Notas iniciais
Hey, pessoal!
Quero agradecer a Gabby Di Angelo, Isashi Nigami ( ♥ ), Jan Valdez Prior e Reyna Salvatore pelas lindas recomendações! Muito obrigada, garotas!
Espero que gostem do capítulo!
(Capítulo inspirado em A Casa de Hades. Não se preocupem, não tem spoilers!)

O dia já começou a ficar estranho quando Rony saiu correndo só de cueca pelo hotel.

Claro, eu simplesmente não esperava nada de bom daquela viagem à Veneza. Hermione deveria saber que semideuses não podem viajar para as terras antigas, mas se ela me ouviu? Claro que não. “Essas passagens custaram caro blá blá blá” “Nossos quartos no hotel já foram reservados blá blá blá” “Não ligo para os malditos monstros, mate-os! Essa é sua função blá blá blá”.

Esse foi o motivo para Hermione, Harry, Rony, Draco e eu aparatarmos em Veneza, porque viajar de avião é muito mainstream.

É, Draco está conosco. Não me perguntem o motivo. Quando eu estava arrumando minhas malas, ele apareceu, sorriu e exclamou “Estão indo para Veneza? Eba! Vou também!”. E começou a nos seguir.

[N/Hermione: Ele é seu namorado...]

Oh, sim, isso não é importante.

[N/Draco: Ela me comove]

Voltando ao ruivo escandaloso.

A manhã estava linda. Eu estava no quarto em que dividia a beliche com Hermione, os garotos tinham ficado com outro quarto. Estava arrumando forças para levantar da cama e ir tomar o café da manhã quando ouvi um grito.

– MALDITO WEASLEY! EU VOU TE JOGAR DENTRO DE UM DOS CANAIS!

Até o Percy conseguiria adivinhar quem berrou isso.

Pulei da cama, Hermione saiu correndo do banheiro. Quando chegamos à porta do quarto, vimos Rony correndo só de cueca (uma cueca vermelha com corações roxos, urgh) de um Draco Malfoy armado de uma escova de cabelo verde.

– O que é isso?! – exclamou Hermione chocada.

– Draco não pode usar uma escova para matar as pessoas! – falei – A ESCOVA É A ARMA DA RACHEL, SEU IDIOTA!

No final, Harry separou a briga e puxou a orelha dos dois de volta para o quarto. Durante o almoço, o idiota nos disse o motivo da briga. Aparentemente, Rony tinha jogado o gel de cabelo do Malfoy pela janela. Affe, quem nunca fez isso?!

Depois do almoço, Hermione teve a brilhante ideia de irmos passear pela cidade. No verão. Debaixo do sol. Ela tem ideias geniais.

– Eu não vou – Draco sentou-se na poltrona do quarto e cruzou as pernas, revelando suas pantufas felpudas.

– Qual é – Harry revirou os olhos – Estamos em Veneza. Não quer nem mesmo ver os pontos turísticos?

– Me tragam um cartão postal e um prato de macarrão – o sonserino ergueu seu exemplar de Witch’s Magazine – Tenham um bom dia.

E quando nós estávamos quase saindo do quarto, Malfoy chamou:

– Carol?

– Sim?

– Sabe, quando vocês voltarem do passeio, passe no meu quarto. Poderemos nos divertir – ele piscou.

– Sério? – sorri – Você trouxe as cartas de Uno?!

Draco franziu a testa.

– Ér... Não.

– Mitomagia?

– Não.

– Twister?

– Não – ele ergueu as sobrancelhas – Outro tipo de diversão...

– Oh – sorri – Entendi o que você quis dizer! Trouxe algum livro, não trouxe? Assim poderemos nos divertir lendo!

Ele bateu a mão na testa.

– Certo, esqueça o que eu disse – Draco revirou os olhos – Vá logo para o passeio.

Dei de ombros e acompanhei meus amigos para fora do hotel. O dia estava quente e as ruas estavam lotadas de turistas.

– Eu estava pensando... – começou Rony.

– Você pensa? – perguntamos todos em uníssono.

– ... Não é arriscado para os semideuses virem até a Itália? – continuou o ruivo como se nunca tivesse sido interrompido.

– Arriscado é – concordei — Mas eu sempre quis vir até Veneza. Sabia que o sobrenome Peruzzo é de origem italiana?

– Oh, não desconfiava – disse Hermione sarcástica.

– Calada, Hermione.

Barcos de passeio navegavam tranquilamente pelos canais de Veneza. Paramos em um café que tinha vista para um campo florido. Bonito, mas nada que pudesse valer uma foto. Quer dizer, todas aquelas paisagens já tinham sido retratadas em cartões postais antes. Eu queria uma foto inovadora.

Enquanto estávamos tranquilamente tomando limonada, olhei para o outro lado da rua. Droga.

– Para debaixo da mesa! – sibilei.

Foi um pouco estranho, para dizer a verdade. Quatro idiotas de 18 anos se escondendo debaixo de uma mesa quase derrubando os copos de limonada. Felizmente, nenhum mortal olhou feio na nossa direção.

– O que foi? — perguntou Hermione histérica.

– Ali – apontei – Monstros.

Cinco dracaenas tão armadas que não sei como elas estavam de pé. A que parecia ser a líder carregava uma rede pendurada no ombro, armadura completa de batalha, um machado e um conjunto assustador de facas.

Sim, eu sabia que seria atacada por monstros a qualquer momento. Estou nas terras antigas, afinal de contas. Mas droga! Essas pragas tinham que aparecer enquanto tomo limonada? Isso vai ser pior do que aquela vez que eu fui atacada durante o banho! (Longa história, mas quase saí correndo pelada por Hogsmeade. Constrangedor.)

– O QUE DIABOS SÃO ESSAS COISAS?! – berrou Rony tão alto que conseguiram o ouvir da Croácia.

– Não grite, idiota! – sibilei — São dracaenas! Se ficarmos em silêncio, elas vão embora e...

– DRACAENAS? – gritou — ELAS VÃO NOS MATAR? ELAS QUEREM MATAR VOCÊ, UMA FILHA DE POSEIDON?

As dracaenas olharam na nossa direção e sorriram de uma forma maligna.

– ... Maldito seja, Ronald Weasley. – praguejei.

Como uma semideusa com amigos mortais, já enfrentei situações difíceis em que tinha que defendê-los. Afinal, eles não possuem sangue divino. Por isso, quando chega a hora da batalha, sei exatamente o que fazer.

– CORRAM! CADA UM POR SI E TODOS POR MIM! – gritei saindo correndo.

Derrubei pessoas e ouvi gritos de vendedores de frutas furiosos atrás de mim. Harry, Rony e Hermione estavam bem atrás de mim.

– COMO MATAMOS ESSAS COISAS? – gritou Harry se abaixando para não receber um machado nas costas. O machado cravou-se na parede de uma casa.

– Com bronze celestial – arranquei o machado da parede e o joguei de volta.

Mas como não tenho a menor pontaria, a única coisa que o machado cortou foi um melão que estava em uma mesa. Praguejei e continuamos a correr. No momento em que eu estava prestes a tirar duas facas do meu casaco, Hermione gritou de dor.

Virei-me e a vi cair no chão com uma faca presa na perna.

– HERMIONE! – berrou Rony desesperado a pegando no colo.

– Como ela foi atingida? – franzi a testa – Ela não é uma semideusa e essa faca é de bronze celestial, não devia ferir mortais...

– Abençoada de Atena – Hermione disse rouca.

– Oh, faz sentido.

As dracaenas continuaram a avançar. No momento em que ergui minhas mãos para disparar glitter, notei um homem jovem acenando para nós de uma casa escura. Tinha cabelos pretos encaracolados e um sorriso amigável, embora eu duvidasse que ele fosse um amigo. Provavelmente nem era humano.

– Pode curá-la? – gritei para o homem.

– É claro! – ele exclamou de volta – Mas é melhor entrarem logo. Acho que vocês chamaram a atenção de todas as dracaenas de Veneza.

* * *

A casa era muito bonita, mas quase não prestei atenção nisso. O chão era praticamente todo coberto de grãos e plantas cresciam pelas paredes. Assim que entramos na casa, as dracaenas bateram nas portas, tentando arrombá-las.

– Não se preocupem – o homem afirmou – Elas não podem entrar aqui.

Ele nos guiou até um quarto mais bagunçado que o Chalé 11 e apontou para uma cama. Rony depositou Hermione cuidadosamente ali, o ferimento sangrava de uma forma horrível.

– Quem é você? – perguntou Harry ao homem.

– Sou Triptólemo. – falou — Amigos me chamam de Trip, então não me chamem assim.

– Nossa, para que toda essa agressividade? – perguntei.

– Pensa que não sei o que vocês semideuses fazem?! – parecia raivoso. Que cara bipolar — Vêm até aqui, querendo favores, atraindo monstros para as minhas portas... Eu os odeio!

– Na verdade, só a Carol é uma semideusa. – Potter disse — Nós somos mortais.

– Obrigada pela ajuda, Harry. – revirei os olhos – Mas, Sr. Triptólemo, nós só pedimos que ajude nossa amiga. Hermione pode morrer...

– Não ligo – Trip cruzou os braços.

Rony estava pronto para pular no pescoço do homem, mas Harry o segurou pelo braço e me lançou um olhar do tipo “A semideusa aqui é você. Resolva isso.”.

– O que você quer? – perguntei. Seres imortais sempre querem algo em troca de favores.

– Bem – Trip coçou a nuca – Há algum tempo atrás outro semideus me ajudou bastante. Frank Zhang, se eu não me engano. Garoto medonho, aquele. De qualquer modo, ele me deu uma cobra...

Tive que resistir aos meus impulsos de maliciar a frase anterior.

– Mas dessa vez, eu preciso de algo muito importante – ele continuou – Algo essencial para a minha vida. Sinceramente não sei como sobrevivi até hoje sem isso. É tão admirável e especial que...

– FALA LOGO! – berrou Rony desesperado.

Os olhos de Triptólemo brilharam.

– Eu quero uma tartaruguinha de estimação!

Ficamos em um silêncio estranho.

– Uma... Tartaruga? – perguntou Harry descrente.

– Não qualquer tartaruga – Trip afirmou – Uma tartaruga pequena e fofa. Sabe, eu me sinto muito sozinho aqui, então gostaria de ter uma tartaruga de estimação. Tartarugas são legais.

– E você já considerou, sei lá, ir à droga de uma loja de animais e comprar a droga de uma tartaruga? – Rony perguntou com os olhos brilhando de raiva enquanto Hermione ainda estava sangrando.

– Ah, mas as tartarugas daqui são horríveis – Trip revirou os olhos – Quero uma tartaruga fofa. Tão fofa que me faça vomitar arco-íris.

– Se eu conseguir essa tartaruga, você cura Hermione? – perguntei.

– Talvez.

– Talvez?! – Harry ficou de pé furioso – Como assim talvez?! Hermione está morrendo e você...

Trip deu um aceno de mão impaciente e Harry se transformou em um pé de milho em um vaso. Rony levantou-se para fazer alguma coisa, mas Trip o transformou em um pé de sorgo.

Deprimente.

– SOLTE MEUS AMIGOS! SÓ EU POSSO TRANSFORMÁ-LOS EM PLANTAS! – berrei.

– Eu soltarei seus amigos assim que me fizer o favor, filha de Marte – disse Trip solenemente.

– Sou filha de Poseidon.

– Sério? Não parece.

– Todos dizem isso – dei de ombros.

O homem olhou para seu relógio de pulso.

– Agora são duas horas da tarde – falou – Me traga minha tartaruga até o pôr do sol, ou transformo seus amigos no meu lanche da noite. Sabe, aquele garoto de óculos será uma ótima pipoca.

* * *

Depois que fui rudemente expulsa da casa de Trip, fui até a loja de animais mais próxima. O problema foi achar uma loja de animais, já que eu não falo italiano. O que? Achavam que eu sabia falar italiano só porque me chamo Peruzzo? HAHA, não.

– Certo – esfreguei minhas mãos – Hora de tentar o plano B.

Fechei os olhos e tentei limpar minha mente.

É... Poseidon? – falei mentalmente — Oi? Então, aqui é a Carol. Sei que você nunca se importou comigo nem nada, mas será que dá para me ajudar? Um cara transformou o Harry Potter em um pé de milho e eu preciso de ajuda.

Durante quinze longos minutos, eu fiquei esperando alguma coisa acontecer. Um tridente cair do céu, um bando de golfinhos ninjas assassinos surgir dos esgotos, um unicórnio aparecer flutuando... Qualquer coisa mesmo. Mas Poseidon me deixou em um perfeito vácuo.

Não vai responder? – perguntei irritada mentalmente — Certo! Vá para o Hades! Vou falar com Hécate, ela é mais legal que você! HÉCATE? OI? ALGUÉM?

O que é? – uma voz feminina e suave disse na minha cabeça – Eu estava aqui tranquilamente assistindo todas as temporadas de Os Feiticeiros de Waverly Place e você vem atrapalhar?

Bem, Hécate, eu preciso da sua ajuda. Quero uma tartaruga.

Uma... Tartaruga?

Não qualquer tartaruga, mas uma tartaruguinha muito fofa.

Que viadagem é essa?!

É para ajudar meus amigos!

Praticamente pude ouvir a deusa bater a mão na testa.

Você terá sua tartaruga assim que expurgar Veneza da praga das dracaenas.

– Eu tenho que matar todas as dracaenas de Veneza? – perguntei em voz alta, fazendo alguns italianos me olharem com cara feia.

Sim. Então terá sua tartaruguinha.

Respirei fundo. Se esse era o preço para salvar meus amigos, ótimo.

* * *

Corri até o café onde Harry, Rony, Hermione e eu estávamos. As malditas dracaenas estavam por lá.

– HEY! – gritei – DRACAENAS! MEU DEDÃO DO PÉ É MAIS BONITO QUE VOCÊS!

Elas sibilaram e começaram a me seguir. Saí correndo pela margem de um dos canais de Veneza e berrando que era filha de Poseidon, mais dracaenas surgiram. Sério, parecia que eu estava jogando pão para os pombos, com a diferença que os pombos eram dracaenas que queriam me comer (... Essa frase ficou estranha?)

Os monstros começaram a perder o interesse em me perseguir, então convoquei a água nojenta do canal e atirei nelas. Aquilo causou uma grande comoção, tanto entre os mortais quanto entre as dracaenas.

Praticamente entrei no modo automático. Correr, gritar e jogar água. Correr, gritar e jogar água. Ocasionalmente empurrar algum otário que ficava na minha frente. Perdi a noção do tempo, só sei que, quando me dei conta, havia pelo menos uma centena de dracaenas correndo atrás de mim.

O que os mortais devem estar vendo? Uma garota sendo perseguida por mendigos do mal?

Parei de correr e comecei a escalar a parede de uma loja. Ninguém me viu graças aos meus poderes de ninja! (Mentira, todos estavam concentrados demais nos mendigos do mal para verem uma garota estranha escalando a parede de uma loja).

– HEY! – berrei para todas as dracaenas de Veneza – VOCÊS SÃO TÃO FEIAS, TÃO FEIAS, QUE FAZEM AFRODITE CHORAR!

Algumas dracaenas armadas com flechas levantaram o arco na minha direção. Vi facas prontas para serem arremessadas. Eu não podia ter medo agora, precisava salvar meus amigos. Ergui minhas mãos e soltei o melhor grito de guerra já inventado na história dos semideuses.

– PASTA DE AMENDOIM!

O glitter explodiu das mãos e toda a rua ficou brilhante e cor-de-rosa. Com o passar do tempo, fiquei melhor em canalizar meu poder purpurinado. As dracaenas gritaram e derreteram em contato com o glitter. Logo a rua estava limpa, somente com purpurina e mortais confusos e brilhantes.

Infelizmente, acho que canalizei poder demais.

Fiquei tonta, tropecei e (adivinhe) caí do telhado. Quando eu estava pronta para me espatifar no chão, dois braços fortes me seguraram. Abri os olhos, esperando ver algum italiano bonitão e solteiro [N/Draco: CA-HAM] ... Um italiano bonitão e solteiro que tenha um bom coração por ter me salvado! [N/Draco: Claro, claro.] Mas ao invés do italiano bonitão, solteiro e bondoso, eu vi Poseidon.

– Pai? – perguntei me soltando e ficando de pé – O que Hades você está fazendo aqui?

– Sou Netuno aqui, na verdade – ele apontou para sua camiseta “Senhor dos Sete Mares e Pai da Ariel” – Mas continuo sendo Poseidon, de qualquer maneira. Seu ato corajoso foi visto no Olimpo e apreciado pelos deuses, especialmente por Júpiter.

– Não imagino o porquê – levantei as sobrancelhas.

– Hécate somente brincou com você, mas eu acho que você merece seu prêmio – Netuno/Poseidon abriu a mão e lá estava uma linda tartaruguinha terrestre – Boa sorte.

Peguei a tartaruga, ela cabia perfeitamente na minha mão. Sorri para Netuno e me virei para correr de volta a casa de Trip.

– E, Carol – a forma de Netuno tremulou e mudou para Poseidon, o mendigo pescador – Posso não ser o melhor pai do mundo, mas...

– Tá, tá – dispensei a conversa com um gesto impaciente com a mão – Estou ocupada agora. Falo com você mais tarde.

E fez uma cara triste e sumiu. O sol já estava abaixando. Tomando muito cuidado para não machucar a linda tartaruga, saí correndo igual uma retardada por Veneza. Acho que estou correndo demais hoje. Odeio correr. E suar. E qualquer atividade física em que eu não possa obrigar outras pessoas a fazer por mim.

Quando cheguei à casa de Trip, minha camiseta estava praticamente ensopada de suor. Urgh. Abri a porta com um chute e marchei ofegante até a sala onde se encontravam o maníaco por tartarugas, Potter Milho, Sorgo Weasley e uma Hermione sangrenta.

– Aqui está a droga da tartaruga – falei colocando o animal com delicadeza na mesa.

– Oh, adorável! – Trip sorriu e segurou o filhote com carinho – Linda! Muito obrigado! Agora podem ir.

Segurei o braço esquerdo de Trip, dobrei-o nas suas costas e o joguei de cara contra a parede.

– Você jurou curar Hermione, Rony e Harry – rosnei – Então faça isso.

Ele engoliu em seco, caminhou trêmulo até o armário da parede, pegou um frasco verde e o pingou algumas gotas na boca de Hermione. O ferimento se fechou e ela abriu os olhos. Trip estalou os dedos e Harry e Rony voltaram ao normal.

– Merlin! – Harry exclamou levantando-se e tirando fiapos de milho do cabelo – Tive pesadelos horríveis com pipoca!

Saímos da casa de Triptólemo. Tudo que eu preciso agora é um banho.

– Ei – Hermione tirou uma câmera fotográfica da bolsa – Com toda aquela confusão, acabamos não tirando uma foto.

– Não vamos tirar agora – falei – Estou horrível.

– Não mais horrível que o normal – notou Rony.

Dei de ombros.

– Por que não tiramos uma foto perto daquela estátua? – Harry perguntou.

Arrependi-me na hora de ter olhado para a estátua. Era uma estátua de Netuno, só que... Netuno estava pelado.

– MEUS OLHOS! – berrei cobrindo os olhos.

No final do dia, vi a foto que Hermione tirou. Harry e Rony rolando no chão de rir enquanto uma Carol suada e fedorenta vomitava por ver seu pai pelado.

Foram boas férias, eu acho.