As Crônicas Dos Retardados.
23 DIB - Demigods In Black
Notas iniciais
Espero que gostem, negads!
POV. Carolina Peruzzo
Era um dia super normal no Acampamento Meio Sangue.
– JACKSON! EU VOU QUEBRAR A SUA CARA! – berrou Clarisse.
Não disse?
Eu estava lá, de boa, só deitada na rede do Chalé 3 aproveitando a vista e escutando a filha de Ares berrar com o meu irmão. O motivo? Aparentemente, ele quebrou sua lança elétrica de novo.
Fechei os olhos e peguei no sono, acordei quando senti algo na minha perna. Bocejei, abri os olhos lentamente e olhei para minha perna. Uma cobra enorme estava ali.
– AHHHHHHHHH! – berrei caindo da rede e chutando a cobra longe – SAI DE MIM, HADES! MERLIN, ZEUSA, PAPAI, APOLO, HERMES, ATENA, ALGUÉM! AHHH! EU VOU MORRER! MORRE, SONSERINO! MOOOOOOOOOORRE!!
Escutei risadas. Cerrei minhas mãos de fúria.
– STOLLS!! – berrei para metade do Acampamento.
Os dois idiotas saíram riram de trás de uma árvore; Travis se abaixou, pegou a cobra e ergueu-a.
– Carol, é de plástico! – ele riu.
– PREPAREM-SE PARA MORRER, MOTHERFUCKERS! – gritei.
E eu, como uma boa fã de ICarly, saquei a minha meia de manteiga e saí correndo atrás dos Stolls. Segui-os para dentro da floresta e continuamos correndo até que ouvimos um estrondo muito alto vindo próximo de nós.
Paramos de correr.
– O que foi isso? – perguntou Connor.
– Vamos lá ver! – exclamou Travis.
Nós três corremos até o local do estrondo e nos deparamos com uma cena bizarra: Era uma nave espacial que tinha caído no meio da Floresta do Acampamento Meio Sangue.
– Que porra é essa, Zeus? – perguntou Travis com os olhos arregalados.
A porta da nave se abriu e eu prendi a respiração. Será que eu descobri vida no espaço antes dos filhos de Atena? Eu sou demais! De lá dentro surgiu um bicho alto, azul, estranho e gosmento — tipo o Percy.
O bicho nos olhou com seus olhos dourados e medonhos, rosnou e pulou em cima da gente.
– AHH! – berrou Connor.
Rebati o alienígena como uma bola de baseball com a ajuda da meia de manteiga. GOL! [N/Annabeth: Gol é só no Futebol e no Quadribol] Tanto faz. O ET saiu voando, bateu numa árvore e saiu correndo entre a mata.
– Aquilo era um ET?! – exclamou Travis – Meus deuses! Aquilo... Aquilo está solto no Acampamento agora?!
– Eu vou lhes explicar tudo – garantiu uma voz misteriosa.
Virei-me pronta para espancar qualquer um com a minha meia de manteiga, mas ali esta Quíron. Ele usava óculos escuros, uma camisa social branca, uma gravata preta e um casaco formal preto.
– Quíron?! – exclamou Connor – O que você tem a ver com aquele bicho?!
– Desculpem por isso, sério – falou o centauro. Ele colocou a mão no bolso e tirou de lá algo parecido com uma caneta.
– NÃO OLHEM! – berrei – ELE VAI APAGAR NOSSA MEMÓRIA COM AQUELA CANETA!
Quíron fez uma cara surpresa.
– Como adivinhou? – perguntou.
– Se o meu irmão pode ter uma caneta que vira espada, acho justo que você tenha uma caneta que tira a memória – disse dando de ombros.
Ele pensou por um segundo e recolocou a caneta no bolso.
– Venham, vocês serão uteis – disse o centauro.
Nós subimos nas suas costas e fomos levados para A Gruta, que é a caverna onde Rachel mora atualmente.
– Aquela caneta, na verdade, é um aparelho chamado Neutrolizador – explicou Quíron enquanto desmontávamos – Ele serve para apagar a mente das pessoas que viram demais.
– Mas a Névoa não esconde os monstros dos mortais, Quíron? – perguntou Connor.
O centauro olhou profundamente para ele.
– Quem disse que estou falando de monstros, garoto?
Dito isso, ele entrou n’A Gruta. Era basicamente uma caverna moderna, com obras de arte, quarto, sala, cozinha...
– Porque estamos aqui? – perguntou Travis.
– Travis, Connor e Carol – disse Quíron olhando-nos – Vocês não são os mais bonitos, nem os mais talentosos, muito menos os mais legais...
– Ei! – exclamamos, mas fomos ignorados.
– Mas são os semideuses mais discretos, furtivos e inteligentes (de sua própria maneira) para esse caso – disse o Cavalão – Vocês são perfeitos para essa missão.
– Nós vamos matar monstros?! – exclamei animada apertando a minha meia de manteiga.
Quíron sorriu sinistramente.
– Não, nós vamos matar aliens.
Para variar, eu não entendi nada, mas mesmo assim seguimos Quíron até um elevador que tinha, tipo, surgido do nada. Entramos lá, Quíron apertou um botão e descemos escutando uma musiquinha tosca.
– Pode começar a explicar esse negócio dos ETs – exigi.
– As teorias dos filhos de Atena estavam certas – disse Quíron sério – Não estamos sozinhos no Universo. Alienígenas existem em praticamente todos os planetas, inclusive nós temos alguns informantes na Terra.
– Têm? – perguntou Connor.
– Sim, temos um no Brasil, por exemplo – respondeu – Se chama Tiririca.
– E o Neutrolizador serve para apagar a memória dos mortais que viram aliens? – perguntou Travis.
– Para apagar a memória de mortais e semideuses. Os deuses não querem que o conhecimento sobre alienígenas se espalhe para os meios sangues, eles temem o pânico em massa. Somente um grupo seleto sabe sobre a existência deles.
– Um grupo seleto? – perguntei confusa.
As portas do elevador se abriram e revelaram uma central de informática com aparelhos de última geração, computadores, telões de vídeo e chamada e várias pessoas – todas vestidas com terno e gravata pretos.
Quíron sorriu e tirou os óculos escuros.
– Sejam bem vindos ao DIB – Demigods In Black
* * *
Se eu não tivesse arrastado os filhos de Hermes até a sala do Diretor e Coordenador do DIB, eles teriam levado a carteira de metade das pessoas. Reconheci muitos funcionários de lá: Leo, Grover, Chris Rodriguez, Piper...
Quíron abriu a porta da sala do Diretor. Quem era? Bem...
– Carlota Pereira, Tadeu Steve e Carson Skull. Tenho a infelicidade de dizer que vocês agora fazem parte do DIB, querendo ou não.
Sim, era o Sr. D.
– Como era o alien que vocês viram? – perguntou Quíron.
– Bem, ele era azul – falei – Azul brilhante, muito alto, um rabo com listras roxas, cabelos pretos com dreads cheios de miçangas...
– Querida, eu quero que você descreva o alien, não um Avatar – disse Sr. D revirando os olhos.
Eu ia bater naquele velho folgado com a minha meia de manteiga, porém Quíron me interrompeu.
– É ele! – exclamou um pouco assustado – O alien que veio para o Acampamento Meio Sangue é Quelk, rei de Hhgar!
– Quem? – perguntamos em uníssono.
Sr. D bufou.
– Quelk é um esquisitão chato que a anos tenta tomar o Acampamento – disse – Nunca conseguiu, óbvio, mas achamos que ele vai tentar de novo.
– Legal! – exclamou Connor.
– Legal? Tu é retardado, garoto? – perguntou Sr. D rude – Ele pode matar os campistas!... Pensando bem, ele é muito legal sim. Podem relaxar.
Quíron rolou os olhos.
– Eu posso espancá-lo com a minha meia de manteiga – ofereci sorrindo.
– Sim, isso parece um bom plano – disse Sr. D irônico.
– Eu sei – concordei ficando de pé – Mas primeiro, preciso trocar de roupa.
* * *
Saí de dentro do Chalé 3, coloquei os óculos escuros e fiz minha pose like a boss.
– Como estou? – perguntei.
– Parece uma retardada – disse Travis.
– Mas ela é uma retardada.
– Ah, é.
Mostrei o dedo do meio para os dois. Nós andamos até Quíron, que segurava uma maleta prateada.
– Escutem, vocês vão...
– Quero testar o meu Neutrolizador – falei – Quíron, você é um babaca gay idiota que usa bobs no rabo por seu pelo não ser lisinho. Tem que usar L’Oreal Paris, honey, porque você vale muito. Além do mais, nós fazemos festas no Chalé 69 todo o final de semana e eu suspeito que a Annabeth esteja esperando um Cabeça de Alga Júnior.
Quíron ficou corado de raiva.
– COMO VOCÊ OUSA...
Peguei o Neutrolizador, liguei-o e apertei o botão. Ele emitiu um flash e Quíron piscou algumas vezes.
– O que eu dizia? – ele perguntou confuso.
– Isso é demais! – exclamei fazendo um high-five com os filhos de Hermes.
– Enfim – Quíron sacudiu a cabeça – Suspeitamos que Quelk ainda esteja no bosque tramando seus planos. Suas ordens são: Entrar no bosque, achar Quelk e trazê-lo para nós, vivo ou morto.
– Aliens morrem com bronze celestial também? – perguntou Connor.
Quíron deu aquele sorriso sinistro de novo. Sério, ele me dá medo às vezes.
– Ah, sim, aliens morrem com bronze celestial, mas espadas não adiantam muito contra armas lasers – Quíron abriu a maleta – Podem escolher.
Ali havia armas de fogo dos mortais com munições de balas feitas de bronze celestial. Revólveres, escopetas, metralhadoras, pequenos revólveres e...
– Bazuca! – exclamei animada pegando a arma.
– Não tenho certeza se é bom deixar a Carol com uma bazuca – disse Travis temeroso.
Quíron parecia estar pensando exatamente nisso, mas eu exclamei:
– Não vou machucar ninguém!... Talvez... Mas enfim, vamos!
Saí caminhando para a floresta com a bazuca descansando no ombro e os dois me seguiram; Travis tinha um revólver e Connor, uma escopeta. Seguimos andando até que o sol foi subindo e descendo no céu, devia ser umas cinco da tarde.
– Há! – gritou uma manticora (que eu já conhecia, infelizmente. O bicho se chamava Franklin) saindo das sombras.
– Saí daqui, Franklin – disse – Nós não ligamos para você. Estamos caçando aliens, bem mais legais que monstros.
Uma lágrima triste escorreu pelo canto do olho de Franklin.
– Tudo bem então... – e assim, ele voltou cabisbaixo para dentro das árvores.
Andamos, andamos, andamos – e você não vai adivinhar o que aconteceu! – e andamos mais ainda. Eu já estava quase caindo de exaustão quando vimos algo azul se movimentando nas árvores.
– Mas o que... – começou Connor.
– ATIRA PRIMEIRO, PERGUNTA DEPOIS! – berrei atirando com a bazuca no local onde eu vi Quelk.
O míssel de bronze celestial saiu voando e explodiu as árvores. Ninfas bravas surgiram e tentaram apagar o incêndio de suas árvores. Travis avistou-o e disparou contra Quelk, que desviou facilmente, Connor não teve um sucesso muito maior.
Idiotas.
Peguei a adaga que eu sempre guardo no bolso e atirei contra o alien. Ele berrou de dor quando a face fincou-se em sua perna e o sangue prateado começou a escorrer; Quelk saiu correndo entre as árvores.
– Ótimo! – exclamei – Agora podemos segui-lo por entre as árvores seguindo o rastro de sangue.
– UHU! – comemoraram os irmãos.
– Estão comemorando?! – disse uma voz furiosa – Quero ver comemorarem quando eu os transformar em pés de feijão!
Júniper estava nos encarando furiosa. Ela tinha as roupas chamuscadas e achei que era a hora errada para dizer que seu cabelo ainda estava pegando fogo.
– Desculpe, Ju – falou Connor depressa – Nós temos ordens sobre...
– Coloquem os óculos – ordenei.
Os dois colocaram os óculos escuros, eu peguei o Neutrolizador, apertei o botão e o flash foi emitido. Júniper piscou e ficou sem expressão, entendi que o Neutrolizador transformava as pessoas em uma espécie de livro: Você apaga o que quer e reescreve da maneira que acha melhor.
Tirei os óculos escuros.
– Júniper, as árvores pegaram fogo por causa de um raio – falei firme olhando em seus olhos – Eu, Connor e Travis não temos absolutamente nada a ver com isso. O Grover te trai com o Percy. Agora, vá apagar o incêndio e não enche o saco.
Ela assentiu e foi-se apagar o incêndio. Nesse momento, ouvimos um grito de terror vindo da área dos chalés.
– Como vamos chegar lá?! – exclamou Travis – Estamos muito dentro da floresta para chegarmos lá a tempo!
– Então é hora de fazer o que eu mais amo – falei.
– Comer?
– Não – disse colocando meus óculos fodões – É hora de quebrar as regras!
* * *
Primeiramente: CHUPA MUNDO! EU APARATEI E O MINISTÉRIO DA MAGIA NÃO ME PRENDEU! UHU! SOU FODA DEMAIS PARA IR PARA AZKABAN! LALALALA! PÔNEIS MALDITOS, PÔNEIS MALDITOS, LALALALALA... Ops, foi mal Quíron.
Segundamente (WTF?): Como Hermes consegue ter filhos tão frouxos? Sério, nada contra o pessoal do Chalé 11 (Não roubem minha carteira!) Mas o Connor e Travis não são os melhores conselheiros de chalé, vocês deveriam trocar. Porque digo isso? Porque aqueles dois viados quase desmaiaram quando nós aparatamos.
– Acho que vou morrer – disse Connor assim que nós aparatamos na Ala dos Chalés.
– Larguem de viadagem – falei.
Olhamos para os chalés e vimos que o Quelk estava tacando o terror. Ele havia invadido o Acampamento Meio Sangue com um exército maligno e armado de guerreiros azuis.
Pela primeira vez na vida, Percy não gostou da cor azul.
Os aliens do mal atiravam nos campistas, que caiam desmaiados. Os Agentes DIB e alguns filhos de Ares lutavam bravamente, mas não aguentariam por muito tempo. Corri para o meio da zona de guerra e disparei um míssel exatamente em Quelk, que estava pendurado no mastro só observando a luta. O míssel explodiu e o ET foi lançado longe, mas ele levantou-se e veio correndo na minha direção com uma espada de aparência mortal.
Tentei atirar outro míssel, mas a carga da bazuca estava vazia. Minha adaga já se fora. Estou ferrada.
Fechei os olhos para não sentir ser cortada em mil pedacinhos e esperei a lâmina. Ela não veio. Eu não virei sushi! (Entenderam? Filha de Poseidon, peixe fatiado, sushi... Ai, ai, sou hilária)
Abri os olhos e vi que Franklin estava lutando com Quelk.
– Franklin! – exclamei surpresa.
– Só eu posso te matar! – exclamou Franklin lutando.
– Ah, então tá...
– IRMÃOS! – gritou Franklin com a voz ressoando pelo Acampamento – ATACAR!
– AHHHH! – gritaram os monstros saindo da Floresta.
Cães infernais, dracaenas, manticoras, harpias, esfinges e lestrigões saíram da floresta para atacar os aliens invasores. Todos os monstros que constantemente tentam nos matar saíram de seu refúgio para nos proteger.
Era estranho demais para ser verdade.
Até mesmo o Dragão de Bronze, aquele autômato mecânico problemático, saiu da floresta e cuspiu fogo contra os aliens.
– FESTUS! – berrou Leo com lágrimas nos olhos – VOCÊ ESTÁ VIVO, GAROTO! OH, COMO EU SENTI SUA FALTA!
E então, com a junção de monstros e semideuses, nós vencemos a primeira invasão alienígena que o mundo já conheceu. Ou conhecia, pelo menos, porque todos os agentes da DIB tiraram a memória dos civis (já estou até falando como um policial u.u) e nunca mais se ouviu falar de aliens ou de agências secretas no Acampamento Meio Sangue.
Espera um momento... Essa história vai virar de conhecimento público? Porque não me disseram antes?! O Quíron vai me esfolar viva e jogar sal depois se alguém descobrir sobre o DIB!
Bem, se é assim, vocês nunca souberam nada disso.
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