As Crônicas Dos Retardados.
16 Filho de Peixe, Peixinho É (Ou Quase Isso)
POV. Hermione Granger
Tudo começou, como sempre, [N/Carol: Com um pirralho irritante fazendo o que adora fazer: irritar] Obrigada pela bela explicação...
– Harry! Harry! – chamou Collyn entrando no Salão Comunal Grifinório – Sr. Dumbledore está chamando você, Carol, Hermione e Rony no escritório dele.
– Não fui eu! – exclamou Carol imediatamente – Só abro a boca na presença do meu advogado!
Revirei os olhos e nós quatro fomos para o escritório de Dumbledore. Lá estava o nosso diretor acompanhado de Snape [N/Carol: Hum... Baitola] PARE DE FAZER ESSES COMENTÁRIOS IDIOTAS!
– Obrigado por virem – agradeceu Dumbledore – Tenho um assunto muito importante a tratar. Ultimamente, a Lula Gigante vem causando problemas no lago.
– E daí? – perguntou Rony.
– E daí, Weasley – retrucou Snape secamente – Que se a Lula um dia comer a cabeça de um de seus inúmeros irmãos, a culpa será sua.
As orelhas de Rony ficaram vermelhas como seu cabelo.
– Harry, eu lhe chamei por ter experiência com a Lula – disse Dumbledore – Hermione, chamei-a por sua inteligência; Carol, chamei-a por ser filha de Poseidon e, Rony, eu te chamei porque é ruivo. Eu gosto de ruivos.
– Okay... – disse Rony confuso.
– Eu posso enfeitiçar a Lula, senhor – eu disse á Dumbledore – E Carol pode nadar e afastá-la.
– Sim – confirmou o diretor – Carol, você pode nadar.
Carol ficou ainda mais pálida do que o normal.
– Nadar? – repetiu.
– É. Nadar. – disse Snape – Movimentar-se dentro d’água. Você sabe nadar, obviamente.
Carol mordeu o lábio inferior.
– Bem, eu... Acontece que... – disse coçando a nuca – Eu... Certo, eu não sei nadar.
Todos nós estávamos perplexos para dizer algo.
– O que?! – exclamei – Você... Você é filha de Poseidon! Como não sabe nadar?
– Eu... – Carol parecia querer morrer – Eu nunca aprendi de fato á nadar. Só á controlar a água para que eu me movimentasse nela.
– Isso é um absurdo! – exclamou Dumbledore – Declaro que á partir de hoje, todos os alunos de Hogwarts terão aulas de natação!
– E quem será o professor? – perguntou Snape.
Dumbledore olhou-o e Snape revirou os olhos numa clara expressão de [N/Carol: “Eu só me fodo nessa merda”] O QUE EU DISSE SOBRE ESSES COMENTÁRIOS?! POR MERLIN!
– E onde serão as aulas? – perguntou Harry.
– No Lago Negro – respondeu Dumbledore.
– Mas não estávamos agora mesmo discutindo sobre a Lula Gigante no Lago Negro? – perguntou Carol.
– Cara filha de Poseidon que não sabe nadar – disse Dumbledore, fazendo Carol dar-lhe uma careta – Existe uma enorme diferença entre poder e querer. Eu podia tirar eu mesmo a Lula do lado, mas tinha preguiça; agora eu quero tirá-la de lá para as aulas. E as aulas da Grifinória serão juntas com a da Sonserina.
– Ah, claro – disse Rony revirando os olhos – Tinham que ser os sonserinos!
– Porque não os lufanos? Eles são legais! – exclamou Carol – Ou os corvinais? Mas não! Tinham que ser os sonserinos.
– Sumam antes que eu os afogue durante as aulas – ameaçou Snape.
Antes de ele terminar a frase, já estavamos no Salão Comunal da Grifinória. No dia seguinte, eu desci as escadas já com o uniforme. Carol me esperava no Salão Principal com uma cara emburrada.
– Que cara é essa? – perguntei enquanto andávamos pelos corredores.
– Odeio usar roupas de banho – disse.
Encarei-a.
– Você é pálida, não sabe nadar e odeia roupas de banho – disse – A filha de Poseidon mais estranha que existe.
– É. Ás vezes pergunto-me se não sou filha adotada – disse ela revirando os olhos – Talvez eu seja filha de Hades, afinal.
Abri as portas de carvalho que davam acesso á área do Lago Negro. Os estudantes conversavam entre si, todos com roupas de banho. Fomos até Harry e Rony; Harry usava um calção de banho vermelho e Rony, um amarelo.
– Carol – cantarolei – Você com certeza não quer olhar naquela direção.
Carol olhou para onde eu estava apontando e me deu um tapa no braço.
– Cala a boca – ela sibilou.
O local para onde eu estava apontando era onde estavam os sonserinos. Malfoy estava conversando com Crabbe e Goyle, provavelmente falando mal de tudo e de todos; a loira azeda estava sem camisa (visão do inferno) e usava um calção de banho prateado com detalhes verdes.
– Eu vou entrar na água – anunciou Carol já somente com o maiô – Afinal, sou eu que mando naquela merda!
E assim, afastou-se.
– Não sei qual é o objetivo disso – disse aos meninos – Dumbledore sabe muito bem que bruxos não usam para nada a natação.
– Ele é velho – disse Rony como se fosse uma novidade – Temos que dar-lhe um des...
– AH! – ouvi o grito de Carol – SANTO POSEIDON! EU VOU ME AFOGAR! SOCORRO! ACODE AQUI, APOLO!!
Ela estava somente com os pés na água.
– Peruzzo, chega de palhaçada! – gritou Snape para ela. Graças á Merlin, ele estava com suas roupas normais de professor – Todos vocês, para dentro da água!
Todos os estudantes entraram na água. Harry, Rony e eu ficamos perto de Carol, que se debatia como um peixe fora d’água, mesmo ela sendo filha de Poseidon e estando dentro da água e... Ah! Vocês entenderam!
– Carol, escute-me – disse a ela – Você não pode se afogar, você respira em baixo d’água.
– Tem razão – disse Carol, que mantinha a cabeça fora da água nadando no estilo cachorrinho – Estão vendo? Eu estou nadando!
– Até os cachorros sabem nadar cachorrinho – disse Rony – Não, espera...
– Vamos logo fazer os exercícios – disse Harry revirando os olhos.
Os exercícios eram basicamente nadar de um lado para o outro do lago. Eu odiei profundamente, por quê? PORQUE NÃO DÁ PARA APRENDER Á NADAR NOS LIVROS!! [N/Poseidon: Dã]
Carol estava nadando cachorrinho com ajuda de boias infláveis laranjas presas em seus braços e com aqueles espaguetes de piscina.
– Muito bem – disse Snape alto para todos escutarem – Vocês têm cinco minutos para descansar. Podem sair.
– Vocês viram? – perguntou Carol contente quando nós saímos do lago – Eu nadei!
– Com boias infláveis – completou Rony.
– Isso é só um detalhe.
Então, ouvimos um grito estridente e feminino vindo do lago. A Lula Gigante estava no lago (valeu, Dumbledore) e havia pegado Malfoy com um de seus tentáculos.
– SOCORRO! – gritava Draco com uma voz aguda [N/Carol: É gay, eu sempre disse] – SOCORRO! SOLTE-ME, SEU PROJETO DE SUSHI RÍDICULO!
A Lula afundou no lago e levou Draco junto. As pessoas na margem estavam pânico; Crabbe e Goyle continuavam com aquelas caras de idiotas que eles têm normalmente.
– Carol, faça algo! – exclamou Harry.
– Porque eu deveria? – perguntou Carol erguendo as sobrancelhas.
– Porque ele vai morrer!
– E isso é motivo para preocupação?
– Carol!
– Tudo bem, tudo bem... – disse ela revirando os olhos – Mas eu só vou lá porque não quero que a Lula Gigante tenha indigestão.
E assim, Carol colocou suas boias infláveis nos braços e pulou no lago.
POV. Carol Peruzzo
Vocês devem estar pensando que eu sou idiota por não saber nadar. Mas tudo começou quando eu era uma pequena semideusa num orfanato de Nova York; um dia, numa excursão á praia, eu entrei na água junto com outra garotinha. Uma onda gigante veio e nos pegou, a garotinha morreu afogada enquanto segurava minha mão. E á partir daquele dia, eu jurei nunca mais nadar.
[N/Hermione: Isso é verdade?]
Claro que não. Eu não sei nadar porque sou preguiçosa demais para aprender.
[N/Hermione: Retardada.]
Voltando á história.
Como eu já mencionei anteriormente, eu sou muito preguiçosa, então só controlei a água para que ela me guiasse até a Lula Gigante. A caverna da Lula era enorme; num canto estava Draco amarrado com algas marinhas, ele estava desacordado (bichona. Eu tive que voar em um porco voador e não fiquei desacordada!)
Quando eu ia soltá-lo, percebi que a caverna tinha ficado mais escura com uma sombra... Tarde demais. A Lula tinha passado um dos tentáculos enormes pela minha cintura e me arrastado para fora da caverna.
– EI! – gritei com a minha voz estranha debaixo d’água – EU SOU FILHA DE POSEIDON! SOLTE-ME OU EU FAÇO SUSHI COM VOCÊ!
A Lula não entendeu, porque me chacoalhou para todos os lados, como se eu fosse uma maraca mexicana. Minhas boias infláveis estouraram (eu gostava delas ;__;) deixando meus braços livres, assim, peguei minha varinha e apontei para os olhos do monstro.
– Conjunctivitus! – exclamei.
O monstro ficou cego e me soltou, eu voltei rapidamente para a caverna, porque o efeito do feitiço é temporário. Desamarrei Malfoy, puxei-o de volta para a margem, onde todos nos esperavam.
POV. Hermione Granger
Carol voltou para a margem trazendo Malfoy. Ela estava totalmente seca, como se nem tivesse entrado na água; já Malfoy estava inconsciente e totalmente molhado.
– Ele morreu? – perguntou Snape se aproximando.
– Acho que não – respondeu Carol.
– Que pena – suspirou o professor.
– Ele não está respirando! – notou Pansy Parkinson.
– Alguém precisa fazer respiração boca a boca – sorriu Rony malicioso.
Carol deu-lhe uma careta e olhou para o Malfoy inconsciente. Por um momento, eu achei que ela ia realmente fazer a respiração boca a boca, mas Carol deu um murro no peito de Malfoy. Ele abriu os olhos e sentou-se cuspindo água.
– Primeiros socorros, é comigo mesmo – sorriu Carol ficando de pé.
Draco olhou-a perplexo.
– Acho que prefiro conviver com a Lula Gigante a com você – resmungou.
– Tanto faz. São dois animais marinhos mesmo – murmurou Harry.
E no fim das contas, Draco foi enviado para a Ala Hospitalar só por garantia. Todos tomaram banho após a aula e foram para o Salão Principal. Quando eu, Harry, Rony e Carol entramos lá, Poseidon estava nos esperando.
– Carolina Peruzzo! – exclamou Poseidon bravo – Como assim a senhorita não sabe nadar?
– Não sabendo, oras! – respondeu Carol – Eu não posso me afogar mesmo.
– Senhor Poseidon, se me permite – disse Harry – Acho que Carol não merece ser punida por não saber nadar.
– Porque não? – perguntou Poseidon.
– Bem, por exemplo – disse Harry — Meus tios são muito ligados em lutas de UFC, mas eu não sei lutar.
– O que?! – exclamou Dumbledore da mesa dos professores – Isso é um absurdo!
– É? – perguntou Rony.
– Claro que é! – bradou o diretor – Declaro que á partir de hoje, todos os alunos de Hogwarts terão aulas de luta de UFC!
– UH! – comemorou Carol.
Eu mereço mesmo...
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