As Crônicas Dos Retardados.
21 B-Day, Carol!
Notas iniciais
Leo: Tá, Clarisse --'
Clarisse: Ah, bom. Eu já ia enfiar a sua cabeça na privada, mecânico. Enfim... -pigarreia- Eu estou aqui para dar uns anúncios, porque no momento a Carol está desmaiada.
Harry: Porque?
Clarisse: É cansaso porque ela teve uma noite muito louca com o Draco ontem...
Draco: ISSO É MENTIRA!! Ó-Ó
Clarisse: hehe Okay, é mentira, mas bem poderia ser verdade...
Draco: DÁ LOGO A DROGA DO ANÚNCIO, SUA SANGUE RUIM!
Clarisse: A Carol desmaiou porque viu 11 recomendações, e pirou geral. Saiu correndo pelo acampamento e berrou "CHUPA CHALÉ DE ATENA, SOU MELHOR QUE VOCÊS!"
Annabeth: Recalque u.u
Clarisse: Eu quero agradecer á todos que mandaram recomendações. Carol está muito feliz, e eu também, afinal, com ela desmaiada eu posso desenhar na cara dela...
Acordei animada. Sabem que dia é hoje? É o meu dia favorito do ano! [N/Hermione: É Natal, a data onde todos se unem numa bela festa?] O que? Claro que não! É o meu aniversário!
Levantei e vi que o chalé estava vazio, fui para o banheiro, me troquei e saí do chalé.
– Parabéns, sua vaca – cumprimentou Clarisse chegando e me dando um tapa nas costas – Viva muitos anos e blá blá blá.
– Também te amo, Cla – sorri.
Meu celular tocou no meu bolso.
– Você tem um celular?! – exclamou Clarisse enquanto íamos para o refeitório.
– Ah, claro – disse sarcástica – Percy pode ter um cão infernal, Dumbledore pode ter uma fênix, mas eu não posso ter um celular? Ah, por favor!
Peguei o celular (o que é? Eu sou filha de Poseidon, posso ter um celular assim!) e atendi.
– Alô – disse.
– FELIZ ANIVERSÁRIO! – berrou Hermione.
– PUTA QUE TE PARIU, HERMIONE! NÃO BERRA NO CELULAR! – berrei no celular.
– Ah, nossa... Foi mal – disse a bruxa – Mas eu só queria te dar feliz aniversário! Nós sempre fomos amigas e sinto que a nossa amizade...
Desliguei o celular na cara dela. Há há.
Quando eu entrei no Refeitório, tudo estava normal, mas aí...
– ELA ESTÁ ALI! – berrou Piper.
– ATACAR! – gritou Percy.
Eu fui esmagada por Piper, Percy, Annabeth, Grover, Nico, Leo, Clarisse e Sr. D (ok, esse último é mentira).
– CHESSUS, EU FUI MORTA! – berrei.
– FELIZ ANIVERSÁRIO! – berrou Grover – LATINHAS PARA TODOS!
– Eu não como latinhas.
– Então mais latinhas para mim!
Todos cantaram Parabéns para mim. Eu sinceramente não sei como reagir enquanto cantam Parabéns para mim, então só fiquei sorrindo como uma retardada.
– Com quem será – começou Júniper – Com quem será, que a Carol vai casar...
– CALA A BOCA, PORRA!
– Estressadinha...
– Filha! – disse Poseidon surgindo do além (literalmente) e me abraçando. Porque todo mundo está me abraçando? Eu odeio abraços! – Feliz aniversário, bebê!
– Ah, valeu pai... – disse soltando-me.
– Lembro-me de quando você era um bebezinho que batia nos outros com um tridente de plástico! – Poseidon tinha lágrimas nos olhos – Agora está fazendo 16 anos...
– Vira homem, cara!
– Tudo bem – disse ele secando as lágrimas – E eu te trouxe um presente.
– É uma Firebolt?!
– Não.
– Então não me interessa – cruzei os braços.
Poseidon deu um sorriso irônico e estalou os dedos. Então, depois de uma névoa sinistra, surgiu...
– AH MEU ZEUS FABULOSA! – berrei – UMA HARLEY DAVIDSON!
Era uma moto Harley Davidson vermelha e preta. O estofamento era de couro macio e, diferente da de Ares, era artificial. Sou má, mas nem tanto.
– EU TENHO UMA HARLEY DAVIDSON, CHUPA CHALÉ DE ARES! – berrei dançando sem medo da morte.
Um dos filhos de Ares ergueu a mão e me mostrou o dedo do meio.
– Carol, você sabe dirigir um carro? – perguntou Quíron.
– Não.
– Sabe como dirigir uma moto?
– Não.
– Tem idade para dirigir?
– Tenho.
– Então deixe que ela vá! – exclamou Sr. D – Se ela se arrebentar, será um fedelho a menos para eu aguentar!
– Você pode usar a arena de bigas – disse Quíron bondosamente – E leve um instru...
– CLARISSE, EU ESCOLHO VOCÊ!
– Eu sou um Pokémon agora? – ela perguntou.
– Estou te chamando, então venha, vadia – disse – Essa tarde você vai me ensinar a dirigir.
E essa foi a história de como eu ganhei a moto. Mas a história de como eu aprendi á dirigi-la... Sim, essa é muito mais interessante.
* * *
Á tarde, eu levei a moto para a arena e encontrei Clarisse lá.
– Dirigir essa coisa não deve ser difícil – disse Clarisse.
– Não chame-a de coisa – falei montando na moto – Ela tem nome. Chama-se Nymeria.
– Você deu o nome de um lobo para a sua moto?
– Eu gosto dos Stark, fazer o que? – perguntei dando de ombros – Mas eu ainda...
– Não quero seus discursos sobre As Crônicas de Gelo e Fogo – Clarisse revirou os olhos – Agora, vamos começar: Coloque seu pé no acelerador e... Acelere.
Encarei-a descrente.
– Jura, Clarisse? – perguntei.
– Você é meio lerdinha, podia não ter percebido isso.
– Eu não sou meio lerdinha.
– Tem razão – ela sorriu sarcástica – Você é totalmente lerdinha.
Bufei, coloquei o pé no acelerador e acelerei um pouquinho rápido demais [N/Clarisse: Ela parecia o Grover quando vê latinhas] Calada! Eu estava tão rápido quanto numa vassoura, e eu ia bater na parede da arena, mas dei uma virada ninja e saí disparada na direção contrária.
Merlin, me ajuda!
POV. Clarisse La Rue
Uma vez quando estava na minha escola mortal, a professora passou um vídeo sobre foguetes disparando em alta velocidade para o espaço.
Carol estava parecida com isso.
– CLARISSE! – ela berrou praticamente voando naquela moto – ME AJUDA! HELP!
– Por quê? – perguntei checando as unhas.
– PORQUE SIM, SUA IMBECIL!
– Tire o pé do acelerador, oras.
– EU VOU SER ARREMESSADA LONGE!
– E daí?
– CLAAAARISSE LA RUE!
– Tira o pé do acelerador, eu te seguro!
Carol virou a moto na minha direção e tirou do pé do acelerador, a moto parou e Carol saiu voando na minha direção.
– Eu posso voar! – cantou Carol enquanto ela estava no ar.
Fiquei momentaneamente tentada á deixar que ela se arrebentasse no chão, mas acho que nós não seriamos mais amigas e eu preciso de alguém para pegar comida para mim enquanto eu estou com preguiça. Então segurei Carol, mas ela me derrubou no chão.
– Obrigada por amortecer a queda – disse ela.
– SAIA DE CIMA DE MIM, SUA CABEÇA DE BAGRE! – berrei.
Ela fez uma careta e ficou em pé.
– Eu dirigi bem, fala aí – disse Carol sorrindo enquanto eu ficava em pé – Eu sou a melhor motorista de Harley Davidson do mundo.
– O QUE?! – ouvimos uma voz com a força de um trovão. Meu sangue congelou.
Meu pai, Ares, surgiu de uma névoa vermelha, ele estava montado em sua Harley Davidson monstruosa.
– Pai... – eu disse fracamente.
– Sua idiota! – disse Ares indo em direção de Carol – Ganhou essa Harley hoje e já acha que sabe dirigi-la?
– Claro que eu sei, seu bundão – disse Carol encarando-o nos olhos.
– Vai encarar, tampinha?
– Eu tenho a mesma altura que você, babaca! E eu aceito o desafio – disse Carol irritada.
Ares sorriu sadicamente.
– Aqui na Arena à tarde – disse ele – Se eu ganhar, e sei que vou, eu tiro seus poderes de meio sangue.
– Ótimo! – disse Carol sem pensar – E se eu ganhar, você vai ser minha empregada por um ano!
– Feito – e assim, os dois apertaram suas mãos.
POV. Carol Peruzzo
Assim que apertamos nossas mãos, Ares sumiu e eu percebi que fiz besteira. Mas ninguém mandou aquele viado dizer que eu não posso fazer algo! É coisa de grifinório! Nós sempre fazemos o impossível e depois esfregamos na cara de quem discordou.
Á tarde, eu estava me preparando para a corrida no meu chalé, quando tive uma ideia brilhante. Vou enfeitiçar a moto para ela correr e ganhar do Ares! O Ministério não tem como saber o que ocorre dentro do Acampamento, não é? Agora vou ganhar daquela bichona!
Porém, assim que eu peguei minha varinha, uma mulher surgiu do nada. Ela tinha cabelos castanhos escuros lisos presos num rabo de cavalo alto e firme, rosto sério e olhos inquietos.
– Quem é você? – perguntei.
– Carol, eu sou Niké, deusa da vitória – disse a deusa.
– Então é por isso que você só está usando roupas da Nike? – perguntei.
– É – ela sorriu – Afinal, essa marca foi inspirada em mim, sabia?
– Hum...
– Como eu dizia – a deusa pigarreou – Carol, a única vitória é a vitória honesta.
– Ah, deixa de ser hipócrita! – exclamei – Na Grécia Antiga, você trapaceava e sempre, sempre, fazia Atena ganhar as batalhas!
Nike corou de vergonha.
– Tudo bem, mas...
– Mas nada, vadia. Já estou atrasada, vê se me ajuda a ganhar! – exclamei saindo do chalé.
Entrei correndo na Arena e vi todos os campistas desocupados estavam lá berrando. Alguns seguravam faixas, outros tinham pintado a cara ou de azul ou de vermelho sangue. Ares estava montado em sua Harley e sorriu quando me viu.
– Dê adeus para seus poderes – cantarolou ele.
– Cala a boca – mandei montando em Nymeria.
Sr. D apareceu de shortinho jeans curto e um top roxo, ele segurava uma bandeira e tinha um apito em volta do pescoço.
– Se rir vou te por dentro de uma garrafa de champanhe e te deixar lá até o Ano Novo – ameaçou Sr D. Mordi a língua para não rir.
POV. Percy Jackson
– VAI CAROL! – berrei.
– A corrida ainda não começou – disse Annabeth.
– FODA-SE! VAI CAROL! TIME POSEIDON! UHU!
Ela revirou os olhos. O Sr. D harpia levantou a bandeira no ar.
– Um, dois, três e... Vão! – ele apitou o apito.
Carol e Ares dispararam em alta velocidade. Porém, eu notei que Carol não fazia esforço para dirigir, ela parecia estar fingindo.
– Ela envenenou a moto – sussurrou Annabeth.
– Hein?
– Ela turbinou a moto.
– Hein?
Annabeth revirou os olhos e contou até dez mentalmente.
– Carol está trapaceando na corrida – disse ela calmamente.
– Ah... – Bem, eu não me importo. Contando que ela ganhe do Ares, tudo bem.
Ares e Carol estavam pescoço á pescoço e a linha de chegada estava próxima. A Arena havia prendido a respiração, Travis e Connor roíam as unhas, Sr. D cochilava e Clarisse parecia confusa em relação á quem deveria torcer. Então...
– PAREM! – berrou Apolo aparecendo na linha de chegada.
Nem preciso dizer que ele foi atropelado duas vezes, não é? O deus do sol caiu no chão sangrando icor e Carol e Ares só pararam vários metros ao longe.
– O que está fazendo aí, seu babaca?! – exclamou Ares – Eu ia ganhar dessa semideusa.
– Ia nada.
– Ia sim!
– Ia nada.
– Ia sim!
– Ia nada.
– Ia sim!
– Ia nada.
– Ia sim!
– Ia nada.
– Ia sim!
– Ia nada.
– Ia sim!
(Não sei se já comentei, mas Carol tem um ótimo dom para irritar as pessoas).
Ares berrou de fúria e os dois começaram á rolar pela Arena se estapeando.
– VAI PAI! – gritou Clarisse – VOCÊ CONSEGUE! VOCÊ... UH! Depois dessa acho que ele nunca mais vai ter filhos...
Carol deu um soco na cara de Ares, que caiu no chão, mas ele deu um tapa que fez Carol sair voando.
– HEY! SEU RECALCADO! – berrou meu pai, Poseidon, aparecendo do nada [N/Autora: Me Gusta de personagens que surgem do nada ^-^] – NÃO FAÇA ISSO COM A MINHA...
Um tapa e Poseidon saiu voando também.
– Olha, Ares, eu realmente não queria ter que fazer isso — falou Carol ficando de pé; seu lábio inferior estava sangrando.
– O que você vai fazer? Bater-me com aquele garfo gigante? – zombou Ares.
– É TRIDENTE! – berrou Poseidon ainda no chão.
Carol deu um sorriso sinistro, sinistro do tipo que me fez querer sair correndo para a minha mãezinha.
– Não – disse ela ainda sorrindo – Eu vou ligar para a sua mãe.
Todos ofegaram e Ares fez uma expressão chocada.
– Não teria coragem – disse ele perplexo.
– HERA! – berrou Carol como se Hera pudesse ouvi-la do Olimpo – SEU FILHO ARESZINHO ESTÁ FAZENDO ARTE!
– Ares! – exclamou Hera surgindo com seus brincos de pena de pavão.
– Mamãezinha querida... – Ares parecia querer morrer.
Hera andou até ele e puxou sua orelha, fazendo-o berrar de dor.
– Eu não te criei para ficar brigando na rua com semideuses, garoto – disse Hera severa – Você está de castigo por duas décadas! E também vai ser o empregado daquela meio sangue bruxa! E eu vou tirar seu pônei!
– Meu pônei não! – gemeu Ares.
– Não me diga o que fazer ou deixar de fazer, mocinho! – exclamou Hera – Vamos para casa, agora!
E assim, todos os deuses presentes (menos o Sr. D) sumiram e a Arena ficou em silêncio por um bom tempo.
Cri, cri, cri...
– Então eu venci? – perguntou Carol.
– Acho que sim – disse Quíron confuso.
– OH YEAH, BABY! SOU FODA! – disse Carol fazendo uma dança vitória esquisita.
[N/Grover: E o que aprendemos hoje, Percy?]
Que meio sangues não podem ter motos?
[N/Grover: Não]
Que Ares é um filhinho da mamãe?
[N/Grover: Não]
Que Hera é uma mãe severa?
[N/Grover: Não]
Que o deus da guerra tem um pônei?
[N/Grover: NÃO, PORRA! APRENDEMOS QUE NUNCA SE DEVE TRAPACEAR!]
Ah, então está bem...
Notas finais
Carol: 11 recomendações, nem acredito... -vai até o banheiro e vê a cara toda rabiscada- CLAAAAAAAAAAAAAAAARISSE LA RUE!
Clarisse: hehehe ~run~
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