As Crônicas Dos Retardados.
6 Deu A Louca na Hermione!
Era um jantar normal na Escola de Bruxaria e Feitiçaria de Hogwarts.
– OPPA GANGNAM STYLE! – eu cantava enquanto dançava em cima da mesa da Grifinória junto com Fred e George durante o jantar.
– Peruzzo e Weasleys! — exclamou Snape da mesa dos professores.
– E aí, Morcegão? – disse Fred ainda dançando.
– Desçam daí agora!! – exclamou bravo
– Quer dançar também? – perguntou George.
Snape nos encarou hesitante por um momento, então deu de ombros.
– Porque não? – perguntou, subiu na mesa dos professores e começou a dançar loucamente.
Logo Minerva McGonagall, Filio Flitwick e Sibila Trelawney estavam dançando com ele. Eles requebravam, agitavam os braços, chutavam o ar e cantavam para a lua.
– Esta escola está indo buraco á baixo... – lamentou Dumbledore fazendo um facepalm.
Voltamos para o nosso dormitório e Hermione começou á ler um livro sobre bruxos do século passado.
– O que tanto lê, nerd? – perguntei
– Não sou nerd – ela respondeu.
– É sim – respondi
– Não sou!
– É!
– Não sou!
– Sim!
– Não!
– Sim!
– Não!
– Sim!
– Não!
– Sim!
– Vou te provar que não sou nerd! – gritou e fechou as cortinas de sua cama.
Bem, acho que merda vai acontecer. E meu talento para prever catástrofes nunca falha; afinal, sou filha do deus das catástrofes.
* * *
No dia seguinte, acordei antes de Hermione fui para o Salão Principal tomar café com Rony e Harry.
– Acho que estava errada – falei aliviada – Acho que nenhuma catástrofe vai acontecer.
– É – falou Harry – Geralmente tem uma tensão no ar, tipo uma eletricidade.
– Mas... – começou dizer Rony, então arregalou os olhos – PELAS BARBAS DE MERLIN! HERMIONE, O QUE ACONTECEU COM VOCÊ?
Olhei para a porta e vi Hermione.
– Pelas Barbas do Meu Pai Poseidon! – exclamei – Hermione?
– Sim, quem você achou que era, fracassada? – perguntou Hermione se sentando á mesa.
Todos estavam com uma cara bem assim: O.o
– Ela me chamou de fracassada? – perguntei totalmente perplexa.
– Chamou – disse Rony.
Rony parecia ainda mais chocado. Era como se a Sra. Weasley tivesse entrado de biquíni no meio do Salão Principal (O.o)
Depois do café, fomos para a aula de Poções. Sentei ao lado de Hermione, que pôs os pés em cima da mesa. Snape entrou na classe e disse sem olhar direto para Hermione:
– Peruzzo, tire os pés de cima da... – então viu que era a Mione – Pelas Barbas do Profeta!
– Tá encarando o que, velho seboso? – perguntou Hermione batendo as unhas cor de vinho perfeitas na mesa.
Como todos nós sabemos, Snape é um cara duro na queda e não admite que os alunos o tratem de forma desrespeitosa. Mas ver a Hermione daquele jeito deixa qualquer um assustado e perplexo demais para ligar para o fato de ter sido chamado de seboso.
– Granger? – perguntou embasbacado.
Hermione revirou os olhos em uma perfeita imitação minha.
– Será que todos estão cegos nessa merda de escola? – perguntou Mione.
Snape gritou tão alto quanto Rony quando vê uma aranha.
– Você era a única esperança nesse bando de débeis! – gritou – NÃO VOU AGUENTAR OUTRA PERUZZO NA MINHA VIDA! AHHHHHHHH!
E saiu correndo pelo corredor.
– Estamos dispensados? – perguntou Simas.
– Claro que estamos, otário – falou Hermione se levantando e saindo da classe.
Todos ficaram em silêncio, ninguém ousava falar.
– Isso é inadmissível! – exclamou Draco – Carol, vá lá e mostre para aquela sangue ruim que em Hogwarts só pode haver uma peste!
– Isso mesmo! – disse me levantando – Ei! Você me chamou de peste?
– Não...
Levantei e fui atrás de Hermione com Harry e Rony em meus calcanhares. Mione estava pichando, repito, pichando um muro de Hogwarts com as seguintes palavras:
“DUMBLEDORE É PARENTE DA MÃE LUCINDA”
– Oh Meu Deus – falou Harry – Eu nunca tinha pensado nisso... E faz sentido!
– Ela e Dumbledore sempre se ferram – concordou Rony – Porque não foi ela que matou o Max, óbvio.
Então Harry e Rony começaram á discutir quem matou o Max.
– Não xinga a Mãe Lucinda não, sua bastarda! – gritou Dumbledore aparecendo – ELA É DIVA, OK?
– Velhos se entendem. – afirmou Hermione.
– Srta. Granger! – falou Alvo – E o respeito?
– Isso é o que eu penso sobre o seu respeito, velhote! – Mione gritou atirando um sapato em Dumbledore.
– Não acredito que ela fez isso! – falou Rony chocado.
Hermione pegou a latinha de tinta e escreveu na parede:
“DUMBLEDORE OU DÁBUNDONA?”
Soltou uma risada maníaca e saiu correndo.
– Vamos atrás dela! – falou Harry.
– Espera um minuto – falei pegando meu celular.
Tirei uma foto da última frase escrita por Mione e mandei para Clarisse.
Carol diz: Viu isso, Clarisse?
Clarisse diz: HSUAHSUAHSUA Quem escreveu isso? Foi você, sua sem noção?
Carol diz: Não. Foi minha amiga Hermione. Ah! Isso me lembra que semana passada eu...
– Vamos logo! – exclamou Rony me puxando pelo braço.
Carol diz: Tenho que ir, Cla. Vou resgatar uma nerd.
Clarisse diz: Affs... Boa sorte.
Humpf. Dizer é fácil, quero ver é resgatar aquela louca.
Quando finalmente achamos Hermione, ela estava sentada conversando com Lilá Brown.
– Meu Deus – ofegou Harry.
As duas estavam dando risadinhas irritantes.
– Chega disso! – gritei e puxei Hermione pelo braço – PODE TRATAR DE VOLTAR AO NORMAL, SRTA. GRANGER!
– Me solta, sua bitch – falou Hermione – A antiga Hermione morreu! Eu sou a nova e melhorada versão! A versão popular e social!
– Popular? Hermione Granger Popular? Entrei em um universo paralelo? – disse Harry totalmente em pânico.
Eu apenas ergui as sobrancelhas.
– Ah é, fofa? Então você não acha isso incômodo? – perguntei e empurrei Rony para cima de Lilá. Lilá agarrou Rony.
Hermione abriu a boca para falar algo, mas depois a fechou e riu:
– Não, nem um pouco incômodo. Esse animal ruivo tinha que arranjar alguém mesmo, se não ia virar um encalhado.
Suspirei, triste.
– Não achei que eu teria que chegar á esse ponto. – admiti.
– Que ponto? – perguntou Hermione estreitando os olhos.
Corri o mais rápido que pude para o dormitório e voltei logo em seguida com um exemplar de Hogwarts, uma História. Hermione arregalou os olhos delineados.
– O que vai fazer? – perguntou
– Nada – disse apontando a varinha para o livro – Incendi...
– NÃO! – berrou Hermione tirando o livro da minha mão – ESSE LIVRO É MEU E VOCÊ NÃO VAI QUEIMAR ELE NEM SOBRE O MEU CADAVÉR FRIO E SEM VIDA!
Sorri.
– Essa é a Hermione que eu conheço.
Mas aparentemente, Hermione ainda tinha coisa para dizer:
– AGORA EU VOU DIZER TUDO O QUE EU SEMPRE QUIS! – berrou – RONY, VOCÊ É UMA ANTA, MAS EU TE AMO, OK? HARRY, VOCÊ É MAIS BURRO QUE O RONY, MAS EU NÃO TE AMO, OK? MALFOY, SUA BICHONA LOUCA, ASSUMA LOGO QUE AMA O HARRY! E CAROL...
– OLHA O QUE VAI FALAR AÍ! – berrei
– E A CAROL É UMA LOUCA QUE TEM QUE PARAR DE ROUBAR A COMIDA DOS ELFOS NAS COZINHAS! – todos me encararam – É! EU FALO NA CARA MESMO!
Gina respirou fundo.
– Desculpe-me, Hermione – ela falou – Mas isso é para o seu próprio bem. Estupore!
Hermione caiu dormindo como um bebê.
Certo, esse foi o dia mais estranho da face da Terra.
Fale com o autor