As Crônicas Dos Retardados.
29 Gatinho, Gatinho Bonitinho...
Notas iniciais
POV. Carolina Peruzzo
Hoje é meu segundo dia favorito do ano depois do meu aniversário: Natal! Afinal, no Natal tem comida, neve e presentes. Tem alguma coisa melhor que isso?
Acordei com Hermione pulando na minha cama.
- FELIZ NATAL, CAROL! – berrou a débil – MUITA PAZ E...
- Vai tomar no cu! – mandei.
- Nossa, cadê o espírito natalino?
- Vai tomar no cu com o Papai Noel!
Hermione revirou os olhos, desceu da minha cama e me entregou uma caixa. Abri-a toda animada e vi que meu presente de Natal era... Um exemplar de Hogwarts, Uma História. Encarei Hermione descrente.
- Hogwarts, Uma História? – perguntei – O que faço com isso? Limpo bosta de pégaso?
- É para ler – disse como se fosse óbvio.
- Hermione, ninguém nessa escola leu Hogwarts, Uma História – falei – Se duvidar, nem o Dumbledore leu!
Hermione bufou e saiu marchando do dormitório. Troquei de roupa, peguei os presentes que eu tinha que entregar e fui para a Sala Comunal.
- HARRYZITO! RONALDIZITO! FREDIZITO! GEORGIZITO! – berrei – FELIZ NATAL, POVO!
- Feliz Natal – responderam não tão animados. Affs, gente chata.
Ao Harry, entreguei um kit de manutenção de vassouras; ao Rony, um pote de balas (ele adorou), e a Fred e George, entreguei o livro Como Ferrar a Vida das Pessoas – Parte 1. Quando entrei no Salão Principal, fui para a mesa da Sonserina.
- Feliz Natal, Malfoy! – exclamei – Que sua esquina esteja sempre cheia e seus clientes sempre lhe paguem bem.
- Feliz Natal para você também, Peruzzo – respondeu Draco sarcástico.
- Eu te comprei um presente! – disse sorrindo.
Ele me encarou desconfiado com uma sobrancelha levantada.
- Sério? – perguntou.
- Claro! – concordei. Peguei um pacote da minha mochila e entreguei a ele – Espero que goste.
Draco abriu o presente e achou o meu presente. Um pote de gel de cabelo.
- Uau. Obrigado – respondeu irônico – Isso me será muito útil.
- De nada, querido – sorri.
- Por falar nisso, eu também te comprei um presente – Draco disse – E é bem mais legal que gel de cabelo.
Ele tirou de sua mochila uma caixa média com alguns furos nas laterais, colocou-a em cima da mesa e pediu que eu a abrisse. Abri a caixa e praticamente comecei a vomitar arco-íris. Era um gato.
- Awn! – exclamei enquanto fazia carinho na cabeça do gato – Isso é tão fofinho!
- É uma fêmea – informou.
- Tanto faz... Obrigada, Draco!
- Espero que ela morda sua mão.
- Espero que o seu gel de cabelo esteja fora da validade – respondi mostrando-lhe a língua.
Peguei a gata e fui para a mesa da Grifinória toda saltitante. Eu sempre quis ganhar um gato! Eles desprezam os seres humanos, só são simpáticos quando querem comida e têm um lado maligno. Exatamente como eu!
- Olhem o que eu ganhei! – falei quando me sentei à mesa – Bem melhor que o seu presente, Hermione.
- Que fofura – ela sorriu – Quem foi que te deu?
- O Malfoy.
Rony deu um sorriso malicioso.
- Não quero nem saber o que você deu para ele – falou provocando risadas. Dei-lhe um pescotapa – Ai! Foi mal!
- Qual nome você vai dar a ele? – perguntou Harry apontando para a gata.
- É uma garota – disse – E vou chamar de... Morgana!
- Por quê?
- Porque a Morgana é foda, dã.
* * *
Tarde de Natal, e o que eu estou fazendo? LIÇÃO DE CASA! Sim, a vida é horrível quando se existe lição de casa. O Prof. Flitwick tinha passado uma redação imensa sobre feitiços práticos e que poderiam ser usados em casa.
- Avada Kedavra? – tentei.
- Primeiro: Avada Kedavra é uma maldição imperdoável – disse Hermione – Segundo: Porque você usaria Avada Kedavra na sua casa?
- Para matar pessoas que me acordam cedo – disse ameaçadora.
Eu estava sentada em uma poltrona de frente para a lareira com Morgana enrolada no meu colo. Ela é fofa demais! Estou quase com vontade dar um abraço no Malfoy!... Quase.
- Ei, Hermione – chamei folheando o livro de Feitiços – Para que serve esse feitiço? Engorgio.
- Faz com que algo cresça, aumente de tamanho – respondeu.
- Hum... E ele também pode ser usado em pessoas?
- Acho que sim.
- Legal...
- Eu vou indo – disse Hermione ficando de pé com sua mochila no ombro – Preciso ir a biblioteca checar algumas coisas. Vejo vocês mais tarde.
- Até – respondemos.
Algum tempo depois, Harry foi dormir e Rony foi pegar mais comida nas cozinhas, então fiquei sozinha no Salão Comunal da Grifinória. Sorri.
- AGORA EU QUE MANDO NESSA PORRA, UH! – berrei para o nada ficando de pé na mesinha.
Fechei as portas que levavam aos dormitórios, liguei o rádio e coloquei I Found You no último volume.
- I WAS LOOOOOOOOOOST! – cantava junto com a música – TILL I FOUND YOU! TILL I FOUND YOU, YOOOOOOOOU!
Morgana miou e cobriu as orelhas com as patas.
- Você também está de recalque comigo, Morgana? – perguntei colocando as mãos na cintura – Sabe o que eu estava pensando agora? Foi o Malfoy quem me deu você de presente... Então ele é seu pai? – e agora pensei o pior – E eu sou sua mãe? Nós somos seus pais? Mas que horror! Estou tentada em te jogar pela janela!
Morgana me lançou um olhar com seus olhos amarelos.
- Awn – sorri bobamente – Você é fofa demais!
Minha gata bocejou e enroscou-se em uma bola de pelos negros. Inclinei a cabeça pensativa. Hermione havia tido que o Engorgio podia ser usado em pessoas, será que também podia ser usado em animais?
Peguei minha varinha e apontei para Morgana.
- Engorgio.
POV. Rony Weasley
Eu simplesmente A-M-O os elfos domésticos de Hogwarts. Eles me dão comida sem nem mesmo eu pedir! Fantástico!
Quando eu estava saindo das cozinhas com vários sanduíches de manteiga de amendoim, encontrei o namorado da Carol, ops, Malfoy.
- Feliz Natal, Malfoy – falei.
- Feliz Natal, Weasley – respondeu ele desconfiado – Você passa fome em casa, é?
- As duas coisas que eu mais amo na vida é dormir e comer – respondi contente – Então... Você deu um gato para a Carol de Natal, não é?
- Sim.
- E o que ela te deu em troca? – perguntei com um sorriso malicioso.
- Vá se ferrar – mandou Draco – Ela me deu gel de cabelo.
Agora, prestando atenção, o cabelo dele está realmente brilhante e jogado para trás.
- Enfim, tanto faz – dei de ombros – Eu acho que...
Não completei a frase porque um estrondo sacudiu o chão. Antes de eu conseguir perguntar “Mas que porra é essa?”, as portas foram arrebentadas e de lá surgiu um monstro ameaçador e cruel e um gato gigante. Sério, Morgana parecia um gatinho lindinho e fofinho. Mas agora que está gigante, os olhos amarelos são ameaçadores, as garras afiadíssimas e os dentes monstruosamente grandes.
- OLHEM SÓ PARA ISSO! – berrou Carol montada em cima do gato gigante – EU TENHO UM GATO GIGANTE, AMORES! VALEU, DRACO! YAY!
E o gato-monstro saiu em disparada por Hogwarts.
- Oh Meu Merlin. Peruzzo está usando o meu presente de Natal para fins malignos – disse Draco, ele deu um sorriso bobo – Isso é tão sonserino...
- O que disse? – perguntei.
- NADA! – berrou, pigarreou – Quer dizer... Eu não disse nada, Weasley. Se enxergue, traidor de sangue.
- Tenho que falar com Dumbledore – disse – Não vai faltar muito tempo para Carol matar alguém!
Enquanto eu saia correndo em direção à sala de Dumbledore, jurei escutar Draco soltar um suspiro. Viadinho. Quando entrei na sala do diretor, ele estava dormindo na mesa.
- Ô VÉIO DO CARAMBA, ACORDA! – berrei – TEM UM GATO GIGANTE SOLTO EM HOGWARTS, HOMEM!
Dumbledore ergueu a cabeça e me encarou.
- O que? – perguntou – Como assim um gato gigante em Hogwarts?
- Carol – disse simplesmente.
- Mas é claro – o diretor bateu a mão na testa – Bem, isso tem que ser remediado.
- Não me diga?
- É a verdade, Sr. Weasley. Procure a Srta. Granger, ela com certeza tem a resposta. Agora me deixe dormir, garoto do capeta.
E voltou a dormir. Eu, hein, como um cara desses consegue ser diretor de uma escola? Eu ia correr para a biblioteca, mas encontrei Carol desmaiada no chão e Draco ajoelhado ao seu lado. Seria engraçado, se não fosse trágico.
- O que aconteceu? – perguntei.
- Eu estava indo me esconder, digo, me abrigar no Salão Comunal da Sonserina – disse Draco – E vi o gato jogando ela para longe, não sei por quê.
- Ela morreu?
- Não.
- Ah, que pena.
Carol abriu os olhos e encarou Malfoy.
- Por favor, diga que você não me beijou – pediu.
- Por mais que esse seja o seu presente de Natal ideal, eu não fiz isso – respondeu o sonserino.
- Ótimo – ela respondeu cerrando os olhos e levantando-se – Cadê a Morgana?
- Saiu correndo para a biblioteca – disse Draco.
- A Hermione está lá! – exclamei.
- E daí?
- Vamos! – disse Carol puxando Draco e eu em direção da biblioteca.
Quando chegamos à porta da biblioteca, Hermione saiu de lá correndo feito louca.
POV. Carol Peruzzo
- CAROLINA GODOFREDA ALEJANDRA ROBERTA MAMMA BRUSCHETTA GONÇALVEZ SOUZA FELTON HOULT HIDDLESTON SAMANTHA MARIANA ALÍCIA FLÁVIA CARLA MARGARITA ROSA SOUZA PERUZZO – berrou Hermione – PORQUE DIABOS SEU GATO ESTÁ GIGANTE E TENTOU ME MATAR?
- Cara, e eu achando que o nome da Tonks era estranho – disse Rony me olhando.
- Bem – dei um riso sem graça e cocei a nuca – Sabe como é, não? Eu estava lá, sem nada para fazer... Então use o Engorgio na Morgana.
Hermione bateu na minha cabeça com o pergaminho que tinha nas mãos.
- Idiota! – exclamou.
- Espere um pouco – eu disse – Gatos não matam pessoas. Draco, onde foi que você comprou esse gato?
- Na Borgin e Burkes.
Foi minha vez de pegar o pergaminho das mãos de Hermione e bater naquela cabeça loira oxigenada.
- Idiota! – exclamei.
Um rugido muito medonho veio da biblioteca.
- O que fazemos agora? – perguntou Draco com olhos arregalados.
- O que nós fazermos melhor – disse cheia de pose. Eu sou uma semideusa, treinada para lidar com situações difíceis. Lutei com Ares, desafiei Atena e ri na cara de Hades, nada mais pode me derrotar. E eu sei o que fazer agora. – É CADA UM POR SI! AHHHHH!!
POV. Harry Potter
Acordei do meu cochilo tranquilo e me espreguicei. A torre da Grifinória estava tranquila, tranquila demais. Levantei-me, desci as escadas do dormitório e espiei o Salão Comunal. Parado. Definitivamente tem algo errado.
Saí do Salão Comunal da Grifinória e fui andando pelos corredores desertos. Quando entrei no Salão Principal, encontrei Carol, Hermione, Rony e Draco gritando e fugindo de um gato preto gigante e maligno.
- Ei, gente, tem um gato gigante atrás de vocês – avisei amigavelmente.
- NÃO ME DIGA, POTTER? – berrou Malfoy.
- Só quis ajudar...
- ENTÃO MATA ESSE GATO! – gritou Rony.
- NÃO! – gritou Carol – ELE É MEU BICHINHO DE ESTIMAÇÃO!
O bichinho de estimação deu uma patada e Carol saiu voando, batendo a cara da parede. Ai, isso deve ter doído [N/Carol: Obrigada por falar, Capitão Óbvio ¬_¬"].
- MORGANA! – gritei para o gato, que me olhou com seus olhos amarelos – Quieta! Gata feia! Senta!
Morgana sentou-se obedientemente.
- Ótimo – disse satisfeito. Peguei minha varinha e apontei para o gato enorme – Compendio!
[N/Carol: ... Porque não tínhamos pensado nisso antes?]
[N/Hermione: Você começou a correr e gritar... Então seguimos seu exemplo!]
[N/Carol: Hum... Tem razão, Mione, eu estou sempre certa U-U]
[N/Hermione: Ah, sim... ¬_¬"]
* * *
Carol estava deitada na maca da enfermaria com um gesso na perna. Nós havíamos mandado Morgana para Manhattan (Zeus disse que uma tal de Bastet ia gostar bastante dela) e Carol aceitou isso perfeitamente bem.
- Sabe quanto tempo mais vai ter que ficar na enfermaria? – perguntou Hermione.
- Madame Pomfrey concertou o osso, porém ele continua fragilizado. Acho que até semana que vem ficarei aqui – disse a filha de Poseidon – Mas só vou poder tirar o gesso no fim das férias de Natal.
- Você realmente não ficou triste por não ter mais Morgana? – perguntou Rony.
Carol sorriu divertida para ele. Não entendemos o significado daquele sorriso, até um rugido ensurdecer soar por cima da torre da enfermaria.
- Eu quero lhes apresentar meu dragão Olho de Opala, Sconam – o sorriso de Carol aumentou ainda mais – Vocês vão adorar conhecê-lo!
Notas finais
Draco: ¬_¬"
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