As Crônicas Dos Retardados.
30 O País das Idiotices
Notas iniciais
E para os que acompanham minhas outras fics, eu vou atualizá-las até segunda-feira, ok? É que quinta e sexta eu não tenho aula, porque não fiquei de recuperação em nenhuma matéria (obrigada, Hermes!)
Atena: Você não tinha que agradecer a mim?
Quem disse que eu estudei? Eu colei, fia!
Atena; #chocada #assustada #desgostosa #instachocada #instasurpresa
POV. Carolina Peruzzo
– Sim – dizia Rony – Agora, Hermione, lembre-me porque mesmo estamos na Floresta Proibida.
– Estudar – respondeu a nerd – Estudar é tudo.
Estamos andando para dentro da Floresta Proibida enquanto Hermione faz anotações em seu pergaminho. Ela simplesmente acordou hoje decidiu que tínhamos que entrar na floresta. Menina louca!
– Tudo... De chato – remendei – Estamos andando a umas duas horas e meus pés doem! Vou quebrar a cara do primeiro que me incomodar!
– Você faz isso todo dia – disse Harry.
– CALADO!
– Estamos aqui por que eu quero entender melhor os tronquilhos – disse Hermione – São animais fascinantes, mas se escondem dos seres humanos.
– Hãn... Legal...
– Harry, Rony, venham comigo – disse a nerd – Carol, fique aqui e veja se localiza algum tronquilho. Assobie suavemente se os vir, não queremos assustá-los.
– Pode deixar– sorri.
Os três saíram andando. Encostei-me a uma árvore e fiquei lá, olhando para o mato para achar um bicho estranho. Devem ter se passado minutos, mas para mim pareceram horas. E, como se isso fosse supernormal, um coelho branco com paletó com um relógio de bolso na mão passou correndo ao meu lado.
– Estamos atrasados! Atrasados! – exclamou. Vish, que drogas eu fumei hoje?
O coelho saiu correndo, decidi segui-lo. Não é todo dia em que se vê um coelho que fala, acho que posso vendê-lo no Ebay. Porém, o animal desapareceu no meio das folhas.
– Ei! – exclamei – Ei! Volte aqui! Juro que não vou te vender no Ebay!
O coelho tinha desaparecido. Ah, que idiotice! Ficar correndo atrás de um coelho falante! Mas de repente, o chão debaixo dos meus pés cedeu e eu caí em um buraco.
Detalhe: O buraco não tinha fundo.
– MEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEERDA! – berrei ainda caindo.
As paredes do buraco sem fim estavam cobertas por coisas estranhas; livros, xícaras de chá, chapéus e cartas de baralho. E tão rápido quanto começou, eu me espatifei de cara no chão de uma sala.
– Umbrigde que pariu, o que é isso? – perguntei levantando-me e esfregando o nariz.
Era uma sala simples e vazia, com somente uma mesa. Em cima da mesa havia um frasco com uma plaquinha “Beba-me” e um bolinho com uma plaquinha “Coma-me”.
– Hum... – dei um sorriso malicioso vendo o bolinho.
Havia também uma chave dourada junto com o bolinho pervertido. Reparei que no canto da sala, havia uma porta minúscula. Peguei o frasco (que não é pervertido), a chave e virei o líquido na boca. Comecei a encolher até ficar do tamanho da porta. Quando fiquei mais baixinha que o Professor Flitwick, coloquei a chave na fechadura e abri a porta.
Era um jardim maravilhoso, com flores de todas as cores e pequenas borboletas; mais a frente, estendia-se a floresta.
– Venha! O que está esperando? – pergunto o coelho saindo de algum lugar e quase me matando do coração – Estamos atrasados!
– Atrasados para o que, porra? – perguntei irritada.
Ele me ignorou e começou a correr para dentro da floresta. Certo, eu realmente devo ter exagerado na Flor de Lótus. Segui-o por horas para, no fim, me perder do maldito.
– Merda – praguejei – Eu ainda faço luvas de pele de coelho com aquele chato!
– Nossa, que mocinha com a boca mais suja – disse uma voz vinda do além. A voz era suave e profunda, e parecia estar vindo de uma floresta próxima, mas não havia nada ali.
Pronto, não sou a Demi Lovato, mas tive um Heart Attack agora.
– VOZ DO ALÉM, ZEUS! – berrei – SAI DE MIM, HADES! EU TENHO SAL! SAAAAAAL! JOGA SAL NO CAPETA!
Um sorriso materializou-se no ar. Que medo.
– Ah... Ei, você do sorriso esquisitão, será que pode me dizer para onde o coelho foi? Quero achá-lo.
– Por quê? Porque está tão apressada, garota? – disse o sorriso.
– Hãn...
– Porque não fica? Descanse, respire, relaxe. Será melhor assim.
Aquilo já estava me dando nos nervos, então pulei para frente, agarrei o sorriso e puxei-o para o chão. Um gato roxo surgiu junto com o sorriso preso na minha cara. Soltei-o.
– Quem é você? – perguntei.
– Quem sou eu? – perguntou o gato recompondo-se — Sempre tento responder. Não sou ninguém, mas sou todos. Sou o mais insignificante dos seres, e ao mesmo tempo, o mais importante. Sou muitas pessoas, mas nenhuma pessoa é eu. Ao mesmo tempo em que sei que existo, quem me garante que não sou somente um sonho de uma alma que nunca teve existência, apenas anseia pela liberdade de expressão? Porém aí existe um problema. A liberdade de expressão é tanto uma benção quanto uma maldição, pois...
– CHEGA! – berrei – MEU CÉREBRO EXPLODIRÁ SE VOCÊ NÃO CALAR A BOCA! – respirei fundo por alguns segundos – Sabe para onde foi aquele coelho apressadinho?
– O Coelho Branco, este é o seu nome, está aonde todos sempre vão a essa hora – e sorriu medonhamente, sumindo.
Gato FDP!
Olhei para longe, procurando alguma coisa útil. Avistei uma casa e corri até lá. Entrei no jardim e vi uma grande mesa, lotada com vários pratos, xícaras e cadeiras. Na cabeceira da mesa sentava-se um homem grande, com uma aparência irada, usando uma grande cartola. Ao seu lado estava um rato roncando. E, ao seu outro lado, encontrava-se uma lebre.
– Hãn... Oi – falei acenando levemente – Alguém sabe me dizer onde...
– Olha, olha, olha – disse o homem sorrindo – Veja só quem o vento nos trouxe! Olá Alice, quanto tempo!
– Meu nome não é Alice não, tio – falei.
– Não? – ele pareceu desapontado – Bem, é uma pena. Mesmo assim, sente-se, minha cara! Tome chá conosco! Qual seu nome?
– Carolina – respondi sentando-me em uma cadeira – Sou filha de Poseidon, deus grego do mar e bruxa.
– Oh, uma meio sangue! – ele pareceu alegre – Uma outra já passou por aqui, possivelmente deve conhecê-la. Loira dos olhos castanhos, um sorriso encantador e muito inteligente – então sua voz tornou-se triste – Uma pena, uma pena... Agora, ela é a mais vil do nosso querido País das Maravilhas.
– Como assim? – perguntei franzindo a testa.
– Não lembro-me de seu nome, ninguém se lembra. Agora só a tratam por Rainha de Copas. Frequentemente nos ataca alegando que aqui por perto existe uma passagem para uma tal de Hogwarts – fez uma careta – Ninguém sabe de onde ela veio, só sabem que devia ir embora. Isso sim. Ah, onde estão meus modos?! Eu sou o Chapeleiro Maluco, e esses são a Lebre de Março e Arganaz.
– E porque essa Rainha de Copas é tão ruim assim? – perguntei.
– Seu hobbie favorito é cortar cabeças – disse a Lebre – Ela é realmente... Encantadora.
– E ela sabe como sair daqui?
– Creio que sim – respondeu o Chapeleiro – Se ela entrou no País das Maravilhas, sabe como sair.
Eu faria mais algumas perguntas, mas o som de trotes interrompeu minhas palavras. Vários cavaleiros surgiram; um deles apontou a espada para mim.
– Viajante Misteriosa, você está presa por ordem de Vossa Majestade, a Rainha de Copas!
Droga.
* * *
Entrei no palácio algemada, minhas mãos pesavam por conta das correntes. Eu realmente poderia derrubar os guardas, mas logo viriam mais centenas para me conter, então me deixei levar. Fui conduzida até a porta da sala do trono.
– Prepare-se para perder a cabeça – riu um dos guardas quando abriu a porta.
Fui empurrada para dentro do salão, ergui o olhar até o trono e vi a Rainha de Copas.
– VOCÊ? – berramos eu e Clary Horky ao mesmo tempo.
Ok, eu realmente estou chapada por conta da Flor de Lótus, isso não está acontecendo, tenho certeza.
– O que você está fazendo aqui, Peruzzo? – ela gritou com a voz esganiçada – Esse é o meu reino! MEU! Como você entrou no País das Maravilhas?!
– Eu estava andando na Floresta Proibida, caí no buraco e cá estou eu – falei erguendo uma sobrancelha.
– HÁ! – ela gritou – Então existe uma passagem para o nosso mundo!
– É isso que eu disse. Além de vadia é surda? – perguntei – Dá para me soltar?
– Não me irrite – um sorriso brotou naqueles lábios rosados – Posso cortar sua cabeça com um único grito.
– Ah, claro – provoquei – Porque você é tão fraca e inútil que só assim mesmo para me vencer.
– Cale-se, Peruzzo! – exclamou Clary — A sua mãe é tão gorda que as pessoas fazem cooper em volta dela, para fazer exercícios!
– E a sua mãe é tão gorda que quando ela estava flutuando pelo oceano, alguns piratas gritaram: “TERRA À VISTA!”
– A sua mãe é tão gorda que quando ela deitou na praia, as pessoas correram pra volta dela gritando: “FREE WILLY!!”
– A sua mãe é tão gorda que quando ela pula no Bungee Jump, ela traz a ponte junto!
– A sua mãe é tão gorda que ela tem o seu próprio código de área!
– A sua mãe é tão gorda que Apolo não pôde colocar luz na Terra até ela se mexer!
– Será que as duas vão parar com isso e começar a lutar até a morte? – perguntou um dos guardas irritado.
– É claro – Clary alisou sua saia – E você deve estar se perguntando como eu cheguei aqui, no País das Maravilhas. Depois de apresentarmos Páscue a Quíron, eu resolvi ir a livraria mais próxima, porém, eu caí dentro de bueiro de esgoto.
– Claro, merda vai para o esgoto – disse.
– Calada! Continuando. O bueiro de esgoto era a sala do quarto da rainha, aqui no País das Maravilhas. E cá estou eu.
– Que história mais patética – revirei os olhos.
Ela bufou e disse aos guardas:
– Deem-me uma espada, vou mostrar a esse bacalhau como se luta. E, de quebra, corto eu mesma a cabeça dela.
– Boa sorte nisso – falei enquanto tiravam-me as algemas e me davam uma espada. Ela pareceu um pouco desequilibrada na minha mão e o cabo de couro ficava suado facilmente, mas dava para o gasto.
Clary avançou com sua espada de bronze celestial e investiu contra meu ombro, mas parei o golpe com a lâmina. Ficamos nisso, com a canção do aço soando através do salão (nossa, como isso ficou filosófico).
A legado de Atena desferiu um golpe contra as minhas pernas, mas pulei, prendi a lâmina no chão com o pé esquerdo, chutei-a com o direito e, só para não deixar barato, fiz um corte em sua bochecha. Clary caiu de costas no chão e eu pus a ponta da minha espada em seu pescoço.
– Acho bom você me dizer como se sai do País das Maravilhas, Horky. Ou quem vai perder a cabeça aqui é você.
* * *
O segredo para sair do País das Maravilhas era somente comer aquele bolinho pervertido escrito “Coma-me”. Detalhe: Nós duas só tínhamos um único bolinho.
– Como só temos um único bolinho – disse Clary – Eu vou cortá-lo ao meio e nós vamos dividi-lo, assim...
– Dividir é para os fracos! – exclamei. Arranquei o bolinho inteiro das mãos de Clary, engoli-o inteiro, só para variar, desmaiei.
* * *
– Ela morreu, tenho certeza – ouvi a voz de Rony enquanto eu estava com os olhos fechados.
– Rony! Que horror! – dizia Hermione – Ela só deve ter batido a cabeça, nada demais.
– Temos que levá-la para a enfermaria – falou Harry.
– E chamar o Malfoy para uma respiração boca a boca – Rony riu.
– Vai se ferrar – resmunguei apoiando-me sobre os cotovelos – Estamos na Floresta Proibida?
– Dã – disse Harry.
– Carol, está bem? – Hermione ajoelhou-se ao meu lado – Voltamos e te achamos aqui desmaiada!
– Estou – levantei-me e limpei o jeans – Certamente bati a cabeça, eu estava sonhando.
– Com o que? – perguntou Hermione.
Vislumbrei rapidamente alguma coisa branca correndo por entre os arbustos e ouvi um pequeno guincho de Estamos atrasados!
Sorri.
– Já ouviu falar do País das Maravilhas?
Notas finais
Autora: Carol, ninguém vai levar o Draco!
Carol: O que você prefere, uma recomendação ou o Malfoy?
Autora: ... Tchau, Draco, vai com Zeus ^-^
Draco: Por favor, alguém me salva dessas duas...
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