As Crônicas Dos Retardados.

47 O Retorno da Liga da Comida


Notas iniciais
Olha, esse título ficou uma grande bosta, mas o importante é o capítulo, não é? Pois sim.
Quero agradecer a Isadora D Custodio, Fire Five Valdez Frost (minha maninha o/), Carol Nascimento (você me mandou a minha recomendação número 69 hehe ~mente maliciosa on~), Gisele Aguiar e Semideuses problematicos pelas recomendações! Muito obrigada, pessoal! *-------*
Espero que gostem do capítulo!

Em uma noite fria em Nova York, na Torre Stark, os bravos heróis conhecidos como Os Vingadores faziam algo muito importante: Jogar Uno.

– +4! – gritou Tony Stark jogando a carta na mesa – TOMEM ESSA, FRACASSADOS!

– Outro +4 – anunciou Steve Rogers colocando outra carta.

Bruce Banner bufou e pegou oito cartas, acrescentando-as ao seu baralho. Thor penteava seus cabelos loiros sedosos e cheirosos com um pente vindo de Asgard. Clint Barton e Natasha Romanoff viam um programa sobre torturas medievais. Adoráveis.

De repente, as portas do elevador se abriram revelando ninguém mais ninguém menos que Nick Fury, o agente secreto da SHIELD. Tony o olhou franzindo a testa.

– Que invasão é essa? – perguntou ele – Estamos jogando Uno!

– Estou aqui por um motivo muito mais importante que seus jogos de Uno, Stark – Fury desligou a televisão e encarou os Vingadores com seu olho negro e inteligente – Heróis, nós estamos com problemas. E precisamos de sua ajuda.

– Novidade – Thor penteou o cabelo mais uma vez enquanto olhava-se no espelho – Quem é? Meu maninho?

– Sim, mas ele não está sozinho dessa vez.

– Ele também não estava da outra vez – disse Clint – Estava com os Chitauri.

– Dessa vez, é algo ainda mais perigoso – Fury juntou suas mãos às costas – Espero que saibam que não estamos sozinhos no Universo.

– Claro que não, ele existe – Steve apontou para o deus nórdico que ainda penteava os cabelos.

– Sim, mas existem outros deuses e bem mais perto – ele disse – Deuses gregos, os imortais da Grécia Antiga, ainda estão vivos. Loki uniu-se a Cronos, uma força maligna do Tártaro, e juntos tomarão a Terra.

– Deuses gregos? – Natasha franziu a testa – Eles são bons?

– Natasha, sabe os terremotos e todas essas coisas ruins?

– Sei.

– São eles que fazem isso.

– Oh, caras ruins.

– Pelo o que a agência descobriu – continuou Fury – Loki e Cronos estão juntando forças e invadirão Nova York amanhã à tarde. Pois bem, nós também vamos juntar forças.

– Com quem?

* * *

POV. Carol Peruzzo

Que dia ótimo! Até parece que os deuses acordaram de bom humor e disseram “Esse parece um bom dia para deixar os semideuses em paz!”. Bem, eu realmente espero estar certa. Hoje era um daqueles dias que Quíron nos deixava sair temporariamente do Acampamento. Esses dias são muito raros, por isso temos que aproveitar.

A Família Weasley veio de férias para Manhattan, por isso Harry, Rony e Hermione também estão comigo no parque. Gostei muito disso, porque nunca tinha visto um encontro dos meus amigos semideuses com os bruxos.

– Então... A sua vida foi estragada por uma profecia? – perguntou Percy curioso.

– Pois é – concordou Harry – Não é uma droga?

– É, eu te compreendo – Percy deu-lhe tapinhas consoladores no braço.

– E quando ele perguntou se era para dançar comigo? – exclamou Annabeth.

– Sei bem como é – Hermione revirou os olhos – Garotos lerdos, uma praga.

– Você come latinhas? – perguntou Rony fazendo uma careta.

– É bom – Grover deu de ombros enquanto mastigava o metal – Quer um pouco?

– Dispenso...

Debby estava sentada na grama e tomava sol, como uma pessoa normal. Em contra partida, Diego, Luanny, Nico e eu estávamos brincando de corre cotia. Sim, nós tivemos infância. Bem, o Nico eu não sei... Mas enfim.

E, como se isso fosse muito comum, um avião enorme e preto pousou no Central Park. As pessoas nem se importaram. Nova-iorquinos, sempre me surpreendendo. A porta do avião se abriu e um homem veio até o nosso grupo.

– Quais de vocês são Carol Peruzzo, Diego Abadeer, Debby Valdez, Hermione Granger e Luanny Hayes? – perguntou o homem. Era moreno, negro e tinha um tapa olho. Espera...

– Você é o Nick Fury? – perguntei arregalando os olhos.

– Sim, eu sou.

(Vou poupá-los dos meus dez minutos de gritos fangirls. De nada)

– Sr. Fury, o que está fazendo aqui? – perguntou Hermione – Porque nos procura?

– Precisamos de sua ajuda – Fury disse — A Liga da Comida foi requisitada para salvar o mundo mais uma vez. Loki está vindo para Nova York, e Cronos está com ele. Nosso mundo corre perigo.

Parei de ouvir depois de “Loki está vindo”. Novamente, vou poupá-los dos meus quinze minutos de gritos fangirls. Eu amo o Loki, desculpem-me.

– Será que essa garota não vai calar a boca? – resmungou Nico.

– Me deixa, Nicolau – falei ficando de pé – Sr. Fury, a Liga da Comida ficará honrada em ajudá-los. Nova York é nossa cidade, ninguém mexe com a nossa cidade.

– Na verdade, minha cidade é Londres – disse Hermione.

– Calada.

– Venham comigo – Nick disse.

– Ei, posso participar da Liga da Comida? – perguntou Percy sorrindo.

– Não! – praticamente rosnei, todos me encararam. Pigarreei e sorri – Eu quis dizer... Percy, querido, você tem que ficar aqui e... E mostrar a Doceria da Sra. Jackson para o Rony!

– Comida! – exclamou Rony animado.

Rony saiu arrastando Percy por Nova York. Despedimos-nos dos outros amigos e nós, a corajosa Liga da Comida, seguimos Nick Fury para dentro do avião. Nico veio conosco.

– Xô, emo! – falei – Fury só chamou os VIPs.

– Eu sei como deter Loki e Cronos – Nico disse, ele me encarou com aqueles olhos escuros medonhos – Só tem uma maneira.

Nico me contou seu plano. Um arrepiou subiu minha espinha, não posso fazer isso.

– Nico... Isso é suicídio – falei.

– Talvez não – ele respondeu – Já notou que todos os xingamentos que lançam a Loki não o afetam? Isso, Carol, é porque ele também seguiu esse plano. A única forma de lutar contra ele é usando isso.

Suspirei e olhei em volta. Talvez seja bom, talvez seja ruim. Não sei o que fazer, odeio essa sensação. Por fim, falei ao resto da Liga:

– Vão sem mim, eu os encontrarei daqui a duas horas.

– Na Torre Stark – Nick assentiu.

Eles entraram no avião e dispararam pelo céu. E, novamente, ninguém notou nada. Nico segurou meu braço e entramos nas sombras das árvores.

* * *

Para você que nunca viajou nas sombras e morre de vontade de um dia fazer isso: Tire essa ideia da sua cabeça agora mesmo.

É como se você tivesse descendo o Everest de patins com o frio e os galhos de árvores batendo na sua cara, isso sem contar dos ruídos de monstros sedentos por sangue a sua volta. Yupi.

Nico e eu saímos no Hades. Digo, literalmente. Estávamos em um banheiro enorme e de mármore negro e tinha alguém tomando banho no box fechado. A pessoa cantava numa voz terrível uma versão de Highway to Hell.

Olhei desesperada para Nico. Ele estava com os olhos arregalados e apontou para a porta do banheiro. Dirigimos-nos para aquela direção, mas ouvimos o som do chuveiro sendo desligado. A pessoa iria nos descobrir. Puxei Nico para trás das cortinas da janela e nos escondemos.

Hades abriu a porta do box e saiu. Não consegui fechar os olhos rapidamente, mas quando os fechei, a hedionda imagem de Hades pelado estava gravado para sempre na minha mente. Juro, terei pesadelos para o resto da minha vida. Olhei para Nico, ele parecia prestes a vomitar.

O deus do Mundo Inferior colocou sua roupa e saiu. Só ousei abrir os olhos quando ouvi o som da porta se fechando. Saímos da cortina, corremos até a janela e pulamos para fora. Minutos depois, já corríamos pelos Campos Asfódelos, o lugar mais deprimente da Terra. Subimos um morro e finalmente, chegamos.

– O Rio Foteinótitas – disse Nico solenemente.

Sim, você já deve ter ouvido que meu recalcado irmão Perseu mergulhou no Estige e blábláblá. O que eu estou prestes é fazer agora é cinco mil vezes mais difícil. Foteinótitas, na Grécia Antiga, foi uma ninfa das águas. Era tão brilhosa, mas tão brilhosa, que quando morreu, recebeu um rio no Mundo Inferior em sua homenagem.

O Rio Foteinótitas tinha uma coloração rosa chocante, com glitter roxo e rosa em toda a parte, e reluzia como a Zeuza. Quem mergulhasse nesse rio ficaria brilhoso no nível Zeuza e totalmente repelente ao recalque. Mas poucas foram as pessoas que mergulharam nesse brilhante rio e sobreviveram para contar a história: Zeuza, Beyoncé, Avril Lavigne... E, atualmente, Loki. Se ele conseguiu, eu também consigo.

Nico e eu nos aproximamos do rio, ficando de pé na margem (no lugar de areia, havia apenas glitter multicolor).

– Lembre-se – disse Nico – Quando você mergulhar, ficará submersa por milhares de anos de brilho e fabulosidade. Você pode não sobreviver. A única forma de ficar viva é lembrar-se do que te faz recalcada.

– Eu não sou recalcada! – exclamei.

Ele me olhou com uma sobrancelha erguida.

– Então você não tem inveja de nada nem de ninguém? – ele perguntou descrente.

Okay, sim. Mas nunca admitirei em voz alta. Respirei fundo e olhei para a água rosa purpurinada.

– Lá vou eu – falei – Se eu não sobreviver, Nico, pode ficar com os meus livros.

– UH! – gritou ele feliz, encarei-o – Digo... Isso não será necessário, você vai sobreviver.

Assenti, encarei a água e pulei.

* * *

Imagine estar dentro de um tanque de água. Ao invés de água, você tinha purpurina rosa brilhante a sua volta. A principio, foi maravilhoso. As imagens que surgiam na minha frente eram as mais divas possíveis: Percabeth, livros novos, chocolate e Zeuza fazendo seu show. Vi até mesmo Dumbledore espantando o recalque de Voldy.

Mas então meus braços começaram a formigar. Aos poucos, foram dissolvendo-se em purpurina. Comecei a entrar em pânico. Sério que vou morrer dissolvida em brilho? Tentei me concentrar e lembrei-me do conselho de Nico. “Lembre-se do que te mantém recalcada”.

De repente, eu estava na cozinha do apartamento da Sra. Jackson. Na mesa havia um bolo de aniversário azul com o número 15 em branco. Óbvio que era o aniversário de quinze anos do Percy. Meu irmão e Poseidon, nosso pai, estavam conversando. Poseidon colocou sua mão no ombro de Percy, sorriu e disse:

– E você, Percy, é o meu filho favorito.

A imagem mudou. Estávamos no Olimpo, logo após a morte de Cronos e vitória dos deuses. Grover, Annabeth, Percy e eu estávamos lado a lado no canto. Eu estava quase caindo no chão de tanta dor, afinal, eu tinha levado uma facada na perna. Mas eu estava lá, em pé, esperando minha recompensa por lutar.

Se ela veio? Claro que não. Percy foi quase consagrado um deus, e tudo que eu ganhei foi um “Obrigado” de Zeus. E ainda tive que aguentar Tyson gritando:

– Todos saúdem Perseu Jackson! Herói do Olimpo... E meu irmão mais velho!

E eu ainda lá, no canto, esperando minha recompensa e quase morrendo devido ao ferimento. Percy, Percy, Percy... Todo lugar que eu olho, lá está ele. Sempre que digo que sou filha de Poseidon, as pessoas falam “Uau! Você é irmã de Percy Jackson!”. Será que quando o Percy diz que é filho de Poseidon, as pessoas dizem “Uau! Você é irmão de Carol Peruzzo!”?

Não, claro que não.

Olhei para cima. Vi a imagem de Poseidon conversando com Percy e chamando-o de filho. Porque ele nunca me chama de filha?! Ele sempre diz Carol ou um Minha querida mais falso que o nariz da Drew!

No segundo seguinte, eu estava submergindo do rio. Nico ofegou e correu para me ajudar a ficar de pé.

– Você está bem?! – ele perguntou assustado.

– Mais ou menos – coloquei a mão na testa, então notei que a minha pele estava brilhando levemente – OH DEUSES! EU VIREI O EDWARD! EU BRILHO NO SOL!

– Você não é o Edward – Nico ficou me encarando – E estar brilhando não é o mais estranho.

Olhei para mim mesma. Meus deuses, socorro.

Eu estava usando uma túnica grega rosa escura que ia até os joelhos, um salto alto rosa cheio de glitter, brincos em forma de laços fofos, batom vermelho sangue e óculos escuros com armação de coração vermelho. Eu cheirava a colônia barata.

O rio me transformou numa vadia.

– Mas que droga de roupa é essa? – perguntei furiosa.

– Oh! – exclamou Nico – É a benção de Zeus! Te deixou fabulosa e anti-recalque!

– Eba – revirei os olhos – Só uma perguntinha: Como eu vou lutar com essa roupa?

– Boa pergunta.

Dei-lhe um tapa na cara. Primeiro por não ter dito que eu ia ficar parecendo uma biscate, segundo porque ele é um idiota.

– PAREM AÍ MESMO!

Olhei para trás. Lá estava o próprio Hades. Não consegui evitar lembrar-me da temível imagem dele pelado. Que horror.

– Peruzzo! Quem você pensa que é para entrar no Rio Foteinótitas? – gritou Hades – Você pagará!

E tirou uma lança sinistra do além. O que aconteceu a seguir ainda me impressiona, então não fique muito chocado. Ergui a minha mão. Purpurina roxa saiu num jato furioso e mandou Hades voando através do Mundo Inferior.

Encarei minha mão. Ainda brilhava levemente, mas estava normal. O espaço a minha frente tremulou e revelou Zeus usando um vestido azul de babados. Ele/ela sorriu, se aproximou de mim e colocou uma coroa de louros com glitter na minha cabeça.

– Meus parabéns, semideusa – ele disse – Agora você é sexy sem ser vulgar como eu! Ai que tudo! Agora vá, Super Torta, e espalhe meu brilho pelo mundo! Mande meu daddy recalcado de volta para o Tártaro!

E sumiu. Olhei para Nico. Ele me encarava como se eu tivesse vindo de Asgard montada em um pandacórnio verde dançando como a Britney Spears.

– Bem – Nico deu de ombros – Vamos para Torre Stark.

POV. Hermione Granger

Se você acha que o Olimpo ou Hogwarts é legal, esqueça. A Torre Stark samba na cara da Zeuza em questão de beleza. Quando descemos do avião da SHIELD, encontramos os Vingadores. Debby deu um gritinho e abraçou Tony Stark.

– Você não vai me soltar? – ele perguntou.

– Nunca – Debby apertou ainda mais forte.

Entramos na Sala de Reuniões (com a Debby ainda agarrada ao Tony) e nos sentamos nas cadeiras.

– Liga da Comida – Nick Fury disse – É um prazer recebê-los. Vocês já sabem que nesta tarde, Loki e Cronos invadirão Manhattan.

– E como iremos pará-los? – perguntei.

– Bem, foi para isso que o chamamos – disse Clint – Sabem como podemos pará-los?

– Ér... Não – disse Diego.

– Que droga – Steve disse – Bem, então possivelmente seremos todos aniquilados e mortos. Que pena.

(silêncio constrangedor modo on)

De repente, Carol e Nico surgiram das sombras. Tipo, literalmente. Nico continuava com aquela cara de paspalho, mas a Carol estava... Hãn... Purpurinada.

– Minha Zeuza! – exclamou Luanny – O que te aconteceu, garota?!

– Eu agora tenho a benção de Zeus – Carol tirou os óculos escuros com armação de coração vermelho e sorriu – Sou diva, amores!

– Bitch please – Thor jogou os belos cabelos sobre o ombro.

Ouvimos o som de uma explosão. Corremos para a janela. Havia um buraco no céu, os nova-iorquinos gritavam em desespero. Milhares de criaturas estranhas surgiram daquele buraco ao mesmo tempo em que milhares de monstros gregos surgiam nas ruas.

Uma voz (muito sexy, por sinal) disse para toda Nova York ouvir:

– Humanos, curvem-se diante o poder de Loki e Cronos!

– Loki e Cronos são BFFs? – perguntou Debby franzindo a testa.

– Acho que sim – dei de ombros.

– E se os humanos tiverem algum representante, alguém digno a minha presença, enviem esta pessoa até mim – disse a voz de Loki, ressoando pelas ruas enquanto os monstros atacavam – Estou na cobertura da Torre Stark. Vingadores, não tentem nenhuma gracinha.

POV. Carol Peruzzo

O silêncio reinou na Torre Stark. Nas ruas, as pessoas tentavam decidir o que as dava mais medo: Os monstros mitológicos com espadas ou os alienígenas voadores com bazucas.

– Eu vou – falei – Falarei com Loki. E não digo isso só porque quero abraçá-lo, sequestrá-lo e trancá-lo no meu porão de maridos, mas porque quero salvar Nova York.

– Você tem um porão de maridos? – perguntou Debby franzindo a testa (ainda agarrada ao Tony, eu hein.)

– Tenho! – sorri e as pessoas desviaram o olhar de tanto brilho. Ainda não me acostumei com o brilho excessivo – Lá estão o Tom Felton, Billie Joe, Legolas, Orlando Bloom...

Eles se entreolharam. Dei de ombros.

– Tudo bem, vamos – Fury disse – Liga, Vingadores e Garoto Pálido Estranho, esperem aqui.

– Meu nome é Nico – disse o Garoto Pálido Estranho.

– Tanto faz.

– Como ele conseguiu invadir a minha cobertura? – perguntou Tony encabulado. Tão encabulado que nem tentou tirar Debby de suas costas.

Fury e eu entramos no elevador. Meu celular começou a tocar e o agente secreto me encarou descrente.

– Está com um celular? Sério?

Dei um sorriso amarelo e atendi.

– Alô?

– Carol! – exclamou Percy – Creio que já sabe sobre os monstros sinistros que invadiram a cidade. Harry e eu estamos lutando contra eles. Rony ainda está na doceria. Só queria desejar boa sorte.

– Obrigada – disse sorrindo.

– E Carol – continuou ele – Quando tudo já estiver bem, quando derrotar Loki e Cronos, mande um sinal para sabermos que você está bem. Um sinal como...

– Purpurina?

– Purpurina – pude vê-lo sorrir – Quando eu vir o topo da Torre Stark cuspir purpurina, saberei que estará bem.

Eu ia me despedir, mas Fury tirou o celular da minha mão. Quase dei-lhe um jato de purpurina, mas acho que ele já é fabuloso demais. As portas do elevador se abriram e lá estava ele: Meu marido.

[N/Todos: Draco estava na Torre Stark?]

... Nem respondo.

Loki estava tagarelando sem parar no celular como uma filha de Afrodite. Fury embora e me deixou sozinha com aquele vilão da humanidade fofoqueiro.

– E depois ele disse “Loki, meu irmão, não lutarei com você” – ele deu risadas escandalosas – Eu sei, eu sei, Cro! Ele é tão estúpido! Só porque tem aquele martelinho e aquele cabelo sedoso, hrum. Eu te digo uma coisa: Aquilo é tudo aplique, sabia? E... Oh, espere, tem uma semideusa fabulosa aqui. O nome dela? Hum... – ele me encarou – Qual seu nome, garota?

– Carol Peruzzo – respondi.

– O nome dela é Carol Peruzzo – Loki ficou ouvindo seu celular – Oh, Cro mandou você ir para a Hera que pariu, signifique isso o que significar. Tenho que desligar agora, ok? Beijos!

Loki desligou e ficou me encarando. Encarei-o de volta.

– Então... – Loki olhou em volta – Mandaram uma garota de rosa para me intimidar?

– Eu sou uma fangirl – falei sorrindo.

Loki ofegou e recuou alguns passos.

– Fangirl – ele disse como se isso fosse o nome de alguma aberração da natureza – Elas me perseguem por todas as partes! “Loki, seu sedução”, “Loki, seu divo”, “Loki, possua meu corpo”... Eu não posso nem tomar banho em paz!

– Eu tomaria banho com você – dei uma risada e enrolei a ponta do cabelo no dedo.

Ele gritou e tentou sair correndo, mas as saídas estavam fechadas.

– SOCORRO! – gritou — ESTOU PRESO COM UMA FANGIRL!

– Acalme-se, homem – mandei – Só estou aqui para saber como paramos essa invasão.

Loki recuperou um pouco de sua dignidade, ergueu o nariz e disse:

– Nunca saberá, terráquea. Morrerá com seus iguais e...

– Ou você me fala ou vou chamar todas as Fangirls do mundo pelo Tumblr – ameacei.

– NÃO! POR FAVOR, NÃO! – Loki caiu de joelhos – Tudo menos o Tumblr! As Fangirls do Tumblr são loucas e psicopatas!

– Eu sou uma Fangirl do Tumblr.

– Por isso você é assim!

Revirei os olhos, ergui minha mão e atingi Loki com o meu jato de purpurina. Ele saiu voando e bateu as costas na parede.

– Diga como parar a invasão, Loki – exigi apontando minha mão para seu rosto.

– Tudo bem – Loki se encolheu – Para parar a invasão dos monstros mitológicos, você deve assustá-los. Mas para os chitauri, somente uma força muito forte pode expulsá-los.

– Forte como a benção de Zeus? – perguntei.

– Exato.

Olhei para o buraco no céu que continuava cuspindo alienígenas. Puxei Loki e amarrei-o a uma pilastra da cobertura. Ele pareceu meio constrangido por estar sendo vencido por uma adolescente de dezesseis anos. Um dos alienígenas passou perto da cobertura e me lancei em sua “moto voadora”. Ele tentou lutar, mas joguei-o para longe e continuei voando.

O problema foi aprender a controlar aquele negócio. Quase me espatifei em prédios umas cinco vezes, mas consegui.

Pousei na Quinta Avenida. Semideuses e Vingadores lutavam juntos. Luanny e Gavião Arqueiro disparavam flechas explosivas e outras coisas legais, Thor quebrava tudo com seu martelo, Debby tacava fogo em tudo que era possível, Diego e Hermione faziam o melhor que conseguiam com magia, Viúva Negra e Capitão América lutavam, Homem de Ferro detonava otários e Hulk, bem, Hulk esmagava.

Corri até o Homem de Ferro.

– Tony! – gritei – Preciso da sua armadura, agora!

– O que?! Não! – gritou ele – Preciso dela!

– Mas eu preciso mais ainda! Sei como fechar o portal! Diga aos outros que só precisam assustar os monstros para eles irem embora!

Tony me encarou, olhou para o buraco no céu e pareceu entender o que eu faria. Suspirou, apertou um botão na sua armadura e saiu de dentro dela.

– Boa sorte – disse ele enquanto eu me encaixava na armadura e ela fechava-se ao meu redor.

Ele me deu uma explicação básica sobre como controlar, assenti e disparei pelo céu (não sem antes bater em um poste de luz, mas enfim).

POV. Debby Valdez

Eu, como boa filha de Hefesto com poder de fogo, estava tacando fogo nos monstros porque era mais fácil que lutar. Olhei para trás. Meu Tony saiu de sua armadura e a entregou para Carol. Antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa, Carol saiu voando.

– ASSUSTEM OS MONSTROS! – gritou Tony – ASSUSTEM-OS E ELES VÃO EMBORA!

– Já sei! – Luanny largou seu arco e flecha, correu até Thor e começou a esfregar sua cara. Ele resistiu um pouco, mas depois de dois minutos estava pronto – CONTEMPLEM E SOFRAM! AQUI ESTÁ NOSSA ARMA MORTAL: O THOR SEM MAQUIAGEM!

Nem vou narrar como é o Thor sem maquiagem para não te traumatizar. Mas pense na coisa mais assustadora que conhece, multiplique por 100 e adicione uma pitada de cruz credo. Pronto, aí está o Thor sem maquiagem.

Os monstros gregos gritaram de pavor. Alguns se dissolveram ali mesmo, mas a maioria saiu correndo o mais rápido que podia. Ótimo, agora só tínhamos os chitauri para cuidar. Hulk deu um soco que derrubou uma fileira de monstros.

– Olhem! – gritou Diego apontando para cima.

Carol, com a armadura do meu marido, estava voando em direção ao buraco no céu. Prendi a respiração. Ela começou a disparar glitter rosa com as mãos (?) na direção dos monstros. Os monstros se dissolveram. E quando ela se aproximou do buraco e liberou a carga máxima de glitter, foi tragada para dentro. O buraco se fechou, todos os chitauri se dissolveram em pó e o silêncio tomou conta de Nova York.

Hermione soluçou e cobriu o rosto com a mão. Eu abaixei a cabeça. Tony estava mais triste pela armadura do que pela garota. Diego praguejou contra Loki e Cronos. Perder Carol e salvar a cidade não faz sentido.

– Ela foi uma pessoa corajosa – disse Capitão América, tentando amenizar o sofrimento – Morreu por uma boa causa. Será lembrada.

Isso não fez Hermione parar de chorar.

Então, de repente, o buraco abriu-se por uma fração de segundo e a armadura começou a cair, com Carol dentro. Luanny sorriu de canto.

– Vadia sortuda.

– Ela vai se espatifar no chão! – exclamei – Alguém vá pegá-la!

Hermione secou as lágrimas, sorriu e apontou a varinha para Carol.

Aresto momentum!

Carol pousou delicadamente no chão. Ou seja, formou uma cratera no afasto quando caiu com força quase se espatifando. A Liga da Comida correu até ela. Luanny arrancou a máscara da armadura e jogou-a longe, com toda a sua delicadeza. Peguei o pulso da filha de Poseidon.

– O coração ainda está batendo! – exclamei.

Começamos a tentar acordá-la. Diego gritou no ouvido de Carol, Luanny deu-lhe tapas na cara e eu queimei a ponta do seu polegar direito. Hermione revirou os olhos e gritou:

– AQUELE É O TOM FELTON SEM CAMISA?

– MINHA ZEUZA, CADÊ?! – gritou Carol levantando-se num salto – Oh, não tem Tom Felton seminu? Affe.

Hermione sorriu aliviada.

– Se ela está procurando pelo Tom Felton, está bem – disse.

– E agora, saia da armadura do meu marido – mandei.

Carol saiu de dentro da armadura. Notei que ela não usava mais a antiga roupa fabulosa. Agora usava suas roupas normais: Jeans surrados, camiseta dos Ramones e um par de All Star velhos. Os únicos traços da antiga fabulosidade eram os óculos escuros com armação de coração vermelho e... Bem, vocês devem saber que Harry Potter tem uma cicatriz em forma de raio na testa. Carol tem uma cicatriz em forma de coração na mão esquerda. Cada coisa nessa vida.

* * *

POV. Carol Peruzzo

– Heróis – disse Zeus (Zeus, não Zeuza) – Tanto o Olimpo como a SHIELD está eternamente grata a todos vocês.

Todos os deuses, menos Hades (que estava no hospital dos deuses por causa do jato de purpurina), e Nick Fury estavam de pé na cobertura da Torre Stark. Vários ciclopes armados formavam uma trilha até a porta do elevador. Loki fazia beicinho, para o caso de alguém se sentir misericordioso e o soltar. Cronos voltou para o Tártaro. Os Vingadores e a Liga da Comida estavam lado a lado de frente aos deuses, esperando sua recompensa.

– Luanny Hayes e Clint Barton, meus filhos – disse Apolo – Estou tão orgulhoso de vocês! Pegaram aquelas flechas e BUM! EXPLODIRAM OS RECALCADOS! E DEPOIS...

– Apolo, já deu – cortou Atena.

– Oh sim.

– Tony Stark, meu filho e legado de Hefesto – disse Atena – Estou orgulhosa de sua empresa bem sucedida e das suas armaduras.

– SOMOS PARENTES? — gritou Debby – INCESTO É NOJENTO, CARA!

Os deuses riram. Gente estranha.

– Diego Rowell, meu garoto – sorriu Hécate – Eu não poderia estar mais feliz por ter um filho tão corajoso.

Diego corou e abaixou a cabeça.

– Debby Abadeer, minha filha – disse Hefesto – Estou feliz que tenha tacado fogo em tudo, essa é a minha garota! E pare de assediar seu sobrinho, obrigado.

Debby fungou e cruzou os braços.

– Thor, meu mano – Zeus deu um soquinho afetuoso no braço de Thor – Mandou bem.

Agora era a minha vez. Ergui a cabeça e esperei Poseidon me chamar. Ele levantou-se, pigarreou e disse:

– Carla Pereira, minha filha.

– É Carol Peruzzo – corrigi frustrada.

– Oh, desculpe.

Fiquei tão furiosa que furei as palmas das mãos com as unhas de tão forte que fechei os punhos.

– Desculpe? – perguntei – DESCULPE? EU SALVEI O OLIMPO DUAS VEZES! PERCY SÓ FEZ ISSO UMA VEZ E FOI PORQUE ELE FOI INTIMADO! SOU FILHA DE POSEIDON, O MAIOR OTÁRIO DE TODO O OLIMPO, PORQUE ELE PREFERE UM VIADINHO BRONZEADO CHAMADO PERSEU! EU MERGULHEI NO RIO FOTEINÓTITAS, SALVEI O MUNDO VESTIDA COMO A ZEUZA E QUASE MORRI SEM OXIGÊNIO NA DROGA DO ESPAÇO, E VOCÊ AINDA NÃO SABE MEU NOME? MEU NOME É CAROL PERUZZO, POSEIDON, CAROL PERUZZO!

Tudo ficou em silêncio.

– Adoro essa garota – disse Ares – É tão legal vê-la xingar alguém! Aprendeu com a minha filha Clarisse, obviamente.

Poseidon corou e pareceu muito constrangido, o que me deixou um pouco feliz.

– Carol, eu... – ele respirou fundo – Sinto muito se te passei a impressão de que Percy é meu preferido. Você é a melhor filha que eu poderia pedir.

– Melhora isso aí – mandou Zeus comendo pipoca – Vim aqui para ver uma briga, e uma briga verei!

Poseidon revirou os olhos.

– Não enche, Zeus – mandou, ele olhou para os ciclopes e disse – Ciclopes, saudação!

Os ciclopes bateram suas lanças no chão em uma saudação militar. Poseidon sorriu.

– Todos saúdem Carol Peruzzo! Heroína do Olimpo, a Menina que Sobreviveu ao Recalque... E minha filha.

Aquele foi o dia mais feliz da minha vida.

Quando pedi a Tony que fizesse o topo da Torre Stark cuspir purpurina, ele mal piscou. Apertou um botão e purpurina rosa explodiu para todo o lado. Fui até a sacada e fiquei olhando purpurina cair sobre Nova York. Percy vai saber. O Olimpo foi salvo, de novo.

Notas finais
Sugestões para próximos capítulos? Ideias? Doações de Nutella?