As Crônicas Dos Retardados.
40 E que a sorte esteja sempre ao seu favor.
Notas iniciais
Agora, prometo que vou postar direitinho em todas as fics U-U
Um super hiper mega ultra abraço na PaulaYay, Cupcake azul (cuidado com o Percy) Luanny, Biia Zacarias e Miss Moonlight (VAL-DE-MAR) pelas recomendações fantásticas! Muito obrigada mesmo!
Espero que gostem!
~~
Carol: http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_540/set?id=86896786
~e o poema que a Clarisse diz foi feito por Debby Valdez. Depois não digam que não avisei~
- Ah, Tom – sorri tocando seu rosto – Eu te amo tanto, querido.
- Também te amo, minha querida – respondeu Tom Felton – E eu tenho uma coisa muito importante para lhe falar.
- Sério? – perguntei sorrindo – E o que é?
Ele sorriu, respirou fundo e gritou:
- ACORDE!
- Da fuq?
Abri os olhos e encarei uma Clarisse descabelada. Claro, ela nunca teve nem metade do meu brilho, mas o cabelo dela realmente parecia um ninho de rato agora.
- LEVANTA! – ela me puxou para fora da cama – QUÍRON CONVOCOU TODOS OS SEMIDEUSES PARA UMA MISSÃO URGENTE!
- OH DEUSES! – gritei já em pânico.
Corri para o banheiro, pulei dentro das primeiras roupas que as minhas mãos alcançaram, enfiei minha adaga no cinto, peguei minha espada e saí correndo do chalé com Clarisse. Quíron estava de pé para todos os semideuses, que também haviam sido arrancados rudemente de suas camas e estavam preocupados.
Deviam ser umas cinco da manhã, e nossas respirações formavam nuvens brancas no ar.
- Campistas – disse Quíron em tom sério – Convoquei-os a essa hora para uma missão importante, onde todos devem participar.
Deuses, Gaia voltou! Cronos saiu do Tártaro e vai vir nos matar! O Velocino de Ouro foi roubado! As Portas da Morte se abriram novamente! Monstros estão...
- Acabaram todas as jujubas no estoque de comida do acampamento – anunciou Quíron.
Todos ficaram encarando o cavalão.
- Eu não acredito nisso – falei – Quíron, eu aceitei quando tive que dividir meu chalé com o meu energúmeno irmão. Aceitei quando achei aquele fio de cabelo na minha macarronada semana passada. Mas eu NÃO vou aceitar ser acordada às cinco horas da manhã por causa de malditas jujubas!
- Eu gosto de jujubas – murmurou Quíron.
Os semideuses começaram a gritar revoltados. Quem ele pensa que é?
- Silêncio! – exclamou Quíron – Vocês já estão acordados, então vão fazer algo! Precisamos de alguns ingredientes para o jantar de hoje à noite. A não ser que vocês queiram passar fome, venham pegar uma lista de ingredientes e só voltem ao acampamento quando comprarem tudo. Usem o dinheiro de vocês. Paz.
- Que tal formarmos um grupo para comprar tudo? – perguntou Nico arrastando Leo. O filho de Hefesto estava mais dormindo do que acordado – Você, Leo, Percy, Annabeth, Clarisse e eu.
- Tudo bem – respondi – Eu vou lá pegar a lista, fiquem aqui. E Percy, jogue um pouco de água gelada na cara do Leo.
No caminho até Quíron, esbarrei em uma garota.
- Desculpe – falei já seguindo caminho.
- Veja por onde anda – ela disse com raiva.
- Você que estava parada como um jegue! – respondi olhando para trás. Arrependi-me das palavras assim que elas deixaram minha boca. Era Marina Elliott, filha de Tique. Você nunca deve irritar filhos da deusa da sorte.
Marina olhou para mim com raiva, murmurou algo em grego e saiu andando satisfeita. Hum... Sinto que alguma merda aconteceu. Dei de ombros e continuei andando. Passei por debaixo da escada que estava apoiada a estátua de Héstia, pisei na rachadura na terra provocada por Nico e um gato preto saiu do além. Eu, hein.
Peguei uma lista de compras com o Quíron. Eram coisas simples que podiam ser encontradas em qualquer supermercado.
- Então – falei quando voltei para perto do meu grupo – Vamos com pégasos até a cidade, compramos as coisas e voltamos antes do meio dia para eu voltar a dormir, sim?
Eles assentiram.
- Leo e Nico, vocês compram duzentas caixas de macarrão instantâneo – falei.
- Miojo?
- Macarrão instantâneo é mais bonito de se falar. Percy e Annabeth, vocês compram dois sacos de farinha de trigo. Clarisse, você fica com os tomates e verduras e eu vou comprar frutas.
- Isso é horrível – disse Percy enquanto íamos em direção aos estábulos – É como se fossemos empregadas!
Uma imagem de Percy, Leo e Nico vestidos de Empreguetes invadiu a minha mente. Como sempre digo: Minha criatividade me assusta. Montei em um dos pégasos, que protestou por ter sido acordado aquela hora, e disparei céu acima. E adivinha só? ESTAVA UM FRIO QUE NEM QUIONE AGUENTA!
Quando nós pousamos, Floquinho (Sim, o Pégaso se chama Floquinho, me processe) torceu a pata.
- Não se preocupe! – exclamei ajoelhando-me ao seu lado – Vou num pé e volto no outro, não vou demorar!
Dei-lhe um beijo na testa e saí apressada pela rua. Tropecei em uma pedra que não estava ali um segundo antes. O que é isso? Eu sou desastrada, mas nem tanto! Levantei-me e fui em direção ao supermercado.
Um homem encapuzado saiu de um beco e apontou uma arma mortal para mim.
- Passa o dinheiro, moça!
Olhei-o descrente. Já vivi coisas suficientes para ter medo de um assaltante, mas passei todo o dinheiro mortal que tinha para ele, que saiu correndo. Suspirei, tirei meus dracmas do bolso e minha varinha e transfigurei os dracmas em dólares. Tecnicamente, bruxos não podem conjurar dinheiro, mas eu não estou conjurando, estou transfigurando.
BREAK ALL THE RULES, YEAH!
Entrei no supermercado, peguei as benditas frutas, paguei no caixa e saí alegremente de lá. Quando eu voltar, vou ter tempo o suficiente para dormir!
- Filha de Poseidon – rosnou uma dracaena. Ela usava armadura e carregava facas, uma rede, um escudo e um tridente. Estava mais bem armada do que a maioria dos monstros, mas enfim – Venha para sua morte.
- Olha, eu estou ocupada agora – falei seguindo meu caminho e ignorando-a.
Ela começou a correr atrás de mim. Segurei as quatro sacolas em uma só mão e enfiei a mão no bolso interior do casaco para pegar minha adaga. Minha mão só encontrou um espaço vazio. Minha adaga sumiu.
Droga.
Gritei e saí correndo pela rua feito uma abestada. Peguei duas laranjas na sacola e taquei-as na cara do monstro. A dracaena rosnou e jogou uma faca na minha direção. Pulei para dentro de um beco para me desviar. Quando o monstro surgiu na entrada do beco, joguei todas as sacolas no estomago do monstro, fazendo-o se dobrar. Empurrei-o no chão e saí correndo em direção ao meu pégaso.
Mas como a minha sorte está uma desgraça hoje, a dracaena levantou-se, prendeu a rede no tridente e jogou-o na minha direção. A rede me jogou no chão e acabei ficando presa nela. A dracaena riu.
- Uma filha de Poseidon encontra sua morte numa rede de pesca – ela disse em meio a risadas – Hilário.
- Vamos fazer um acordo? – perguntei – Você não me mata e eu digo onde encontrar outros semideuses para matar.
- É mesmo? Quem seriam esses semideuses?
- Drew Tanaka, filha de Afrodite. Octavian, legado de Apolo. Marina Elliott, filha de Tique. Clary Horky, legado de Atena... Muitas opções – sorri – Pode me soltar, por favorzinho?
- Ér... Não – ela riu – Seus ossos valerão muito no mercado de monstros.
Vi a faca presa em seu cinto. Deve servir. Tentei alcançar minha varinha, mas ela tinha sumido. Ó novidade.
- Pode realizar meu último desejo antes de me matar? – perguntei com olhos pidões.
- Hum... Tudo bem, parece justo – a dracaena respondeu.
- Eu sempre quis dançar tango – anunciei – Mas, sabe, ninguém nunca me ensinou...
- Oh, eu amo tango! É simples!
A dracaena me colocou em pé, tirou a rede e esticou a mão.
- Você começa fazendo um...
Dei-lhe uma joelhada no estomago, peguei sua faca de bronze celestial e finquei-a em seu ombro. Ela gritou e transformou-se no pó dourado dos monstros. Suspirei. Finalmente vou poder voltar para o acampamento e...
- Ei, você! – gritou um policial correndo até mim – Porque matou esse senhor sem-teto?!
MAS HEIN?
- Senhor, não é o que você está pensando! – exclamei.
O policial chegou até mim, me jogou na parede, algemou as minhas mãos e me arrastou até o carro de polícia, que tinha as sirenas acesas.
- Você está presa em nome dos Estados Unidos da América! Tem o direito de permanecer calada!
Ah, claro.
* * *
Entrei na sala do delegado e o policial me empurrou para sentar na cadeira. O delegado era um homem baixo, gordo, com poucos cabelos pretos e olhos severos. Lembrava vagamente o Sr. D. Em uma placa em sua mesa, estava escrito Delegado Christopher McLeen.
- Seu nome – pediu o delegado.
- Carolina Godofreda Alejandra Roberta Mamma Bruschetta Gonçalvez Souza Felton Hoult Hiddleston Samantha Mariana Alícia Flávia Carla Margarita Rosa Souza Peruzzo. — falei.
Ele me olhou desconfiado, mas escreveu o nome mesmo assim.
- Oh, esse é o seu nome mesmo – disse ele surpreso – Sua mãe te odiava, hein?
- Ainda odeia – dei de ombros.
- Então, vamos ver a sua ficha – falou ele lendo a tela do computador – Tentativa de terrorismo aos dez anos...
Não foi tentativa de terrorismo! Eu estava usando um vestido folgado, um turbante e uma barba! Porque me confundiram com o Bin Laden?!
- Assalto a mão armada aos doze...
Mais uma mentira. Eu corri para dentro daquela loja com a minha espada para salvar os malditos mortais do Minotauro! Mas não! Sempre culpem a semideusa!
- Dano ao patrimônio público aos treze...
Não fui nem eu que estraguei aquela estátua, foi uma das manticoras que estavam me perseguindo!
- E agora, o homicídio de um pobre homem sem-teto – o delegado escreveu isso na minha ficha criminal – Porque o matou, garota?
Suspirei. Não adianta nem dizer que não era um sem-teto, era um monstro da mitologia grega que estava tentando me matar!
- Não sei – respondi.
A expressão do homem endureceu.
- Você vai ficar em uma cela até alguém vir pagar sua fiança. Isso se alguém quiser pagar. – falou – Guardas, levem-na.
Dois guardas me agarraram pelos braços e me levaram até uma cela velha e enferrujada. Um deles abriu a porta da cela e me jogou dentro daquele lugar. Eles trancaram a porta e saíram. Olhei para os meus companheiros de cela. Eram três homens sentados em banquinhos: Um com a pele bronzeada coberta de tatuagens e um piercing na sobrancelha, outro magrelo e pálido com cara de psicopata e outro fortão careca com um bigode preto muito irado.
- Eu sou Chad – disse o fortão careca – O que você fez?
- Matei um cara – respondi ainda de pé.
- Eu também – disse Chad, ele apontou para o magrelo – Rolf assaltou um McDonalds e Dennis colocou fogo num carro de polícia.
- Ah – sorri amarelo – Que... Legal...
Eles me trancaram numa cela com assassinos e ladrões! Eu sou inocente! Acalme-se, acalme-se... Respirei fundo e tentei lembrar tudo o que eu aprendi assistindo CSI com Annabeth.
- Senhor carcereiro – chamei, o homem apareceu – Eu sei que tenho direito a uma ligação.
Ele revirou os olhos, abriu a cela e apontou para um telefone na parede. Corri até lá, disquei os números e peguei o telefone.
- Atende, atende... – pedi baixinho.
- Alô – atendeu Clarisse – Quem é?
- Clarisse! – exclamei – Clarisse, me ajuda! Socorro!
- Carol? Sua biscate! Estamos te procurando feito loucos! – ela exclamou – Onde você está?
- Eu fui presa!
- De novo?
- Clarisse!
- Tudo bem, foi mal.
- Eu matei uma dracaena, mas a Névoa fez os policiais acharem que era um homem sem-teto – expliquei – Você pode pagar a minha fiança, por favor? Colocaram-me numa cela com assassinos e ladrões!
- Você é mais perigosa que eles.
- Clarisse La Rue!
- Sim, já estou indo – ela disse – Aguente mais um pouco, chegamos aí em mais alguns minutos. Até.
E desligou. O carcereiro me conduziu de volta para a cela e sentei-me longe de Chad, Rolf e Dennis. Espero que Clarisse não demore!
POV. Clarisse La Rue
Leo, Nico, Percy, Annabeth e eu entramos na delegacia. Fomos falar direto com o delegado.
- Senhor delegado – disse Annabeth respeitosamente – Viemos pagar a fiança de Carolina Godofreda Alejandra Roberta Mamma Bruschetta Gonçalvez Souza Felton Hoult — ela pensou um pouco, tentando lembrar todos os sobrenomes — Hiddleston Samantha Mariana Alícia Flávia Carla Margarita Rosa Souza Peruzzo.
- Quais seus nomes e o grau de parentesco com ela? – perguntou o delegado.
- Sou Percy Jackson, ela é minha meia-irmã – disse Percy – Clarisse La Rue, Annabeth Chase, Nico Di Ângelo e Leo Valdez. Amigos.
Na verdade, todos nós somos mais ou menos primos da Carol. Mas não importa. Percy, Nico e Leo pagaram a fiança enquanto o guarda apontava a cela para Annabeth e eu. Carol pálida de medo numa cela junto com um cara fortão, um magrelo psicótico e um surfista tatuado. Ela sorriu aliviada quando nos viu.
O carcereiro abriu a porta, Carol saiu correndo da cela e nos abraçou com força.
- Obrigada! – ela exclamou.
- Não foi nada – disse Annabeth gentilmente – Vamos. Temos que voltar para o acampamento.
- Meu pégaso torceu a pata – disse Carol enquanto íamos para a entrada da delegacia encontrar os garotos.
- Vamos levá-lo ao acampamento – falei – Você divide o pégaso com o Nico. Ele passou a viagem toda reclamando por estar sendo encoxado pelo Leo.
Carol começou a rir, mas parou quando passamos na frente do delegado. Achamos o pégaso machucado de Carol, o ajudamos a ficar de pé e voltamos para o acampamento com as nossas compras. A filha de Poseidon tinha perdido suas frutas, mas ninguém se importou com o fato.
Quando desmontamos os pégasos nos estábulos do acampamento, Carol tropeçou e caiu de cara num monte de “presentinhos” de pégaso.
- AHH! – ela gritou levantando-se toda suja – BOSTA!
- Literalmente – disse Leo fazendo força para não rir.
Carol gritou e saiu pisando duro para o Chalé 3. Agora era meio dia. Percy entregou as compras para Quíron e nos dispersamos, cada um para as suas tarefas típicas. Fiquei pensando em como a manhã de Carol foi azarada. Ela nunca foi muito sortuda, isso é fato, mas agora já é apelação. Parece que Tique tirou o dia para trollá-la.
- Annabeth – coloquei minha cabeça para dentro do Chalé 6 – Preciso da sua ajuda.
- Sim? – perguntou ela erguendo a cabeça do notebook de Dédalo. Ela diz que fica estudando, mas tenho certeza que fica o dia todo no Facebook. Ou pior, no Orkut.
- Acho que a Carol está com problemas.
- Ela é o problema.
- Sim, mas... Acho que ela está amaldiçoada – falei – Ela nunca foi muito sortuda, mas agora ela está realmente ferrada.
- É, pode ser verdade – Annabeth saltou para fora da janela – Temos que falar com ela. Acho que sei como reverter a maldição se ela for verdadeira.
Sei como maldições podem ser chatas. Lembro quando os filhos de Apolo jogaram uma praga nos filhos de Ares, e tive que ficar falando em poemas por um mês. Pelo menos consegui fazer um poeminha bem legal:
Sangue é vermelho,
Vermelho como o Mário.
Se der mais um passo,
Eu te espanco, otário.
- Carol – Annabeth bateu na porta do Chalé 3 – Carol, está aí?
- Estou – ela respondeu com a voz fraca – A porta está aberta.
Annabeth abriu a porta. A cama de Carol estava vazia.
- Aqui embaixo – ouvimos a voz de Carol.
Vimos um alçapão e nos entreolhamos. De onde veio essa droga? Descemos a escada estreita e saímos em um cômodo que ficava embaixo do Chalé 3. As paredes eram brancas e iluminadas por luzinhas de Natal presas nas paredes, que davam um tom aconchegante ao lugar. Havia prateleiras e prateleiras de livros (Annabeth suspirou ao ver A Culpa é das Estrelas), algumas prateleiras com CDs de videogames e bonequinhos em miniatura de personagens famosos do cinema. Havia um cartaz em tamanho natural do Chuck Norris e outro do Capitão Jack Sparrow.
Além da luz fraca das luzinhas de Natal, a maior parte da pouca luz da sala vinha de uma televisão imensa conectada a um videogame, que, por sua vez, estava conectado ao controle de videogame que estava na mão de Carol. Ela estava sentada com as pernas cruzadas em um sofá fofinho e felpudo e usando uma camiseta folgada que dizia Dance Like a Hipogriff, uma calça de moletom e pantufas de unicórnio.
Ouvimos um relincho suave e vimos um pônei castanho com crina dourada dormindo felizmente em um montinho de feno limpo.
- De onde veio aquele pônei? – perguntou Annabeth com uma careta.
- Ganhei-o de Fobos depois que forcei-o a ler Cinquenta Tons de Zeuza – Carol disse sem tirar os olhos da tela do jogo e com os dedos dançando sobre o controle – Ele se chama Pompom.
... Okay, sem comentários.
- Que lugar é esse? – perguntei.
- Aqui é Carol’s World – a filha de Poseidon sorriu – Eu preciso me divertir de vez em quando, e eu sempre soube que existem salas embaixo dos chalés, só precisei mobiliar esse aqui.
- Você sabe que não podemos ter aparelhos eletrônicos no acampamento, não sabe? – perguntou Annabeth.
Carol deu um bufo de escárnio.
- Se não falar nada para o Quíron, te empresto meu exemplar de A Culpa é das Estrelas.
- Minha boca é um túmulo – prometeu Annabeth sorrindo.
- Subornar é errado, sabia? – perguntei sorrindo e cruzando os braços.
Carol ergueu um bonequinho em miniatura do Gandalf.
- Eu tenho um bonequinho do Gandalf – disse — Seu argumento é inválido.
- Enfim – sacodi a cabeça. Esse lugar é muito legal, mas não viemos aqui para isso – Carol, nós já sabemos por que você está com tanto azar.
- Eu não estou com azar – ela retrucou – Foram só acidentes e...
O videogame emitiu um estalo, uma faísca voou e a tela ficou negra. Carol gritou de frustação e jogou o controle no tapete branco felpudo.
- Esse videogame é novo! Como quebrou?! – ela exclamou furiosa indo olhar o aparelho.
- Azar – dissemos em uníssono.
Carol levantou-se e suspirou derrotada.
- Depois eu peço para Leo concertar. Annabeth, pode ir lá pegar o livro – ela disse e Annabeth saltitou feliz até a estante – Então, porque eu estou com azar?
- Você se meteu em encrenca com Tique ou um dos seus filhos? – perguntei.
- Hum... Sim – Carol acenou com a cabeça.
- É isso! Você foi amaldiçoada!
- Foi aquela Marina Elliott – ela praguejou em grego – Filha de Górgona! Precisamos ir ao Chalé de Tique para descobrir como resolver a maldição.
- Eu sei como resolver – disse Annabeth admirando a capa do livro – Você deve nadar pelada no lago a meia noite, dançar Macarena, mergulhar numa banheira cheia de leite de javali e canela e matar um ursinho de pelúcia para fazer um sacrifício a Júpiter.
Nós duas a encaramos.
- Você andou conversando com Luna Lovegood? – perguntou Carol.
- Sim, por quê?
- Nada não – ela revirou os olhos – Como vamos chegar ao chalé de Tique sem que nada mais aconteça comigo?
- Tenho uma ideia – sorri – Vamos, temos que achar um coelho.
* * *
- Estou ridícula – disse Carol olhando-se no espelho – Ridícula mesmo.
Só porque ela está vestida como um trevo de quatro folhas e usando uns cinco mil amuletos da sorte? Affs. (http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_541/set?id=87027405)
- Mas está protegida – disse Annabeth — Melhor verde-folha do que verde-vômito.
Annabeth e eu escoltamos a Carol até o Chalé 19. Dei um chute na porta e encontramos Marina Elliott penteando os cachos ruivos.
- Olá – ela sorriu para nós – Gostando da sua sorte, Carol? E, oh, você está meio verde.
Carol pegou a ferradura em seu colar e tacou na testa de Marina. A filha de Tique não se moveu, e a ferradura passou longe.
- O que? – exclamou Carol – Eu sou a artilheira da Grifinória! Eu tenho uma ótima mira!
- Que azar – Marina deu um sorriso sarcástico.
Agarrei a gola da camiseta de Marina, puxei da cadeira e encarei-a.
- Escute aqui, sua miserável – rosnei – Acho melhor você desfazer essa maldição se não eu te dou de almoço para a Serpente Marinha no lago.
Ela engoliu em seco.
- Tudo bem – ela disse numa voz fina e soltei-a. Marina olhou para Carol com desprezo, disse algumas palavras gregas em voz alta e deu de ombros – Pronto.
Carol saiu saltitando do chalé.
- Estou tão feliz por ter voltado a minha sorte normal! – ela exclamou saltando como uma gazela – Depois de almoçarmos, que tal pegarmos o táxi das Irmãs Cinzentas e irmos jogar Deathball no Acampamento Júpiter? Segundo Hazel, hoje é o dia que...
A idiota tropeçou numa pedra, tropeçou e caiu de cara no chão. Ela gemeu de dor e sentou-se com o nariz sangrando.
- Marina disse que minha sorte tinha voltado ao normal – Carol queixou-se tentando limpar o sangue do nariz.
- É, mas você continua sendo uma monga sem coordenação motora.
- Ah...
Notas finais
- Será que os deuses não podem se ocupar com algo produtivo? Sei lá, como tricô?
- Temos que resgatá-lo. Que droga, estou com preguiça de deixar de ter preguiça.
- Leonardo, Nicolau... Porque me procuram?
- Você sabe muito bem que Nico e Leo não são apelidos de Nicolau e Leonardo!
- Não entenderam o que eu disse? Você vem até mim, pede-me favores... Mas não me dá o mais importante: Sua lealdade.
- Seu sobrenome não é Corleone, Carol.
- Calado, Nico.
- LICENÇA, KATNISS EVERDEEN PASSANDO! GAROTA EM CHAMAS PASSANDO! ELA ESTÁ INDO ATRÁS DO SEU PADEIRO!
- Cala a boca! Porque não usa o Nico? Podemos pintar o cabelo dele de azul e dizer que ele é o Hades da Disney!
"- Sejam bem vindos ao meu templo, semideuses. Preparem-se para viver seus maiores medos.
- Que cara simpático."
- Não se preocupe, minha doce filha de Poseidon. Ainda tenho seus três outros medos na palma da minha mão.
- Você só tem quatro medos? Uau! Você é igual o Tobias!
- Agora não é hora para Divergente, Nico
- Nossa. A bunda de Fobos é muito feia.
- Acho que ele colocou Botox. Mas, sim, ainda é uma bunda feia.
- Não tem metade do tamanho da minha!
- Ah, sim. Leo Popozuda.
Fale com o autor