Notas iniciais
Antes de tudo, tenho um comunicado para as senhoritas Caroline Stair Castellan, Debby e Marina Valdez, Sammantha Longbottom, Pollyanna Stark, Julie e Mari Di Angelo e quem mais fizer parte da Irmandade dos Shippers: Quem escreveu esse capítulo foi a minha irmã gêmea do mal, a Karol. Com K.
Draco: Você tem uma irmã gêmea chamada Karol, com K?
Sim, ela é uma recalcada.
Enfim, quero agradecer a Little Owl pela recomendação. Muito obrigada!
Espero que gostem!

POV. Harry Potter

Oh, Natal. Uma época tão bela e pura, onde todos se ajudam e quando a paz reina. A neve caindo, as lareiras acesas e os sorrisos nos rostos das pessoas. Tudo é tão mágico, tão maravilhoso, tão especial.

A menos que você seja da Grifinória. Então sua vida é uma zona.

Até que, quando acordei, tudo estava bem e nada explodiu na minha cara. Faltavam dois dias para o Natal, mas Hogwarts já estava mergulhada no maravilhoso clima natalino. Quer dizer, acho que os professores simplesmente não queriam mais dar aula, então resolveram começar a comemorar o Natal. Depois de me trocar, Rony e eu descemos até o Salão Comunal.

– Porque suas orelhas estão vermelhas? – perguntei para Carol. As orelhas dela pareciam tomates.

– Elas sempre ficam vermelhas no inverno – a filha de Poseidon puxou seu gorro azul escuro sobre as orelhas – Pareço o Dumbo, é ridículo.

Saímos da Torre da Grifinória para o café da manhã. Mas como tudo que é bom acaba logo, as coisas começaram a ficar no Nível 3 da estranheza.

Eu já lhes falei da Escala Potter para Estranheza? Bem, é assim:

Nível 1: Aceitável (Exemplo: Hermione lendo algum livro)

Nível 2: Anormal (Exemplo: Neville conseguindo acertar um exercício de Poções)

Nível 3: Levemente Bizarro (Exemplo: Dumbledore vestido de Papai Noel e Snape de Elfo)

Nível 4: Bizarro (Exemplo: McGonagall de biquíni)

Nível 5: Totalmente Bizarro (Exemplo: Rony sem fome)

Nível 6: Indubitavelmente Bizarro (Exemplo: Malfoy agindo como um homem, não como uma doninha)

Nível 7: Estranho (Exemplo: Snape dando pontos para Grifinória)

Nível 8: Totalmente Estranho (Exemplo: Hermione quebrando as regras)

Nível 9: Estranho DEMAIS (Exemplo: Sonserinos sendo gentis com grifinórios)

Nível 10: Tão Estranho que Chega a ser Impossível (Exemplo: Carol sendo bondosa e gentil).

Voltando ao problema no Salão Principal.

Dumbledore estava vestido de Papai Noel e McGonagall e Snape estavam vestidos como elfos. Não elfos domésticos, mas sim elfos do Papai Noel, com roupas verdes e tudo mais. Anormal, mas nada que pudesse estragar meu Natal.

– Peruzzo – Umbrigde veio marchando até a mesa da Grifinória assim que nos sentamos, ela usava uma roupa de rena natalina – Preciso de você. Separei os integrantes da Brigada Inquisitorial em grupos de três e um dos grupos ficou com uma pessoa faltando.

– E? – Carol perguntou passando manteiga numa torrada.

– E que você vai ser a pessoa que vai completar o grupo – Umbrigde deu um sorrisinho – A Brigada Inquisitorial irá ouvir os pedidos de Natal das crianças do primeiro, segundo e terceiro ano. Me acompanhe, por favor.

– Eu estou tomando meu café da manhã! – protestou Carol.

– Não ligo – Umbrigde jogou para ela uma sacola com roupas – Troque de roupa e me encontre no Salão dos Monitores em quinze minutos.

E saiu marchando. Encarei Carol com medo. Ela parecia prestes a pular no pescoço de Umbrigde e esfaqueá-la até a morte com a faca de manteiga.

– Você vai? – perguntou Rony suavemente. Um movimento errado e ele também seria esfaqueado.

– Vou – Carol levantou graciosamente da cadeira e pegou a sacola – Me deem licença. Vou ouvir os pedidos dos fedelhos, digo, das criancinhas.

POV. Draco Malfoy

O dia não podia piorar.

Entrar para a Brigada Inquisitorial foi uma ótima ideia, mas ouvir os pedidos de Natal daqueles otários do primeiro ano? Eu não sou obrigado!

O pior é que a Umbrigde tem um humor muito engraçado. Meu grupo, até o momento, é composto somente por Blaise. A Cara de Sapo foi atrás de mais algum otário. E adivinha do que eu estou vestido?

Um beijo para quem falou Papai Noel.

– Não acredito que estou vestido de elfo – resmungou Blaise enfiando as mãos no bolso do casaco – Me sinto ridículo.

– E eu estou vestido de Papai Noel – retruquei – Quer dizer, eu sou bom como o Papai Noel? Eu tenho cara de velho pedófilo?!

– Papai Noel não é um velho pedófilo.

– Isso é o que eles querem você acredite.

Sentei-me na cadeira vermelha almofadada que estava posta bem no meio da biblioteca. Eu estava usando uma fantasia completa do Papai Noel, menos a barba. Recuso-me a usar uma barba.

– Quem será que a Umbrigde vai trazer? – perguntou Blaise sentando-se em uma cadeira ao meu lado.

– Não importa – dei de ombros – Só aceitei fazer esse papel ridículo para poder cantar algumas garotas.

Ele me olhou assustado.

– Não quer dizer...

– Sim – sorri erguendo o livro – O Livro das Cantadas está aqui!

Abri uma página aleatória, pigarreei e recitei:

– Gata, se eu fosse o Chapéu Seletor, te escolhia para a minha casa.

– Se mata – mandou Blaise me olhando com uma cara estranha.

Umbrigde entrou caminhando triunfante na biblioteca. Quando eu vi quem a estava acompanhando, quase segui o conselho de Blaise sobre me matar. Era a Peruzzo. Ela usava uma roupa de elfo natalino igual à de Blaise e suas orelhas estavam vermelhas como a Grifinória. Eu até riria, se isso não custasse a minha vida.

– Draco, Blaise – Umbrigde disse com um sorrisinho no rosto – Essa é a sua companheira! Vocês devem ficar aqui até a hora do jantar. Até mais!

E saiu saltitando. Blaise gemeu de decepção.

– Que droga! – ele exclamou – Agora vou ficar aqui segurando vela enquanto vocês dois se agarram!

– Vá se catar – mandou Peruzzo – Vocês têm doces?

– Os doces são para as crianças – falei.

– Quem se importa com as crianças? – ela perguntou pegando o pote com os doces e abrindo-o.

Respirei fundo.

– Peruzzo, vamos ficar aqui o dia todo – falei – Tente não ser desagradável como você normalmente é.

– Tente não ser um babaca como você normalmente é – ela retrucou.

Blaise ergueu uma placa com a frase “Dracol 4ever”. Peruzzo arremessou um caramelo no olho dele.

– Então... – Carol mordeu um alcaçuz e me olhou com uma sobrancelha levantada – Porque escolheram você como Papai Noel? É a pessoa menos solidária que conheço.

– Também não sei – dei de ombros – Não me importo com o que as pessoas querem de Natal.

– Mas você poderia sentar no colo dele – Blaise disse com um sorriso malicioso.

– Vou jogar outro caramelo no seu olho – ameaçou Carol. Blaise se encolheu.

Ficamos em um silêncio tenso por alguns minutos. Caso Umbrigde não tenha percebido, ninguém vai à biblioteca no Natal. Ninguém.

– O que é isso? – Carol perguntou apontando para O Livro.

– Nada da sua conta – respondi.

Então, claro, ela puxou o livro da minha mão e abriu-o. O que esses grifinórios têm na cabeça?

– “Mesmo se você fosse um Dementador, eu gostaria de ganhar um beijo seu” – ela recitou e caiu na gargalhada – Quem escreveu essa droga?

– Draco – disse Blaise ao mesmo tempo em que eu dizia – Blaise.

– Ridículo – ela fechou o livro e jogou para Blaise – Esse é o seu jeito de conquistar garotas, Malfoy? Patético.

– Bem, para ele funciona – Blaise deu de ombros – Praticamente todas as garotas da Sonserina querem sair com o Draco, e alguns garotos também, mas isso é relevante. Ele é o Garanhão da Sonserina!

Lembram-se do comentário sobre me matar? Mudei de ideia. Agora quero matar o Blaise.

– Garanhão da Sonserina? – repetiu Carol com aquele sorriso malicioso no rosto – Isso é... Incrível.

Depois disso, o dia foi de ruim para totalmente péssimo. Os fedelhos, digo, as criancinhas adoráveis apareceram e começaram a falar sobre seu desejo de Natal. Merlin, eu não me importo!

Próximo ao meio dia, Potter e seus dois cachorrinhos apareceram.

– Papai Noel! – Weasley exclamou e pulou no meu colo – EU QUERO UM PANDA E UM KIT DA CASA DA BARBIE!

– Urgh, germes de ruivo! – o empurrei para fora – E porque diabos você quer o kit da Casa da Barbie?!

– A Barbie é legal – ele abaixou a cabeça triste. Ridículo.

– Isso aqui está bem parado, não está? – perguntou Granger olhando ao redor.

– É – Carol engoliu mais um caramelo – Estou quase dormindo sentada.

– Pare de comer os doces! – mandei.

Ela riu na minha cara. Típico.

– Me entregue isso – pedi gentilmente.

– Ér... Não.

– Peruzzo! Você não pode comer os doces!

– Malfoy! Sim, eu posso!

Puxei o pote com os doces, ela puxou de volta. Blaise, o Idiota Supremo, ao invés de me ajudar a recuperar os doces, ficou gritando e incentivando a briga. Peruzzo puxou o pote mais uma vez, o fazendo sair voando. A trajetória daquela desgraça foi em câmera lenta. Snape passava calmamente pela biblioteca, o vaso com os doces voou até lá e se partiu na cabeça do professor, o jogando no chão.

Um silêncio constrangedor tomou conta do lugar.

– Foi sua culpa – falei.

– Minha? – ela perguntou – Você que não me deixou comer os doces em paz!

– Os doces são para as crianças!

– Ai meu Merlin – Granger parecia prestes a desmaiar – Vocês atacaram um professor!

– Foi culpa do Rony! – exclamou Peruzzo.

– Perfeito! – concordei – Culpa do Weasley!

– Hein? – perguntou o ruivo franzindo a testa.

Levantei e fui até Snape. Ele estava jogado de uma forma nem um pouco natural no chão.

– Ele está vivo? – perguntou Potter.

– Claro que está – falei cutucando-o com o sapato – Só está desmaiado. Peruzzo, por favor.

– Por favor o que? – ela perguntou com toda a sua educação.

– Leve Snape para a Ala Hospitalar.

– Leve você!

– Não fui eu que atirei a jarra de doces nele!

– Também não fui eu!

– Vão os dois! – Blaise empurrou Carol na direção de Snape – Não vamos sentir falta de vocês, mesmo. Só tentem não se agarrar em um armário no caminho de volta!

Peruzzo mostrou o dedo do meio para ele. Que mal educada. Segurei um dos braços de Snape, ela segurou o outro e arrastamos aquele emo para fora da biblioteca. Quem diria que um professor pesava tanto? (Admito, nós o deixamos cair de cara no chão umas duas vezes. Ninguém precisa saber).

– Sr. Malfoy, Srta. Peruzzo – Madame Pomprey nos recebeu na enfermaria – O que... O que aconteceu ao Professor Snape?!

Entreolhamos-nos.

– Ele foi atacado por narguilés – Carol falou rápido. Revirei os olhos. Essa garota está falando demais com a Lunática Lovegood.

– O que são narguilés? – perguntou a enfermeira.

– São... Ér... – ela olhou para mim me mandando inventar uma resposta.

– São animais que... Que atacam professores – afirmei – Por isso atacaram o professor Snape.

– Mas como...

– NÃO PERGUNTE! – berrou Carol dramaticamente – ELE ESTÁ MORRENDO! AJUDE-O, MADAME POMFREY!

O surto de Carol fez a enfermeira surtar, jogar Snape em uma maca e começar fazer uma massagem cardíaca.

– Vamos embora – Carol puxou a manga do meu casaco – Não quero ficar para vê-la fazer respiração boca a boca no Snape. Meu psicólogo já é rico o suficiente.

– O que é respiração boca a boca? – perguntei enquanto saíamos da Ala Hospitalar.

– Droga, vivo esquecendo que vocês puro sangues não sabem nada dos trouxas – ela revirou os olhos e enfiou as mãos nos bolsos do casaco – Respiração boca a boca é quando... Bem, é quando uma pessoa reanima a outra pessoa soprando ar para os pulmões dela pela boca.

– Reanimação com a boca? Isso me parece... Suspeito – dei um sorriso malicioso e ela me deu uma cotovelada – Trouxas, todos estranhos. Você faz parte deles.

– Quantas vezes eu vou ter que explicar que eu...

– É puro sangue e meio sangue ao mesmo tempo – dispensei a explicação com a mão – Você fala demais.

– Eu falo demais?!

– Fala. O tempo todo.

– Ah, fique quieto.

O resto do caminho foi em silêncio. Os grifinórios estúpidos já tinham ido embora e Blaise roncava sentado em sua cadeira. Finalmente, Carol perguntou:

– Aquele livro tosco funciona mesmo?

– Funciona – garanti – Esse ano já consegui vários encontros com aquelas cantadas.

– Que coisa patética – ela revirou os olhos.

– Isso é ciúme, Peruzzo?

– Do livro? Não. Além de que não acredito em uma só palavra do que você fala.

– As cantadas funcionam – sorri confiante – Quer ver só? Aposto que consigo um encontro com a primeira garota que passar por aqui.

Ela gargalhou.

– Aposto a minha vassoura nisso!

Ficamos em silêncio esperando alguém aparecer. A primeira garota que apareceu foi a Granger.

– A próxima – fiz uma careta.

Depois foi a Weasley.

– A próxima – repeti.

E, como sou simplesmente sortudo, apareceu a Lunática Lovegood.

– A próxima – repeti cansado.

– Não, chega de esperar – Carol sorriu daquele jeito irritante – Você vai sair com a próxima garota que aparecer.

– Você conta como uma garota?

– Sim, mas não vou sair com você.

– Sei que você quer – pisquei e as orelhas dela ficaram vermelhas, ou talvez estivessem vermelhas o dia todo. Prefiro pensar que ficaram vermelhas.

– Se enxerga, Malfoy – ela mandou revirando os olhos.

* * *

Contagem regressiva para a hora do jantar. Para você ver como a situação estava crítica, estávamos quase morrendo de tédio sentados nas cadeiras e Carol colocou uma placa dizendo “Papai Noel foi sequestrar mais criancinhas para usar como escravas”.

Mais nenhuma criança apareceu depois disso.

– Ali – falei apontando para uma garota da Corvinal que procurava livros – Duvida que eu saia com ela, Peruzzo?

– Duvido – ela falou olhando para suas unhas.

Peguei O Livro, escolhi a melhor cantada e, quando a garota passou, soltei:

– Gata, meu nome não é Luna, mas eu sei como Lovegood – e pisquei. A garota me olhou com desprezo e saiu andando.

Blaise quase caiu da cadeira de tanto rir.

– Draco, não diga essas cantadas – aconselhou ele — Você parece um retardado.

– Ele é um retardado – Carol falou sorrindo.

– Bem lembrado.

Os dois fizeram um high-five. Mereço. Os dois maiores idiotas que eu conheço são amigos agora. Talvez se casem e tenham filhinhos idiotas. Awn.

Quando o relógio finalmente bateu sete horas da noite, comemoramos. Blaise jogou seu chapéu de elfo no chão e disse que ia trocar de roupa antes de ir jantar. Carol me deixou acompanhá-la até o Salão Principal (ou pelo menos ao disse nada quando comecei a andar ao seu lado).

– Me lembrei de uma coisa – falei enquanto andávamos – O que você quer de Natal?

– Não pensei nisso – ela deu de ombros e pensou por um momento – Um unicórnio. Sempre quis ganhar um unicórnio.

– Bem – pigarreei – Por você eu roubava um unicórnio da Floresta Proibida.

– Uau. Essa cantada foi tão ruim que nem vou te dar um tapa na cara – ela riu.

Bufei. Depois não posso chamar os filhos de Poseidon de lerdos. Acabei de dar em cima dela e ela nem percebeu!

– E você? – ela perguntou – O que quer de Natal?

– Um beijo.

– O Harry está logo ali.

– De uma garota...

– Pansy está na mesa da Sonserina.

– De uma grifinória...

– Hermione? Urgh. Não sabia que ela era o seu tipo.

– Você está brincando comigo? – exclamei.

Carol gargalhou.

– Claro que estou, idiota – ela sorriu de uma forma meio psicopata, meio fofa (acho que essa é descrição perfeita para ela) – Já vou indo. Bom Natal, Malfoy.

Ela virou as costas e saiu andando.

– Carol! – exclamei – Hoje à noite, em Hogsmeade, vai ter um show daquela banda bruxa famosa no mundo dos trouxas, Panic! At The Disco. Você quer ir?

A grifinória me olhou de cima a baixo como se eu fosse uma máquina complicada que precisava ser desmontada.

– Te encontro no Saguão Principal depois do jantar – ela falou – Não se atrase.

E finalmente saiu andando.

Até que foi um Natal muito produtivo.

Notas finais
E no próximo capítulo...

"- Percy, sua bunda não é bonita!
- É sim.
- Ninguém pediu sua opinião, Nico!"

"- Uma missão... Vocês precisam ir nessa missão.
- Que missão é essa, afinal?
- Bem, Carlota, mesmo uma estúpida como você deve saber que Prometeu roubou o fogo dos deuses e o deu aos mortais.
- Sim, e daí?
- E daí que ele não roubou o fogo. Quem precisa de fogo? Ele roubou uma coisa mais preciosa..."

"- Carol! Que roupas são essas?
- Minhas roupas normais
- Vamos invadir um Baile Funk! Não pode usar essa roupa!
- O que? Você achou que eu ia me fantasiar de funkeira? Você não sabe nada, Nico di Angelo"

" - Deception and perfection are wonderful traits
One will breed love, the other hate
You'll find me in the lonely hearts
Under "I'm after a brand new start...
- Prometeu está cantando Marina and the Diamonds?!
- Incrível!"