DEI DE BRINQUEDO PARA A SRA. O’LEARY! – gritou Percy de volta.

- SEU VERME MARINHO!

- SUA BALEIA!

- O QUE VOCÊ DISSE?! – gritei tão alto que até os moradores de Tókio ouviram.

- Eu te amo, irmãzinha do meu coração.

Funguei e peguei outro par de sapato. Saí do chalé em silêncio e fui correndo até o pinheiro de Thalia, o ponto de encontro que Lou marcou. Agora eram oito da noite. Se Sr. D me visse fora da cama agora, me transformaria num golfinho (awn, eu gostaria de ser um golfinho!).

Encontrei Lou me esperando lá, ele sorriu quando me aproximei. Ele usava uma camisa polo preta, jeans cinzentos, tênis e tinha penteado o cabelo para trás.

- Oi – ele disse – Você está muito bonita, Carol.

- Obrigada – sorri igual uma retardada – Onde nós vamos jantar?

- É surpresa, mas tenho certeza que você vai adorar. Eu escolhi especialmente para essa noite – ele pegou a minha mão – Vamos?

- Ah, sim, isso me leva a outra pergunta: Como vamos chegar lá? Não vejo nenhum carro, vassoura, Minotauro...

- Porque eu dirigiria o Minotauro?

- Ele é legal, tá? – respondi – Gente boa. Ele só tem problemas com o Percy, fora isso, é bem legalzinho.

- Enfim... – Lou pigarreou – Assim como os filhos de Hades, os filhos de Hécate podem andar pelas sombras. Minha mãe também é uma deusa do Mundo Inferior.

Lou entrou em uma sombra e me puxou junto. Fechei os olhos. Sempre quero matar o Nico quando ele me dá alguma carona, viajar nas sombras sempre me dá ânsia de vômito. Saímos em uma rua do Brooklyn. Lou tampou meus olhos e me conduziu pela rua, até que ele parou. Senti o cheiro do mar.

Vamos jantar a beira-mar! Que lindo!

- Pronto, pode abrir os olhos! – ele destampou meus olhos.

Encarei o prédio na minha frente com descrença. Era um sushi bar.

- Você me trouxe num sushi bar?! – exclamei com raiva.

Lou pareceu entender.

- Ah, droga! – ele praguejou – Certo, eu esqueci que... Qual é, Carol, você simplesmente não pode entrar e comer?

- Isso seria canibalismo! – respondi.

- Você não é um peixe!

- Mas aqueles pobres animaizinhos são súditos do meu pai, e eu não vou jantá-los! – cruzei os braços.

- Tudo bem – Lou suspirou – Eu já fiz a reserva, mas... Acho que eles servem algo que não tenha peixe também. Vamos.

Torci o nariz e entrei naquele lugar horrível.

POV. Clarisse La Rue

- Agente Marica, está em posição? – perguntei no walk-talk.

- Porque eu tenho que ser o Agente Marica? – Draco resmungou em resposta.

- Porque você é um agente. E um marica. Então é o Agente Marica.

- E qual o seu codinome?!

- Agente Fabulosa.

- Eu queria ser o Agente Fabulosa!

Depois eu chamo de boiola, não pode.

Estou na Rua Governador Houlson, a rua que Lou disse que levaria Carol para o encontro (o que foi? Ele postou no Facebook!). Estou usando um vestido vermelho até os joelhos, sapatilhas romanas e uma peruca loira igualzinha a da Hannah Montana. Chris ficou babando por meia hora antes de eu lhe dar um tapa na cara.

E meu companheiro de crime é ninguém mais ninguém menos que Draco Malfoy. Segundo ele, está aqui porque “não quer ver Peruzzo descer o nível com um sangue ruim, afinal, sem ela ele vai ter que aguentar o Potter”. Hãn ham, me engana que eu gosto.

- Certo, Agente Marica, o que está vendo? – perguntei.

- O Elemento e Peruzzo estão entrando no prédio – respondeu Draco – Há, que otário! Ele a trouxe num sushi bar? Eu a levaria a um...

- Motel?

- Não! Você só podia ser amiga dela mesmo, com essa sua mente poluída! – ele disse e praguejou mais um pouco. Revirei os olhos.

- Agente Marica, me encontre na frente do sushi bar, vamos entrar em ação. Câmbio, desligo.

- Como é que desliga esse negócio mesmo?

Bufei, desliguei o walk-talk, coloquei-o dentro da minha bolsa e fui andando até a frente do prédio. Encontrei Draco parado na frente da porta. Ele usava uma peruca castanha, um bigode preto (ele poderia conquistar a Carol com esse bigode) e um terno cinza.

- Qual meu nome falso? – perguntou ele.

- Gandolf Schaller, um alemão que está de viagem nos Estados Unidos – respondi – E eu sou sua irmã, Giulia. Fale com sotaque alemão.

- Eu não sei sotaque alemão. Eu sou inglês, tenho sotaque inglês! – Draco exclamou.

- Improvise alguma coisa!

Segurei em seu braço e entramos no sushi bar. Era um lugar muito bonito, com paredes vermelhas com ilustrações asiáticas em negro. Várias mesas estavam dispostas com panos vermelhos com detalhes dourados e velas aromatizadas. No canto oposto, perto das cozinhas, estava um imenso tanque de peixes, que ia do chão até o teto. Lá estavam peixes, crustáceos, polvos, lagostas e tudo mais que se come no Japão.

Carol e Lou estavam sentados numa mesa perto do balcão. Lou falava sem parar e comia uma travessa de sushi, Carol estava meio pálida e olhava com repugnância para a comida. Acho que é canibalismo ou algo assim.

- Aquele idiota – resmungou Draco – Ele podia tê-la levado para uma partida de paintball, Carol ama paintball. Seria mais romântico do que trazê-la para um restaurante onde comem os irmãos dela.

- Quantos pensamentos apaixonados, Gandolf – comentei.

- Vá se ferrar, Giulia.

Um garçom veio nos atender.

- Boa noite, senhores, o que desejam? – perguntou.

- Uma mesa para dois, por favor – disse Draco com seu melhor sotaque alemão. O que não é muito.

- Seus nomes?

- Gandolf e Giulia Schaller.

- Sigam-me, por favor – o garçom nos conduziu até uma mesa não muito distante de Carol e Lou — O que desejam?

Nos entreolhamos. Nenhum de nós sabe alguma coisa sobre comida asiática.

- Ér... – peguei o cardápio – Queremos uma travessa com Futomaki, Hosomaki e Kappamaki.

O garçom anotou nosso pedido e saiu.

- O que é Futomaki e o resto que você pediu? – perguntou Draco.

- Não tenho a menor ideia – olhei discretamente para a mesa de Lou e Carol – Agora é só observar.

POV. Carol Peruzzo

Drew estava certa. Eu tenho um certo dedo pobre. E, em consequência disso, já tive vários encontros ruins: Em um parque de diversões mal assombrado, no metrô de Manhattan, em Azkaban (esse foi tenso) e até mesmo um no Olimpo. Mas esse com certeza é o pior encontro de todos os tempos.

Fiquei encarando Lou devorar um tekkamaki que anteriormente foi um saltitante atum. Esse atum tinha esposa e filhos! E ainda havia uma travessa inteira com horrendos peixes mortos.

O que mais me dá nos nervos é aquele tanque de pobres animais marinhos que seriam mortos assim que alguém os requisitasse. É horrível. Suas vozes gritavam na minha cabeça e começavam a me dar dor de cabeça.

Filha de Poseidon! Filha do nosso senhor! Salve-nos! Solte-nos! Filha do mar! Nossa princesa!

- Carol, está se sentindo bem? – perguntou Lou com a boca cheia de salmão. Eu já devia estar um pouco verde.

- Estou – respondi tomando um gole de água – Será que não podemos ir naquele restaurante indiano do outro lado da rua? Sempre quis comer Biryani.

- Sabe o que é Biryani?

- Não, mas parece ser bom.

- No nosso próximo encontro, nós vamos lá – prometeu Lou.

Assenti e fiquei olhando para uma mesa não muito distante da nossa. Era um homem moreno com um magnífico bigode (deuses, eu sou apaixonada por bigodes) de terno cinza e uma mulher loira de olhos castanhos num vestido vermelho. O homem tinha bonitos olhos cinzentos, parecidos com os do Draco. Não que os do Draco sejam bonitos, mas é que... Ah, esquece.

Filha de Poseidon! Salve-nos! Socorro! Socorro!

Olhei para o tanque. Tudo que vivia lá dentro tinha parado e agora, estavam me encarando. Uma lagosta me olhava com os olhos do Gato de Botas. Senti meu coração quebrando-se ao meio.

- Isso é horrível – suspirei triste.

- Tem razão, o arroz japonês é doce – Lou fez uma careta.

- Não estou falando disso, seu idiota – retruquei irritada – Falo do tanque. Falo dos peixes mortos. Falo de você comendo um pobre atum.

- Estamos num sushi bar!

- Exatamente por isso que estou dizendo! Poderíamos ter ido jogar paintball, eu amo paintball!

- Bem, me desculpe! Da próxima vez vamos ao restaurante indiano comer a droga do Biryani!

- Ótimo! Assim não tenho que ver a droga do tanque de peixes.

- E eu não tenho que ter uma droga de discussão com você.

- Cale a droga da sua boca e coma a droga do sushi.

[N/Thalia: Na droga da lanchonete? SHUAHSAUSHAUSHUA]

[N/Grover: HSUAHSUASHUAUSHAUSHAU]

[N/Percy: UHSUAHSUAHSASHUASHAHSUAHUSHAU]

[N/Zoe: Eu ainda não vejo a graça nisso, sério]

A mulher de vermelho que acompanhava o cara com o bigode legal levantou-se e veio até a nossa mesa.

- Com licença, será que posso pegar o molho shoyu? – perguntou ela com um ridículo falso sotaque alemão.

- Claro – cerrei os olhos enquanto pegava o molho. Talvez a mulher fosse um monstro disfarçado, mas isso não tem muita chance de acontecer. Lou sempre anda com um feitiço de ocultamento – Aqui está, senhora.

Quando nossas mão se tocaram enquanto eu entragava o molho, vi as unhas da mulher. Eram vermelhas sangue com o tênue desenho de lanças cruzadas, unhas que só filhas de Ares ganham após receber a benção do pai. E só uma filha de Ares já conquistou isso até hoje.

- Clarisse – arregalei os olhos enquanto puxava o molho de volta – O que...

Olhei para o homem que acompanhava. Aqueles olhos cinzentos não existiam em qualquer lugar.

- Ah meus deuses – falei furiosa – Draco Malfoy, venha aqui antes que eu o puxe pela orelha.

Ele arregalou os olhos e caminhou mortificado até o lado de Clarisse. Arranquei o bigode da sua cara.

- Esse bigode vai ficar comigo agora – falei – Porque ele é muito legal.

- O que é isso?! – exclamou Lou – Vocês estavam nos espionando?!

- Não, nós estamos num encontro – disse Clarisse sarcástica – Estou com o ex-namorado da minha melhor amiga.

- Nunca fomos namorados – corrigi.

- Calada.

- Isso é um absurdo – disse Lou bravo – Clarisse, você não tem mais o que fazer? E Malfoy, você deveria estar na Inglaterra!

- Primeiro, minha família tem uma mansão em Manhattan, porque nós somos mais ricos que Íris – disse Draco – Segundo, esse é um país livre!

- Livre para você não se meter na minha vida — retruquei.

- Estou aqui por uma causa maior! – defendeu-se ele.

- Qual?

- Ér... Salvar esses peixes! – Draco apontou para o tanque de peixes.

Meus olhos brilharam.

- Jura? – perguntei.

- Juro! – exclamou Draco.

- Saiam daqui – mandou Lou – Estamos num encontro!

- Ela não parece estar se divertindo. E a próposito – Clarisse deu um tapa na cara de Lou – isso foi por você ser um babaca e por trazê-la a um sushi bar.

- Chupe isso, otário – riu Draco.

- Vai se catar, seu loiro oxigenado babaca – mandou Lou – Você só veio aqui porque está com dor de cotovelo por ela não te escolher.

- Que absurdo! – juro que imaginei que Draco ia estalar os dedos na cara de Lou, mas ele não o fez – Draco Malfoy não tem dor de cotovelo! Draco Malfoy é demais!

- Lou Ellen é melhor que Draco Malfoy! – exclamou Lou.

- Lou Ellen é um fracassado otário, Draco Malfoy é um loiro sedução que faz garotas suspirarem! – respondeu o loiro.

- Lou Ellen é tão quente que quando ele toma banho, a água forma vapor.

- Draco Malfoy é tão quente que só entrou na Sonserina por causa da cobra dele!

... Eu podia ter vivido sem ouvir isso.

- Lou Ellen é o pegador supremo de novinhas! – exclamou Lou.

- Draco Malfoy é tão brilhoso que o sol tem vergonha de aparecer! [N/Apolo: Bitch, please]

- Porque vocês dois estão falando na terceira pessoa? – perguntei.

- Lou Ellen não sabe.

- Draco Malfoy também não.

Clarisse suspirou e bate a mão na testa.

- Certo, seus idiotas, vamos embora – ela me pegou pela mão e me pôs de pé – Vamos, Carol. Lou, pague a conta.

- O que? Vocês não podem levar minha namorada embora! – exclamou Lou.

O olho esquerdo de Draco tremeu quando ele ouviu namorada.

- Aceite, sangue ruim, ela não te ama – o sonserino deu de ombros.

- Cale a boca, seu recalcado do Hades – resmungou Lou e comeu um pedaço da lagosta. Ah, não.

- Epa, epa, parou a palhaçada! – exclamei alto o suficiente para o restaurante inteiro ouvir – Eu aceitei quando você xingou minha melhor amiga, aceitei quando você humilhou a vadia Malfoy e aceitei quando você não me levou para comer Biryani. Aceitei até quando você me trouxe para esse lugar horrível. Mas eu não vou aceitar ver você comendo uma pobre lagosta, seu monstro sem coração!

- É só uma lagosta – Lou franziu a testa.

- ESSA LAGOSTA TINHA ESPOSA E FILHOS! – gritei histérica.

Ouvimos um estalo.

- O que foi isso? – perguntou Clarisse.

Draco arregalou os olhos.

- Ai Merlin! – ele exclamou apontando para o tanque de peixes.

Uma rachadura enorme surgiu no tanque. A rachadura foi crescendo até parecer uma versão da cicatriz do Harry. Filha de Poseidon! Socorro! Sorri e fiz um movimento com as mãos. O tanque estorou e voou água para todo lado. Os peixes e animais marinhos passavam por mim e gritavam agradecimentos. Me senti tipo a Daenerys Targaryen libertando os escravos e sendo chamada de Mysha! Mysha! Seria muito legal se isso acontecesse.

Os mortais presentes gritaram e sairam correndo, os peixes foram empurrados porta afora para cairem no esgoto. Bem, pelo menos eles podem chegar ao mar por lá. Lou estava de cara no chão, Clarisse estava em pé e cuspindo água, Draco estava jogado num canto sem a peruca, e eu continuava bem e seca.

- Isso é um término de namoro? – perguntou Lou ainda jogado no chão.

- Pode crer – peguei minha bolsa e saí do sushi bar.

Pior. Encontro. De. Todos.