As Crônicas Dos Retardados.
17 Como Cuidar de 13 Bebês Monstros
Notas iniciais
Carol: É.
Zeus: Um dia eu ainda explodo o chalé 3...
POV. Carol Peruzzo
Era um lindo e normal dia no Olimpo. Ninfas varriam as ruas, as musas ensaiavam para o coral e os deuses menores passeavam tranquilamente pelas ruas. Tinha vindo ao Olimpo junto com Clarisse e Percy. Eu estava andando junto com Percy (Clarisse estava numa loja de armas qualquer) quando ouvimos um estrondo vindo da Sala do Conselho Olimpiano.
– O que foi isso? – perguntou Percy.
– Vamos lá! – exclamei.
Nós dois corremos o caminho todo e entramos na Sala do Conselho. Os treze olimpianos estavam reunidos e no centro, estava a deusa Hécate. Sinceramente, depois de Nêmesis e Íris, ela era a deusa menor que eu mais admirava. Hécate tinha cabelos negros lisos que caiam até as costas, olhos lilases e rebeldes, uma expressão majestosa no rosto e sempre estava usando um vestido esvoaçante roxo escuro.
– Escutem-me, tolos! – exigiu ela brandindo o cajado de carvalho que segurava.
– Hécate, chega! – exclamou Zeus – Seus conselhos irritam-nos! Atena dá conselhos muito melhores e não nos importuna.
– Diga por você – murmurou Poseidon.
– Pois bem – disse Hécate numa ira silenciosa – Se querem pensar como crianças, serão crianças!
Hécate bateu seu cajado no chão e uma névoa roxa sumiu e tomou conta do Salão. Percy e eu tossimos e a afastamos com a mão. Quando a névoa sumiu, a deusa da magia havia desapareceu, mas...
– O que é isso? – perguntou Percy em pânico.
Treze bebês com um ano de idade estavam sentados no chão nos olhando, dormindo ou chorando. Um deles engatinhou até mim. Tinha cabelos negros e curtos, pele bronzeada, lindos olhos verdes e usava um macacãozinho com figuras de peixinhos.
– Pai? – perguntei chocada.
– Ah... – disse o bebê olhando-me com curiosidade infantil.
– É ele – disse Percy – Hãn... Poseidon?
O bebê olhou para ele e sorriu exibindo seus poucos dentes. Percy abaixou-se e pegou-o no colo.
– O que vamos fazer? – perguntou ele em desespero com o bebê babando em seu ombro.
– Temos que achar Hécate, mas não podemos abandonar os bebês – falei pensando, então uma ideia surgiu – Clarisse! Ela também veio ao Olimpo!
Peguei o celular e liguei para Clarisse. Em poucos minutos ela chegou, mas não antes do bebê Hefesto desmontar e montar meu celular umas duas vezes.
– Olá, otários – disse a simpática – De onde vieram esses bebês?
– São os Olimpianos – explicou Percy – Hécate fez alguma coisa e... Bem, eles viraram bebês.
– O que? – perguntou Clarisse. Ela olhou para um bebê com casaco e calça pretas, uma camiseta branca e cabelo preto como corte militar – Pai?! Ares?
O bebê olhou na nossa direção e sorriu com seus poucos dentes.
– Gue... Guella! – ele riu bobamente.
– Eu, hein – disse – Desde pequeno já sabe falar guerra e... Zeus! Pare de dar choques no seu irmão!
O pequeno Zeus me encarou triste com seus olhos azuis vibrantes. Ele parou de dar choques no pequeno Hades, que mostrou-lhe a língua.
– Zeus feio! – exclamou com sua voz infantil.
– Hades chato! – respondeu Zeus cruzando os braços e fazendo biquinho.
– Parem de bligar – repreendeu uma garotinha loirinha com olhos cinzentos. Atena? Que coisinha mais fofa *o*
– Arrocha, arrocha, arrocha, arrocha que ela gosta! – começou á tocar uma... Ok, isso não é música.
– AH! – gritei tampando os ouvidos – MEUS OUVIDOS VÃO EXPLODIR!! AAHHHHHHH!!
Clarisse e Percy olharam para o lado, procurando o progenitor dessa aberração da natureza.
– APOLO! – gritou Clarisse tirando o IPhone da mão de um bebê risonho loiro com olhos azuis.
– Ele era mais legal como mendigo – disse Percy triste.
– Então – disse me recuperando – Clarisse, vá atrás de Hécate. Percy e eu vamos cuidar desses bebês até você voltar.
Clarisse saiu do Salão e Percy me olhou.
– Carol, você é um bruxa – disse ele como se fosse uma novidade – Não pode pegar sua varinha e falar Abracadabra ou sei lá oque?
– Eu posso falar Avada Kedavra, serve? – perguntei sarcástica.
Sem saber oque é Avada Kedavra, Percy concordou feliz com a cabeça. É um idiota mesmo...
Eu decidi observar os bebês olimpianos. Afrodite e Hera estavam brincando com bonecas; Hermes roubava o ursinho de pelúcia de Hefesto; Héstia brincava de corrida com Artemis; Deméter cuidava de pezinho de feijão; Poseidon, Hades e Zeus estavam discutindo na língua dos bebês (ó novidade) e Apolo estava escutando The Beatles distraidamente no IPhone enquanto balançava a cabeça alegremente.
– Eles são... Bonitinhos – disse quase que inconscientemente.
– Diga por você – disse Percy enquanto o pequeno Ares batia em sua perna com uma espada de plástico.
– Molla, molla! Molla! – dizia o pequeno Ares.
– Ele é tão amável – comentei rindo.
– Tia! – exclamou um garotinho com bochechas rosadas, cabelo negro e olhos... Roxos? Ah Meu Zeus!
– Sr. D? – perguntei descrente.
– Own! Ele é tão fofinho! – exclamou Percy.
– Tia Carla e Tio Peter – disse o Sr. D bebê.
– Mesmo bebê fica trocando nossos nomes – resmungou Percy – Que lindo.
– Eu quelo suco de uva! – exclamou Dionísio mimado – Quelo agola!
– Eu não tenho suco de uva – respondi.
– Mas eu quelo!
– Mas eu não tenho!
– Mas eu quelo!
– Mas eu não tenho!
– Mas eu quelo!
– MAS EU NÃO TENHO E NÃO ENCHE O SACO, MULEQUE CHATO! – gritei.
Dionísio fez um biquinho e começou á chorar.
– Ah, não – disse indo na direção dele – Não chora, Sr. D. Desculpa, tá? Não foi por querer.
Peguei-o no colo e tive que ficar embalando-o e murmurando palavras de consolo até que ele dormiu. Sua aparência era pacífica durante o sono, parecia um querubim. Coloquei-o cuidadosamente em cima de seu trono.
– Agora – disse baixo aos outros bebês – Fiquem quietinhos, tudo bem? Dionísio está dormin...
– AHHHHHHH! — gritou Hermes – ACORDA DIDI! AHHHHHHHHHHHH!
Dionísio acordou assustado e recomeçou á chorar.
– HERMES, SEU IDIOTA! – gritei – ELE JÁ ESTAVA DORMINDO! SÉRIO, EU VOU TE JOGAR DO OLIMPO!
Quando ouviu as palavras Vou te jogar do Olimpo, Hefesto começou á chorar.
– Puque? – perguntou com sua voz de bebê – Eu num fiz nada de elado. Puque vai me jogar pla fola do Olimpo?
– Percy, cuida do Hefesto – disse estressada com o choro de dois bebês no meu ouvido.
Eu peguei Dionísio no colo de novo enquanto Percy segurava Hefesto. Nós fizemos nosso melhor para acalmá-los, mas as outras pragas começaram á puxar nossas pernas e gritar. Somente Hades, Atena e Artemis tiveram o bom senso de ficarem quietos.
– ME SOLTEM! – gritei quando Zeus puxou meu cabelo – SUA FABULOSA IDIOTA!! AHHH!
Hermes e Deméter se juntaram e me empurraram. Eu caí de cara no chão e aqueles hobbits [N/Bilbo: Ei] subiram em cima de mim, puxaram meu cabelo e me bateram. EU ESTOU SENDO ESPANCADA POR BEBÊS, PODE ISSO?
Nesse momento, Clarisse entrou arrastando Hécate pelo cabelo. Literalmente.
– Deusa da magia entregue – disse ela calmamente – Ei, tem bebês em cima de vocês.
– AH, SÉRIO?! – gritou Percy quando Ares deu-lhe uma cotovelada no olho.
– HÉCATE, REMOVA A MAGIA AGORA! – berrei.
A deusa da magia olhou para os bebês e suspirou.
– Acho que eles aprenderam a lição – disse dando de ombros.
Hécate bateu seu cajado no chão e a névoa roxa ergueu-se novamente do chão, os deuses voltaram á sua forma normal e Apolo (que estava empoleirado no meu ombro, aquela praga) caiu em cima de mim.
– Obrigado por amortecer a queda – sorriu ele.
– SAI DE CIMA DE MIM, APOLO! – berrei estressada.
Apolo levantou e me ajudou á ficar de pé. Percy ainda estava embaixo de uma pilha de deuses.
– MONTINHO! – berrou Hermes correndo e saltando em cima dos outros.
Percy gemeu de dor quando Hermes aterrissou.
– Socorro... – disse ele fracamente.
Poseidon foi chutando os deuses até Percy estar livre.
– Eu tenho uma dúvida – disse quando todos já estavam normais de novo – Sobre oque vocês estavam discutindo antes de virarem bebês?
– Sobre o cardápio da lanchonete do Olimpo – disse Zeus dando de ombros.
Imagine minha cara e a do Percy, né?
– O que? – perguntou Percy descrente.
– Eu disse que deveríamos colocar saladas de frutas – disse Hécate – Mas eles querem por batata frita!
– BATATA FRITA PARA SEMPRE! – gritaram Poseidon, Ares, Artemis, Hermes e Hefesto.
E é por isso que eu repito que eu sempre disse: Os deuses não tem sanidade mental, acho que por culpa dos séculos de vida.
Lição de Moral: Nunca discuta por causa do cardápio de uma lanchonete, você pode acabar como um bebê.
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